Matérias Set./Out. - 07


Planejamento Estratégico Pessoal

 
 
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Planejamento Estratégico Pessoal

Planejamento estratégico pessoal é o processo de construir o seu futuro.

Tom Coelho

Estamos acostumados a falar sobre planejamento estratégico no âmbito das corporações. Empresas, instituições e governos preparam, normalmente no quarto trimestre, novos planos e a revisão de planos existentes para o ano seguinte, bem como para períodos mais longos.

Mas a proposta deste ensaio é conduzir você na execução de um planejamento estratégico diferente e especial: o plano de sua vida. E, para fazê-lo, iremos nos basear em uma metodologia inovadora.

Parte A – O Tripé do Planejamento Estratégico Pessoal:
Planejamento estratégico pessoal é o processo de construir o seu futuro. E tal como nas corporações, a primeira etapa consiste na definição de três aspectos essenciais: missão, valores e visão.

1. Missão
A missão é a sua razão de existir. Entendê-la habita antigas questões filosóficas como: “De onde viemos?” e “Para onde vamos?”

Descobrir sua missão é fruto das perguntas que você se fizer. Algumas sugestões:

a) O que está incompleto em sua vida?
Procure entender o que falta para sentir-se realizado em termos profissionais e pessoais.

b) O que gostaria de aprender?

A resposta indicará suas paixões e poderá revelar talentos latentes que tenha negligenciado no decorrer dos anos, seja pela rotina imposta pelo cotidiano, seja pelo medo auto-imposto.


c) O que faria se ganhasse um grande prêmio numa loteria?
O propósito é observar se há planos que você tem adiado indefinidamente sob a alegação de falta de recursos. É possível que sua missão esteja mergulhada neste pântano sombrio desenhado em sua mente e que a realização deste sonho seja exeqüível, mesmo diante da ausência de dinheiro.


d) O que faria se tivesse somente seis meses de vida?

É uma questão lúgubre, sei disso. Mas ela se faz necessária para que você avalie suas reais prioridades e reflita sobre como tem gerenciado seu recurso mais significativo e perene: seu tempo.

e) Imagine-se em seu enterro...


A exemplo da pergunta anterior, este é um exercício revelador. A proposta é que você se imagine nesta situação e procure identificar três pessoas de seu relacionamento: um familiar, um amigo e um colega de trabalho. Ouça o que estão dizendo sobre você e quais são os sentimentos que delas afloram. Talvez perceba como as tem tratado e quanto de amizade, carinho e amor tem oferecido àqueles que lhe são importantes.

Após todos estes questionamentos, analise suas respostas. Elas indicarão seu legado, ou seja, a contribuição que deixará para o mundo e através da qual poderá eternizar seu nome e seus feitos.

2. Valores
Os valores são os princípios que guiam as decisões e balizam o comportamento no cumprimento da missão.
Desde muito cedo, por influência de nossos pais e familiares, estabelecemos um conjunto de valores. Mas as pessoas, o ambiente, as crenças e as circunstâncias agem no sentido de modificá-los. Um bom exemplo desta mutabilidade dos valores é o estatuto da pena de morte. Você pode ser absolutamente contrário à aplicação da sentença capital. Porém, se um ente querido for vitimado por um ato de violência extrema, é possível que você passe a tolerá-la em condições excepcionais.

Para encontrar seus valores:
a) Identifique os princípios que governam sua vida.

É uma tarefa demorada e que ordena alta concentração e reflexão. Verifique os valores mais recorrentes em seus pensamentos e ações. Podem ser a integridade e a justiça, indicando um perfil voltado à conduta social; ou a humildade e a generosidade, sinalizando para foco em serviços ao próximo; ou a autonomia e a autoconfiança, apontando para o egocentrismo. Pode ser um conjunto de todos eles. Não importa. O fundamental é que os aspectos selecionados representem o que você de fato é, e não o que gostaria que as pessoas pensassem a seu respeito. Assim, escolha valores inerentes ao seu caráter e não à sua reputação.

b) Coloque-os em ordem de prioridade.
Após selecionar entre cinco e sete valores, procure ordená-los de acordo com o grau de importância relativa. É um momento decisivo, pois exigirá que você faça escolhas. Neste momento, ficará evidenciado se os valores preponderantes são materiais ou emocionais, individuais ou coletivos.

c) Escreva um parágrafo para cada um dos valores escolhidos.
É o momento de unir razão e emoção, cabeça e coração. Coloque no papel o porquê de suas escolhas, leia com atenção e reflita. Ao final você terá escrito o que denomino “Constituição Pessoal”. É sua carta de valores, pessoal e intransferível. Carregue consigo esta pequena lista, leia-a regularmente e tome suas decisões com base nela. Uma atitude em desacordo com seus valores deverá causar desconforto, incômodo até, ensejando uma mudança atitudinal ou uma revisão dos valores selecionados.

3. Visão
A visão é a explicitação do que você espera e acredita para o seu futuro. É uma imagem mental poderosa que tem a propriedade de materializar sonhos.

Para construir uma visão de futuro:
a) Imagine-se daqui a alguns anos.
Onde você estará em um, cinco, dez e 25 anos? O que estará fazendo? Quais terão sido suas realizações? Quem terá conhecido? O que terá aprendido?

b) Adote um “diário do futuro”.

Há quem ainda escreva diários, um registro pessoal e muitas vezes secreto de comportamentos, pensamentos e ações. Modernamente, os diários ganharam o mundo virtual através dos blogs. Em qualquer dos casos, faça seus relatos não sobre o passado, mas sobre o futuro que imaginou conforme sugestão anterior. Seja detalhista, entusiasmado e profético ao discorrer suas palavras.

c) Projete o filme da sua vida.

Reúna suas experiências passadas e sua visão de futuro, ambas ilustradas pelos seus diários do passado e do futuro, para imaginar o filme de sua vida, uma película extraordinária onde você figura como diretor e protagonista de sua própria história.

Ao vislumbrar seu futuro, lembre-se de desenhá-lo com cores alegres, vibrantes e positivas. O que hoje se conceitua como “leis da atração” nada mais é do que uma imagem mental positiva amparada por ação concreta em direção da realização e da conquista do sucesso.

Parte B – A Caixa de Ferramentas
Os convencionais 4Ps, apresentados por Jerome McCarthy em sua obra Basic Marketing, de 1960, como únicas variáveis relevantes do chamado composto mercadológico, receberam uma abordagem inovadora. Mais de 40 anos de estudo e trabalho permitiram a Francisco Alberto Madia de Souza, presidente da Madia Mundo Marketing, desenvolver uma matriz fantástica formada por 12Ps, conforme apresentaremos adiante.

1. Pest
Agora que já descobriu sua missão de vida, selecionou os valores que irão balizar seus comportamentos e ações e determinou onde pretende estar a partir de sua visão do futuro, deverá fazer uma análise atenta do ambiente externo, ou seja, o ambiente Político, Econômico, Social e Tecnológico no qual está inserido.

O ambiente político ganhou notoriedade ainda maior dentro da atual conjuntura do país devido aos desmandos envolvendo governantes de todas as esferas do poder, colocando a ética no centro das atenções. Assim, a conduta moral ilibada passou a ser, além de louvável, pré-requisito para viver em sociedade e edificar a imagem pessoal.

O ambiente econômico pode ser resumido na força de uma palavra: globalização. Muros e cortinas ruíram, decretando o fim das fronteiras físicas. Telefones e computadores encurtaram distâncias. Caminhamos para idiomas e moedas universais, promovendo uma aproximação cultural sem precedentes.

O ambiente social, como que por decorrência dos anteriores, acionou o alerta da responsabilidade socioambiental. As desigualdades entre os povos precisam ser dirimidas. O crescimento não pode ser de poucos e o desenvolvimento precisa ser sustentável para não comprometer as gerações futuras.

O ambiente tecnológico legou-nos a inovação e com ela a certeza de que sempre será possível fazer melhor, mais rápido e mais barato. É um retorno a cinco séculos antes de Cristo e a dialética de Heráclito de Éfeso, que dizia: “Tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo”.

Do ambiente externo aprendemos que devemos estar em constante busca pelo conhecimento e pela inovação, agindo num mundo globalizado com ética e foco na sustentabilidade.

2. Phocus
Compreendido o ambiente externo, estabeleça seu foco de atuação. Pode parecer elementar, mas muitos se equivocam neste instante, comprometendo o resultado de todo o planejamento. E erram ou por constituir muitos focos ou por eleger como primordial o objetivo inadequado.

Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro. Por isso, a definição deve ser clara, analítica e específica. Procure fundamentá-la em sua missão, orientá-la pelos seus valores e traçá-la em direção à sua visão.

Resista à tentação de definir seu foco por interferência de terceiros. Isso acontece, por exemplo, com jovens em estágio pré-vestibular, por ocasião da escolha do curso superior, quando optam pela mesma carreira dos pais ou seguem à risca a sugestão de amigos ou familiares.

É também comum a definição do foco por influências de cunho conjuntural, como moda ou expectativa momentânea de ganhos financeiros elevados. Assim, pode-se notar com profissionais que escolheram carreiras a partir da análise de pesquisas salariais, negligenciando seus anseios de realização e talentos pessoais. Invariavelmente, a desilusão os visita com brevidade, trazendo-lhes o desafio do recomeço ou o equívoco de persistir no erro.

3. Positioning
O posicionamento consiste no planejamento e na organização de sua identidade pessoal. Representa todos os sinais e códigos de comunicação transmitidos por seu estilo e personalidade.

O objetivo é delimitar, baseado no seu phocus, as características mais singulares que nortearão a construção de sua imagem com intuito de conquistar o respeito, a admiração e a confiança das pessoas.

4. Product
Observado como se fora um produto, é o momento de trabalhar seu marketing pessoal, projetando uma imagem de marca em relação a si a partir de dois níveis essenciais: a embalagem e o conteúdo.

O aspecto externo é o princípio de tudo, pois você não terá uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão. Portanto, cuide de sua aparência, trajando-se com propriedade, evitando o uso excessivo de acessórios e cosméticos, aprendendo regras de etiqueta e melhorando seu vocabulário, tanto falado quanto escrito.

Mas embora o design seja determinante, se o que estiver por dentro não lastrear a expectativa criada, você seguramente deixará de se estabelecer. Por isso, atente para sua formação acadêmica. Estude com regularidade e aprenda outros idiomas. Seja uma pessoa autêntica, transparente e íntegra. É o melhor caminho para conquistar a confiança e a simpatia das pessoas.

5. Promotion
Não adianta fazer a melhor coisa do mundo ou ter atributos invejáveis se ninguém tomar conhecimento. É preciso comunicar e repercutir.

Por isso, tenha sempre seu cartão de visitas à mão, mesmo que esteja desempregado. Crie um blog ou website pessoal e participe de comunidades na internet. Depois, crie suas próprias comunidades.

Se gostar de escrever, publique artigos. E depois, um livro. Se não gostar de escrever, comece a ler mais e aprenda a escrever.

Além disso, participe de eventos para ver e ser visto. E todo tipo de evento. Shows, seminários, feiras, reuniões de condomínio. Procure freqüentar ambientes variados para ter acesso a pessoas diferentes, com formação, cultura e idéias diversas.
Faça um curso de expressão verbal e aprenda a arte da retórica. A habilidade de falar em público abre portas e eleva a auto-estima e a autoconfiança.

O resultado final deste processo de comunicação é uma ampla rede de relacionamento, o tão comentado networking. Procure criá-la e expandi-la em sintonia com o seu phocus.

6. Place
Falamos aqui de distribuição. Utilizando as técnicas de comunicação sugeridas no tópico anterior, suas idéias e ideais poderão ser conhecidos por todos os que se sentirem seduzidos a visitar seu sítio na internet.

A reunião de opiniões qualificadas e networking extenso podem proporcionar grande alcance e destaque para seus conceitos e sua imagem. Mas lembre-se de guardar fidelidade e alinhamento à sua missão. Com base nela, seu place, ou seu mundo, poderá acertadamente se restringir não aos cinco continentes, mas apenas à sua comunidade.

7. Price
O preço é absoluto, mas o valor é sempre relativo.
O preço é um atributo típico dos produtos. E estes têm sido comoditizados ao longo do tempo. Olhe ao seu redor e analise produtos similares de diferentes marcas das mais variadas empresas.

Analogamente, todos nós, tomados como produtos no mercado de trabalho, também nos assemelhamos. Nossas competências técnicas são muito próximas, posto que ensinadas nas mesmas escolas, com metodologias parecidas e mesmos livros didáticos. O que outrora fora um diferencial, como o domínio de um segundo idioma ou um título de pós-graduação, hoje representa apenas igualdade de condições com os demais profissionais.
Como se não bastasse, tudo concorre com tudo agora. A competição é pelo tempo e pelo dinheiro do consumidor potencial. No restaurante, refrigerante compete com tubaína, mas também com suco, água natural e aromatizada pela preferência do cliente. No hospital, cardiologista concorre com oncologista, mas também com administradores, advogados e até engenheiros pela direção do estabelecimento.

Mas todo produto encerra em si a prestação de um serviço. E é neste campo que o jogo pode e deve ser jogado. Saem os predicados objetivos, entram os subjetivos. Em lugar da forma, o conteúdo. Em vez do palpável, o intangível.

Atendimento é a palavra de ordem. O bom atendimento, vale frisar. Atendimento que deriva de atenção, da capacidade de direcionar não somente olhos e ouvidos, mas os cinco sentidos para acolher uma demanda qualquer.

Imagem que se fortalece, valor que se tonifica.

8. People
A era do conhecimento colocou as pessoas em primeiro lugar, suplantando as máquinas.
E a importância das pessoas começa pelo cliente, esta entidade poderosa dotada da propriedade de fazer uma companhia prosperar ou capitular.

Porém, há um cliente específico, igualmente significativo, mas cuja relevância precede o anterior. Trata-se do cliente interno, formado pelos parceiros de trabalho, seja qual for o ambiente. São eles os seus colegas de trabalho, de todos os níveis hierárquicos, e os demais alunos matriculados no seu curso universitário, ao lado de todo o corpo docente.

Da harmonia no relacionamento interpessoal cultivado com estes pares depende o êxito de qualquer empreitada. No mundo corporativo, por exemplo, um ambiente saudável entre os colaboradores permite a formação de equipes altamente comprometidas com a organização, o que se traduz em excelência no atendimento ao cliente externo, possibilitando sua fidelização.

O instrumento utilizado neste processo de evolução das relações internas atende pelo nome de endomarketing.

É através das pessoas que você poderá colher impressões reais a seu respeito, tencionando praticar o kaizen, ou aprimoramento contínuo. E um dos melhores expedientes de coleta de informações é um questionário para levantamento de pontos fortes e fracos. Experimente aplicá-lo nas pessoas de seu relacionamento que, mais do que amigas, sejam justas e dispostas a auxiliar você na busca pelo autoconhecimento.

9. Providers
Fornecedores já foram tidos como uma espécie de “mal necessário”. Eram tempos em que os monopólios reinavam absolutos impondo-nos preços, prazos e condições.

A tecnologia, a profusão e difusão das inovações, a expansão dos mercados, enfim, as novas relações de consumo alteraram o perfil dos providers. E, por decorrência do exposto na variável anterior, o endomarketing tornou você cliente e fornecedor ao mesmo tempo.

A necessidade de concentrar tempo, recursos e energia no phocus propiciou o surgimento da terceirização. Tal como empresas passaram a se dedicar quase integralmente à sua atividade-fim, delegando operações acessórias a outras companhias para elevar sua competitividade, da mesma maneira você deve conduzir sua carreira.

Exemplificando a partir de temas já abordados, contrate um especialista para desenvolver seu website em vez de aprender recursos de programação apenas para esta finalidade. Confeccione seus cartões de visita em uma gráfica, ao invés de produzi-los artesanalmente em sua impressora. Abrace o profissionalismo como lema, pois cada decisão, por menor que seja, impacta sua imagem.

Ao contratar estes novos parceiros, certifique-se de que eles trabalham em sintonia com seus valores e podem atender suas demandas dentro de condições favoráveis.

E, por derradeiro, no papel de fornecedor, considere a possibilidade de trabalhar no sistema home office, ou seja, a partir de um escritório estruturado em sua própria residência. Esta pode ser uma alternativa secundária para uma atividade suplementar que com o tempo possa assumir o posto de principal. Mas tenha consigo a recomendação de que para ter sucesso nesta iniciativa é preciso mais do que infra-estrutura. Preparo, organização e disciplina são quesitos fundamentais.

10. Post-Place
A primeira venda não é a mais difícil de ser realizada. É a segunda, porque sinaliza fidelidade. Este conceito vale para produtos e serviços, para sua imagem e a atividade que você desempenhar. Você pode chamá-lo de aftermarketing, porque vem depois da venda.
Pergunte-se: quantas vezes você já acionou um SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente, tendo seu problema resolvido? Em quantas ocasiões recebeu um telefonema de retorno de alguém para agradecer-lhe pela presença ou participação num evento qualquer?

Costumo dizer que nós somos maus amantes, porque costumamos lutar por nossas conquistas e desmerecê-las logo em seguida, tão logo seja superado o sabor do desafio.
Por isso, aprenda a agradecer. Agradeça não apenas por presentes recebidos, mas também por um sorriso, por uma singela mensagem. Cultive o hábito de jamais deixar alguém sem resposta, ainda que ela seja negativa ou inconclusa.

Retorne telefonemas recebidos, recados remetidos, mensagens postadas. Cumprimente com cordialidade as pessoas que encontrar, mesmo que acidentalmente. Vale para o frentista, o ascensorista, o operador de caixa.

Coloque-se disponível às pessoas. Evite criar barreiras, forjar obstáculos, tornar-se inacessível como se isso fosse torná-lo mais importante, desejado ou respeitado. O mundo anda carente de alegrias e basta uma delas para combater muitas tristezas. A gratidão e a benevolência não trazem a felicidade, mas ajudam a assegurá-la.

11. Protection
Esteja atento para assuntos relacionados à proteção legal. Primeiro, para resguardar a si mesmo e à sua imagem. Segundo, para evitar o inverso, ou seja, que você, desafortunadamente, por um lapso em uma fração de segundos, invada a privacidade alheia, cometa um plágio, ultrapasse a linha tênue que muitas vezes separa o plausível do inaceitável.

Procure patentear sua marca pessoal, caso crie uma. Registre seu domínio www. Conheça o código de

ética da sua categoria profissional e estude o código de conduta da sua empresa. Leia e aprenda a interpretar o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição Federal.

12. Percognitiom
A última variável das ferramentas para edificação de seu planejamento estratégico pessoal é um neologismo em inglês que representa uma seqüência de ações capazes de referendar os passos anteriores.

Isso posto, todo o planejamento só poderá ser qualificado como válido se houver a percepção de suas qualidades e atributos. Uma vez percebido ou notado, que você seja reconhecido e, ato contínuo, reputado positivamente. Então ocorrerá a experimentação, representada pelas oportunidades de interação que conduzam à convivência, respaldando uma imagem sólida que se incorpore à sua marca pessoal.

O percognitiom é fruto de um processo de diferenciação capaz de lhe tornar dotado de características únicas e indissociáveis, suficientes para conquistar o respeito, a admiração e a confiança das pessoas em seus corações e mentes.

Lembre-se de que o hoje é a vitória sobre o você de ontem e a preparação para o seu amanhã. Falhar em planejar é planejar falhar.

 

Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos pelo e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br-  Texto publicado na Revista Vencer.

 

 

 

   
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Informações E Significados

As informações do mundo chegam através dos cinco sentidos. Mas, este processo é individual.

Por
Nelly Beatriz M. P. Penteado

Recebemos informações do mundo através dos cinco sentidos: visual, auditivo, gustativo, olfativo, táctil-proprioceptivo. Ocorre que a informação recebida precisa ser processada internamente, precisa ser representada, e este processo é individual, personalizado, o que equivale a dizer que dois indivíduos representarão um mesmo fato de formas diferentes.

Isto acontece porque há três processos envolvidos na representação de informações: omissão, distorção e generalização.

A omissão ocorre quando omitimos parte da informação recebida. É ela que, por exemplo, nos permite prestar atenção no que uma pessoa está dizendo e ignorar todos os demais sons existentes num local de muitos ruídos. Ou então, quando estamos bem humorados e não prestamos atenção às pequenas contrariedades de nossa experiência, como por exemplo os semáforos que estavam todos fechados, o trânsito lento.

A distorção é freqüente nos casos de mal-entendidos, em que uma pessoa disse ou fez uma coisa e a outra pessoa percebeu algo completamente diferente. Ou também nas chamadas "fofocas", em que um fato é aumentado ou deturpado.

A generalização consiste no fato de que ao recebermos uma informação, temos a tendência de generalizá-la para outros contextos. É ela que nos permite aprender, por exemplo, a andar de bicicleta e a partir desta aprendizagem generalizar para outros tipos de bicicleta.

A generalização também acontece nos casos de preconceito. Por exemplo, se uma pessoa teve uma experiência negativa com um indivíduo de determinada raça, religião ou nacionalidade, poderá generalizar achando que todos os indivíduos semelhantes no aspecto que está sendo considerado (raça, religião, etc.) são iguais.

Após analisarmos os três processos através dos quais as informações são representadas, podemos entender melhor por que dois indivíduos representam um mesmo fato de formas diferentes e também por que o mapa não é o território que representa (como afirmamos em nosso artigo anterior).

Nós sempre reagiremos às representações que fazemos das coisas (aos mapas) e nunca às coisas propriamente ditas.

Convidamos o leitor a tomar qualquer experiência de que goste, como por exemplo saborear um determinado tipo de alimento. Analisando minuciosamente por que gosta deste alimento, verá que gosta dele porque faz imagens que são atraentes, enfatizando a cor, o brilho, incluindo talvez a sensação da consistência, do contato do alimento com a boca, o cheiro, e possivelmente associando tudo isso a emoções como felicidade, aconchego, alegria, festa, etc. Tudo isto (imagem, associações com alegria, etc.) é representação. É da representação que você gosta, e não propriamente do alimento. Você já deve ter observado que enquanto você adora um alimento, outras pessoas o detestam. A representação que elas têm do alimento em questão é bem diferente da sua. E se elas aprenderem a representá-lo da mesma maneira que você, passarão a gostar dele!

Não é por acaso que as propagandas exploram estes aspectos em larga escala. Em geral, elas contêm apelos aos cinco sentidos e uma ou mais associações a sentimentos de paz, sucesso, felicidade, etc. Nós aprendemos por repetição e rapidez. Portanto, uma associação feita rapidamente e repetidas vezes, como é o caso da propaganda, tende a se estabelecer em nosso sistema neurológico. Trata-se de um condicionamento.
O que dissemos acima também se aplica a experiências marcantes em nossas vidas, capazes de influenciar nossa auto-imagem. Tomemos por exemplo o caso de duas crianças ridicularizadas na escola por terem errado um exercício na lousa. A primeira associa à experiência uma grande carga de emoção (vergonha, humilhação, incapacidade), representando a situação à sua maneira (talvez com grandes imagens dos colegas rindo, com o som de suas gargalhadas mais alto do que o som ouvido na realidade, etc.). Uma outra criança talvez nem se lembre do fato depois de um certo tempo e não lhe atribua maior importância.

O que faz a diferença aqui é a maneira através da qual cada criança representa a situação, o tipo de "etiqueta" que colocam ao organizarem seu arquivo de lembranças. Como já dissemos, é à representação que reagimos e não à situação, ao fato real, e na representação entram os processos de omissão, distorção e generalização. Portanto, é provável que a primeira criança tenha omitido dados da experiência, tenha distorcido outros e que ela generalize o ocorrido a todas as situações que envolvam os mesmos elementos (situações em que se exponha à opinião alheia).

As técnicas da PNL visam dar um outro significado (resignificar) ao ocorrido, já que não é possível alterar os fatos. Visa ainda desfazer o condicionamento, a associação, através da manipulação de aspectos específicos da representação da experiência (mudanças sutis nas características da imagem, som, sensação/sentimento, etc.).


Autora: Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolingüística  nellypenteado@zipmail.com.br

 

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MAPAS E FILTROS. A realidade é algo subjetivo

Quando alguém tenta se comunicar com outra pessoa, o que procura fazer é transmitir sua própria compreensão da realidade objetiva, mas de maneira subjetiva.

Por Antônio Carlos

Pelo menos quatro fatores inter-relacionados podem nos ajudar a entender melhor como funciona a nossa mente. São eles: a Percepção (captação de informações através dos sentidos), Experiência subjetiva (como a gente processa a informação, nosso aprendizado... O "Mapa".), Emoção e Comunicação. Todos nós temos, basicamente, cinco sistemas sensoriais: visão, audição, olfato, tato e paladar. É por estes sentidos que tomamos contato com o mundo e com as informações que nos chegam, ou seja, com a realidade exterior. A todo momento, estamos em contato, interagindo com o mundo à nossa volta, e as informações são captadas através dos sentidos. Cheiramos, degustamos, vemos, ouvimos, sentimos. Porém, três canais são os preferidos para essa captação e até transmissão: O canal visual, o auditivo e o cinestésico (VAC), ou seja, vendo, ouvindo e sentindo (aqui entra também a degustação, o cheiro, etc...). Depois, finalmente, reagimos ao mundo externo através da comunicação, seja com palavras e/ou com determinados comportamentos. Quando alguém tenta se comunicar com outra pessoa, o que procuram fazer é transmitir sua própria compreensão da realidade objetiva, mas de maneira subjetiva, ou seja, buscam transmitir aquilo que elas entendem como realidade um ao outro. Por isso, para entender o que significa uma comunicação eficaz, precisamos compreender primeiro alguma coisa sobre a verdadeira natureza da realidade. O que é a realidade? Realidade é aquilo que a pessoa experimenta (veja pressupostos). Porém, constantemente, confundimos nossa própria realidade com "verdade".Como processamos informações? Pensemos, cada um de nós: Temos capacidade de captar toda a realidade das experiências que ocorrem ao nosso redor? Nossas ações e julgamentos estão baseados em um conhecimento "completo" do mundo exterior? Sabemos de fato TUDO o que aconteceu numa determinada experiência? O mais provável é que nos comportamos, na verdade, como pessoas que vivem num mundo subjetivo, com uma representação daquilo que captamos, com uma interpretação própria do que aconteceu. Basicamente, todos nós processamos as informações que recebemos de maneiras idênticas. Os resultados deste processamento, no entanto, podem ser muito diferentes uns dos outros. Assim como ninguém é igual a ninguém, também suas representações do mundo podem ir no mesmo caminho. A linguagem ainda ajuda nesta diferença. Como ela modela o pensamento, criamos falsas certezas, confundimos a linguagem que usamos ou ouvimos com a realidade. É preciso deixar de lado as falhas que temos com relação ao processo, à mudança, o movimento. Para exemplificar, lembremos do seguinte: você consegue ouvir o mesmo som que os cachorros ouvem? Nossa capacidade auditiva é muito limitada neste sentido, e os cães ouvem decibéis que nós não conseguimos captar. Será que estes sons não existem, já que não os ouvimos? Para algumas pessoas, essa seria uma verdade. Se analisarmos todos os canais sensoriais que temos, descobriremos que são todos bem limitados com relação aos de outros animais. Digo isso para afirmar, sem medo, que percebemos, na verdade, apenas uma parte do que realmente acontece ao nosso redor. E essa é uma questão genética.  Isso serve para que estabeleçamos dois pontos importantes:
A - Há uma diferença entre o mundo e qualquer modelo ou representação que a pessoa tenha dele.
B - Os modelos de mundo criados por cada um de nós são diferentes entre si.
Como "filtramos" informações? Nosso sistema neurológico determina o primeiro conjunto de filtros que diferenciam o mundo (ou o "território") daquilo que temos como representação dele (ou o "mapa"). Há outros filtros que fazem com que nossa experiência interna seja diferente do mundo: Os primeiros são os filtros sociais, que nos caracterizam como seres humanos pertencentes a um determinado grupo, seja ele racial, sócio-econômico, educacional. Dentre estes, o mais comum é o filtro lingüístico. Palavras ou frases de uma determinada linguagem têm, para um grupo, significados que não servem para outros grupos. E nem precisa ser com relação a línguas diferentes (como de países diferentes): um paulista difere do mineiro em algumas "gírias" ou forma de passar uma informação, bem como do carioca, do recifense, etc...Um outro filtro é a nossa própria história pessoal, nossas experiências. A partir delas vamos dar significados a acontecimentos dos mais variados.
Uma mulher que sofreu uma tentativa de estupro na infância ou na adolescência (ou mesmo depois de adulta) pode encarar os homens de um jeito totalmente diferente da que foi tratada com carinho, respeito, e ainda da que sofreu preconceito, abandono...etc.
Como cada pessoa tem experiências diferentes, a visão de mundo também será diferente. Detalhe: Os filtros neurológicos são os mesmos para todos os seres humanos. Os filtros sócio-raciais são os mesmos para uma determinada comunidade lingüística, e estes filtros são mais facilmente superáveis (basta conviver com outros povos, e você aprende suas gírias, ou mesmo sua língua, se for estrangeiro) que os neurológicos. Já os filtros pessoais nos identificam como indivíduos, são a base de diferenças profundas, porém são muito mais facilmente modificáveis que qualquer outro filtro. Quando uma informação chega ao nosso filtro pessoal, já chega distorcido pelos outros. Quando entra em contato com nossas experiências, estas informações, já distorcidas, sofrem ainda mais modificações por conta de nossa personalidade e nosso sistema de crenças. Isso forma o Mapa daquela situação. Portanto, o que nos guia no mundo é o que formamos através de nossas experiências pessoais, criando modelos, mapas ou realidades subjetivas. Pra entender melhor o "Mapa" Antes de passarmos a um estudo mais aprofundado dos filtros pessoais, que tal parar um pouco e desafiar seus próprios modelos de mundo?
• Pense em um momento em que discordou de alguém num assunto importante para você, ou o contrário. Já procurou descobrir quais são as experiências que a outra pessoa tem em sua vida e que a faz pensar diferente de você? Seria porque ela é de uma "cultura" diferente? Seria porque não teve boas experiências com aquele assunto (ou teve e você não)?
• Antes de discordar ou se irritar com o que alguém faz ou fala, que tal antes tentar descobrir qual é a sua representação da realidade?
Como exemplo:
É muito fácil se irritar, ficar com medo ou mesmo querer sanções a uma pessoa que rouba constantemente. Isso talvez até descobrir que em sua vida os valores que lhe foram ensinados são ligados ao "ter", ou que em sua família muita gente passa por dificuldades e até fome.
• E quanto a você: Já pensou em fazer algo que nunca fez, mudar o caminho para o trabalho, falar num tom diferente de voz ou ir a lugares que nunca foi, mas buscando aprender e não criticar?
Há roqueiros dos mais radicais no Brasil, e em outros países, que afirmam, a plenos pulmões, "odiar" as chamadas "músicas da terra" (como o forró no Brasil, por exemplo), ou ainda profissionais da música clássica que "não suportam" música popular, bem como funkeiros que "tem nojo" de rock; no entanto, grande parte dos maiores sucessos da música só o são porque aprenderam a não só respeitar como também introduzir ritmos diferentes em suas composições (De onde você acha que surgiu o ritmo quente de Elvis, nos EUA, senão de uma bela mistura do branco - country e rock - com o negro - blues e jazz - em suas músicas? Ou as antológicas canções de Raul Seixas, Zé Ramalho, assim como as hilariantes piadas dos falecidos Mamonas Assassinas?). Estes artistas aprenderam a ir além da limitação imposta pelos seus próprios gostos musicais, arrebataram e até hoje arrebatam multidões.

Enriqueça seu mapa. Busque novas informações, faça novas experiências. APRENDA.
Só assim você conseguirá entender as pessoas e também ensiná-las.

Autor: Antonio Carlos -  fonte: WWW.jornalpf.com.br

 

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Pequenos Grandes Estoques

Os problemas corporativos e suas soluções são relativamente semelhantes nas empresas de pequeno, médio ou grande porte. A única diferença está na proporção.

por Tom Coelho

Minha experiência como consultor ensinou-me que os problemas corporativos e suas soluções são relativamente semelhantes seja em empresas de pequeno, médio ou grande porte. A única diferença está na proporção.

Uma boa demonstração deste fato reside na crença de empresários e educadores de que os sistemas de gestão podem e devem ser replicados independentemente do perfil da empresa. É por isso que os cursos de graduação e pós-graduação insistem em utilizar os chamados “cases” de empresas como objetos de estudo. E normalmente o fazem a partir de companhias multinacionais de grande porte.

Tais modelos, quando direcionados a pequenas empresas, mostram-se equivocados. Primeiro, porque não espelham a realidade sócio-econômica destas corporações. Segundo, porque apresentam baixa aplicabilidade em termos relativos.

Assim surge, por exemplo, a adesão a produtos, serviços e conceitos apenas porque estão na moda. Equipamentos que ficarão ociosos na linha de produção, softwares que não serão utilizados dentro de suas potencialidades, conselhos de gurus que se revelarão equivocados em curto espaço de tempo.

Os chamados ERP, sigla para Enterprise Resource Planning, ilustram bem esta assertiva. São softwares multimodulares com a função de integrar todas as atividades da empresa através do fluxo interligado de informações. A proposta é sincronizar dados sobre compras, vendas, finanças, estoques, produção, enfim, toda a cadeia de valor, permitindo a tomada consistente de decisão e a otimização da gestão.

Teoricamente, perfeito! Mas, na prática da maioria das pequenas empresas, convenhamos: chega a ser utópico. Afinal, como conferir fidedignidade aos dados compilados quando sequer há distinção entre o que é da empresa e o que é do sócio? Contas correntes que se misturam, compras realizadas sem nota fiscal de entrada, vendas efetuadas por valores subfaturados...

Diante deste contexto, se você pretende controlar seus estoques de forma eficaz, reflita sobre as considerações a seguir:

1. Utilize o Princípio de Pareto. Vilfredo Pareto foi um economista italiano que nos legou um importante axioma segundo o qual 80% dos resultados decorrem de 20% das ações. Isso significa que 20% de seus insumos representam 80% do valor financeiro de seu estoque, ou seja, se você tem uma confecção, preocupe-se com o tecido, em vez dos botões; se tem uma metalúrgica, prefira controlar o aço aos parafusos e arruelas.

2. Construa uma curva ABC. É uma aplicação prática do Princípio de Pareto. Relacione todos os insumos utilizados em sua atividade profissional. Depois, verifique o valor de consumo (preço multiplicado pela quantidade) de cada um deles. Então, classifique-os em três níveis distintos. O nível A será representado pelos insumos de maior valor de consumo, e possivelmente totalizará 20% dos itens (e 60 a 80% do valor). O nível B apresentará valor de consumo intermediário, abrangendo até 30% dos itens. Finalmente, o nível C será responsável por cerca de 50% dos itens (e apenas 10 a 20% do valor). Fazendo uma análise simplificada, os produtos da classe A devem ter controle de estoque rigoroso, os de classe B, controle mediano, e os de classe C podem até ter seu controle negligenciado.

3. Encontre o ponto de equilíbrio. Estoques elevados significam capital imobilizado, mas também a garantia de disponibilidade de produto para venda. Assim, o segredo está no gerenciamento da informação que possibilite o rápido giro do estoque, conciliando lote mínimo de segurança com reposições freqüentes.

4. Atenção para a impulsividade. Superamos as crises inflacionárias que assolaram nosso país por mais de duas décadas. E não vivemos numa geografia glacial capaz de distinguir cigarras de formigas. Por isso, evite a tentação de formar grandes estoques apenas para satisfazer seu ego ou para aproveitar uma determinada promoção. Estoque é dinheiro, tem um custo de carregamento e pode levar uma empresa à bancarrota quando mal administrado.

5. Cuide de seu estoque. Aqui, as regras consistem em armazenar (bom acondicionamento, etiquetagem e organização), proteger (contra intempéries, riscos diversos) e segurar (proteção patrimonial).

São breves sugestões que demandam pouco investimento e muita força de vontade. Podem não lhe proporcionar a certeza do sucesso, mas poderá garantir-lhe uma sobrevida. E mais adiante, quando sua companhia tiver expandido seus horizontes, aí sim valerá a pena controlar insumos de nível C e adotar um potente ERP. Não antes.

 

Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

 
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Vendedor Saudável

Dicas práticas para uma vida mais saudável.

 por Tom Coelho

“A primeira das riquezas é a saúde.”
(Ralph Waldo Emerson)

A maioria das publicações direcionadas aos profissionais de vendas aborda temas de caráter profissional. Falam sobre competências técnicas, como negociação e oratória; competências comportamentais, como persistência e comprometimento; e competências pessoais, como empatia e persuasão. E ainda que de forma crescente o equilíbrio entre trabalho e família esteja na pauta dos articulistas, questões práticas como os cuidados com a alimentação são negligenciados.O propósito deste artigo é apresentar aos vendedores algumas dicas práticas para uma vida mais saudável.

 

1. Para todos os profissionais

O sono é uma demanda biológica para a restauração física. Mas a quantidade de horas de repouso é variável de acordo com o biorritmo de cada pessoa. Assim, descubra qual o número de horas necessário para que você sinta plena disposição para o trabalho no dia seguinte. Identifique também qual o melhor horário para seu descanso. Em ambos os casos, mantenha a regularidade.

Lembre-se de dormir em um ambiente escuro, silencioso, aconchegante, com temperatura e ventilação adequadas. E, antes de deitar-se, evite atividade física intensa, refeições pesadas, consumir álcool e assistir a programas de televisão agitados.

Uma das regras básicas para uma vida saudável está na mudança dos hábitos alimentares. Você deve realizar ao menos três refeições diárias, sendo o café da manhã uma das mais fundamentais. Além dele, o almoço e o jantar são igualmente imprescindíveis. Se puder incluir um lanche no período da tarde, seu organismo também agradecerá, pois o ideal é não ficar mais do que quatro horas em jejum.

Mas quantidade não é sinônimo de qualidade. Ao contrário, o ideal é comer pouco, tendo atenção ao teor calórico de suas refeições. Busque uma dieta balanceada, evitando frituras, gorduras e carnes vermelhas, dando preferência a legumes, peixes e carnes magras. Substitua refrigerantes por sucos. No lanche da tarde, basta uma fruta, iogurte ou barra de cereal.

A higiene é outro fator relevante para se evitar a ocorrência de DVA’s, ou seja, doenças veiculadas por alimentos. Trata-se de distúrbios provocados por fungos, bactérias e vírus que se desenvolvem devido ao armazenamento ou descongelamento inadequado de alimentos e que levam à intoxicação alimentar, causando cefaléias e problemas no trato gastrointestinal (constipação, diarréia, gastrite). Portanto, sempre lave as mãos antes das refeições. E evite beber líquidos diretamente em latas e garrafas, a menos que tenham sido bem lavadas.

Como a boa saúde começa pela boca, carregue consigo um nécessaire contendo escova, creme e fio dental. E utilize-os a cada nova ingestão de alimentos.

Nosso corpo é formado por 65% de água, em média, sendo que sua participação no sangue é de 83%. A água atua na regulação da temperatura corpórea pela respiração, além de transportar nutrientes e eliminar toxinas através da urina. Por isso, no decorrer de sua jornada de trabalho, procure beber dois litros de água, no mínimo. Mas faça-o gradualmente, à razão de um copo de 250 ml por hora, pois este é o índice de boa absorção pelo organismo. Fuja do consumo compulsivo de café e, evidentemente, de bebidas alcoólicas.

Aliada a todos estes cuidados, a realização de uma atividade física regular é imperativa. Sedentarismo e doenças coronarianas andam de mãos dadas. Praticar esportes também é um excelente meio para largar o cigarro.

Por fim, coloque em sua agenda a prática de um check-up anual, pois a prevenção é mais barata e menos traumática do que um eventual e inesperado tratamento.

 

2. Para quem trabalha na rua

Os vendedores que atuam em trabalho externo estão sujeitos ao stress proporcionado pelo trânsito, além da poluição, desconforto causado pelo calor e dificuldades para alimentar-se adequadamente.

Algumas sugestões:

  1. Leve uma pequena garrafa com água fresca para hidratar-se enquanto dirige;
  2. Use protetor solar;
  3. Mantenha no carro ou em sua pasta executiva (ou bolsa) uma loção anti-séptica para limpeza das mãos antes das refeições;
  4. Não fuja do café da manhã, ainda que este seja representado por apenas um copo de leite e um pão com manteiga;
  5. Cuidado com a tentação de visitar lanchonetes e padarias, comendo frituras e lanches rápidos altamente calóricos;
  6. Para almoçar, escolha estabelecimentos que você conheça e confie na higiene e preparo dos alimentos; do contrário, não hesite em visitar a cozinha e observar suas condições;
  7. Se você leva marmita, evite alimentos à base de ovos, como maioneses, que podem se deteriorar rapidamente devido ao calor;
  8. Prefira as carnes grelhadas para reduzir a ingestão de gorduras;
  9. Habitue-se a comer saladas e verduras in natura – são mais nutrientes do que as refogadas – e utilize molhos leves como tempero;
  10. Consuma carboidratos com moderação; entre arroz, massas e pães, escolha apenas um deles a cada refeição;
  11. Planeje suas visitas determinando previamente as rotas a serem seguidas a fim de reduzir o tempo despendido no trânsito;
  12. Diante de congestionamentos ou trânsito intenso, procure relaxar ouvindo música ou refletindo sobre seu trabalho, traçando metas e estratégicas mentalmente;
  13. Se você utiliza transporte coletivo, aproveite para ler uma revista ou um livro durante seu deslocamento fazendo, assim, com que o tempo passe mais rápido enquanto investe em seu aprendizado.

 

3. Para quem trabalha em escritório

Àqueles envolvidos em atividades internas, há outros focos de tensão e desconforto que afetam a qualidade de vida. Por isso:

  1. Resista ao impulso de beber café toda hora, cultivando prudência em seu consumo;
  2. Quer você trabalhe intensamente no computador ou ao telefone, faça pausas estratégicas de trinta segundos a cada meia hora e pausas mais longas, de até cinco minutos, em intervalos de duas horas; nestes momentos, respire profundamente, observe sua postura, movimente-se, provoque mudanças visuais ou de intensidade luminosa, de modo a elevar seu nível de atenção e de energia;
  3. Avalie as condições de sua mesa de trabalho, procurando conservar o ambiente limpo e organizado;
  4. Atenção a aspectos ergonômicos, como a posição do monitor, teclado e mouse, bem como sua postura, apoio de pés e braços, e até a qualidade, dimensões e regulagem de sua cadeira.

Finalmente, relembrando um ensinamento de Robert Cooper, especialista em inteligência emocional e neurociência da liderança, administre a transição de seu ambiente profissional para o familiar. Assim, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até quinze minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo vinte e cinco palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. Está comprovado que situações de conflito e argumentos prejudiciais começam ou se ampliam nos primeiros quinze minutos após o regresso ao lar.

Siga estas dicas e desenvolva outras, alinhadas com seus princípios e realidade, em direção a uma vida mais saudável.

* Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

 

 

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Como maximizar resultados com suas reuniões.

Quanto do seu tempo é desperdiçado em reuniões improdutivas?  Sugestões para um novo paradigma.

Por Christian Barbosa

Atualmente é difícil encontrar uma empresa ou uma pessoa que não tenha problemas ou não reclame das reuniões em seu ambiente de trabalho. De acordo com algumas pesquisas preliminares que estamos desenvolvendo, 66% das pessoas afirmam que as reuniões em seu ambiente de trabalho são improdutivas e mal conduzidas.

 

O mundo corporativo criou péssimos hábitos na condução e realização de reuniões. Não há cumprimento de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião, a condução é cheia de conversas paralelas e fica difícil manter o foco.

 

Certa vez, estava dando uma consultoria a uma grande multinacional para melhorar a performance de suas reuniões, durante algum tempo participei de algumas reuniões da empresa, aquele cenário parecia algumas vezes uma comédia e outras um filme de terror, mas nada parecido com uma reunião eficiente.

 

Após o acompanhamento de mais de 20 horas de reuniões, chegamos à conclusão que apenas 35% desse total de horas foi realmente gasto com o propósito da reunião, o restante totalmente desperdiçado em assuntos sem interesse à reunião. Talvez esse cenário seja semelhante ao que acontece na sua empresa, no seu departamento e na sua vida.

 

Se as empresas parassem para calcular o tempo gasto em reuniões X o custo hora dos participantes, iriam perceber que boa parte do salário pago aos colaboradores é jogado no lixo, com as reuniões ineficientes. Se ao invés de criar programas e práticas muitas vezes radicais para reduzir custos internos, elas se preocupassem em melhorar as suas reuniões, com certeza teriam um melhor resultado financeiro e uma economia muito grande.

 

Faça uma auto-análise: quanto do seu tempo é desperdiçado em reuniões improdutivas? Qual o custo disso para a empresa?  Leve essa reflexão para seus pares e chefes, uma reunião não é uma atividade solitária, ela envolve um time de pessoas que precisam ter a mesma preocupação para mudar esse cenário.

 

Mas nem tudo são más notícias com relação às reuniões, apesar do que parece, é um problema relativamente fácil de resolver, quando há a conscientização do grupo de que isso é um ponto essencial a ser melhorado. Nas empresas que implantamos nossos programas de conscientização para reuniões, as melhoras são rápidas e perceptíveis.

 

Para criar um novo paradigma de reuniões eficientes na sua empresa, é preciso conscientizar seu time sobre como produzir melhores reuniões, eles precisam entender que isso é uma questão de qualidade de vida. Preparamos no site Você com Mais Tempo, um especial sobre esse assunto, mas por hora, seguem algumas breves

 

 

Convoque Certo – Boa parte dos problemas das reuniões está na convocação. Uma reunião sem objetivo claramente especificado nem deveria ser realizada. Antes de agendar uma reunião, pense: qual o resultado que eu espero no término da reunião? Na convocação, coloque além do assunto das reuniões o objetivo a ser discutido e os tópicos para atingir esse resultado.

 

 

Reuniões breves – Evite reuniões com duração maior a 2 horas, se for necessário faça uma pausa de 15 minutos antes de continuar. Reuniões muito longas cansam e fazem com que as pessoas percam o foco mais rapidamente.

 

 

Dê tempo para se preparar – Reuniões em cima da hora devem ser a exceção e nunca a regra. O seu planejamento eficiente faz com que as pessoas tenham tempo para se planejar e preparar para a reunião. O ideal é que a convocação seja feita com pelo menos 2 dias de antecedência.

 

 

Estabeleça os próximos passos – Reuniões que terminam sem tarefas com responsáveis, podem ter sido tempo jogado fora. Ao finalizar estabeleça os próximos passos, para pessoas específicas, com ações e datas de conclusão. A reunião só encerra-se de fato quando os próximos passos terminarem.

 

 

Convoque uma reunião com seu time de trabalho para criar um comprometimento com as reuniões eficientes dentro de seu ambiente de trabalho. Veja nosso especial sobre reuniões e veja o que pode ser aplicado ao seu caso!

 

Reunião produtiva é viver seu tempo com sabedoria!
Christian Barbosa - Texto extraído da Revista Você S.A, Editora Abril- fonte: WWW.vocesa.com.br

 

 

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  Promessa é dívida. SBT é condenado a pagar viagem prometida em promoção

Fonte: WWW.conjur.com.br

O SBT terá que pagar a uma telespectadora e seu acompanhante uma viagem de uma semana a Dublin, na Irlanda. Além disso a emissora terá de pagar reparação por dano moral no valor de R$ 7,6 mil. A decisão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que confirmou sentença de primeira instância. A emissora irá recorrer.

A telespectadora, que é menor de idade, foi representada pelos pais. No dia 14 de setembro de 2002, durante o programa Domingo Legal do apresentador Gugu Liberato, a carta da garota foi sorteada em uma promoção que prometia a viagem com todas as despesas pagas. O prêmio era uma semana de viagem para a Irlanda onde o felizardo poderia assistir a um show da banda Westlife. Segundo os pais, o nome da menina e da cidade foram pronunciados em “alto e bom tom” por Gugu.

Os pais alegam que, no entanto, o SBT não entrou em contato com ela depois do sorteio. Diante da situação, sua mãe telefonou mais de 20 vezes para a emissora, mas sem sucesso. Os advogados argumentaram que a obrigação de promover a viagem foi assumida a partir do momento em que passaram a veicular o sorteio.

A emissora de TV citou a gravadora, que fazia divulgação da banda irlandesa, como responsável pela promoção do concurso. Foi ela quem comprou o espaço publicitário do SBT.
O desembargador Eduardo Mariné da Cunha (relator) observou que, mesmo tendo sido a promoção patrocinada pela gravadora da banda, não consta qualquer prova nesse sentido. O desembargador concluiu que “ao noticiar a promoção, a emissora de TV assumiu a obrigação sobre seu cumprimento, na medida em que fez com que os telespectadores, que assistiam ao programa, acreditassem que iriam concorrer ao sorteio de uma viagem promovida e paga pela emissora, que conhecem e confiam”.

Segundo o relator, a partir do momento em que a telespectadora foi sorteada no programa, passou a ter direito de exigir o cumprimento da obrigação. Acompanhou o voto do relator, os desembargadores Irmar Ferreira Campos e Luciano Pinto.

Os desembargadores reformaram a sentença para que a correção monetária incida apenas a partir da publicação da sentença em 4 de maio de 2007 e não a partir da data do sorteio como fixado na decisão de primeira instância.

Gugu também era réu da ação, mas foi excluído pelos juízes. (Processo: 1.0115.03.002814-2/001)

Revista Consultor Jurídico, 10 de outubro de 2007 - Fonte: WWW.conjur.com.br

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    Praia cara. CVC deve indenizar casal que passou vergonha em viagem

    Fonte: WWW.conjur.com.br

    A CVC está obrigada a pagar R$ 7,6 mil de indenização a um casal que teve aborrecimentos e passou por vexame durante viagem a Fortaleza (CE). A decisão é da juíza Ana Cristina Abdalla, do Juizado Especial do Consumidor de Cuiabá (MT). Cabe recurso.

    A viagem ocorreu em janeiro deste ano. O casal foi obrigado a permanecer na praia do parque aquático Beach Park. No local, os preços dos produtos e serviços superavam a capacidade aquisitiva do casal, de acordo com os autos. Isso porque o veículo que os levou até o parque no período matutino só poderia transportá-los de volta ao hotel às 16h.

    De acordo com o casal, ao adquirir o pacote, eles não foram informados sobre o sistema de funcionamento dos quiosques da praia, controlado pelo parque, nem sobre o valor das tarifas.
    Para a juíza, “ficou evidenciado que o carro chefe do pacote vendido pela empresa é o Beach Park, pois não está incluso a venda do ingresso na viagem. É inegável que a venda desse pacote possui aspectos de vinculação a ida ao parque. Também não ficou claro que a propaganda sobre o local tenha esclarecido os consumidores sobre os aspectos negativos".
    O casal, que teve que pegar um táxi para voltar ao hotel e gastou R$ 60 com o transporte, ajuizou ação de indenização por danos morais no Juizado Especial do Consumidor de Cuiabá. No processo, eles informaram que ao chegar em Fortaleza foram recepcionados por um guia turístico. O profissional fez todos os serviços de traslado até o hotel e se apresentou como contratado da CVC.

    No dia seguinte, enquanto transcorria o city tour, o guia explicou aos turistas que se eles quisessem entrar no parque e aproveitar as instalações teriam que pagar R$ 80 pelo ingresso, o que os passageiros já sabiam, pois estava descrito no contrato assinado. A outra opção era usufruir a praia local.

    Contudo, o guia não deixou claro que a praia é monopolizada pela administração do parque, segundo os autos. Na avaliação do casal, o preço dos alimentos nos quiosques era exorbitante para o seu poder aquisitivo. Diante da insatisfação com os serviços oferecidos, eles pediram para a empresa que os transportasse para outra praia ou de volta até a cidade. Porém, foram informados de que teriam que aguardar até às 16h e que se quisessem sair do local teriam que pegar um ônibus, van ou táxi. Conforme o casal, eles tiveram que ouvir isso na frente de outros turistas, passando por situação constrangedora e vexatória.

    A juíza embasou a sentença no inciso IV, do artigo 6º, do Código de Defesa do Consumidor. O artigo disciplina que são direitos básicos do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. Para a juíza, as empresas têm o dever de informar bem o público consumidor sobre todas as características de produtos e serviços para que ele saiba exatamente o que esperar.

    "Restou evidenciado nos autos que os serviços prestados pela empresa foram defeituosos. O casal sofreu danos morais pela frustração de, na condição de consumidores de classe, se verem constrangidos por não poderem permanecer no local pela sua exploração econômica, e ainda não levados de volta ao local de origem", alerta a juíza.

    Para ela, a obrigação de indenizar não depende de dolo, mas sim da responsabilidade objetiva. "Basta a constatação do vício ou defeito na prestação do serviço para surgir o dever de indenizar eventual dano decorrente".

    Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2007-  Fonte: WWW.conjur.com.br

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Pagamento de apólices. Suicídio não é suficiente para suspender de seguro

Os herdeiros do suicida não perdem o direito de receber o seguro de vida se ficar provado que não houve premeditação do crime antes da assinatura do contrato. Nestes casos, a morte do segurado deve ser classificada como um acidente.

O entendimento é do juiz Jairo Ferreira Júnior, da 2ª Vara da Comarca de Santa Helena de Goiás (GO), que mandou o HSBC Seguros pagar o seguro a Elci Carvalho Vieira de Matos, herdeiro de duas apólices contratadas por José Augusto Vieira Matos.

O HSBC queria suspender a ação até que o inquérito policial apurasse a possibilidade de que a morte do segurado teria ocorrido por suicídio. Segundo o juiz, o sobrestamento da execução provocaria solução de continuidade, "pretensão essa que escapa à razoabilidade jurídica".
Para Ferreira Júnior, mesmo tendo ocorrido suicídio, se não há prova de que houve premeditação antes da assinatura do contrato, "qualifica-se a morte por acidental e assim o seguro deve ser pago".

O juiz explicou que a cláusula, que prevê o não pagamento para suicídio, está contida em contrato de adesão. Em sua opinião, este instrumento provoca desigualdade de condições entre as duas partes, pois a mais poderosa (que oferece o serviço) impõe ao cliente sua vontade.

Pelo contrato, a seguradora se obriga, com o pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado contra riscos predeterminados. "Absurda a pretensão da embargante em sobrestar a execução, no aguardo da conclusão do inquérito, para, então, se saber das circunstâncias da morte, se homicídio, ou suicídio. Não se viu até então cláusula mais abusiva que esta, e, pergunto, se não se apurarem as causas que levaram à morte o segurado, a beneficiária ficará a ver navios?", questionou.

Ferreira Júnior condenou também a seguradora ao pagamento das custas processuais e honorários de R$ 15 mil.

Revista Consultor Jurídico, 28 de setembro de 2007 - Fonte: WWW.conjur.com.br

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  Descontrole aéreo. Procon multa TAM por omitir informações a consumidores

A Fundação Procon de São Paulo aplicou multa de R$ 987 mil à empresa TAM Linhas Aéreas por omissão em relação ao direito à informação e à garantia de assistência adequada ao consumidor. Todos os prazos legais para defesa foram respeitados e não cabe mais recurso administrativo.

A decisão foi publicada no Diário Oficial de São Paulo no sábado (29/9). A aplicação da sanção administrativa é decorrente de auto de novembro do ano passado e leva em conta os transtornos causados para os consumidores entre outubro e novembro de 2006.

Apesar de existirem normas que regulam o setor aéreo, a aplicação do Código de Defesa do Consumidor é obrigatória sempre que o serviço prestado se destinar aos consumidores. Nesse sentido, diversos passageiros que tiveram de esperar horas para embarcar ou tiveram os vôos cancelados tinham o direito ao acesso à informação (artigo 6º, III, e 31 do CDC), o que não ocorreu, conforme análise de reclamações dos consumidores e de constatações de operações de rotina realizadas pelo Procon-SP e anexadas ao processo.

A Fundação Procon-SP, em julho de 2007, também aplicou multa à Gol Transportes Aéreos pelo mesmo motivo. Outros processos administrativos estão em fase de defesa e tratam da prática de sobrevenda de passagens (overbooking) e não reembolso imediato dos valores pagos pelas passagens em casos de vôos cancelados.

Há, ainda, uma Ação Civil Pública contra oito companhias aéreas e órgãos governamentais.

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2007 - Fonte: WWW.conjur.com.br

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