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Como vai sua motivação ?
Às vezes a gente se pergunta por que algumas pessoas vão mais longe, mais rápido e conseguem melhores resultados do que outras. Diferentes pessoas, vivendo sob as mesmíssimas condições, tem resultados tão variáveis quanto suas digitais. Isso é intrigante, principalmente porque todos desejamos ser as pessoas que dão certo.
Há, sem dúvida, algum tipo de habilidade especial, capacidade de realizar, talento para a atividade que se propõe, mas só isso não explica. Quanta gente talentosa fica estagnada na vida, não se desenvolve, não chega "lá". É surpreendente quando vamos à Bahia, por exemplo, em toda a esquina tem uma cantora excelente, em São Paulo, esbarramos com poetas e artistas, o Rio está repleto de habilidosos relações públicas, etc. Mas nem todo mundo é Daniela Mercuri, Carlos Drummond de Andrade, Juarez Machado ou Celita Jackson.
Não, o talento por si só não explica o sucesso. Talvez seja o esforço acima da média. Entretanto aí também encontramos dificuldade em formar um padrão. Porque, se por um lado os mais bem sucedidos trabalham com afinco e determinação, por outro lado tem gente suando de sol a sol que não decola na vida. Assim o trabalho é um componente mas não determina o sucesso.
Se a fórmula ambiente, talento e esforço, não garantem sucesso, qual o ingrediente que falta? Educação? Não pode ser, tem gente semi analfabeta que revolucionou o mundo. Inteligência? O mundo está repleto de gênios sem nenhuma expressão. Talvez não tenha uma resposta única. Quem sabe é a soma de uma série de condições favoráveis. Mas como explicar o fracasso de grandes herdeiros, apesar de belos, inteligentes, esforçados e dotados de condições excepcionalmente positivas?
Voltamos à estaca zero, ou quase. Na filosofia clássica encontramos algumas pistas sobre o elã especial que separa vitoriosos de meros mortais. Sócrates falava de crenças que determinam a realidade. Platão dizia que grandes caminhadas começam com a decisão do primeiro passo. Aristóteles afirmava que o ser humano é resultado de seus hábitos, e que a excelência nada mais é do que a gestão disciplinada de nosso comportamento. E ao longo da história muitos pensadores se juntaram a esses, fazendo coro, à idéia básica de que somos nós que moldamos nosso destino.
É também com esses estudiosos do comportamento humano que vamos descobrir mais sobre motivação, que é a capacidade de perseguir alvos, de mover-se em direção à objetivos claros. E a motivação é diferente do incentivo, porque este último é um elemento externo, o mundo nos dá incentivo. Já a motivação é um elemento interno, depende exclusivamente do desejo e da ação do indivíduo. E a motivação é muito mais importante do que o incentivo, porque ela nos permite o movimento necessário para conquistarmos o futuro desejado, enquanto o incentivo só é útil para a pessoa motivada.
Todos conhecemos exemplos de pessoas que venceram grandes obstáculos, pois vieram de famílias pobres, cresceram em comunidades carentes e, apesar de tudo, constituíram um espaço de sucesso e realização. Você pode verificar este componente pessoal da motivação, ao comparar a trajetória dessa pessoa com a das outras pessoas que viveram e vivem na mesma comunidade. De um modo geral, as pessoas estão reclamando do governo, da crise, do mundo e aguardando que a situação mude para que, então, elas realizem seus sonhos.
Contudo, a pessoa que temos como modelo motivacional jamais espera por uma mudança, ela vai à luta e constrói a mudança, é uma pessoa em movimento, que vai atrás do que deseja e realiza todos os seus propósitos. A diferença que podemos perceber entre os que dão certo e os que nem tanto, tem a ver com a atitude que o indivíduo coloca em relação à tudo que faz. Essa motivação, essa capacidade de fazer a diferença, é a base da construção do sucesso. Fica evidente que o gerenciamento do talento, a aplicação de esforço e o aproveitamento inteligente de oportunidades são imprescindíveis, mas é a motivação a argamassa que liga tudo isso e dá a consistência necessária para a construção de nossos propósitos.
E essa matéria prima só nós podemos colocar em uso. Afinal, como disse Henry Ford, "se você acredita que é capaz, ou se acredita que não é capaz, de qualquer forma você tem razão". Em que você acredita?
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Fonte: Dulce Magalhães.doutora em Planejamento de Carreira pela Universidade Columbia (USA), Mestre em Comunicação Empresarial pela Universidade Londres (Inglaterra)
site: www.work.com.br |
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Alimente-se de motivação
Acredito que a motivação é a chama que nos mantém firmes, fortes e criativos, para o nosso desafio diário chamado viver feliz ! Há vários tipos de motivação: aquela que é estimulada positivamente pelas pessoas que gostam de nós; a que é estimulada por pressões externas, geralmente de pessoas que trabalham conosco ou esperam algo de nossas performances; e a que ao meu ver é a mais importante de todas: a que está em você, a automotivação!
Tenho certeza de que você conhece pelo menos uma pessoa que tem muita consciência da importância de sua força interna, da importância de acreditar em si mesmo, na sua capacidade, e tira daí a motivação para seguir adiante, apostando em seus sonhos e os concretizando. É aquele tipo de pessoa que você vê que se propõe a fazer ou obter algo e que mesmo que leve um certo tempo para realizar, consegue atingir seus objetivos com muita garra, muito trabalho, mas também muito prazer.
Esse processo interno de motivação é a conseqüência do que se faz, das suas ações voltadas ao auto-aprendizado, auto-estima e autoconfiança. A motivação é fundamental para a sua prosperidade, qualidade de vida e realização. Mas, o maior agente motivador que existe é você mesmo!
Você deve estar pensando no que é que você pode fazer para conseguir motivar-se diariamente. Bem, em primeiro lugar, você precisa de um objetivo de vida. Sem ele fica muito difícil ter auto-estima e motivação, aliás, tudo fica muito mais complicado.
Gosto de citar uma história que deixa claro o quanto é importante ter um objetivo de vida. Um escritor judeu conta que conseguiu sobreviver aos campos de concentração nazistas, mesmo possuindo uma saúde debilitada e uma estrutura física frágil, porque a sua vontade de viver e de concretizar seus sonhos era maior do que as suas limitações. Ou seja, seu sentido de vida, sua vontade de viver e conseguir concretizar tudo o que sonhava, fez com que se tornasse um homem resistente ao terror que enfrentou, e ainda o ajudou a superar barreiras.
Há outros pontos também muito importantes para a sua automotivação como:
• Ter prazer naquilo que você faz, para dar sempre o melhor de si e fazer diferente. Sim, ter um objetivo de vida e buscá-lo com prazer proporciona grande motivação e autoconfiança.
• Reconhecer e ser reconhecido por seu valor e importância. Você tem que dar o melhor de si todos os dias, porque além de passar a se valorizar mais, os outros também vão conseguir identificar o quanto você é importante, o quanto você é imprescindível, pois, pertence a um grupo, é necessário fazer parte dele, e isso o fará buscar sempre mais, ir muito além.
• Superar-se, buscando desafios. Isto já faz parte do quanto você é empreendedor na sua vida. Quando você busca desafios, você consegue se superar, acredita no seu potencial, alcança metas e concretiza seus sonhos. O desafio torna-o mais criativo e produtivo.
• Ter bom humor sempre . Se há uma maneira melhor de enfrentarmos crises e problemas temos a obrigação de usá-la, e o humor é uma das coisas mais importantes para manter nossa energia e motivação em alta! Assim como a superação, o humor também nos torna mais criativos e produtivos.
• Elogiar-se e receber elogios. Eu acredito que nós não fomos educados para elogiar os outros e tampouco elogiarmos a nós mesmos. É um erro, porque uma das melhores formas de se motivar e ser motivado é dar e receber elogios. Se o famoso pintor Pablo Picasso fazia suas mulheres - ele foi casado várias vezes - dizerem todos os dias a ele que ele era um gênio, por que é que você não pode fazer elogios e aplaudir a si mesmo?
A partir do momento que você consegue perceber seu valor, você passa a ter muito mais prazer e orgulho do que faz e, conseqüentemente, você se torna uma pessoa com muito mais confiança, auto-estima, sempre motivada e disposta a ir atrás dos seus sonhos.
Então, faça com que as outras pessoas percebam o seu esforço, a sua dedicação. E, mais do que isso, valorize-se e alimente a sua motivação!
Fonte: Leila Navarro - site: www.leilanavarro.com.br
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Superando a Frustração
Diante de frustrações, uma pessoa com auto-estima adequada é capaz de modificar a maneira de ver o fracasso, entendendo-o simplesmente como prova do distanciamento entre o objetivo e a realidade. Não avalia as perdas como um sinal de incompetência pessoal; pelo contrário, transforma-as em oportunidade de conhecer as imagens errôneas da realidade, entendendo as estratégias que não funcionam. Por outro lado, a baixa estima amplia os sentimentos de frustração e gera desânimo, pessimismo ou até depressão.
O estabelecimento de objetivos ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade que se instalam nos momentos difíceis da vida, pois a tensão emocional leva ao desânimo e impede que se avance na construção do futuro desejado. O compromisso com objetivos viáveis gera energia para superar obstáculos e barreiras.
Para transformar a vida e atingir níveis adequados de auto-estima é preciso combater pensamentos destrutivos e idéias arraigadas que impedem de persistir. Falar a verdade para si mesmo é o começo deste processo, pois ajuda a ver as coisas como realmente são e a manter a calma diante de situações complexas.
Trata-se de desafiar continuamente as teorias sobre "os porquês das coisas serem como são". Significa também expandir a consciência e aprofundar o conhecimento sobre a verdade que está por trás dos fatos. Quanto maior for o compromisso com a verdade, maior a chance de acionar mecanismos criativos de encarar a realidade.
Um bom exercício é focalizar um determinado objetivo e imaginar que foi totalmente realizado. Em seguida, perguntar a si mesmo: se eu tivesse realmente conseguido isso, o que me traria de bom? Geralmente a resposta revela desejos ocultos mais profundos que o objetivo inicialmente traçado.
Uma pessoa pode ter como objetivo ocupar um cargo importante na empresa, mas, na verdade, o que deseja é estar no centro das atenções. Por isso, é muito importante admitir sua real intenção e entender que sua busca é emocional, que não se trata especificamente de carreira profissional.
A conversa constante e verdadeira consigo mesmo possibilita entender as verdadeiras razões para as buscas pessoais, expandindo a consciência e a compreensão da interdependência entre o comportamento e suas conseqüências. Embora seja difícil ter uma visão completa das múltiplas influências das posturas pessoais na construção da realidade, o fato de se estar aberto a esta compreensão já é suficiente para ampliar o raciocínio e o entendimento.
Como é impossível encontrar uma definição consensual de felicidade, o que se pode é vincular a felicidade à busca de viver em paz consigo mesmo e com o outro, posturas destacadas como fontes propulsoras de felicidade. Esta afirmativa realça a importância dos objetivos de vida e do seu papel norteador de decisões e escolhas.
Sem definir rumos, desperdiça-se energia, tempo e dinheiro, sem que os esforços resultem em felicidade.
Édina Bom Sucesso é autora do livro Auto-Estima e Felicidade (Ed. Qualitymark). psicóloga, com mestrado e Administração de Empresas.
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Quais parâmetros você utiliza para avaliar seu conhecimento?
Todas as conquistas pessoais e profissionais de uma pessoa devem ser mensuradas com base no seu próprio eu. Caso contrário, o resultado de suas avaliações estarão sempre com saldo negativo.
Seja nas ações do mundo corporativo, nas questões de posicionamento profissional, na vida social ou pessoal é muito natural (e positivo) que num determinado momento façamos uma reavaliação da nossa caminhada. Mas, quando aponto que o resultado de uma avaliação tem mais chances de ser positivo quando os parâmetros são determinados a partir da nossa própria trajetória surge uma interrogação.
Muito freqüentemente as pessoas avaliam suas conquistas, desempenho pessoal e profissional baseadas no(s) outro(s) e, quando isso acontece, surge uma sensação de incompetência e fracasso. Com isso, desencadeia-se uma série de reprises de situações mal-sucedidas, questionamentos infundados e incertezas que muitas vezes nos levam a duvidar do nosso próprio potencial.
É importante ressaltar que para mensurarmos um resultado, é necessário estabelecer previamente alguns parâmetros. Isso acontece na economia, nos índices de crescimento de um País, nas estatísticas médicas... No caso do nosso crescimento pessoal, social ou profissional é necessário termos como parâmetros nós mesmos. E não os outros!
Todos nós somos prósperos, competentes, dignos de usufruir de conforto, muitos momentos de felicidades e riquezas. Mas, então, alguns podem perguntar, por que uns têm tanta sorte e outros não? Por que "fulano" consegue e "eu" que trabalho arduamente demoro tanto para conquistar o que quero? Você já prestou atenção às suas perguntas? A resposta a essa última questão faz toda a diferença. Precisamos nos escutar mais e definir o que realmente desejamos para nossas vidas antes de iniciar uma avaliação de resultados sem parâmetros concretos.
Uma carreira profissional, por exemplo, terá resultados insatisfatórios na falta de uma determinação prévia de onde se deseja chegar. Vamos fazer um rápido teste. Você pode citar prontamente qual o seu projeto profissional ou pessoal para os próximos dois anos? A compra de uma casa, uma promoção na empresa, uma viagem ao exterior? E o que você está fazendo para conquistar? Aqui, muitas pessoas devem ter parado alguns minutos para pensar e responder à questão... ainda que de forma vaga! E aí está a resposta de um grande problema. Um expressivo número de pessoas fica de olho no emprego, na casa, no carro, na roupa do vizinho e esquece de olhar para si mesmo.
Quando avaliamos as nossas conquistas baseadas nas dos outros, o resultado poderá ser negativo porque consideraremos que o outro é mais próspero, mais inteligente, mais arrojado. Por isso, quando se trata das nossas conquistas, o estabelecimento de parâmetro partindo do nosso próprio eu é imprescindível para o crescimento em todos os âmbitos. Agindo dessa forma você pode ter toda a certeza de que o saldo dos seus empreendimentos será positivo. Aliás, a sua próxima conquista será baseada em quê?
Fonte: Yasushi Arita é facilitador do Leader Training, diretor da Arita Treinamento e Consultoria e autor do livro "Olhe o que você está fazendo com a sua vida !". Site: www.arita.com.br
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Liderando com Motivação
RH.COM.BR -Saber liderar é algo que nasce com a pessoa ou é possível aprender a ser líder?
Tom Coelho - Todos temos características inatas e outras que podem ser desenvolvidas. O mesmo se dá com a liderança. Algumas pessoas nascem com este perfil e podem exercê-lo, desenvolvê-lo ou até negligenciá-lo, de acordo com os estímulos que recebe. Mas a liderança pode ser ensinada, porque é uma técnica e uma arte. Liderança é o processo de influenciar pessoas para obtenção de resultados em benefício de uma coletividade.
RH -Como é possível trabalhar e aprimorar a liderança?
Tom Coelho - A liderança tem evoluído ao longo da história da humanidade. Vou basear-me nos estudos de Jean Lipman-Blumen para ilustrar este conceito. Num primeiro momento, que podemos chamar de "Era Física", os líderes eram intrépidos, fortes e tinham como objetivo conduzir seus seguidores. Num segundo estágio, a "Era Geopolítica", os líderes adotaram postura autoritária legitimada na defesa de suas ideologias e fronteiras geográficas. Vivemos na "Era da Interdependência", comandada por um novo tipo de líder com competências para identificar e capitalizar aspectos comuns capazes de unir as pessoas. O que importa hoje não é a pessoa, mas a causa. O aprimoramento da liderança deve considerar esta sinalização.
RH - Atualmente, quais as principais características que o mercado procura no líder ?
Tom Coelho - Estudo realizado em novembro de 2002, pela Fundação Dom Cabral, indicou que o mercado procura líderes orientados para o resultado, com capacidade para trabalhar em equipe, dotados de pensamento sistêmico - visão do todo, comunicabilidade, bons negociadores e com perfil empreendedor. Mas o mesmo estudo aponta que o perfil encontrado corresponde a profissionais orientados, sim, para o resultado, mas que valorizam garra, ambição e capacidade de por a "mão na massa". Isso demonstra claramente que o mercado e os executivos têm os mesmos objetivos, mas não compactuam dos mesmos meios para atingi-los. Os profissionais adotam um discurso de trabalho em equipe, mas permanecem individualistas em seu âmago.
RH -Uma grande cobrança que tem sido feita ao líder é que ele mantenha sua equipe sempre motivada. Qual a relação existente entre liderança e motivação?
Tom Coelho - Vamos partir do princípio fundamental de que a motivação é um processo intrínseco, endógeno, unipessoal. Assim, o líder pode atuar como facilitador, como um agenciador deste processo, estimulando seus colaboradores. O cerne da questão é a falta de comprometimento das pessoas com os propósitos e os valores das suas empresas. E isso acontece porque tais aspectos não são compartilhados. Todos estamos cansados de encontrar empresas cuja carta de valores está afixada na parede da recepção, numa placa de metal nobre com letras douradas, mas nenhum, absolutamente nenhum funcionário, sabe dizer ou pratica o que ali está escrito. Por favor, rasguem todas estas cartas, destruam todas estas placas e convoquem seus funcionários a reescreverem visão, missão e valores de sua empresa. Juntos.
RH -Como podemos identificar uma liderança motivacional?
Tom Coelho - Harry Truman dizia que um líder é alguém com a habilidade de levar outras pessoas a fazerem o que elas não querem e, ainda, gostarem disso. Penso que esta frase define bem o que seja um líder motivacional. Alguém capaz de conduzir um grupo com igual empenho e entusiasmo pelo mesmo objetivo. Alguém capaz de vislumbrar e desenvolver qualidades extraordinárias em pessoas comuns, alocando-as nas funções certas - aquelas em que podem exercer seus talentos. Enfim, alguém capaz de inspirar as pessoas.
RH –É muito difícil encontrar líderes que valorizem a motivação?
Tom Coelho - O mundo corporativo nunca esteve tão concorrencial quanto agora. As empresas de sucesso do passado habitam, em sua maioria, os livros de história. A mundialização da economia impôs a necessidade de decisões rápidas e de resultados imediatos. A panacéia pela linha azul no balanço e pelo crescimento continuado, as fusões e as incorporações, os lucros dos acionistas estão eliminando a humanização das empresas. Há quem defenda a tese de que no ambiente de trabalho não se deve abordar temas de ordem pessoal e familiar, estou falando de Judith Mair, de uma agência de publicidade da Alemanha, autora do livro "Chega de Diversão", como se isso fosse possível e recomendável considerando-se que um trabalhador comum passa ao menos doze horas diárias envolvido com seu trabalho. Não faltam líderes que valorizem a motivação. Faltam empresas que o façam.
RH -Existem regras para ser um líder motivador?
Tom Coelho - As regras são compartilhar o poder, a informação, o compromisso e o resultado. O bom líder sabe que sempre tem algo a aprender. Por isso, cultiva a humildade. Ele mantém sua equipe informada, planeja estrategicamente e define táticas em conjunto. Comemora o sucesso e debate o fracasso. O limite é a tênue fronteira na qual o relacionamento interpessoal propositivo passa a ser visto como abertura para permissividade.
RH -Por trás de uma equipe motivada sempre existe um bom líder ou vice-versa?
Tom Coelho - Acredito na primeira assertiva. Boas equipes com uma liderança fraca ou se desintegram ou têm a liderança substituída. Já um bom líder é capaz de transformar discórdia em união, apatia em entusiasmo, prejuízo em lucro, ressentimento em sorriso. Mas não existem líderes solitários. Se o líder está só, na verdade não está liderando ninguém.
RH - Como a área de RH pode trabalhar, para que os líderes tornem-se agentes multiplicadores da motivação?
Tom Coelho - Abandonando os conceitos de chefia, supervisão e gerência. São todos cargos com ênfase na tarefa ou no produto, muito preocupados com organização e controle, remetendo a uma orientação para fazer certo as coisas, ou seja, doing things right. O líder, por sua vez, tem ênfase na estratégia, em alinhar pessoas com a visão, em estruturar e ajustar a organização à dinâmica do jogo corporativo, remetendo a uma orientação para fazer as coisas certas, ou seja, doing the right things.
RH - A pesquisa de clima organizacional é o melhor recurso para avaliar a motivação?
Tom Coelho - A pesquisa de clima é um bom recurso, mas deve ser muito bem conduzida para não se mostrar tendenciosa. O segredo está em abordar não apenas a percepção dos colaboradores em relação à companhia e aos demais colegas, mas também seus anseios pessoais. Quando se alinha vida pessoal e profissional, a motivação dá-se por conseqüência.
Tom Coelho , formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. - site www.tomcoelho.com.br
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Conheça sua Base Motivacional
Vamos colocar de lado o conceito equivocado de que motivação, no mundo corporativo, significa bônus salariais, promoções, eventos festivos, palestras-show e tapinhas nas costas. Embora importantes e desejáveis, profissionais responsáveis sabem que estes são aspectos apenas estimuladores de um comportamento pró-ativo.
Motivação é um processo endógeno, responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para atingir uma determinada meta. A intensidade está relacionada à quantidade de esforço empregado - muito ou pouco. A direção refere-se a uma escolha qualitativa e quantitativa em face de alternativas diversas. E a persistência reflete o tempo direcionado à prática da ação, indicando se a pessoa desiste ou persiste no cumprimento da tarefa.
Teorias Comportamentais
Muitos são os estudos acadêmicos envolvendo teorias comportamentais. Abraham Maslow e a Teoria da Hierarquia das Necessidades (necessidades fisiológicas, de segurança, de pertencimento, de estima e de auto-realização), Frederick Herzberg e Teoria dos Dois Fatores (fatores higiênicos e motivacionais), Douglas McGregor e a Teoria X e Y (subserviência e controle x potencialidades e desenvolvimento pessoal), Skinner e o Behaviorismo (o comportamento humano pode ser orientado), e mais recentemente, Mihaly Csikszentmihalyi e a Experiência Máxima ou Flow (a motivação como um estado de espírito).
Enfim, há uma série de outros autores dignos de menção como Alderfer, Turner, Lawrence, Adams, Vroom, Hackman e Oldham. Mas meu intuito aqui não é fazer um tratado acadêmico. Aliás, falar de teoria para empreendedores é falar de fumaça. Esta introdução foi apenas para apresentar um último nome que tem uma grande contribuição prática para ser apreciada: David McClelland, psicólogo da Universidade de Harvard, com a Teoria das Necessidades Adquiridas.
Três Bases Motivacionais
McClelland identificou três necessidades secundárias adquiridas socialmente: realização, afiliação e poder. Cada indivíduo apresenta níveis diferentes destas necessidades, mas uma delas sempre predomina denotando um padrão de comportamento.
Pessoas motivadas por realização são orientadas para tarefas, procuram continuadamente a excelência, apreciam desafios significativos e satisfazem-se ao completá-los, determinam metas realistas e monitoram seu progresso em direção a elas.
Indivíduos motivados por afiliação desejam estabelecer e desenvolver relacionamentos pessoais próximos e pertencer a grupos, cultivam a cordialidade e afeto em suas relações, estimam o trabalho em equipe mais do que o individual.
Finalmente, aqueles motivados pelo poder apreciam exercer influência sobre as decisões e comportamentos dos outros, fazendo com que as pessoas atuem de uma maneira diferente do convencional, utilizando-se da dominação (poder institucional) ou do carisma (poder pessoal). Gostam de competir e vencer e de estar no controle das situações.
Meu convite é para que você reflita, respondendo a si mesmo: onde me encaixo? é provável que você goste de ter o controle, deseje realizar coisas, tenha prazer em competir, estime cultivar relações pessoais. Mas observe como há um padrão dominante. Se eu solicitar a uma platéia que todos cruzem os braços, algumas pessoas colocarão o braço direito sobre o esquerdo e vice-versa. Se eu solicitar que invertam estas posições, todos serão capazes de fazê-lo, mas seguramente sentirão um certo desconforto. Assim são as preferências: tendemos a optar por alguns padrões. Você tem uma base motivacional preponderante.
Teoria Aplicada à Prática
Em minha carreira como empreendedor e consultor, muitas vezes questionei-me por qual razão certas organizações fracassavam. Deparei-me com modelos de negócios fantásticos que não geravam resultados. Encontrei empresas lucrativas que definhavam devido à incompatibilidade entre seus sócios. Observei executivos talentosos, porém sem brilho nos olhos.
Hoje, à luz da Teoria de McClelland, passei a ter a visão menos turva. Consigo compreender que para uma empresa lograr êxito é preciso a praticidade e o foco de pessoas motivadas pela realização, a liderança e a firmeza de indivíduos motivados pelo poder, a sinergia e empatia daqueles motivados por afiliação.
Quando as empresas perceberem isso, será possível encontrarmos pessoas mais felizes trabalhando pelo simples fato de estarem posicionadas nos lugares corretos. Passarão a gostar do que fazem, pois poderão exercer suas habilidades com plenitude.
Quando os empreendedores perceberem isso, será possível construir sociedades mais estáveis formadas por pessoas que se complementam mais por suas habilidades e anseios e menos por cultivarem apenas relações de amizade. Teremos negócios mais sólidos, gerando mais empregos, sendo mais auto-sustentáveis.
Quando as pessoas perceberem isso, será possível que passem a abrir mão da necessidade de estarem certas - ou de alguém estar errado - sem abdicar de suas próprias verdades filosóficas ou opiniões mais sensíveis. E passem, a partir deste autoconhecimento, a fazer o que podem, com o que têm, onde estiverem.
Tom Coelho, formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail
tomcoelho@tomcoelho.com.br.
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As Seis Dimensões da Liderança
Depois de muito tempo trabalhando com Estratégia e Humanismo nas organizações, há cerca de dez anos atrás, por volta de 1994, eu conclui que efetivamente são os líderes que constroem e definem os rumos de uma organização, criando e sustentando seus Valores e Atributos de Sucesso. Pode parecer óbvio, mas a realidade empresarial brasileira não leva este tema com o mínimo de seriedade e profundidade desejadas. Uma das provas mais retumbantes desta assertiva é a quase inexistência de cursos e programas específicos sobre liderança; são raras as exceções.
De outro lado, existe uma grave falta de compreensão com relação ao conceito mais profundo do líder. Em recente pesquisa que fiz com cerca de cem formadores de opinião, na área humana das empresas, cheguei à conclusão de que a maioria absoluta define o líder como uma espécie de “chefe do século XXI” ou “chefe atualizado e contemporâneo”, limitando sua ação ao comando de pessoas. Em meu ponto de vista o Líder Maestro – este que comanda pessoas - é apenas a primeira das seis dimensões do verdadeiro líder. É claro que diante dos novos tempos que vivemos, precisamos de novos líderes de pessoas, saindo do obsoleto “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Este novo Líder tem que desenvolver suas competências e atitudes humanas e reunir pelo menos alguns novos atributos: capacidade de motivar, formação de pactos, criação de desafios, instigação para mudança, ser um educador/coacher, saber reconhecer as conquistas. Enfim, um Ser Humano liderando Seres Humanos.
Mas seu perfil não pode terminar aí. O Líder Pleno também deve desenvolver a segunda dimensão, dentro da qual se consolida a estrutura do Líder Estratégico. Em grande resumo, esta dimensão vai direcionar o grupo de liderados para o rumo certo. Não basta ser um excelente “comandante de pessoas”. Confúcio, há muito tempo nos ensinava que o “ser humano triunfador não é apenas persistente; ele é persistente na direção certa”. Para comprovar a importância desta dimensão, basta lembrar o número considerável de excelentes Líderes Maestros que levaram suas empresas e seus liderados ao fracasso, à concordata e até à falência.
Não se pode esquecer uma terceira dimensão – a do Líder Empreendedor – na qual, especificamente, deve ficar concreta a aptidão e capacidade de construir, de empreender. Esquecido por muitos, e também confundida com o próprio conceito global de liderança, o Líder Empreendedor tem características específicas, muito diferentes das duas dimensões anteriores.
Uma Quarta dimensão – o Líder Executivo – contempla toda a liderança que trabalha em uma média ou grande organização. É quando o Líder se transforma no Homem (hoje em dia, também, cada vez mais Mulher) da Companhia. Toda a antropologia empresarial, com seus valores (tanto vícios, como virtudes) deve ser absorvida pelos líderes que se transformam necessariamente, em guardiães da cultura de uma determinada empresa.
Na Quinta dimensão – a do Líder Cidadão – propõe-se o direcionamento da ação operacional e estratégica para o caminho do Bem. Um empresário, presidente de uma empresa que falsifica remédios, pode perfeitamente ser enquadrado como excelente Líder nas quatro primeiras dimensões descritas anteriormente. No entanto, sua ação está voltada para o mal, no caso, com a conotação até criminosa.
Finalmente, a sexta dimensão merece uma análise especial. Nas pesquisas que venho desenvolvendo, entrevistando grandes líderes brasileiros (e eu já conversei com mais de trinta), eu tenho concluído que por trás (ou seria como raiz?) destes líderes existe um Ser Humano Integral, dotado de excepcionais virtudes. Pelo menos uma conclusão: para se treinar líderes devemos desenvolver o Ser Humano que sustenta o profissional. Afinal de contas, uma empresa nada mais é do que integração de Seres Humanos.
Marco Aurélio Ferreira Vianna, Site: Instituto MVC - Estratégia e Humanismo
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Gestão Participativa
O empresário precisa promover um estilo de administração dinâmico, democrático e valorizando as pessoas que fazem parte da empresa. A gestão participativa é um processo que visa o desenvolvimento dela, sem deixar de lado a participação do indivíduo. Dessa forma, passa a existir verdadeiro compromisso e cumplicidade. O empresário e seus colaboradores dividem responsabilidades, participam do estabelecimento de objetivos e metas, debatem decisões e traçam os rumos do negócio. Prevalece a discussão de idéias, o respeito pela opinião alheia, a aceitação de experiências vivenciadas pelos outros, tudo baseado num diálogo aberto, franco, cristalino. Nessa hora, não pode haver nível hierárquico. Ouça a todos. Dê-se essa oportunidade e se surpreenderá com as contribuições.
Quando o funcionário percebe que ele é parte integrante e importante do processo, trabalha com mais empenho, satisfação e motivação. Ao contrário, se ficar excluído do processo torna-se um "alienado" e passa a agir de maneira puramente mecânica. Pior do que isso, não tem nenhum envolvimento, nem comprometimento. Logo, se os recursos humanos da empresa não estão alinhados e focados naquilo que a empresa espera deles, como poderão produzir resultados satisfatórios?
Com a administração participativa ocorre o fim da relação dominante versus dominado, que predominou dentro das empresas por muitos e muitos anos, ou melhor: muitos e muitos séculos. Mas, o mundo evoluiu. No processo participativo é possível aprender, modificar, aperfeiçoar, evoluir, pensar e agir - coletivamente ou não. Assim, surge a inovação, a engenhosidade, a pró-atividade, fazendo com que os objetivos comuns, que interessam a todos, se sobrepõem aos interesses individuais. Os relacionamentos se fortalecem e o espírito de cooperação torna-se imperioso. Tudo isso decorre da gestão participativa, do engajamento de todos. "Um por todos e todos por um", ou "A união faz a força", ou "Uma andorinha só não faz verão", ou qualquer um outro ditado popular ou provérbio, poderia ilustrar perfeitamente o título do assunto aqui tratado.
Poderíamos até inventar um título chamativo, que criasse um impacto no leitor. Porém, optamos em provocar uma reflexão: estimular todos os empresários para que pensem e repensem sobre a gestão participativa. Pare e pense a respeito. Quebre "velhos paradigmas".
Provavelmente, o empresário afirmará que todos na empresa "vestem a sua camisa". Mas, hoje, não basta "vestir a camisa". É preciso "fazer a camisa". E todos, independentemente da sua posição na empresa, precisam "SUAR A CAMISA". |
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Orfãos da ditadura
Mais um jornalista entrou para o rol de anistiados políticos a receber indenização milionária. Hermano de Deus Nobre Alves deverá receber uma indenização de R$ 2 milhões, além de salário mensal no valor de R$ 14 mil. Antes dele, o jornalista Carlos Heitor Cony também conseguiu indenização de R$ 1,5 milhão e remuneração mensal de R$ 19 mil. A alegação nos dois casos é a mesma: a perda de emprego por razões políticas à época da ditadura militar.
Hermano Alves era colunista político do jornal Folha de S. Paulo quando os militares tomaram o poder em 1964.
A indenização ao jornalista foi concedida por decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça constituída para reparar eventuais prejuízos de perseguidos políticos durante o regime militar. A Comissão paga indenizações para os parentes de pessoas desaparecidas, assassinadas ou torturadas, como para profissionais que perderam o emprego por supostas razões políticas.
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça foi criada no dia 28 de agosto de 2001. A Comissão é integrada por 19 conselheiros, todos designados pelo ministro da Justiça. Cabe a ela apreciar os pedidos formulados pelos anistiados e ao ministro a decisão final. A Comissão já recebeu aproximadamente 51 mil pedidos de indenização, dos quais foram julgados 18 mil e destes foram concedidos 7 mil.
Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, casos de indenização como o do jornalista Carlos Heitor Cony e o do ex-piloto da Varig e ex-dirigente sindical José Caetano Lavorato Alves são “exemplo de verdadeira distorção ou patologia, que muito se aproxima de um estelionato (contra os cofres públicos) pela via administrativa”. Lavorato recebeu indenização retroativa de R$ 2,5 milhões e salário mensal de R$ 19 mil.
A observação do ministro foi feita no voto em Recurso Especial apresentado pela União no início deste ano contra a pretensão da viúva do ex-deputado do Rio Grande do Norte, Luiz Ignácio Maranhão Filho. Gilmar acompanhou o relator ministro Joaquim Barbosa e defendeu o pagamento de reparação à viúva de cerca de R$ 500 mil (em valores de 1998). Para Gilmar Mendes, a indenização no caso da viúva do advogado é razoável. Luiz Ignácio Maranhão Filho está desaparecido desde 1974.
Leia a decisão do ministério da Justiça
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 1.600, DE 22 DE AGOSTO DE 2005
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela Primeira Câmara da Comissão de Anistia, na sessão realizada no dia 16 de março de 2005, no Requerimento de Anistia nº 2003.01.17634, resolve:
Reconhecer a condição de anistiado político de HERMANO DE DEUS NOBRE ALVES, concedendo-lhe as reparações econômicas, de caráter indenizatório, em prestação única pela cassação de seu mandato de Deputado Federal e suspensão de seus direitos políticos por 10 (dez) anos, no valor correspondente a 300 (trezentos) salários mínimos, equivalente nesta data a R$ 90.000,00 (noventa mil reais), e em prestação mensal, permanente e continuada, pela perda de emprego de Jornalista, no valor de R$ 14.777,50 (quatorze mil, setecentos e setenta e sete reais e cinqüenta centavos), em substituição à aposentadoria excepcional de anistiado político, proveniente do beneficio do INSS nº 58/1103022854, sendo que, os efeitos financeiros retroativos incidirão somente na diferença entre o valor concedido e o valor de R$ 2.095,54 (dois mil, noventa e cinco reais e cinqüenta e quatro centavos), que já percebe, totalizando o valor de R$ 12.681,96 (doze mil, seiscentos e oitenta e um reais e noventa e seis centavos), com efeitos retroativos de 16.03.2005 a 07.02.1992, perfazendo um total indenizável de R$ 2.160.794,62 (dois milhões, cento e sessenta mil, setecentos e noventa e quatro reais e sessenta e dois centavos), nos termos do artigo 1º, incisos I e II c.c artigos 4º, § 2º, e 19 da Lei nº 10.559, de 2002.
MÁRCIO THOMAZ BASTOS
D.O.U., 23/08/2005
Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2005 -
Maria Fernanda Erdelyi , repórter da Revista Consultor Jurídico.
Fonte: www.conjur.com.br
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Empresa é condenada por utilizar voz de funcionário em serviço de 0800 sem autorização.
Uma operadora de TV a cabo está obrigada a indenizar um assistente de vendas, por ter utilizado sua voz no serviço de informações 0800 sem a devida autorização e pagamento. De acordo com a decisão proferida pelo relator do processo, desembargador Fernando Caldeira Brant, da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a indenização foi fixada em 10 salários mínimos. Segundo consta nos autos, o assistente de vendas trabalhava na operadora, quando foi convidado pela empresa a fazer um teste de gravação para o serviço de telemarketing. Após fazer o teste, não obteve nenhuma resposta sobre o aproveitamento de sua voz. No entanto, logo após a realização dos testes, ele foi demitido da empresa. Um tempo depois, resolveu fazer contato, enquanto consumidor dos serviços prestados pela operadora e foi atendido pelo serviço de telemarketing, com a sua própria voz. A partir da constatação, ajuizou ação cobrando o pagamento por serviços prestados, mais a indenização a título de danos morais, pela utilização de sua voz sem autorização.
Fonte: site: www.proconsumer.com.br
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Unimed deve cobrir cirurgia corretiva de obesidade mórbida.
Por entendimento da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, a Unimed – Cooperativa de Trabalho Médico deve arcar com uma cirurgia corretiva de obesidade mórbida de uma cliente. Anteriormente, a empresa havia negado a pretensão da cliente alegando que o contrato assinado por ela, em 1988, não previa a cobertura de tal procedimento e que, alem disso, os benefícios do Código de Defesa do Consumidor e da Lei dos Planos de Saúde somente passaram a valer após 1990. No entanto, para o relator do processo, juiz substituto João Benedito da Silva, o próprio CDC e a Lei 9.656/98, que regula os Planos de Saúde, tornam cabível o pedido de nulidade de cláusula abusiva para negar o procedimento médico, proposto na ação pela cliente, que é matéria de ordem pública, baseada no princípio constitucional que refere-se à dignidade da pessoa humana.
Fonte: site: www.proconsumer.com.br
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Shopping indeniza, em R$ 10 mil, senhora atingida por queda de luminária
O Condomínio do Conjunto Nacional está condenado a indenizar, em R$ 10 mil, por danos morais, uma senhora que foi ferida ao passar pela praça de alimentação do shopping. A decisão, proferida pela 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ainda determinou que a Bradesco Seguros deve ressarcir o Conjunto Nacional de acordo com o contrato mantido entre as partes. Segundo consta nos autos, a autora do pedido de indenização conta que estava fazendo compras no shopping em julho de 2001 quando, ao passar pela praça de alimentação, uma luminária redonda com aro metálico desprendeu-se do teto, com fio e suporte de sustentação, caindo em sua cabeça. O acidente causou dois cortes profundos na cabeça, um na testa e outro na parte central. A vítima, uma senhora de mais de 70 anos, afirma que recebeu os primeiros socorros nas dependências do Conjunto Nacional. No entanto, ela alega que ficou traumatizada com o acidente a ponto de não mais conseguir passar por locais onde existam objetos pendurados. Além disso, afirmou que o acidente lhe causou seqüelas, como fortes dores de cabeça. Em sua defesa, o Condomínio do Conjunto Nacional contestou as alegações da vítima, sustentando que o acidente não seria capaz de, isoladamente, acarretar as seqüelas descritas e nem de gerar dano moral. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, afirma a sentença, “a aflição pela qual a autora, ao se ver atingida por uma luminária que despencou do teto em sua cabeça, dentro de um shopping center, local presumidamente mais seguro que a rua, já é suficiente para caracterizar o dano moral e ensejar ao réu a sua reparação”.
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Fonte: site: www.proconsumer.com.br |
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Indenização trabalhista. “Preço da dor” é proporcional ao tempo de serviço.
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Para a 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, o arbitramento da indenização decorrente de danos morais também deve levar em consideração a duração do contrato de trabalho. Com base neste entendimento, os juízes da turma fixaram em R$ 165 mil a indenização devida a um ex-diretor da Borden Química Indústria e Comércio Ltda.O executivo trabalhou como diretor de informática da indústria durante 25 anos. Demitido por justa causa sob a acusação de praticar estelionato contra a empresa, ele foi inocentado pelo Inquérito Policial e teve sua dispensa revertida em demissão sem justo motivo pela 74ª Vara do Trabalho de São Paulo, recebendo a respectiva indenização.
Por entender que a acusação da empresa foi caluniosa e causou-lhe "intensa dor", ele entrou com outro processo, que foi distribuído para a 55ª Vara do Trabalho de São Paulo, reclamando indenização por dano morais.
A vara julgou o pedido procedente. Inconformada, a Borden recorreu ao TRT-SP, sustentando que não há dano moral a ser indenizado, pois ela somente praticou o direito de requerer, às autoridades competentes, "investigação acerca de fatos relacionados com a atividade exercida pelo autor à época do contrato de trabalho". Para o juiz Luiz Antonio Moreira Vidigal, relator do Recurso Ordinário no tribunal, "a imputação de delito situa-se evidentemente dentre as piores e mais contundentes agressões ao plexo moral do indivíduo, atingindo-o em sua dignidade perante terceiros e em sua auto-estima, gerando inequívoco flagelo da alma, digno de reparação".
De acordo com o relator, a indenização decorrente de danos morais deve considerar o valor social do contrato de trabalho e gravidade do dano "A longevidade do contrato de trabalho é indicativo de que elementos subjetivos como a fidúcia se consolidaram ao longo do tempo, formando pacto de qualidade distinta e de elevado valor social", observou.
Por unanimidade, os juízes da 7ª Turma acompanharam o voto do juiz Moreira Vidigal mantendo a indenização por danos morais, arbitrada R$ 165 mil, equivalente a um salário por ano de serviço do ex-diretor da Borden.
Fonte: site www.migalhas.com.br
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SuperVia é condenada a indenizar marido que perdeu esposa atropelada por trem |
A SuperVia Concessionária de Transportes Ferroviários foi condenada pela 33ª Vara Cível do Rio a pagar uma indenização de R$ 75 mil por danos morais a Pedro Corrêa, que perdeu sua esposa atropelada por um trem da empresa. No local do atropelamento, usado como passagem, não havia muro ou cancela e o sinal sonoro não funcionou no dia do acidente. Havia apenas uma sinalização luminosa, que não teria sido vista.
Segundo testemunhas, o acidente ocorreu porque não houve sinal sonoro que alertasse sobre a passagem do trem e, além disso, uma segunda composição passou logo após a primeira, em sentido contrário, quando a vítima acreditava estar a passagem liberada. “Se houvesse sinalização sonora e uma cancela, certamente a esposa do autor saberia que um segundo trem se aproximava do local e que ainda não era possível atravessar a linha férrea”, afirmou a juíza Lecília Ferreira Lemmertz. Para a magistrada, somente a luminosidade do sinal não era suficiente para evitar o acidente porque a luz solar dificultaria sua visão.
A companhia alegou que o acidente teria ocorrido por culpa da vítima. A SuperVia disse ainda que investe na modernização das composições e da malha ferroviária.
Fonte www.centraljuridica.com.br
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