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A arte de ter sucesso
Ter sucesso é diferente de prosperar; é ter o dom e a simpatia, de saber lidar com as pessoas de uma maneira natural.
por Nelson Sganzerla
Sucesso na vida. A palavra sucesso tem certa magia e requer muita sabedoria.
Sucesso. Milhares de pessoas perseguem essa palavra.
Todos nós sonhamos em ter sucesso.Quem não quer ter sucesso no trabalho? Ser reconhecido pelo seu chefe e elogiado por ele em uma reunião...
Quem não quer ter sucesso no amor? Ter uma pessoa que o (a) ame de verdade, que não consiga viver sem você... Todos nós procuramos nos dar bem em qualquer que seja a área da vida.
Alguns correm atrás do sucesso, com tenacidade, sabendo realmente o que buscam na vida; outros correm como se corressem atrás do vento, sem nunca obtê-lo de verdade; outros não se preocupam nem um pouco e o sucesso vem como em um passe de mágica.
"Em verdade vos digo"
Ter sucesso é diferente de prosperar. Uma pessoa pode conseguir muito dinheiro e muitos bens materiais, mas não fazer sucesso nenhum. Muito pelo contrário, é às vezes uma pessoa muito invejada pelos amigos e pela própria família.
Lembram da história do cidadão que ganhou uma grande soma de dinheiro na loteria e foi assassinado a mando da sua companheira? De que lhe adiantou o dinheiro? Ele não obteve sucesso.
Sucesso requer muita sabedoria, nada tem a ver com ser pobre ou ser rico; fosse assim o cantor “Seu Jorge” que todos aqui conhecem, não sairia da sua vida de um simples borracheiro para os palcos da Europa conhecidíssimo e aclamado como um cantor “cult” e não seria a pessoa notória que hoje é. Isso é fazer sucesso.
Ter sucesso é ter o dom e a simpatia, de saber lidar com as pessoas de uma maneira natural, que não seja falso. É ter educação, sem ao menos ter tido um berço esplêndido ou uma boa faculdade.
Para obter sucesso na vida, você não deve de maneira nenhuma ser um chato, do tipo saber e entender de tudo. É saber calar quando necessário for, saber sempre ouvir quando solicitado.Ter sucesso é saber entrar no coração das pessoas, pois o coração é a casa de cada um e todos gostam de receber bem as pessoas em sua casa.
Sucesso é não ter partido político nenhum,vejam, nada tem a ver com muro.Tem a ver com ética. Sucesso não é comandar sua equipe de trabalho a ferro e a fogo sem ter o mínimo respeito pelas pessoas, olhando como objetivo só o próprio umbigo.
Ter sucesso é não ser prisioneiro de convenções; ter sucesso é saber comandar a sua vida, independentemente da vida do outro, ou seja, respeitar a vida do outro e saber discernir onde termina a dele e começa a sua.
- Eu sei! De novo a pergunta que não quer calar.
- Como realizar ou conduzir uma situação que eu não domino? E nem sei como fazê-lo? Certas coisas não dependem de mim?
- Como não me preocupar com o fato de ser demitido?
- Como não ficar estressado a cada reunião de resultados?
- Perceberam, que sempre existe um porquê?
Esse porquê amarra e faz nosso sucesso patinar. Como falei lá em cima, não adianta correr atrás do vento, jamais alcançaremos.
Nós que trilhamos nossa vida: se você não alcançou ainda o sucesso que tanto busca, é porque anda escolhendo errado o seu caminho, continua correndo atrás do vento, trabalhando e se esforçando para que outro obtenha esse sucesso em seu lugar. Pense nisso.
Fonte: www.somostodosum.com.br |
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O Milagre da Empatia
O sentimento do outro não é sentir por ele. É saber o que ele sente.
Por Artur da Távola
O mais difícil dos sentimentos é o sentimento do outro. O outro é ele e és tu. Ele é realmente o outro ou é a parte tua que não queres se, saber, ver ou aceitar? Tu és o outro para os outros, logo és igual a ele. Todos somos “outros”. E, no entanto o outro invade, ameaça, mastiga de boca aberta, irrita, eriça, machuca.
Até teu filho é o outro. E tu, pobre pretensioso, pensas que ele é teu...
O sentimento do outro quantas vezes te faz parar, meditar, deixar de fazer o melhor que tens ou podes, só porque o outro é o mistério que te ameaça. Por que o outro te ameaça? Porque és tu. Quanto maior teu sentimento do outro, maior será teu o sentimento do melhor e do pior que tens.
O sentimento do outro não é sentir por ele. É saber o que ele sente. É avaliar o como e o quanto ele sente. O sentimento do outro não é o masoquismo de fazer teu, um sofrimento que só a ele pertence. É dimensionares a medida certa do sofrimento dele e só poderes ajudar porque não fazes teu um sofrimento que é alheio mas o entendes e sentes, na exata medida de sua extensão, sem as marcas e as limitações da dor enquanto dói. Não é ficar como o outro. É ficar com o outro. O sentimento do outro é quase um milagre. Cuidado com ele, vai te obrigar a ceder, a entender. Atrapalhará para sempre teu desejo, tua gula e vontade.
O sentimento do outro é aquilo que é mais prático não ter. Mas, em caso positivo é contágio de saúde: não podes deixar de exercê-lo. Senão fermentas. Senão apodreces.
Ele freará tua vitória, calará teu brilho e tua boca, impedirá tua vaidade. Pode, até, te pregar a suprema peça de te fazer entender os detestáveis. Cuidado com ele! Quanto maior, mais anulador! Quanto mais anulador, mais repleto de grandeza”.
O sentimento do outro, talvez te faça tímido, herói, cais, antena. Ser antena dilacera, sabias? O sentimento do outro te exigirá nervos, músculos, e uma paciência de anacoreta. Quanto mais o outro o perceba em ti, mais ele te invadirá, cobrará, exigirá, até quando, exaurido, ainda consigas juntar os cacos do teu cansaço para, ainda assim, prosseguir.
O sentimento do outro é tua glória e tua tragédia! Tanto mais o terás quanto encontres em ti os escaninhos escurecidos do que és e, ao mesmo tempo as luzes do que, ainda puro, brilha em ti.
O sentimento do outro é o conteúdo oculto do amor ao Próximo.
Fonte: Artur da Távola- www.arturdatavola.com.br |
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Eu acredito em você, sempre!
Mensagem dedicada a Você
Por Paulo Roberto Gaefke
Cuide das impressões que você deixa por ai,
zele pela imagem que você passa para os outros,
mas não invente uma nova pessoa, seja você mesmo,
apenas vigie o seu falar, observe o seu tom de voz,
até palavras carinhosas podem ferir,
dependendo do tom que você usar.
Cuide do amor que você conquistou,
zele pela manutenção do sentimento que os uniu,
cultive a harmonia das idéias, façam planos juntos.
Como na conquista, renove-se todos os dias,
apresente sempre o seu melhor,
arrume-se para a pessoa amada,
mesmo depois de 25 anos de união,
o amor pede renovação, dedicação,
paixão...
Cuide do seu espírito, da sua alma,
a parte mais importante do seu "eu",
cultive a alegria e descubra o prazer de viver,
alegre-se nas coisas mais simples,
no calor do sol, entregue-se ao aquecer,
na força do mar, esvazie-se e fique limpo,
na beleza do céu, sonhe com as nuvens,
na noite estrelada, reconheça Deus.
Cuide bem de todo mundo que você gosta,
isso é básico e fundamental.
Mas arrume tempo para cuidar de outros,daqueles que você desconhece,
daqueles que você nem gosta,
praticando a verdadeira caridade,
descobrindo-se capaz de amar de várias maneiras,
de entregar-se á tarefas que julgava-se incapaz, assim, a obra se faz em você:
você se melhora e descobre que cuidar de alguém,
é na verdade querer-se muito bem,
é ser do bem, é viver o bem,
ser da luz e pertencer a Jesus.
Cuide bem de você!
Eu acredito em você!
Autor: Paulo Roberto Gaefke- fonte: www.meuanjo.com.br |
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Novas possibilidades
2 exercícios da PNL- Programação Neurolingüística para o desenvolvimento pessoal
Por Márcia Dolores
Você tem dúvidas quanto à sua capacidade de liderança? Então descubra, com a PNL, como é possível passar a ter confiança em seus potencias e desenvolver as habilidades que você deseja.
Com mais de 20 anos de experiência em Programação Neurolingüística, posso afirmar que um dos maiores méritos deste poderoso método de desenvolvimento pessoal é fazer cair por terra antigas crenças limitantes, que muitas vezes insistem em atravancar nossa evolução.
Por exemplo, quem nunca ouviu a frase “fulano é um líder nato” ou “ciclano nasceu para liderar”? Afirmações como essas, tão comuns em nosso dia-a-dia, acabam tornando-se crenças, ou seja: nós acreditamos nelas e, portanto, achamos que, se não somos bons líderes desde criança, jamais poderemos desenvolver essa capacidade.
E é exatamente aí que entra a PNL: derrubando essa perigosa crença que restringe nossos horizontes e colocando, em seu lugar, verdades mais interessantes e produtivas. Um bom exemplo desse novo pensamento pode ser: “eu sou capaz” ou “eu tenho todo o potencial necessário para desenvolver as qualidades de um grande líder”.
A partir do momento em que você passa a acreditar com convicção que PODE chegar lá, a PNL oferece uma grande variedade de estratégias para levar essa conquista da teoria à prática. E o melhor de tudo é que, mais do que transformá-lo em um líder, a técnica pode transformá-lo em um líder inspirador.
Sim! Você pode desenvolver uma liderança modelo, que influencie pessoas positivamente, gere resultados e soluções e, acima de tudo, impulsione sua carreira e toda a sua vida para o sucesso.
A seguir, eu apresento a você dois eficientes exercícios de PNL que podem facilitar esse processo. Aproveite as técnicas e lembre-se sempre: um líder inspirador é aquele que deixa uma contribuição exclusiva na vida de todos que cruzam o seu caminho.
E você, está disposto a atrair essa inspiração para a sua vida?
Exercício 1 – No comando do seu destino
“Todo líder inspirador sabe onde quer chegar”. Baseado nessa premissa, esse exercício traz excelentes resultados para quem deseja despertar seus potenciais de liderança inspiradora.
Para começar, pense que hoje é um dia especial, que antecede seu aniversário de 90 anos. Existem muitas realizações que você quer comemorar com as pessoas mais especiais da sua vida. Imagine que, ao olhar para trás, você se vê muito feliz e satisfeito com a própria trajetória.
Nesse momento, você pode fazer uma retrospectiva da sua vida diante dos seus olhos, por onde passam várias experiências e, principalmente, suas maiores realizações. Repare bem nos momentos mais significativos de sua história e perceba como eles são importantes para definir o legado que você construiu com suas atitudes e escolhas.
Pense como as pessoas queridas comentem suas contribuições e atitudes. Deixe que seus ouvidos escutem o que elas falam, sinta o que elas sentem e veja o que elas vêem através das suas realizações.
Agora, faça a lista das suas principais realizações e satisfações: voltando à realidade atual, essa será a lista inspiradora que irá direcioná-lo para aquilo que é mais valioso para você.
Exercício 2 – Lei da ação e reação
“Perceber o reflexo de suas próprias atitudes nas ações das outras pessoas” é outra capacidade fundamental da liderança inspiradora. Neste segundo exercício, vamos aprender como observar além do óbvio e desenvolver essa valiosa habilidade.
Para começar, pense em uma situação delicada, em que você deseja compreender melhor o outro e gerenciar com confiança suas ações e escolhas.
Em seguida, escolha um adjetivo para o comportamento do outro, por exemplo: “ele age de maneira inflexível” ou “ela está raivosa”.
Depois, volte sua atenção para sua própria postura e, como se estivesse fora da situação, adjetive seu próprio comportamento, como “eu estou acuada” ou “eu agi com impaciência”.
Agora que você já adjetivou a situação, volte todo o seu foco para sua postura e pense “quanto mais eu agir... impacientemente, mais o outro vai ficar... inflexível”.
Dado o primeiro passo, vamos continuar a estratégia imaginando que você irá intensificar a sua postura e, quanto mais você faz isso, mais o outro age de forma improdutiva para você;
Agora, todo poder de ação está em suas mãos: é só mudar a postura para ter outra resposta por parte da pessoa que está a sua frente.
Esse é um dos maiores segredos da liderança inspiradora: “assumir a responsabilidade pelos acontecimentos considerando o que a própria atitude gera num sistema e, a partir desse ponto, saber como atuar para obter o que se deseja”.
A partir de agora, só depende de você colocar em prática todas essas preciosas lições.
Seu horizonte nunca mais será o mesmo!
www.institutosaber.com.br
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O segredo da super... ação!
Exercícios da PNL para novos caminhos
Aprenda, com a PNL, a ir além de seus próprios limites e melhorar, cada dia mais, sua performance profissional.
Hoje, muito se fala sobre superação. Tenho certeza de que você também sonha em se superar, mas, será que você está indo pelo caminho certo? Em primeiro lugar, seja sincero: quando você diz essa palavra, qual é a primeira referência que surge em sua mente... uma barreira ou uma possibilidade?
Se você pensou em barreira, provavelmente, escolheu trilhar o caminho mais difícil. Então, saiba que é possível facilitar as coisas: você tem todos os recursos necessários para superar seus limites – principalmente, se utilizar os parâmetros corretos, ou seja, se souber exatamente o que quer superar.
Muitas pessoas nem sabem qual é o referencial a ser superado e é justamente isso que torna as coisas tão difíceis. Portanto, se você quer ampliar suas competências profissionais, o primeiro passo é identificar o que você quer superar.
A melhor superação, em geral, é em relação à sua própria performance. Por isso, nada de ficar se comparando com os outros: o melhor mesmo é descobrir em si mesmo os pontos em que você precisa ir além. Só assim é possível alcançar o sucesso verdadeiro e duradouro.
Como desenvolver mais com menos?
Obviamente, com menos desgaste e mais resultados. Para isso, tudo o que você precisa é ter todos os referenciais e parâmetros de superação. A equação é simples: quando você sabe aonde quer chegar, se cansa menos e chega muito mais rápido.
Outro ponto fundamental para a superação é colocar o foco sempre nos resultados. Pense no que você quer conquistar; veja, ouça e sinta o momento da conquista. Utilize seus cinco sentidos para se ajustar às oportunidades que lhe deixarão cada vez mais perto de sua meta.
Muitos profissionais perdem tempo pensando no quanto a superação está distante. Assim, acabam esquecendo os parâmetros, desviam o foco do resultado e, conseqüentemente, desperdiçam uma parte importante de seu potencial.
Também colocam o sucesso em risco aqueles profissionais que insistem em se comparar com os outros, que não param de se perguntar “o que ele tem que eu não tenho?”, que se intimidam diante das conquistas alheias, que perdem tempo com sentimentos pequenos, como ciúmes e inveja.
Medalha de ouro
Se pensarmos no mundo dos esportes, veremos que o bom atleta é aquele que acompanha seu próprio desenvolvimento e, progressivamente, escolhe novos desafios a serem superados. Isso é essencial para o sucesso – a não ser que você se contente com a medalha de bronze...
Se você não quer nada menos do que o ouro, uma boa dica é escrever, em um caderno ou diário, todos os seus limites e os novos desafios que podem servir de estímulo para superá-los.
Para começar, você pode fazer um simples exercício agora mesmo: primeiro, pense em que estágio você está hoje profissionalmente; em seguida, dedique alguns minutos a uma reflexão sobre todas as superações que você já realizou ao longo da sua jornada; por fim, determine que novos desafios você quer superar.
O ideal é repetir esse exercício diariamente. Tenho certeza de que você ficará surpreso, e muito animado, ao perceber que pode superar um novo desafio todos os dias. Boa sorte e boa super... ação!
fonte: www.institutosaber.com.br
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Vencendo na liderança
É preciso que nossos líderes experientes, nossos novos líderes e as organizações atuais estejam dispostos a conhecer e a trilhar os seus verdadeiros caminhos.
Por Nicolai Cursino
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A importância do autoconhecimento para o desenvolvimento da liderança
“Liderar é orientar a criação de um mundo ao qual as pessoas queiram pertencer”
“Se houver um cego guiando outro cego, chegarão a algum lugar?”
A primeira citação escrita recentemente por Robert Dilts, um dos maiores coachs de liderança empresarial e Programação Neurolingüística do mundo na atualidade, define a essência da liderança. Afinal, não é possível liderar sem que outros optem por viajar na mesma estrada que você. A liderança possui um paradoxo em seu âmago: ela não pode ser tomada diretamente; é um presente que só pode ser dado pelos outros.
A segunda citação feita há mais de dois mil anos por Jesus Cristo alerta para o fato de que precisamos conhecer, ou pelo menos ser capazes de enxergar, o caminho para o qual pretendemos dirigir outras pessoas. E qual é o mundo a que as pessoas querem pertencer? Para onde as pessoas querem caminhar?
O ser humano quer caminhar em direção a um mundo no qual seus valores sejam mais satisfeitos. Um tema bastante conhecido na psicologia organizacional trata da motivação extrínseca e da motivação intrínseca dos empregados de corporações. A motivação extrínseca se dá devido a uma recompensa externa ao trabalho em si, seja dinheiro ou promoção. Essa motivação, apesar de fundamental, tem caráter temporário. Após algum tempo, atingido o patamar financeiro ou o cargo almejado, será necessário visualizar um novo aumento ou promoção.
Já a motivação intrínseca tem caráter um tanto quanto diferente. É a motivação, na qual o próprio prazer do trabalho impulsiona para uma nova realização. É quando o empregado vivencia seus valores dentro da função que desempenha e da corporação a que pertence. E quais são os valores que impulsionam uma pessoa?
Os valores que impulsionam cada pessoa são diferentes. Algumas são impulsionadas pelo reconhecimento, outras por satisfação pessoal, outras pela possibilidade de exercer sua criatividade, outras pelo poder e ainda outras pela possibilidade de realizar uma obra.
Reconhecimento, satisfação pessoal, criatividade, poder, realização, ensino, companheirismo, segurança, transformação, responsabilidade e alegria são alguns dos valores que impulsionam diferentes pessoas a um objetivo. Então a resposta é fácil. Basta alinhar nosso trabalho com nossos valores pessoais e estaremos constantemente motivados, não é? Seria, não fosse apenas um detalhe. Na maioria das vezes, não conhecemos verdadeiramente os nossos valores. Agimos em busca de valores que aprendemos e que consideramos “corretos”. Valores que aprendemos com nossos pais ou com nossa sociedade. Valores que criamos na esperança de que essa imagem seja a mais aceita e reconhecida pelo mundo externo.
Agora, se não enxergarmos a direção que queremos seguir, como poderemos liderar as pessoas na criação de um mundo ao qual elas queiram pertencer? Isso não é possível para a verdadeira liderança. O verdadeiro líder deve antes de tudo saber para onde quer ir e, em seguida, colocar-se em marcha nesse caminho. Ao colocar-se no seu verdadeiro caminho, será tão impulsionado por seus valores que as pessoas à sua volta perceberão a sua satisfação, o seu carisma natural, a sua congruência entre discurso e prática, e decidirão que esse também é o mundo ao qual elas querem pertencer.
Não será preciso convencer ninguém a seguir esse líder. Trata-se de liderança natural, a liderança dada pelo exemplo vivido pelo próprio líder. Em corporações voltadas para o desenvolvimento do potencial humano, algumas ferramentas têm sido utilizadas para auxiliar os colaboradores a identificarem seus verdadeiros valores. O processo de coaching, embora mais diretamente ligado à orientação para se atingir metas por meio da otimização do desempenho pessoal, passa necessariamente por uma investigação dos verdadeiros valores pessoais do líder e da corporação.
A transformação pessoal só pode ser realizada com a permissão e o esforço da própria pessoa. O auxílio exterior é necessário, porém o próprio “eu” é o único que pode realizar a verdadeira transformação. Não há mais espaço nas atuais corporações para a gestão por imposição, sem levar em conta as idéias e a satisfação dos empregados. As conseqüências vão ainda além da desmotivação e da conseqüente queda de produtividade.
E também não é possível ao verdadeiro líder ser reconhecido como tal e conduzir as pessoas em uma determinada direção, se ele mesmo não estiver vivendo a sua própria verdade. É preciso que nossos líderes experientes, nossos novos líderes e as organizações atuais estejam dispostos a conhecer e a trilhar os seus verdadeiros caminhos.
Será que estão? As conseqüências de estar e de não estar serão experimentadas igualmente por todos.
RESUMINDO
A verdadeira liderança se resume em orientar as pessoas em direção à criação de um mundo ao qual elas queiram pertencer, ou seja, um mundo no qual elas estejam motivadas e tenham seus valores satisfeitos. Para que o verdadeiro líder possa fazer isso, é necessário que ele mesmo conheça esse caminho e esteja em marcha nele. Afinal, “Se houver um cego guiando outro cego, chegarão a algum lugar?” É preciso que nossos líderes experientes, nossos novos líderes e as organizações atuais estejam dispostos a conhecer e a trilhar os seus verdadeiros caminhos. Será que estão? As conseqüências de estarem e não estarem serão experimentadas igualmente por todos eles.
Autor: Nicolai Cursino é Engenheiro de Produção pela USP, Consultor Internacional em Desenvolvimento Humano e Corporativo Trainer em Programação Neurolingüística Coach certificado pela International Coaching Community
Fonte: www.vencer.com.br
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Como escolher sua agenda para o próximo ano
Se não tirar as preocupações e afazeres da sua mente para um outro “recipiente”, será quase impossível ter um dia mais produtivo.
Fonte: Edição dezembro 2007- WWW.vocesa.com.br
Se você acha que não precisa de nada além de um relógio para administrar seu tempo está muito enganado. Para você conseguir mais tempo em sua vida e uma maior organização é preciso achar a ferramenta certa.
Um dos fatores que geram estresse, ansiedade e falta de tempo na maioria dos profissionais é o fato de não conseguirem tirar seus afazeres e preocupações da sua cabeça. Ficam sempre buscando algo que foi esquecido para ser feito.
Meu mestre de Taekwon-do comentou sobre isso em uma aula. Ele disse que o aluno não consegue se concentrar no “Tull” (conjunto de formas) pois sua mente está compartilhando uma série de outras lembranças. Ele ensina que o Tull perfeito é feito quando o aluno consegue tirar todas as suas preocupações e deixar a mente livre para aquele momento.
A analogia é a mesma em sua rotina diária. Se você não tirar as preocupações e afazeres da sua mente para um outro “recipiente”, será quase impossível ter um dia mais produtivo.
É fundamental que você tenha um “planejador pessoal”. Mas qual será a ferramenta ideal para você? O mercado nacional já tem diversas opções interessantes que vão desde agendas tradicionais, planners, PDAs, smartphones até softwares.
A escolha do seu planejador começa com a análise do seu perfil. Você precisa pensar se prefere os modelos em papel (tradicionais), modelos high tech ou um “híbrido” desses dois mundos. Não existe um perfil melhor que outro, a ferramenta adequada é aquela que se encaixa mais no seu modo de ser.
O conceito básico é que você escolha uma ferramenta que centralize suas atividades, compromissos, informações, contatos, etc. Muitas pessoas utilizam uma ou duas agendas, ou um caderno de anotações. Quando você distribui suas informações acaba perdendo muito tempo, e por isso centralizar é fundamental neste caso.
O primeiro ponto dessa ferramenta é que ela seja móvel, pois você não fica exclusivamente em um lugar. Isso significa que sua ferramenta não pode ser somente seu computador de mesa. Suas informações precisam estar com você onde quer que você esteja.
Se você for high tech, existem boas alternativas. A primeira é a utilização da própria Internet. Existem diversos serviços online que permitem controlar toda sua produtividade. Minha sugestão é que você experimente o www.neotriad.com, que atualmente é uma das soluções mais completas nesse segmento.
Escolha uma ferramenta que permite sincronizar os dados do seu micro (como seu Microsoft Outlook) com a Internet, pois isso evita o re-trabalho. Se puder investir na compra de um dispositivo móvel como um Palm ou Pocket PC, seu sistema ficará ainda mais completo.
Caso prefira a boa e velha agenda de papel, procure por um modelo que unifique tarefas, contatos, compromissos e anotações em um único local. Existem diversos modelos de "Planners" no mercado nacional que atendem esse requisito: RedFax, Franklin Planner, Daily Runner, etc.
Com a ferramenta escolhida, todas as ações que precisam ser feitas por você no dia-a-dia devem ser transformadas em tarefas no seu planejador. O seu dia deve ser organizado com base em ações (tarefas) e reuniões (compromissos). Cada uma dessas atividades tem uma duração específica e essa é a informação mais importante para você gerenciar seu tempo. Não deixe suas atividades ultrapassarem 6 horas diárias, pois, com tempo, você consegue espaço para encaixar eventuais urgências e interrupções que apareçam no seu dia.
Aproveite o espírito Natalino para comprar seu planejador e começar um 2008 muito mais focado e organizado!
Faltam 15 dias para 2008, você já comprou sua próxima agenda? |
Christian Barbosa - Especialista em gestão do tempo e produtividade pessoal. Diretor da Tríade do Tempo, autor do Livro A Tríade do Tempo - Editora Campus.
www.triadedotempo.com.br
Fonte: www.vocesa.com.br |
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Correr agora para descansar depois. De que adianta fazer isso se o "depois" está sempre lá na frente?
Uma abordagem diferente para o tempo é um recurso caro e escasso.
Por Paulo Araújo
Não é de hoje que o tempo é um recurso caro e escasso -- sem falar no fato de que não pode ser recuperado. Afinal, o que passou passou. Por isso, aproveitar o tempo da melhor maneira é uma preocupação que todos temos. Gostaria de abordar essa questão de outra óptica, de um jeito que o próprio tempo me ensinou:
Lembre-se de que ser rápido não é ser mal- educado -- Já reparou que hoje em dia tudo "é para ontem"? Temos tanta pressa que costumamos esquecer regras básicas de cordialidade. Tive um chefe que não falava "bom-dia" e se limitava a dizer um "diaaa!" enquanto passava por nós de cabeça baixa como se fosse um boi bravo. O ambiente era horrível e, cada vez que alguém era chamado em sua sala, era um drama. Ele acreditava que ganharia tempo se falasse mais rápido. Tais atitudes, com certeza, não aumentavam a produtividade, mas o estresse de todos.
Não confunda produtividade com rapidez -- O grande desafio é aliar qualidade com produtividade. No entanto, muitos acreditam que a produtividade está diretamente relacionada à rapidez e acabam se tornando robozinhos organizacionais. É claro que ser rápido é importante, mas também faz com que diminua nossa sensibilidade em relação à atividade ou ao negócio. A rapidez, principalmente em atividades rotineiras, inibe a criatividade. Pergunte a qualquer um por que executa uma tarefa de determinada maneira e a resposta invariavelmente será: "Porque sempre foi feito assim". Como inovar fazendo o que sempre foi feito e ainda por cima sem saber por quê?
Aprenda com os erros dos outros -- Quer ganhar tempo? Pesquise e descubra quem já fez o que você está querendo fazer.
Quem tem pressa come quente e cru -- Na ansiedade de ganhar tempo, acabamos fazendo tudo pela metade ou não celebramos nossas conquistas como deveríamos. Todos trabalham muitas horas -- e a tendência é que se trabalhe cada vez mais. Por isso, tente ganhar tempo de outra forma: preste atenção nos sonhos de sua equipe, dê a um cliente mais do que ele espera e não assuma um cargo pensando em outro. Quanto mais concentrado no presente, maior a chance de ter sucesso.
Tempo não é dinheiro, é vida -- A máxima "tempo é dinheiro" moveu e ainda move gerações. Quem nunca ouviu dizer: corra agora para descansar depois? O problema é que o "depois" nunca chega. Temos de aprender a dar tempo ao trabalho, à família e ao lazer. Quer uma dica para aprender a usar melhor seu tempo? Experimente substituir a palavra "tempo" por "vida". Quando seu filho o chamar para brincar e você disser: "Agora não tenho tempo!", diga "Agora não tenho vida!" Com certeza, você vai mudar de idéia.
Paulo Araújo é conferencista e autor de Motivação -- Faça a Diferença (editora Eko), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br
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Programe-se para imprevistos!
Dicas para lidar com interrupções
Por José Luiz S. Cunha
Algumas interrupções são necessárias e até vitais em certos ambientes e certa atividades.
Na verdade, tudo aquilo que o afasta de seu foco, de seu objetivo, pode ser considerado como interrupção. Chamadas telefônicas, emails, mensagens Instantâneas (essa é a pior), pessoas entrando sua sala adentro, enfim, cada um tem uma percepção única sobre em que medida isto afeta o seu trabalho. Se você não quer ter o seu dia controlado por interrupções, tem que desenvolver um plano de trabalho que minimize as consequências disso.
Considere fazer uma avaliação dos tipos de interrupções que normalmente afetam seu trabalho.
- Algumas pessoas o interrompem mais que outras?
- A maioria das interrupções ocorrem numa determinada hora do dia?
- Quais os tipos mais frequentes de interrupções que você sofre?
- Quanto tempo em média elas tomam do seu dia?
Utilize estas informações para determinar quanto tempo está perdendo com estas interrupções e desenvolva um plano para lidar com elas quando aparecerem, a fim de minimizar os seus efeitos.
Saiba dizer não quando necessário. Quando for interrompido por alguém, tente responder algo como:
“Eu gostaria muito de poder ajuda-lo(a); deixe-me terminar o que estou fazendo e depois falamos” ou
“Podemos falar deste assunto após o expediente?”
Lembre-se também de usar as técnicas tradicionais como fechar a porta em horários específicos. Falar com a pessoa de pé, para desmotivar a continuação daquela conversa não desejada naquele momento. Tirar as cadeiras de visitas da frente de sua mesa, etc. |
José Luiz S. Cunha - Diretor da OZ! Sistemas de Organização. Fonte: www.vocesa.com.br |
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Vamos ter cada vez mais ócio, é o que diz o sociólogo italiano Domenico De Masi. O problema: não sabemos como administrar o tempo livre
Leia o resumo de algumas de suas principais idéias, apresentadas no programa da TV Cultura
Fonte: www.vocesa.com.br
O sociólogo italiano Domenico De Masi trabalha nove meses por ano. Nos outros três, descansa numa cidadezinha na Costa Amalfitana, no sul da Itália. Um arranjo perfeito? Ainda não, segundo De Masi. O perfeito, na sua opinião, seria fazer o contrário: gastar nove meses lendo, ouvindo música, conversando com amigos - e trabalhar só nos três meses restantes. Fantasia? Nem tanto, sustenta ele, se houvesse mais racionalidade no ambiente profissional e na maneira como produzimos. De Masi é um especialista em sociologia do trabalho. Segundo ele, na era pós-industrial (a do próximo século) vamos ter cada vez mais ócio e menos trabalho. O problema, segundo De Masi, é que não sabemos usar direito nosso tempo livre. "Nenhum executivo precisaria trabalhar mais do que 5 ou 6 horas por dia", diz. "Só fica no escritório porque não sabe o que fazer fora dele."
Foi com idéias como essas que De Masi, numa recente passagem pelo Brasil, despertou intenso interesse de todos os que tiveram oportunidade de ouvi-lo - a partir de uma entrevista apresentada no programa Roda Viva, da TV Cultura, na primeira segunda-feira de janeiro. O sucesso foi tanto que a emissora, a pedido dos telespectadores, reprisou-a na semana seguinte. Mais de 1 000 pessoas compraram a fita de vídeo com a íntegra da entrevista. Quem conseguiu comprar seu exemplar da fita, distribuiu cópias para os amigos, parentes e vizinhos. A entrevista coincidiu com o lançamento do primeiro livro de De Masi no Brasil. A primeira edição de A Emoção É a Regra, da editora José Olympio, esgotou nas livrarias. Uma nova edição precisou ser providenciada às pressas. De Masi é professor titular de sociologia do trabalho da Universidade de Roma La Sapienza. O que você vai ler a seguir é um resumo de algumas de suas principais idéias, apresentadas no programa da TV Cultura.
NUNCA VIVEMOS TÃO BEM
Tenho muitos amigos intelectuais que às vezes dizem que queriam ter vivido no século 18, ou na época dos gregos, ou na época dos romanos, ou no Renascimento. Creio que esses amigos se iludem. Há 20 ou 30 anos, bastava ter uma dor de dente para que isso fosse uma grande tragédia. Acho impossível não sermos otimistas em uma situação como a atual. Pensemos um pouco nos dados. Em 800 gerações, desde o homem de Neandertal até nossos avós, a média de vida humana girou sempre em torno de 29 a 30 anos, ou cerca de 262 800 horas. Nossos bisavós viviam 32 anos (os homens) e 33 anos (as mulheres). Hoje, em apenas duas gerações, temos uma média de vida de 79 anos, no caso dos homens, e 82 anos, no das mulheres.
Desde sempre o ser humano esperou trabalhar o menos possível, ser o mais rico possível, se cansar o menos possível, sofrer o menos possível. Tudo isso ainda não foi atingido, mas estamos no caminho certo. Creio que, graças ao progresso tecnológico e científico e à globalização, vê-se finalmente uma luz no fim do túnel. Houve pouco progresso humano em 80 milhões de anos. Depois, na Mesopotâmia, há 7 000 anos, o progresso foi extraordinário: descobriu-se a escrita, a economia, a moeda, a astronomia... Em Atenas, na era de Péricles, havia 40 000 homens livres, 20 000 estrangeiros naturalizados e 350 000 escravos. Cada homem livre, em Atenas, tinha entre escravos, esposas e donas de casa, oito ou nove pessoas à sua disposição. Hoje, para fazer o que essa gente toda fazia, temos lava-louças, máquinas de lavar, elevadores, telefones...
BUROCRACIA E CRIATIVIDADE
As tecnologias que hoje temos à nossa disposição substituem o trabalho. Isso significa que resta ao ser humano o monopólio do trabalho criativo. Mas criatividade é o oposto de burocracia, porque é a fantasia aliada à realização. Realização sem fantasia gera burocratas. Portanto, burocracia e criatividade são opostos. O mundo atual precisa dos criativos, e já os premia. Os atores, os criadores de moda, os cientistas, os artistas são muito mais cortejados e gratificados que os executivos. Estamos num mundo em que reduz-se progressivamente a tarefa executiva, que é delegada às máquinas, e diminui-se o espaço dos burocratas.
Por sua própria vocação, os burocratas são sádicos. Um burocrata é feliz quando pode matar as idéias dos criativos. O burocrata é feliz ao poder dizer a frase: "Lamento, mas venceu o prazo". É a frase que maior orgasmo proporciona aos burocratas. O burocrata vê os limites, ao passo que o criativo vê as oportunidades e transforma até vínculos em oportunidades. Enquanto o burocrata tem razão nove vezes em dez, o criativo erra nove vezes, mas, quando acerta uma vez, está abrindo novos caminhos para a humanidade. Na sociedade pós-industrial haverá cada vez menos lugar para os burocratas. A criatividade e a estética determinam nossa felicidade. Os burocratas determinam nossa infelicidade.
POR QUE OS GÊNIOS SÃO GÊNIOS
A criatividade resulta de fantasia e realização. Acontece que é difícil encontrar alguém muito fantasioso, criativo e efetivo ao mesmo tempo. Quando ocorre, temos um gênio. Michelangelo foi um gênio. Não porque inventou a cúpula de São Pedro. Mas porque, após desenhá-la, aos 72 anos, convenceu o papa a financiar seu projeto, achou os escultores e os carpinteiros, e os dirigiu - eram 3 500 pessoas - por 20 anos, até a sua morte. Não havia apenas fantasia, mas uma grande realização.
É difícil, portanto, encontrar gênios. Mas será que é possível criá-los? Na minha opinião, podemos desenvolver a criatividade coletiva, gerada por grupos em que uns têm maior fantasia e outros, maior capacidade de realização. Veja o meu caso: com certeza, sou fantasioso e pouco realizador. Se não fosse assim, eu seria muito rico. Mas o fato de eu ser sobretudo um homem fantasioso não é positivo. Positivo seria ser fantasioso e realizador ao mesmo tempo. Para se tornar criativo, um grupo deve ter diversidade de classes sociais, não pode ser acadêmico nem burocrático. E deve ter o espírito de luta e desafio. Deve ter também um forte senso estético.
Quando eu era mais jovem, pensava que todos podiam ser educados para ser gênios. E perdi talvez um pouco de tempo a mais com colaboradores que não tinham essas possibilidades. Eu os estimulei demais, exigindo o que não tinham. Depois entendi que devemos ser mais realistas, e que só podemos ter de cada colaborador aquilo que ele pode dar. Não é justo baixar o nível de estímulos, mas também não é justo exigir demais.
BASTAM 5 OU 6 HORAS DE TRABALHO
O progresso, tecnológico e organizacional, permite a produção de maior número de bens e serviços com menos trabalho humano. De um lado, isso determina que, fora da empresa, o desemprego pode aumentar. De outro, dentro da empresa, determina um fenômeno que chamo de "horas extras". Qualquer executivo hoje, após 4 ou 5 horas de trabalho, poderia ir embora para casa. Mas essas pessoas se acostumaram a ficar somente no escritório - e acabam fingindo, para elas mesmas, que têm muito trabalho. Concluí há pouco uma pesquisa com 11 empresas italianas. O resultado foi que os executivos (não falo do alto escalão, mas do médio) poderiam fazer tudo o que fazem em, no máximo, 5 ou 6 horas por dia. Todos poderiam ir embora depois disso. Mas ficam até o fim do expediente e, muitas vezes, até depois - ou seja, fazem "horas extras". O que os executivos realizam nesse tempo em que ficam a mais na empresa? Duas coisas: fazem reuniões, geralmente inúteis; e criam normas para os outros.
Estou dando consultoria a uma grande empresa italiana do ramo metal-mecânico. Tenho reuniões mensais com o presidente e com seus dez maiores colaboradores, e todo mês passo a eles uma lição de casa. Cada um deve trazer às reuniões duas normas a serem eliminadas. Resultado: são eliminadas 22 normas a cada reunião. Apesar de já termos suprimido mais de 200 regras, ainda existem muitas que arruinam a vida da empresa. As normas e as horas extras, quase sempre se destinam a permitir que os executivos "façam companhia" aos chefes. As horas extras geram muita tristeza nas empresas. Os executivos felizes são raros. E, muitas vezes, se convencem de que o dever da empresa não é a felicidade dos funcionários. Observei que as que têm mais êxito são as empresas com funcionários mais felizes, pois onde são mais felizes são mais criativos - e, portanto, mais eficientes.
PREPARAR O TEMPO LIVRE
O futuro é feito sobretudo de tempo sem trabalho. Nossos avós viviam 300 000 horas e trabalhavam 120 000 horas. Nós vivemos 700 000 horas e trabalhamos no máximo 70 000 horas. Enquanto nossos avós trabalhavam metade da vida, nós trabalhamos um décimo. Entretanto, a escola e a família só nos preparam para o trabalho - não nos preparam para o tempo livre. Ninguém nos diz como escolher um filme. Ninguém nos diz como escolher uma ópera. Ninguém nos diz o que ouvir nem como ouvir música. Ninguém nos ensina a curtir as pessoas. Por isso, o executivo que fica 10 ou 12 horas por dia no escritório leva trabalho para casa quando sai para o fim de semana. Sim, porque não sabe fazer mais nada. Muitas vezes, no verão, na praia, ele liga para o escritório para ter notícias do trabalho. É obcecado pelo trabalho. E depois, aos 55 ou 60 anos, é mandado embora. Mas, por causa dos avanços da medicina, essa pessoa ainda vai viver mais 20 ou 30 anos. Só que não sabe o que fazer.
Na minha opinião, a velhice não se calcula em relação ao nascimento, mas em relação à morte. Ou seja, somos velhos, mesmo, só nos últimos dois anos de vida. Quando o homem vivia 50 anos, ficava velho aos 48. Mas hoje, que vive 80 anos, fica velho aos 78 anos. Ou seja, ao se aposentar aos 60 anos, a pessoa ainda vai viver 20 anos sem saber o que fazer. Viverá uma vida fisicamente forte, mas psiquicamente perdida. Acho que no futuro será impossível distinguir estudo e trabalho de tempo livre, por causa das próprias atividades desse futuro.
O LUXO DO TEMPO
Nossos escritórios são gaiolas de vidro, terríveis, onde não nos sentimos bem. Somos obrigados a conviver com colegas antipáticos, com chefes muitas vezes mal-educados, comendo coisas péssimas... Mas ficamos o tempo todo lá. As empresas, aliás, fazem de tudo para trazer para dentro do ambiente de trabalho o bar, o restaurante, a creche, com o objetivo de evitar a saída dos funcionários. O tempo livre deve ser, sobretudo, o momento do luxo. O que é luxo hoje? No passado, luxo podia ser o dinheiro, os carros de muitas cilindradas ou os barcos. Hoje, as coisas raras são, sobretudo, o tempo, o espaço, o silêncio, a autonomia, a segurança. Estes são os grandes luxos para o século 21.
SOMOS ESCRAVOS DO SALÁRIO
Sempre existiu escravidão. Antes os escravos eram presos a correntes. Hoje podemos ser escravos da droga, do amor, do prazer. Levamos muitos séculos para nos libertarmos da escravidão. Depois, a tecnologia industrial ajudou a nos libertar do cansaço físico e de toda uma série de trabalhos terríveis, perigosos, nocivos à saúde. É hora, agora, de nos libertarmos do cansaço intelectual, do trabalho "residual". Isto implica o quê? Para começar, implica que não sabemos organizar o trabalho. Por que temos pais que trabalham 10, 12 horas por dia enquanto os filhos estão desempregados? A resposta é que não teríamos que fazer isso. Ninguém impede que pai e filho trabalhem 5 horas cada um. Ninguém nos impede de reorganizar a sociedade, de modo que o trabalho não seja o único salvo-conduto para ganhar um salário. Por que um estudante, um garoto de 20 anos, ganha um salário para trabalhar num banco e não pode ganhar o mesmo salário para continuar apenas estudando na universidade? Em muitos edifícios há elevadores e um garoto ou uma garota trabalhando como ascensoristas. São totalmente inúteis. Estão fechados numa caixa, mas, se não sobem e descem apertando o botão para nós, não recebem o salário. É uma loucura! Pode-se dar a esses jovens o salário e dizer: "Vá para a escola!" ou "Vá se divertir". Criamos uma sociedade na qual quem não trabalha ou não finge trabalhar não tem o direito de viver. É uma loucura total.
MOZART PODERIA TER SIDO AÇOUGUEIRO
Todos somos mais criativos em alguma coisa e menos em outra. Acho que Mozart ou Beethoven seriam péssimos matemáticos. Consta de suas biografias que eram péssimos no dia-a-dia. Beethoven, por exemplo, brigava com todos os senhorios. Só em Viena, mudou-se 30 vezes. Era incapaz de organizar sua vida cotidiana. Morreu num quarto desleixado, sujo, terrível. No entanto, na música, era gênio absoluto. A primeira coisa é entender em que somos criativos. Cada um é mais criativo em uma coisa do que em outra. Se Mozart não fosse filho de Leopoldo, que tinha uma grande paixão por música, e fosse filho de açougueiro ou de médico, seria açougueiro ou médico, e teríamos perdido um grande músico. A criatividade não é um ponto de partida - é um ponto de chegada. Criativo é quem é capaz de aliar o melhor daquilo que herdou da natureza ao aprendizado. Contam que uma senhora muito rica teria pedido a Picasso um retrato. Picasso o fez em segundos e cobrou muito caro. A mulher disse: "Mas isto só levou alguns segundos. Não deveria custar tanto". Ele respondeu: "Não foram alguns segundos. Eu levei a vida toda para pintá-lo".
AS MULHERES AGORA DETÊM O PETRÓLEO
A sociedade industrial nasceu do Iluminismo. Antes do Iluminismo, os fatos da natureza (raio, trovão ou uma epidemia) eram atribuídos ao desejo dos deuses ou do diabo, e assim por diante. O Iluminismo introduziu a racionalização. Os seres humanos têm condições de entender racionalmente os acontecimentos físicos e humanos e dominá-los. Um dos maiores iluministas foi Benjamin Franklin, o inventor do pára-raios. E o raio era o mais típico dos feitos caprichosos dos deuses, de Júpiter ou dos outros. Mas a indústria nascida do Iluminismo exacerbou o conceito de racionalização. Partiu do princípio de que tudo que é bom é racional.
Mais: o Iluminismo acrescentou que tudo que é racional é masculino e se refere à produção, e produção se faz na empresa. Tudo que é ruim, ao contrário, é emocional, e emocional é feminino, e feminino se refere à reprodução, e reprodução é feita em casa. Houve, portanto, uma cisão terrível entre os homens, que se atribuíram o poder e o monopólio do trabalho, e as mulheres, que foram deixadas em casa. Mas hoje nos damos conta de que as empresas não progridem sem idéias, e que isso requer fantasia, subjetividade, estética e emotividade. É como se, de repente, o petróleo fosse importante, e descobríssemos que você tem petróleo e eu não. O petróleo da era pós-industrial será criatividade, estética, emotividade, subjetividade.
Quem tem isso são as mulheres. Não é dádiva da natureza. É que nós (homens) nos descuidamos, e as mulheres as cultivaram. Era só o que podiam cultivar. De fato, hoje, nos campos de maior criatividade - no cinema, no teatro, na literatura, na imprensa, na televisão -, o número de mulheres cresce sempre mais. Caminhamos para uma sociedade em que a mulher é considerada à altura do homem. Isso não aconteceu por bondade do homem. As mulheres souberam lutar para impor essa realidade. Elas têm uma vantagem sobre nós. Podem ter filhos sem marido, e nós não podemos ter filhos sem mulher. Isso cria um desnível a favor delas.
GLOBALIZAR É UM INSTINTO HUMANO
Hoje se fala muito em globalização, mas, se perguntarmos a um executivo o que é mesmo globalização, ele não sabe. Globalização é quase um instinto humano. Os homens sempre procuraram globalizar seus conhecimentos. Primeiro, por meio da descoberta, da exploração e da cartografia de todo o planeta. Depois, com as grandes viagens. Com armas e mercadorias, tentou-se conquistar as regiões recém-descobertas do mundo. Depois, as conquistas se deram por meio dos capitais e das idéias. A Igreja a fez com os missionários. A CNN a faz através de sua rede de televisão. E o Brasil, por suas novelas. Hoje, temos tudo isso junto. Há todas as formas de globalização anteriores e temos que acrescentar que, pela primeira vez, há um "país" hegemônico, que tem seu exército em todo o planeta.
Pela primeira vez saímos de duas guerras mundiais. Pela primeira vez saímos de uma guerra fria. Pela primeira vez temos os meios de comunicação de massa. Com isso tudo, a globalização política passou a ser econômica e agora está se tornando psicológica. Temos dados desconcertantes: 32 milhões de pessoas por hora consomem Coca-Cola; 18 milhões de pessoas comem por hora um hambúrguer do McDonald's. Somos globalizados em tudo. Não só a economia foi globalizada. Nossa personalidade e nossos sentidos também. Vemos em qualquer lugar os mesmos filmes. Ouvimos em qualquer lugar a mesma música. Todos os aeroportos do mundo têm o mesmo cheiro. Vivemos em uma globalização psicológica, que, de um lado, transforma o mundo numa grande vizinhança e mescla as experiências, mas, de outro, aniquila as diferenças. E aniquilar as diferenças é terrível.
Revista Você, edição Dezembro/2007- www.vocesa.com.br
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A Visão do Futuro
A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.
Por Tom Coelho
“Uma visão sem ação não passa de um sonho.
Ação sem visão é só um passatempo.
Mas uma visão com ação pode mudar o mundo”. (Joel Baker)
As frases acima fecham com chave de ouro o excelente vídeo “A Visão do Futuro”, produzido por Joel Baker e comercializado com exclusividade no Brasil pela Siamar, inclusive para locação. É um vídeo que costumo apresentar ao final de algumas palestras pois tem um poder reflexivo incontestável. Não há como ir para casa sem se perguntar: “O que estou fazendo comigo, com minha família, com minha empresa, para ser feliz?”
O texto de hoje tem este objetivo. Quero despertar em você a auto-reflexão sobre como tem tratado sua empresa – ou seu projeto de empresa, caso ainda não tenha constituído uma.
Desejo que você desligue este piloto automático de sua vida, através do qual você não conduz, mas é conduzido por uma rotina sem sequer saber para qual direção. E passe a vislumbrar diante de si apenas duas palavras: sonhos e futuro.
Futuro e Liderança
O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, digo que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.
Aqueles que constroem o próprio futuro, constroem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.
Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente já é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais difícil. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. Mas os gerentes fracos são fruto de nossas decisões, são nossa responsabilidade... A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma.
Na qualidade de empreendedores, somos diferentes, iluminados, pois onde todos vêem problemas, vemos oportunidades. Viajamos num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabemos que só o melhor é suficiente e controlamos direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é nossa missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capilarizar esse sentimento nos grupos por onde passa.
Sonhos e Metas
O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuadamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra “sonhos” por “metas”. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.
A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os empreendedores dizem: “Por que não?” Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito. Mas sempre temos tempo para fazer de novo...
“Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”. Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento “subversivo”, entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos. Mas o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade.
Sempre que ensinar, ensina também a duvidar do que ensina
Não precisamos saber nem “como” nem “onde”, mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: “Para que tenho que fazer isso?” Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido para seu negócio?
Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores. A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos, mas também nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu, o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos.
Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje – sonhos, futuro, objetivos – corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.
Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo.
Autor: Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp.
Site: www.tomcoelho.com.br - Fonte: WWW.sucessoabsoluto.com.br
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Como Negociar com Sucesso
Técnicas simples de negociação e que comprovadamente produzem resultados favoráveis
Por Reinaldo Polito
O objetivo deste artigo é orientá-lo sobre técnicas simples de negociação e que comprovadamente produzem resultados favoráveis. Com essas orientações você estará preparado para negociar de maneira justa os produtos e serviços da sua empresa e irá descobrir que o grande segredo da negociação se sustenta nas seguintes condições: atuar com profissionalismo, estar atento e agir com humildade. Se realizássemos uma pesquisa sobre quem faz mais de quatro ou cinco negociações por dia, só um pequeno número daria uma resposta positiva, porque a palavra negociação quase sempre nos remete a uma mesa com duas os mais pessoas de gravata, em uma situação em que são colocados produtos ou serviços para ser comercializados. Na verdade, entretanto, começamos a negociar desde o momento em que acordamos.
Você já deve ter vivido ou presenciado situações semelhantes a esta:
- Quem vai levar o Joãozinho para a escola hoje? Eu? Mas tinha certeza que era você, pois hoje é quinta-feira e a quinta é sua.
- Tem razão, querido, hoje é quinta e deveria ser o meu dia. Acontece que ando meio avoada e acabei marcando com o arquiteto a compra dos itens de acabamento para o seu escritório. E ele não tem outro dia para me acompanhar.
- Fico devendo esta para você.
Vamos analisar os passos dessa negociação: Em primeiro lugar, ela concordou que o marido tinha razão, uma boa tentativa de afastar possíveis hostilidades. Depois assumiu a culpa pelo engano, enfatizou a importância do compromisso assumido e apontou o benefício do marido, já que solucionaria um problema dele. No final confessou que estava em dívida com ele - que provavelmente jamais seria saldada. Vejamos um outro exemplo do cotidiano:
Hoje o tintureiro trará as roupas. Há dois meses que estamos mandando todas as peças para ele, e o preço continua o mesmo. Peça um bom desconto e um prazo maior para o pagamento.
Esta análise é bastante simples - com um volume maior de produtos ou serviços, sempre é possível pleitear condições mais vantajosas. Ao solicitar os dois benefícios, preço e prazo, as chances de que pelo menos um deles seja atendido aumenta, pois, se o tintureiro negasse todos os pedidos, mostraria ser inflexível, com o risco de perder o cliente.
Se mencionássemos outros exemplos que estão a nossa volta no dia-a-dia, com certeza, ultrapassaríamos com facilidade as quatro ou cinco negociações mencionadas a princípio. Ao percebermos que negociamos o tempo todo, devemos ficar atentos e diferenciar uma negociação que identificamos como doméstica, corriqueira, trivial, que ocorre no dia-a-dia, daquela ligada às nossas atividades profissionais, em que estão em jogo a sobrevivência dos negócios, da empresa e até da própria família. Embora as negociações profissionais sejam, normalmente, as mais importantes e por isso exijam maior preparo do negociador, o seu sucesso, quase sempre, dependerá da experiência adquirida naquelas mais sociais, em que possíveis perdas podem não representar grandes prejuízos. Nas negociações sociais, além de aprimorar as habilidades de negociador, que poderão ajudá-lo nas atividades profissionais, você também poderá colher subsídios que reforçam seus argumentos no momento de negociar produtos ou serviços de sua empresa.
O segredo está no fato de você ficar atento o tempo todo, pois essa atitude aumenta a produção de substâncias endógenas, que têm a propriedade de aguçar o seu olhar, aumentar sua percepção dos fatos, agilizar seu raciocínio, ampliar sua capacidade de ouvir, tornando-o apto para enfrentar e superar os mais diferentes desafios.
Durma, mas com os olhos bem abertos
Vá para a negociação atento, preparadíssimo para a batalha, mas deverá se fazer de morto, com aparência ligeiramente desatenta, para quebrar o ímpeto da outra parte, como se desengatilhasse a arma do adversário, fazendo com que ele a recolocasse no coldre. Ele continuará armado, mas não engatilhado.
Quando iniciar a conversa, sua arma já estará empunhada, engatilhada, mas ele não se dará conta e tentará persuadi-lo a fazer o que deseja sem o ímpeto de um guerreiro, pois julgará estar diante de um oponente inferiorizado.
Colocar a bolinha na linha quase nunca é questão de sorte
Ao vermos um jogador de tênis realizando jogadas que nos entusiasmam tanto, colocando a bolinha exatamente no local desejado, bem juntinho ou em cima da linha, não dando chance ao adversário, pensamos :"Que maravilha!. Esse garoto nasceu com o dom para o tênis, foi abençoado por Deus". Entretanto, essa habilidade só pôde ser conquistada porque ele praticou de maneira obstinada aquela mesma jogada meses a fio, errando, errando, até que pudesse acertar.
O sucesso da negociação exige a mesma prática obstinada. Faça de cada momento do seu dia-a-dia uma oportunidade para praticar. Com o tempo irá perceber que para colocar a bolinha em cima da risca deverá estar muito bem preparado e concluirá que para o processo da negociação vale muito estar abastecido de informações. Quanto mais argumentos possuir, maiores serão as possibilidades de chegar vitorioso ao final. E, quando falamos em informações estamos nos referindo ao seu sentido mais amplo, como aquelas que estão a nossa disposição nos editoriais de jornais, nas revistas, na televisão, no rádio, nos contatos com profissionais que atuam na mesma área, nas palestras de consultores, sem falar nos livros e cursos específicos da atividade que abraçamos. Cada detalhe poderá fazer toda diferença quando estivermos na presença da outra parte.
Sabemos também que, no início de uma conversa para negociação, nem sempre existe um ambiente favorável para tratar imediatamente do assunto. Por isso, estar atualizado com temas ligados às mais diferentes atividades, como economia, arte, esporte, poderá ajudar no aproveitamento de uma circunstância do ambiente e propiciar um diálogo agradável e descompromissado que melhore a receptividade e crie condições para negociar.
Tenho um exemplo pessoal que ilustra bem a necessidade de estarmos preparados com informações para evitarmos ser apanhados em uma armadilha ou sairmos derrotados de uma negociação. Há alguns anos, um colega médico trabalhava como cooperado dentro de uma determinada instituição. Como desenvolveu essa atividade por longo tempo, a receita que ganhava com o trabalho passou a representar uma fatia expressiva do seu orçamento. Por isso ficou muito preocupado quando percebeu que diminuía gradativamente o número de exames que costumava realizar. Descobriu que haviam criado outros centros de diagnósticos para onde estavam desviando os exames, pagando metade do preço.
Marcou uma reunião com a diretoria da entidade para discutir a situação. Como a sua sobrevivência financeira dependia do sucesso daquela conversa, não vacilou e foi pesquisar tudo o que era possível sobre a entidade. Conversou com outros médicos, com diretores de outras entidades e todos que pudessem fornecer informações. Só sobreviveu porque tomou todas essas precauções. Eles tinham montado uma armadilha para derrotá-lo no processo de negociação. Durante a conversa, propuseram que, ao invés de fazer os exames como pessoa física, passasse a atender como pessoa jurídica, assim poderia usar outros profissionais no atendimento, e a receita voltaria ao patamar anterior. O que desejavam, na verdade, era encontrar uma forma de descredenciá-lo, pois como pessoa física jamais poderiam tomar essa atitude. Nas suas pesquisas ficou sabendo que eles pagavam em dia quem era pessoa física, mas atrasavam o pagamento da pessoa jurídica até que o pessoal cansasse e pedisse o desligamento.
Conhecendo essas informações, pôde perceber rapidamente a estratégia da outra parte e tomar a atitude que não o prejudicasse. Agradeceu a sugestão, disse que pensaria sobre o assunto, saiu estrategicamente e esperou com paciência até que a diretoria fosse mudada e voltasse a trabalhar de maneira correta, como sempre havia agido.
Um passo atrás pode significar uma ótima estratégia
Dar um passo atrás nem sempre significa recuar, ao contrário, pode sim representar muitos passos à frente, tudo dependerá do seu poder de fogo. Se sentir que em determinado instante a artilharia e a força de ataque da outra parte são muito intensas, quase sempre a atitude mais acertada é a de evitar o confronto. Procure manter a calma, não demonstrando contrariedade, para, em seguida, refeito e com munição mais apropriada, montar uma nova estratégia que poderá dar a sensação de estar dando aqueles muitos passos à frente. É a pausa do lenhador para afiar o machado
O que de maneira geral atrapalha muito nessas circunstâncias é a nossa vaidade e amor próprio, pois ao sermos atacados, somos tentados a reagir instintivamente, movidos pelo orgulho, descuidando do grande objetivo que é o de negociar com sucesso. Não adianta nada ganhar a briga e perder o negócio.
Devemos ter em mente o tempo todo que o embate não é pessoal, embora muitas vezes possa parecer. Por isso esteja sempre atento para não deixar que a emoção prevaleça sobre a razão, pois somente assim terá chance de reverter a situação desfavorável e talvez chegar vitorioso ao final.
Ninguém gosta de perder nada nem no aspecto da razão, nem no emocional, mas precisamos avaliar qual é a prioridade, isto é, até que ponto precisamos ou não do sucesso daquela negociação. Se for muito importante, um sapinho a mais ou menos fará parte do jogo.
Pense também que, no mundo dos negócios, a chance de reencontrar seu adversário existe e quem sabe até para participarem do mesmo lado, unidos por uma mesma causa. A filosofia popular ensina que, quando alguém está subindo na vida, deve tratar bem as pessoas, pois, quando cair, elas poderão servir de anteparo.
Os bastidores da negociação
Tratar bem a secretária ou a recepcionista é um cuidado que não pode ser negligenciado. Embora nas empresas, pequenas ou grandes, haja hierarquia entre a secretária e seu superior, não menospreze a possível relação de cordialidade entre eles, produzindo às vezes um sentimento de proteção mútua. Assim, um simples comentário sobre o seu comportamento inadequado ao telefone ou pessoalmente poderá criar uma barreira que, em determinadas circunstâncias, dificilmente será superada.
Dentro de uma estratégia de negociação não existem pessoas mais ou menos importantes. Todos, sem exceção, devem ser tratados com respeito e cordialidade, que podem variar de acordo com sua habilidade em tratar com as pessoas, sempre tendo o cuidado de não cair na vulgaridade.
Algumas pessoas confundem a cordialidade, a boa educação e a simpatia como uma abertura para ter mais intimidade e exageram nas brincadeiras e comentários pessoais, sem perceber, que com essas atitudes, estão fechando portas importantes que seriam muito úteis no processo de negociação.
Seja profissional sempre, sem que esse comportamento signifique ser carrancudo ou prepotente. O profissionalismo e a humildade são grandes aliados.
Sendo visto com simpatia pela secretária, talvez conquiste uma aliada, pois ela poderá se empenhar para que você seja atendido sem muita espera.
Mesmo tendo conseguido criar um ambiente de cordialidade, tome cuidado com a ansiedade. Por exemplo, evite perguntar com freqüência se ainda vai demorar para ser atendido. As pessoas poderão se sentir incomodadas, e o ambiente amistoso poderá se desmanchar.
Lembre-se de que você tem um objetivo a atingir e por isso deve estar muito interessado para que tudo corra da melhor maneira possível. Assim, espero que não tenha ido a uma reunião importante com outro compromisso assumido a seguir, e com hora marcada.
Você deve se concentrar naquele encontro para o qual tanto se preparou. Caso a pessoa com quem irá negociar ainda não esteja em sua sala e tenha que passar pela recepção, evite se levantar para ir ao encontro dela, mesmo que seja sua conhecida. Apenas acene com a cabeça. Toda manifestação a seguir deve partir dela. Talvez ela venha ao seu encontro, talvez ela responda ao aceno de cabeça com um rápido cumprimento verbal e troque algumas palavras com a secretária e entre diretamente na sua sala. Tudo vai depender do que ela precisará resolver antes de falar com você. É muito desagradável ser abordado por uma pessoa que o espera sem que esteja ainda preparado para recebê-la. Talvez a pessoa precise assinar alguns documentos, fazer ligações urgentes ou tomar outras providências.
Analise se você é a pessoa mais apropriada para negociar
Talvez você esperasse encontrar neste artigo orientações de como usar bem a calculadora financeira com equações complexas, para que pudesse mostrar que o seu produto, além da qualidade, possui grandes vantagens no custo-benefício e está muito à frente da concorrência. Ficou claro que o objetivo é outro. Nem poderia ser diferente, pois você, melhor do que ninguém, conhece o seu produto e sabe por que ele foi fabricado, a que público se destina, se tem benefícios tributários ou não e se a sua escala de produção permite manobras que poderiam ajudá-lo na negociação. Empreendemos uma abordagem comportamental, ou seja, uma reflexão sobre qual a maneira mais apropriada para nos apresentar, nos comportar, se podemos ou não avançar, se o momento é oportuno para negociar, ou se uma outra época seria mais indicada, seja pela sazonalidade do produto, seja pelo momento financeiro do país, seja pela região em que atua.
Se você julgar que esses procedimentos não são apropriados devido à importância do seu cargo ou pelo seu prestigio social, não será a pessoa indicada para negociar. Seu orgulho irá prejudicar o resultado. Avalie bem quanto você deseja o resultado da negociação e só aceite essa empreitada se for muito importante para você. Caso contrário, mande outro em seu lugar.
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Filho errado. Hospital deve pagar R$ 114 mil por troca de bebês
Fonte: www.conjur.com.br
A Justiça catarinense elevou de R$ 60 mil para R$ 114 mil o valor da indenização devida pelo Hospital Carlos Renaux a um casal que teve o filho trocado na maternidade. O fato aconteceu há 20 anos e só foi descoberto recentemente. A decisão unânime é da 2ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
De acordo com o processo, a dona de casa deu à luz a uma criança no dia 9 de fevereiro de 1984, por volta das 15h, na maternidade do Hospital Carlos Renaux. Com o passar dos anos, passou a reparar que o menino apresentava traços físicos distintos de seus familiares. Enquanto ela e seu marido, ambos de ascendência ariana, tinham pele, olhos e cabelos claros, a criança era morena, de olhos e cabelos castanhos, sem nenhuma semelhança com qualquer parente.
O marido passou a desconfiar do caráter da mulher, com a conseqüente troca de acusações e o constante clima desrespeitoso entre o casal. Além disso, familiares e conhecidos, ainda que de forma sutil, questionavam as diferenças físicas entre ele e seus demais irmãos.
Ainda de acordo com o processo, a situação piorou quando o rapaz aprendeu que pais com olhos azuis não podiam gerar filhos com olhos castanhos. Em 2003, um exame de DNA finalmente comprovou que o garoto não era filho do casal.
Numa consulta ao hospital, logo em seguida, o casal descobriu que outra criança havia nascido naquele mesmo dia. Em contato com esta outra família e após novo exame de DNA, ficou confirmado que os filhos estavam trocados.
O Hospital Carlos Renaux alegou que não havia provas de que a troca ocorrera em suas dependências. O juiz Cláudio Helfenstein, responsável pela decisão de primeira instância, analisou o caso sob o prisma da teoria do risco empresarial, cobrando a responsabilidade objetiva do hospital.
“Todas as provas produzidas nos autos convergem em um único sentido: de que a troca das crianças ocorreu logo após o nascimento, antes mesmo da identificação, de sorte que o nome da mãe de cada um foi erroneamente inscrita na pulseira colocada no braço dos bebês.”
Apelação Cível 2006.007.669-8
Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2007- Fonte: www.conjur.com.br
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Ato legítimo. Empresa não consegue receber indenização de empregado
Fonte: www.conjur.com.br
A empresa Distrito de Irrigação de Jaíba não conseguiu responsabilizar um funcionário por dano moral porque ele a denunciou ao Ministério do Trabalho. De acordo com a empresa, a reclamação gerou fiscalização em seu estabelecimento e descrédito junto a seus clientes. O pedido da empresa foi negado pela 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais.
De acordo com o relator, desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal, embora haja jurisprudência no sentido de que a pessoa jurídica pode sofrer dano moral (Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça), a empresa não comprovou qualquer dano, o que afasta a possibilidade de responsabilização do empregado.
“É necessária, para a reparação pretendida, a conjugação de todos os elementos constantes do artigo 186 do Código Civil, ou seja, a presença de um ato ilícito ou erro de conduta do agente, além do prejuízo suportado pela vítima e do nexo de causalidade entre a conduta ilícita do primeiro e o dano experimentado pela última”, esclareceu.
Para ele, não pode ser taxado de ilícito o ato do empregado de comunicar ao órgão fiscalizador competente as irregularidades que observou na empresa. Até porque as denúncias foram constatadas pelos fiscais do trabalho. Segundo o desembargador, a certidão expedida pela subdelegacia do Trabalho em Montes Claros atestou que a empresa sofreu fiscalização por quatro vezes, a última delas após a reclamação feita pelo empregado, sendo a empresa autuada por não ter Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).
autuação identificou ainda o descumprimento das disposições relativas ao programa de controle médico ocupacional e à realização dos exames médicos admissionais. "Portanto, se houve algum tipo de conduta ilícita, por óbvio, não foi parte do empregado, que ao efetivar a reclamação de irregularidades junto ao agente fiscalizador, nada mais fez que exercer seu direito de petição, constitucionalmente garantido a qualquer cidadão seja empregado, ex-empregado ou não”, destacou o relator.
Aliás, o próprio reclamante foi reintegrado judicialmente ao emprego, já que foi dispensado no período em que se encontrava doente, mais uma irregularidade praticada pela empresa, sustentou o desembargador.
Assim, a Turma considerou inexistente o dano, sendo impossível a condenação do empregado ao pagamento de indenização por danos morais, conforme solicitado pela empresa.
“A culpa pela má administração empresarial não pode ser imputada ao réu, mero empregado, mormente quando não há nos autos qualquer elemento para evidenciá-la" finalizou o relator. (RO 00349-2007-082-03-00-0)
Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2007- Fonte: www.conjur.com.br
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Cartão dose dupla. Banco é condenado a ressarcir vítima de clonagem
Fonte: www.conjur.com.br
TEXTO:
O fornecedor que oferece atrativos e comodidades para atrair consumidores — como cartões magnéticos e caixas rápidos, por exemplo — está ciente dos riscos que decorrem de sua atividade. Entre eles, a real possibilidade de que pessoas inescrupulosas apliquem golpes em seus clientes, devendo, por isso, arcar com eventuais falhas de seu sistema operacional, principalmente no que diz respeito à segurança de movimentações bancárias.
O entendimento é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que condenou um banco a ressarcir um empresário de Belo Horizonte em R$ 130 mil. O valor foi sacado por terceiros por meio de clonagem de seu cartão bancário. A instituição financeira foi condenada ainda a indenizar o correntista em R$ 11, 4 mil, por danos morais.
De acordo com o processo, em abril de 2005, o empresário constatou que haviam sido efetuados, por terceiros, diversos saques de valores superiores a R$ 3 mil de sua conta. Na época, ele obteve do banco a devolução das quantias sacadas indevidamente, mas solicitou à instituição que trocasse o número de sua conta, por temer novas ocorrências.
O banco, no entanto, informou-lhe que essa medida seria desnecessária e que não haveria mais qualquer problema, pois todas as medidas de segurança tinham sido tomadas, diz a ação.
Entretanto, em setembro de 2005, o empresário percebeu novos saques em sua conta que não foram efetuados por ele. Dessa vez, houve uma seqüência de saques de terceiros que culminou com a retirada de todo o dinheiro que ele tinha na conta-poupança. O correntista então fez um boletim de ocorrência e pediu à sua gerente que bloqueasse todos os seus cartões.
Os valores sacados por terceiros ultrapassaram o limite do cheque especial do empresário, motivo pelo qual o banco ainda incluiu o seu nome no Serasa.
Na primeira instância, o banco foi condenado a ressarcir o valor devidamente corrigido e também a pagar indenização por danos morais, em valor correspondente a 30 salários mínimos.
O banco recorreu da decisão no Tribunal de Justiça mineiro. Por unanimidade, os desembargadores confirmaram o ressarcimento do valor sacado e o cancelamento do protesto e da inscrição no Serasa. Por maioria de votos, fixaram o valor da indenização por danos morais em R$ 11, 4 mil que correspondem a 30 salários mínimos atuais. Ficou parcialmente vencido o revisor, que havia aumentado o valor da indenização para R$ 19 mil.
Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2007 - Fonte: www.conjur.com.br
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Motor envenenado. Agência é condenada por vender carro com motor roubado
Fonte: www.conjur.com.br
A empresa Gramarca Distribuidora de Veículos, condenada em primeira instância por vender carro com motor roubado, não conseguiu suspender a decisão. Ela foi condenada a pagar R$ 17,5 mil, a título de danos morais, e R$ 1,3 por danos materiais, a um cliente que foi lesado com a compra.
De acordo com o processo, o autor comprou um carro na agência. Ao fazer a vistoria do veículo no Detran/MT para transferir do veículo para o seu nome, foi informado que o motor do carro era roubado. Por isso o carro foi apreendido e devolvido, sem o motor, quatro meses após o incidente.
Na primeira instância, a distribuidora de veículos foi condenada pela 16ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá (MT) a pagar o valor equivalente a 50 salários mínimos a título de danos morais, e mais R$ 1,3 mil por danos materiais. A empresa também foi condenada a pagar indenização — equivalente a 20% do valor efetivamente pago ao comprador e multa de 1%, por litigância de má-fé.
A Gramarca recorreu da decisão, no TJ-MT. O recurso foi parcialmente aceito apenas para retirar da sentença a condenação da empresa por litigância de má-fé. Conforme o relator do recurso, juiz substituto de 2º grau, Marcelo Souza de Barros, para se aplicar multa ao litigante de má-fé é necessária a constatação de comportamento proposital e malicioso, com o intuito de tumultuar ou delongar o processo, fato que, na sua avaliação, não ocorreu no caso.
Ainda de acordo com o tribunal, se o consumidor adquiriu veículo em estabelecimento comercial e foi surpreendido com a notícia de que o motor é roubado e, por essa razão, teve o automóvel apreendido por determinado tempo e, posteriormente, liberado sem o motor, não resta dúvida que o cliente passou por situação vexatória, passível de indenização por dano moral.
Os juízes destacaram ainda que se o consumidor teve de gastar dinheiro para consertar o automóvel, a empresa deve ressarci-lo do valor desembolsado.
Também participaram do julgamento, realizado na última quarta-feira (14/11), os desembargadores José Ferreira Leite (revisor) e Mariano Alonso Ribeiro Travassos (vogal).
Revista Consultor Jurídico, 26 de novembro de 2007-
Fonte: www.conjur.com.br
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