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Como você pode amar os outros:
Sim. Você tem que compreender que para ser compassiva, em primeiro lugar, a pessoa tem de ser compassiva consigo mesma. Se você não se amar, você nunca será capaz de amar de amar ninguém.
Sempre pensamos que para amar precisamos de uma outra pessoa. Mas se você não aprender consigo mesmo, você não poderá praticar com os outros. Foi-lhe dito - você foi constantemente condicionado – que você não tem nenhum valor. De todas as direções foi-lhe mostrado, foi-lhe dito que você não merece, que você não é o que deveria ser, que você não é aceito como você é. Há muitos “deverias” pairando sobre a sua cabeça – e todos esses “deverias” são quase impossíveis de serem preenchidos. E, quando você não pode preenchê-los, quando você fica aquém, você se condena. Um ódio profundo surge em você contra você.
Como você pode amar os outros? Tão cheio de ódio, onde você vai encontrar amor? Assim,você apenas finge, você apenas mostra que você ama. No fundo, você não está amando ninguém – não pode estar. Essa presunção serve por algum tempo; então, a realidade se mostra.
Todo caso de amor está condenado ao fracasso. Mais cedo ou mais tarde, todo caso de amor se torna muito venoso. E como ele se torna venenoso? Ambos fingem que estão amando. Ambos vão dizendo que amam. O pai diz que ama o filho, o filho diz que ama o pai, a mãe diz que ama a filha e a filha diz a mesma coisa. Os irmãos dizem que se amam. O mundo todo fala de amor, canta sobre o amor – e você pode encontrar um outro lugar tão sem amor? Nem uma minúscula gota de amor existe – e montanhas de falas sobre o amor. Himalaias de poesia sobre o amor.
Parece que todas essas poesias são apenas compensações. Como não podemos amar, temos que, de algum modo, acreditar através da poesia, cantando, que amamos. O que perdemos na vida, colocamos na poesia. O amor é absolutamente ausente, porque o primeiro passo não foi dado ainda.O primeiro passo é: aceite-se como você é; abandone todos os “deverias” . Não carregue nenhum “você deve” no seu coração. Você não tem que ser ninguém diferente do que você é; você não tem que fazer nada que não faça parte de você – você tem que simplesmente ser você mesmo. Relaxe! Seja respeitoso para com sua individualidade. E tenha a coragem de assinar sua própria assinatura. Não continue copiando outras assinaturas.
Não se espera que você seja um Jesus, ou um Buda, ou um Ramakrishna – você está aqui para ser simplesmente você mesmo.
Quando você não está tentando se tornar uma outra pessoa, então, você simplesmente relaxa – E aí uma graça surge. Então você se torna cheio de magnificência, de esplendor, de harmonia – porque, então, não há nenhum conflito! Nenhum lugar a atingir, nada por que brigar, nada para forçar, impor violentamente sobre si. Você se torna inocente.
E nessa inocência você encontrará compaixão e amor por si mesmo. Você ficará tão feliz consigo mesmo, que mesmo que Deus venha, bata à sua porta e diga “ Você quer se tornar uma outra pessoa?” , você dirá: “ Ficou louco?! Sou perfeito! Obrigado, mas não tente nada parecido com isso. Sou perfeito como eu sou.”
No momento em que você puder dizer a Deus “ Sou perfeito como eu sou, sou feliz como eu sou” , isso é o que no oriente chamamos de “shraddha” – confiança. Então, você se aceitou e ao se aceitar você aceitou o criador. Ao se negar, você nega o criador.
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Fonte: www.oshobrasil.com.br |
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Deixe Acontecer:
O tantra diz: as coisas acontecem quando você não as espera, as coisas acontecem quando você não as força, as coisas acontecem quando você não está ansiando por elas.
Mas isso é uma conseqüência, não um resultado. E fique claramente consciente da diferença entre “conseqüência” e “resultado”. Um resultado é conscientemente desejado; uma conseqüência é um subproduto. Por exemplo: se eu digo a você que se você brincar, a felicidade será a conseqüência, você vai tentar por um resultado. Você vai e brinca e você fica esperando pelo resultado da felicidade. Mas eu lhe disse que ela será a conseqüência, não o resultado.
A conseqüência significa que se você está realmente na brincadeira, a felicidade acontecerá. Se você constantemente pensa na felicidade, então, ela tem de ser um resultado; ela nunca acontecerá. Um resultado vem de um esforço consciente; uma conseqüência é apenas um subproduto. Se você estiver brincando intensamente, você estará feliz. Mas a própria expectativa, o anseio consciente pela felicidade, não lhe permitirá brincar intensamente. A ânsia pelo resultado se tornará a barreira e você não será feliz.
A felicidade não é um resultado, é uma conseqüência. Se eu lhe digo que se você amar, você será feliz, a felicidade será uma conseqüência, não um resultado. Se você pensa que, porque você quer ser feliz, você deve amar, nada resultará disso. A coisa toda será falsificada, porque a pessoa não pode amar por algum resultado. O amor acontece! Não há motivação por detrás dele.
Se há motivação, não é amor. Pode ser qualquer outra coisa. Se eu estou motivado e penso que, porque desejo a felicidade, vou amá-lo, esse amor será falso. E como ele será falso, a felicidade não resultará dele. Ela não virá; é impossível. Mas se eu o amo sem qualquer motivação, a felicidade segue como uma sombra.
O tantra diz: aceitação será seguida por transformação, mas não faça da aceitação uma técnica para a transformação. Ela não é. Não anseie por transformação – somente então a transformação acontece. Se você a deseja, seu próprio desejo é o obstáculo.
Fonte: www.oshobrasil.com.br
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A causa não está fora:
Lembre-se de uma coisa: sempre que você sentir que alguma coisa está errada, primeiro encontre a causa em si mesmo. Não vá para nenhum lugar. Em cem vezes, noventa e nove vezes você encontrará a causa dentro de si mesmo. E se você encontra a causa dentro de você, noventa e nove vezes em cem, a centésima causa irá desaparecer por si mesma.
Você é a causa de tudo o que lhe está acontecendo. Você é a causa e o mundo é apenas um espelho. Mas sempre é um consolo encontrar a causa em algum lugar mais. Então você nunca sentirá culpa, você nunca sentirá autocondenação. Você sempre pode apontar que aqui está a causa e a menos que esta causa mude, "como eu posso mudar?". Você pode escapar com isso; isso é um truque. Assim, sua mente sempre continua projetando as causas em algum outro lugar. A esposa está perturbada por causa do marido; a mãe está perturbada por causa dos filhos; os filhos estão perturbados por causa do pai. Todo mundo está perturbado por causa de alguém mais e todo mundo sempre pensa que a causa existe externamente.
Você está perturbado por causa de alguém mais; essa pessoa está perturbada por causa de você. E você está criando tudo a sua volta, projetando, e então ficando temeroso, ferido e fazendo esforços para se defender. E então existe miséria e frustração e conflito e depressão e luta.
A coisa toda é estúpida e ela permanecerá a menos que você mude sua atitude. E sempre tente primeiro encontrar a causa dentro de você.
Fonte: www.oshobrasil.com.br
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Solidão e solitude:
Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós. A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude como uma imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, a interpretamos erroneamente como solidão.
A solidão é uma solitude mal interpretada. E uma vez interpretando mal sua solitude como solidão, todo o contexto muda. A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade; a solidão é pobre, negativa, escura, melancólica.
A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal entendido. À medida que você envelhece, a lacuna também fica maior. As pessoas têm tanto medo de ficarem consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros. Foram inventados jogos em que a mesma pessoa joga cartas dos dois lados.
Aqueles que conheceram a solitude dizem algo completamente diferente. Eles dizem que não existe nada mais belo, mais sereno, mais agradável do que estar só.
A pessoa comum insiste em tentar se esquecer de sua solidão, e o meditador começa a ficar mais e mais familiarizado com sua solitude. Ele deixou o mundo, foi para as cavernas, para as montanhas, para a floresta, apenas para ficar só. Ele deseja saber quem ele é. Na multidão é difícil; existem tantas perturbações... E aqueles que conheceram suas solitudes conheceram a maior das bem-aventuranças possíveis aos seres humanos, porque seu verdadeiro ser é bem-aventurado.
Após entrar em sintonia com sua solitude, você pode se relacionar. Então, seu relacionamento trará grandes alegrias a você, porque ele não acontecerá a partir do medo. Ao encontrar sua solitude, você pode criar, pode se envolver em tantas coisas quanto quiser, porque esse envolvimento não será mais fugir de si mesmo. Agora, ele será a sua expressão, será a manifestação de tudo o que é seu potencial.
Porém, o básico é conhecer inteiramente sua solitude.
Assim, lembro a você, não confunda solitude com solidão. A solidão certamente é doentia; a solitude é perfeita saúde. Seu primeiro e mais fundamental passo em direção a encontrar o significado e o sentido da vida é entrar em sua solitude. Ela é seu templo, é onde vive seu Deus, e você não pode encontrar esse templo em nenhum outro lugar.
Fonte: www.oshobrasil.com.br
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Não tente mudar:
Tente entender isto. Você está tenso, você está infeliz, você está deprimido, com raiva, voraz, violento. Mil doenças estão presentes. Ainda assim, você pode praticar o silêncio. Estas doenças estarão dentro de você e você pode criar uma camada de silêncio. Você pode fazer meditação transcendental; você pode usar um mantra. O mantra não irá mudar sua violência, nem irá mudar sua avareza. Não irá mudar nada profundamente. O mantra pode apenas dar um efeito tranqüilizante. Apenas na periferia, você se sentirá mais silencioso. Isso é apenas um tranqüilizante, um som tranquilizador e a tranqüilização é possível através de muitos meios - muitos meios. Quando você repete um mantra continuamente, você se torna sonolento. Qualquer repetição contínua de um som cria tédio e sono. Você se sente relaxado, mas este relaxamento está apenas na superfície. Dentro, você permanece o mesmo.
Continue praticando um mantra todo dia e você sentirá um certo silêncio - mas não verdadeiramente, porque suas doenças não mudaram, sua estrutura de personalidade permanece a mesma. Ela está apenas disfarçada. Pare com o mantra, pare a prática e todas as suas doenças voltarão novamente.
Isto está acontecendo em todo lugar. Buscadores vão de um professor a outro. Eles prosseguem nisso, praticando, e quando eles param suas práticas, descobrem que são os mesmos; nada aconteceu. Nada acontecerá desta maneira. Estes são silêncios cultivados. Você tem que continuar cultivando-os. Naturalmente, se você continua cultivando-os, eles permanecem com você apenas como um hábito, mas se você quebra o hábito, eles desaparecem. Um silêncio real vem não por se usar uma técnica superficial, mas por você estar consciente de tudo o que você é - não somente estar consciente, mas permanecer com o fato daquilo que você é.
Permaneça com o fato. Isto é muito difícil porque a mente quer mudar. Como mudar a violência, como mudar a depressão, como mudar a infelicidade? A mente procura mudar para criar de certa maneira uma imagem melhor no futuro. Por causa disso, a pessoa continua procurando este e aquele método.
Permaneça com o fato e não tente mudá-lo. Faça isso por um ano. Fixe uma data e diga que: "A partir desta data, por um ano, eu não pensarei em termos de mudança. Eu permanecerei com tudo aquilo que eu sou; eu apenas estarei alerta e consciente". Eu não estou dizendo que você não terá que fazer nada, mas esse estado alerta é o único esforço. Você tem que estar alerta, não pensando em termos de mudança; permanecendo com tudo aquilo que você é - bom, mau, o que quer que seja. Um ano, sem nenhuma atitude de mudança, apenas estando alerta, de repente um dia você descobrirá que você não é mais o mesmo. O estado de alerta terá mudado tudo.
Fonte: www.oshobrasil.com.br
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Limitações dos Julgamentos:
Amado Osho, Eu estou constantemente me criticando e julgando as outras pessoas. Isso me faz sentir dividido e tenso, e eu não posso estabelecer um contacto verdadeiro com as pessoas, ou a natureza. Eu quero abrir o meu coração e não sei como fazer isso.Por favor, Você pode dizer algo sobre isso?
Toda a nossa educação é tão feia, todo o nosso desenvolvimento é tão errado, que ele joga fora toda a possibilidade do seu crescimento interior e lhe dá idéias estúpidas que não têm nenhuma relevância no que tange à sua alegria, à sua compreensão e à sua maturidade.
A toda criança se diz, de mil modos, para criticar a si mesma, assim, isso não é apenas um problema seu. Se diz sempre a ela que ela está errada em tudo. Devagar, devagarinho, ela pega a doença de criticar a si mesma. E uma pessoa que se critica não pode perdoar os outros. Como você pode perdoar? - pelas mesmas razões, ela critica os outros. Toda a sua vida simplesmente se torna uma condenação - condenar-se, condenar os outros. Então, o amor se torna impossível, a amizade se torna impossível, e ela simplesmente sofre. E o que ela está criticando é tão absurdo!
(...)
Os pais vivem fazendo tudo aquilo que eles criticam na criança. E ela fica observando - e a observação dela é muito mais clara. Sua inteligência ainda está crescendo: ela pode ver que a mesma coisa pela qual ela está errada, os pais estão certos. Eles estão vendo televisão até tarde da noite - eles estão certos -, e ela deve ir dormir antes das nove horas. Pouco a pouco ele fica acostumada a essas coisas e começa a sentir: “Eu sou errada. Tudo que eu faço é errado.”.
Certa vez, eu perguntei ao meu pai: “Você me dirá uma vez, algum dia, só uma vez: “O que você está fazendo está certo?” Será que você não pode ver que é impossível se fazer tudo errado durante vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano... tudo errado? Se isso é verdade, eu realmente estou realizando algo miraculoso. Faça uma exceção - só uma vez, diga-me: “O que você está fazendo está certo.’.”.
Ele ficou chocado, porque ele compreendeu o significado do que eu estava dizendo, que é impossível que eu pudesse fazer tudo errado.
Mas os pais gostam da idéia, porque ela é muito preenchedora: é a sede de poder. Sempre que você diz “Não” para alguém, sempre que você diz “Você está errado” para alguém, você se sente poderoso. Alimenta o seu ego e alimenta o ego de todo mundo - dos professores, dos vizinhos. Onde quer que a criança vá, todo mundo usufrui da sede de poder, e a criança é esmagada. E quando tanta gente está dizendo que ela é errada, naturalmente, ela tem de acreditar.
Mas lembrem-se de que, como uma reação, ela começa a julgar os outros. Quando todos a estão julgando, não há nenhuma razão para que ela não julgue os outros. Você a está ensinando a julgar, a julgar a todos - e, tanto quanto possível, a julgar negativamente. Então, ela começa a julgar que os outros estão errados.
E este é o nosso mundo... onde todos estão se julgando errados e julgando aos demais como errados. Como você pode ser amoroso, amigável, confiante? Como você pode abrir o seu coração? Você ficará isolado, ficará completamente fechado, viverá em um mundo que você condena e o mundo o condenará.
Não é esta uma bela situação, mas você tem que compreender; perguntar-me “Como abrir o meu coração?” não é a pergunta verdadeira. A verdadeira pergunta é saber como você conseguiu fechá-lo.
Pare de julgar.
Seja o que for que esteja fazendo, se você gosta do que faz, faça-o. Não existe a questão do julgamento: nenhuma outra pessoa tem o direito de dizer que o que você está fazendo está errado. Se você gosta de fazê-lo, não está ferindo ninguém, não está perturbando ninguém... Mas este é um mundo esquisito...
(...)
Pouco a pouco a pessoa tem de se afirmar, deixar claro sua posição. A menos que eu passe por cima do direito de outra pessoa... - se eu estou fazendo algo de que estou gostando e que não veja ser prejudicial de modo algum, então, eu não permitirei a ninguém julgar-me, porque não se trata apenas da questão deste ato, trata-se de uma questão de toda a minha vida. “Você está me ensinando uma muito sutil doença de julgamento.” E, quando eu condeno a mim mesmo, como posso deixar alguém sem condenação?
(...)
Primeiro, naturalmente, você julga a si mesmo de todo modo. Nenhum homem é perfeito, e nenhum homem jamais pode ser perfeito - a perfeição não existe -, assim, o julgamento é muito fácil. Você é imperfeito, assim, há coisas que mostram sua imperfeição. E, depois, você fica com raiva, com raiva de si mesmo, com raiva do mundo todo: “Por que eu não sou perfeito?”.
Depois, você olha apenas com uma só idéia: descobrir imperfeições em todo mundo. E depois, você quer abrir o seu coração... - naturalmente... porque, a menos que você abra o seu coração, não há nenhuma celebração em sua vida; sua vida é quase morta. Mas você não pode fazê-lo diretamente: você terá de destruir toda essa educação, desde suas verdadeiras raízes.
Assim, a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito - isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.
Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está interessado nas idéias humanas.
E eles todos devem estar rindo: “O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?”
Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.
(...)
Quando você diz que você se julga, isso é algo tomado emprestado. As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.
Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: “É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta.”. O que há de errado nisso? - é humano.
Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá um clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.
Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranqülidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.
Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo.
Neste exato momento, como você pode amar? Quando você vê tantos erros, tantas fraquezas... - como você pode amar? Você quer alguém perfeito. Ninguém é perfeito, assim, você tem de aceitar um estado de não-amor, ou aceitar que não importa se alguém não é perfeito. O amor pode ser compartilhado, compartilhado com todas as espécies de pessoas. Não faça exigências.
O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Por um lado, você vai machucando, ferindo-as; e por outro lado, você quer o amor delas, seu respeito. Isso é impossível.
Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas - porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força. O amor lhes dará novas raízes para se erguerem contra os ventos fortes, um sol quente, a chuva forte.
Se apenas uma única pessoa o ama, isso o faz tão forte, que você nem pode imaginar. Mas, se ninguém o ama neste vasto mundo, você fica simplesmente isolado; então, você pensa que é livre, mas você está vivendo numa cela isolada em uma cadeia. É que a cela isolada é invisível; você a carrega consigo.
O coração abrirá por si mesmo. Não se preocupe com o coração. Faça o trabalho preparatório.
Fonte: www.oshobrasil.com.br
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Evolução nas empresas:
As empresas, para conseguirem sobreviver no mercado, necessitam desenvolver diversos atributos de competitividade. O mais importante deles é o da evolução do modelo de gestão do negócio - fator determinante da vida ou da morte.
Os tripulantes de uma empresa são: os proprietários, os funcionários, os fornecedores e parceiros. Se estas pessoas permanecerem estacionadas no caminho mercadológico, estarão sujeitas ao esmagamento provocado pela concorrência. Ou pior, podem estar sujeitas a sofrer humilhações ao longo da caminhada, discriminações e ultrajes por parte do mercado, sempre implacável em relação aos mais fracos e doentes. Afinal, um negócio estagnado no tempo tem alguma virose que pode tornar-se rapidamente uma epidemia nas regiões comerciais acomodadas na excelência da sua história.
Porém, se alguma empresa entra no mercado oferecendo novos e atraentes produtos e, agregado a eles, uma prestação de serviços evoluídos em relação à atual situação, a efervescência mercadológica irá causar, muito provavelmente, o desaparecimento das empresas hibernadas, pois o tempo necessário para a saída da inércia será, com certeza, fatal para muitas organizações.
Mas como evitar a morte por inanição comercial? A resposta é clara: evoluir sempre, a todo instante, com a participação de todos os envolvidos no negócio. Algo complicado, com algum custo, trabalhoso e algumas vezes impiedoso com o passado? Com certeza. Tudo isto e muito mais, mas a evolução é necessária para a sobrevivência de qualquer negócio no mercado competitivo e em crescente profissionalismo. Um exemplo: imagine uma empresa na qual há um balconista utilizando o computador, atrás do balcão, para jogar paciência, e, de repente, entra na loja um consumidor que, certamente, estará impedindo que o jogador vença o jogo. Como esse cliente será atendido? Como um inimigo, que não permitiu que o funcionário terminasse seu passatempo. Quantas vezes vimos esta cena como clientes? Dezenas de vezes. E, como o consumidor do exemplo acima, nós não fomos atendidos de forma correta e saímos da empresa revoltados e sem os produtos ou serviços que desejávamos.
Mas onde está a evolução do negócio neste caso? No comprometimento de todos com o sucesso da empresa, na vontade de aprender, de vender e de obter lucro contínuo para a organização. Se o balconista estivesse analisando as vendas da empresa, os preços praticados, os últimos pedidos recebidos, as ações da concorrência, os próximos produtos a serem disponibilizados pelos fornecedores, como poderia ser a qualidade do atendimento àquele consumidor? A evolução não está apenas no comprometimento, mas também no modelo de gestão do negócio, no qual a utilização otimizada das informações empresariais, para a correta e estratégica tomada de decisões, é fator determinante para a sobrevivência da empresa no mercado.
Portanto, a gestão da informação e do conhecimento mercadológicos, gerados ao longo do tempo, é a base para a competitividade empresarial. Praticamente obriga aos gestores do negócio a procurar pelo diferencial competitivo todo instante, iniciando um ciclo de causas e conseqüências na organização, adequando os processos operacionais e, principalmente, alterando a relação com os clientes e suas necessidades atuais e futuras, interagindo as informações e análises da organização com todos os colaboradores. |
Quando se fala em modernização da gestão, logo os empresários enxergam investimentos enormes em informatização, controles e automação dos processos. Na realidade, os investimentos vão existir, sem dúvida, mas o simples costume de todos os tripulantes em escutar o cliente e ter a capacidade empresarial de transformar a sua necessidade oculta em oportunidade de novos negócios já será uma gigantesca evolução. Quantas empresas rejeitam de seus cadastros os clientes que compram à vista, inserindo em seus controles apenas os que necessitam do parcelamento da compra, deixando escapar um elo de ouro da corrente do mercado? Existem, ainda, as empresas que utilizam multiplicadores mágicos para formar os preços de vendas a partir de custos mal elaborados, resultando muitas vezes em valores e resultados confusos e desatualizados.
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Por Jorge Luiz da Rocha Pereira |
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A importância de investir para crescer
Considerando o momento econômico mundial que atravessamos, no qual percebemos a luta das empresas pela sobrevivência e perpetuação no mercado, falar da necessidade de investimentos que propiciem crescimento pode parecer, a princípio, contradição e utopia. No entanto, destacamos o fato de que se não houver a preocupação de crescer, quando do direcionamento das ações operacionais e estratégicas em qualquer empreendimento, podemos sacramentar a falta de condições para continuar existindo e competindo em algum nicho de mercado.
Investir na empresa significa oferecer condições para que esta esteja cada vez mais preparada para novos desafios referentes ao aumento de concorrência no segmento, diferenciais no atendimento das vendas e pós-vendas, inovações tecnológicas de produtos ou serviços, guerra de preços etc.
Nesse caso, investimento necessariamente não representa tão somente colocar mais dinheiro no caixa, mas também o fato de seus gestores atualizarem-se com informações relacionadas ao produto/serviço, mercado de atuação (clientes, concorrentes, fornecedores, parceiros, colaboradores, etc.), e tendências de comportamento da economia. Inclusive considerar cenários políticos.
O "crescer" em uma empresa pode ser percebido mais com o ganho de forças e poder de competitividade, do que com o aumento do espaço físico, número de pessoas, quantidade de máquinas, etc. Na realidade, o crescimento está mais relacionado ao aumento do volume de produção e de vendas e/ou prestação de serviços. Esses são alguns dos fatores que realmente vão proporcionar maior geração de lucro.
O empreendimento que cresce, demonstra, acima de tudo, a capacidade gerencial das pessoas que estão à frente do comando de execução das atividades operacionais. Principalmente, da formulação das estratégias de atuação da empresa no mercado, sendo uma delas a própria definição da utilização do lucro gerado no momento presente. Ou seja, ter o lucro como uma das reservas de recursos financeiros que subsidiarão o crescimento planejado da organização.
Com isso, a importância de investirmos no crescimento da empresa, quer com o seu próprio lucro, quer com capital dos sócios ou mesmo com recursos de terceiros, fundamenta-se no objetivo de que ela desenvolva mais forças competitivas, permaneça por mais tempo em atividade e conquiste maior participação das vendas totais no mercado onde atua.
Luís Alberto F. Lobrigatti
Consultor Financeiro do Sebrae-SP- Fonte: www.sebraesp.com.br
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O valor de uma marca pessoal:
Existem profissionais que durante anos utilizam o sobrenome das empresas em que trabalham, pensando que essas grifes alheias são garantia para alguma coisa. Quando, porém, tentam uma recolocação, não obtêm êxito se apoiando em um nome que não é seu, visto que no mercado os indivíduos não são valorizados por serem “ex-qualquer empresa”, mas sim pela imagem que constróem de si mesmos.
Entretanto, é importante lembrar que a única e exclusiva responsabilidade pelo gerenciamento de marca e imagem de uma pessoa é dela própria – não de sua família, colegas, nem da empresa em que ela trabalha. E para que você entenda de uma vez por todas como e porque defender a sua identidade através do marketing pessoal, aqui vão algumas dicas especiais: 1
Marketing pessoal não é propaganda enganosa, mas a expressão do que o indivíduo verdadeiramente é. Para que uma pessoa possa revelar sua essência, ela precisa reconhecer suas potencialidades, limitações e competências, além de aprender a empregá-las a seu favor.
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Identifique o que as pessoas percebem em você. Para descobrir, a dica é fazer uma “pesquisa de mercado” com seus amigos, familiares e colegas de trabalho. Pergunte o que eles realmente vêem em você – pontos positivos e negativos – e se condicione a usar isso de forma propícia.
3 Procure dentro de você aquilo que irá impulsioná-lo a lutar por seus objetivos e melhorar seus relacionamentos depois de distinguir quais são exatamente seus sonhos.
4 Coloque seus anseios e necessidades no papel, qualificando metas a curto, médio e longo prazo – em todos os planos de sua vida.
5 Mantenha sua network sempre atualizada. Procure telefones de antigos colegas de trabalho ou de faculdade e de todos aqueles contatos extraprofissionais. Cada uma dessas pessoas representa para você uma informação, ajuda ou um gerador de negócios em potencial.
6 Invista em cursos de atualização profissional, participe de eventos nos campos de seu interesse e se informe sobre diferentes assuntos. Ao investir na valorização pessoal e profissional, você se torna um empreendedor da sua marca.
7 Mantenha-se atualizado em relação às exigências tecnológicas da profissão, da empresa e do mercado.
8 Dê atenção aos que o cercam. Se você demonstrar quanto valoriza seu colega de trabalho, chefe, marido, esposa, namorado (a), amigo (a)... irá surpreender, encantar e ficar com uma ótima imagem na mente dessa pessoa.
Alexander Baer é administrador especializado em marketing, propaganda e gestão empresarial. Fonte: Revista Liderança & Supervisão Nº 13 - JUN/2005 - Fonte: www.lideraonline.com.br
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Hábil para liderar, livre para criar :
Onde há um grupo desenvolvendo alguma atividade, seja ela qual for, a figura do líder logo se destaca dos demais. Sem pedir licença, mas também sem se impor de forma autoritária, ele é capaz de perceber de imediato as necessidades e as potencialidades de cada um e, de maneira espontânea, começa a comandar. Criatividade e entusiasmo são as características que o diferenciam de imediato. A sensibilidade permite estabelecer empatia com todos os membros do grupo, o que facilita seu trabalho de motivar, estimular, ouvir e encontrar as formas de colocar em ação as idéias que surgem. Livre para pensar, para criar, para agregar.
Decidir sobre as idéias não é tão fácil, o que gera a tendência a deixá-las de lado. Um dos critérios para implementá-las é destacar sua importância e observar a potencialidade dos novos caminhos que surgirão quando colocadas em prática. O importante não é, portanto, somente o número de idéias ou a quantidade de invenções colocadas em prática.
Criar não é necessariamente lançar novos produtos ou serviços, nem tão pouco modificar o comportamento do consumidor. Fazer negócios inovadores é, entre outras coisas, estar atendo às decisões do dia-a-dia e seus desdobramentos. É detectar o quanto estamos sendo repetitivos nas decisões ou tendo atitudes sem sentido. A inovação deverá ser vista como parte do processo e não algo que pode ser deixado para depois.
Outra capacidade importante do líder é estar sempre preparado, em busca de atitudes que poderão servir de suporte para as reações adversas que inevitavelmente surgirão principalmente no ambiente de trabalho. Há os que aceitam quase de imediato suas idéias e conseguem tirar o melhor proveito delas. Em contrapartida existem os céticos que não sabem ao certo o que fazer com elas, seguidos daqueles que as encaram negativamente, esperando que a “novidade” desapareça e tudo volte aos seus lugares.
Caso você seja um desses líderes natos, aqui vão algumas dicas que o ajudarão a aumentar seu poder de influência:
- Ouça mais e mande menos, permitindo a liberdade de expressão, ciente de que nenhuma idéia nasce perfeita.
- Dê tempo para seu subordinado crescer, compartilhe e em alguns casos desafie.
- Motive-se e motive, ou seja, partindo do ponto de vista individual, perceba, respeite e considere as diferentes necessidades dos seus colaboradores, utilizando-se disso para liderá-los.
- Estimule, permita que trabalhem com autonomia, sendo responsáveis por suas atitudes, dando o máximo de si e liderando os seus próprios comportamentos.
- Delegue, partilhe as responsabilidades, divida com seus colaboradores a decisão, dando-lhes liberdade para sugerir e agir. Atribua tarefas, responsabilidades e autoridades, buscando assim desenvolver ao máximo suas habilidades.
- Flexibilize-se, ou seja, adapte-se às diferenças individuais dos membros de sua equipe, tornando-se facilitador do processo, tomando, contudo, o devido cuidado para não ser paternalista. Flexibilize-se também frente às idéias.
- Possibilite a criatividade, pois o espírito inovador e criativo faz parte das características do indivíduo de sucesso. Livre para pensar, criar e agregar.
- Para inovar é preciso olhar para frente, pois da quantidade de idéias pode-se extrair a qualidade desejada.
- Pratique o Zoon criativo – pensando e repensando sobre o negócio e a equipe. Trate o negócio com criatividade, copiar um negócio é mais perigoso do que criar um negócio. Temos que temer os modismos, pois o único ganhador é os que criaram e não os que adaptaram.
Lidere com exemplo – seja criativo. A liderança criativa é aquela que provoca :
- Um motivo para criar.
- A criação dos meios para transformar ilusão em atitude.
- A geração e aproveitamento de oportunidade.
“Explicitar qual o caminho que imaginamos para a nossa organização é, hoje, um antídoto contra a intranqüilidade e as incertezas que teremos”.
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Saiba ouvir e todos te ouvirão! Uma dica importante sobre liderança!
Algumas pessoas acham que um gerente, chefe ou até mesmo um líder é alguém soberano em suas decisões, idéias e opiniões. Acreditam, além disso, que ouvir subordinados é um sinal de fraqueza, falta de pulso e indecisão. Nada mais falso que isto!
Outros ainda até escutam seus funcionários mas, na verdade, não ouvem nada. Ou seja, estão de corpo presente mas são incapazes de meditar, aceitar ou ao menos prestar atenção naquilo que estão querendo dizer.
O verdadeiro líder sabe ouvir e aproveitar informações e sugestões de seus colaboradores. Ele sabe que se portando desta maneira, a equipe irá considerá-lo ainda mais. Além disso, quem ouve seus subordinados ganha créditos com eles pois:
- Eles sentem que suas sugestões são importantes na organização;
- Sentem-se tratados de maneira individual;
- Estarão dispostos a trabalhar por alguma causa ou meta porque foram ouvidos e opinaram;
- Proporciona uma melhor integração no trabalho em equipe.
O que precisamos saber então é esta verdade inquestionável da liderança: Saiba ouvir a todos e todos te ouvirão!
Fonte : www.lideraonline.com.br
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Banquete mal-cheiroso
A empresa Gutierres e Silva Comércio de Alimentos foi condenada a indenizar dois formandos que contrataram o serviço de buffet para festa de formatura. A comida servida na festa estava estragada. A decisão da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Cada um receberá indenização por perdas materiais de R$ 3,4 mil e a reparação pelos danos morais em R$ 2 mil. Cabe recurso.
Para a relatora do recurso, desembargadora Íris Helena Medeiros Nogueira, ficou comprovado o mal-estar dos convidados quanto ao mau cheiro do local e a qualidade da comida. “Suficiente para causar desconforto e repugnância nos presentes e, assim, frustrar as expectativas dos formandos quanto à festividade”, considerou.
Segundo os autos, no dia do evento, 16 de agosto de 2003, a comida do buffet estava péssima e escassa, com odor de fezes que tomou conta do salão. Relataram que nos dias seguintes à festa, os convidados apresentaram graves problemas intestinais, o que causou frustração, vergonha e decepção nos formandos.
Por isso pediram indenização pelos danos material e moral e solicitaram a condenação solidária da fornecedora do buffet e seu sócio, bem como da locadora do salão. Os formandos também pediram a devolução dos R$ 4 mil, gastos com o buffet e o aluguel do salão, além de R$ 580 das despesas adicionais com a festa, como sonorização e seguranças.
Para a desembargadora, “os contratos foram diferentes não havendo entrelaçamento de tarefas entre tais requeridos”. Afirmou que o contratado para disponibilizar o salão de festas aos formandos, pela quantia de R$ 600, não incorreu em descumprimento contratual ou outro ato ilícito.
Decidiu, também, que o sócio da fornecedora do buffet não é parte legítima para figurar no pólo passivo da ação, tendo em vista que não foi pessoalmente contratado e sim a empresa. Porém, responsabilizou a Gutierres e Silva Comércio de Alimentos pela falha na prestação de serviço. Cada formando pagou pela festa R$ 3,4 mil.
Processo 7001357474-4 - Revista Consultor Jurídico, 26 de dezembro de 2005
F onte: www.conjur.com.br
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Limpeza de gavetas 2006. Veja por quanto tempo guardar recibos e documentos
“A proximidade do início de um novo ano faz com que pessoas queiram, literalmente, limpar as gavetas de papéis desnecessários. Nesse momento, como decidir o que pode ou não ser jogado fora? Quais comprovantes de pagamento devem ser guardados? Por quanto tempo?
O Código Civil prevê a maioria dos prazos. A propositura de ação de cobrança de valores, isto é, exercer o direito de ingresso com ação para receber valores eventualmente já pagos, é de cinco anos, salvo exceções, como cobrança de aluguéis, de rendas temporárias ou vitalícias, juros e dividendos de prestações acessórias, pretensão de reparação civil, entre outras.
Todavia, determinadas dívidas, se não cobradas dentro do prazo previsto no Código Civil, não podem ser exigidas dos devedores. Sendo assim, antes de transcorrer o prazo de prescrição, é importante manter todos os comprovantes da quitação.
Outra orientação se refere aos pagamentos de financiamento de bens móveis ou imóveis, principalmente quando o prazo para finalização ultrapassar os cinco anos que por cautela os comprovantes estejam guardados até o término do pagamento de todas as parcelas, até o registro da escritura seja oficializado em cartório competente. Já no caso de consórcio, os comprovantes devem ser preservados até que a administradora oficialize a quitação.
Veja por quanto tempo guardar seus documentos:
| Prazo |
Tipo de Documento |
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| 1 ano |
Seguros (de vida, automóvel, etc) |
| Extratos bancários |
| 3 anos |
Recibo de aluguel |
5 anos |
Taxas e impostos municipais |
| Faturas de serviços públicos (água, luz, telefone, gás etc.) |
| Taxa de condomínio |
| Mensalidade escolar |
| Fatura de Cartão de crédito |
| Contratos de prestação de serviços |
6 anos |
Recibos e documentos da declaração do Imposto de Renda |
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Revista Consultor Jurídico, 26 de dezembro de 2005
F onte: www.conjur.com.br
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Danos morais. Morte por negligência médica leva hospital a indenizar.
A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou um hospital de São Sebastião do Paraíso pela conduta negligente ao dar alta hospitalar, no dia seguinte à realização de parto, a uma paciente com quadro de hipertensão arterial, e negar-lhe tratamento adequado posteriormente, o que levou à sua morte. O hospital deverá pagar às três filhas da vítima uma indenização no valor de R$78.000,00, a título de danos morais, mais uma pensão mensal fixada em 2/3 do salário mínimo, até que elas completem, cada uma, 25 anos de idade.
O parto aconteceu no dia 7 de fevereiro de 2001 e, mesmo apresentando quadro de hipertensão pós-parto, a paciente recebeu alta hospitalar no dia seguinte. Cinco dias depois, ela procurou o hospital, queixando-se de febre e dor no corte cirúrgico, que se apresentava avermelhado e com mau cheiro, não sendo sequer examinada pelo médico responsável, em razão do atendimento não ter sido agendado, sendo-lhe apenas ministrada ampicilina. No dia seguinte, em conseqüência de um ataque cardíaco, ela faleceu.
Os desembargadores Afrânio Vilela (relator), Duarte de Paula e Maurício Barros ponderaram que a parturiente, diante do histórico de doença hipertensiva, deveria ter ficado sob observação médica até o afastamento do quadro de risco.
Segundo os magistrados, a responsabilidade do hospital agravou-se mais ainda quando foi procurado pela paciente cinco dias depois. "A falta de atendimento adequado à vítima veio a causar-lhe a morte, eis que o ataque cardíaco foi conseqüência do desenvolvimento da doença diagnosticada inicialmente, mas não tratada no pós-parto", concluiu o desembargador Afrânio Vilela.
Baseando-se no Código de Defesa do Consumidor, o relator ressaltou ainda que "a responsabilidade dos estabelecimentos hospitalares é a de prestadores de serviço e, nessa qualidade, respondem de forma objetiva pela reparação dos danos causados aos consumidores".
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TJMG- DJ 12/12/05 - Fonte: www.debatejuridico.com.br |
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Qualidade e segurança. Banco indenizará por falha em serviço de caixa eletrônico.
Se o banco optou por disponibilizar aos seus clientes o serviço de caixa eletrônico, dispensando a prestação de serviços por pessoal qualificado, assume o dever de oferecê-lo com qualidade e segurança, oferecendo aos usuários sistemas ágeis e confiáveis.
Com esse entendimento, a 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou uma instituição bancária a ressarcir a um empresário de Belo Horizonte o valor de um cheque depositado por ele em caixa eletrônico, que não foi creditado em sua conta-corrente.
Em março de 2001, a fim de minimizar o saldo negativo de sua conta, o empresário efetuou um depósito em cheque, no valor de R$1.000,00, em um caixa eletrônico, com previsão de lançamento do valor para o mesmo dia. Porém, não houve a compensação do cheque, o que resultou em saldo negativo da conta durante os meses de março, abril e maio, com cobrança de juros pela utilização de cheque especial.
O cliente ajuizou ação de indenização por dano material, a fim de ter compensado o cheque depositado, além da devolução do que o banco lhe cobrou indevidamente pela falta de saldo. Requereu também danos morais, alegando ter sido privado de realização de compras através de "redeshop", passando por situação vexatória.
O juiz da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte deferiu apenas o dano material, determinando que o banco calcule o saldo bancário do cliente considerando o depósito de R$1.000,00 e devolva a ele os valores descontados indevidamente, decisão que foi confirmada pelo Tribunal de Justiça.
O banco alegou que o depósito não foi realizado porque o envelope que deveria conter o cheque estava vazio, mas um extrato comprova que o depósito realmente foi feito.
A instituição informou ainda que o envelope não estava violado quando foi conferido, e que o valor registrado no comprovante de depósito é referente ao que é digitado pelo depositante no caixa eletrônico no momento da operação, e ainda que o depósito só é confirmado após a conferência dos envelopes inseridos na máquina.
No entanto, os desembargadores Evangelina Castilho Duarte (relatora), Alberto Vilas Boas e Alberto Aluízio Pacheco de Andrade entenderam que o banco não comprovou a ausência de defeito no serviço prestado.
Segundo a relatora, "é de se entender que o banco possua documentos emitidos pelos dois funcionários que abrem os envelopes de depósitos efetivados nos caixas eletrônicos, relatando as irregularidades encontradas, ou que possua o relatório produzido por sua inspetoria".
No entanto, mesmo podendo produzir essas provas, o banco não se interessou, segundo a desembargadora, a apresentar nenhuma delas.
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TJMG- DJ 12/12/05 - Fonte: www.debatejuridico.com.br |
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