|
| |
|
| |
É preciso domar o estresse. |
| |
 |
| |
Não dá para reduzir o estresse se você não souber o que é. O estresse é um conjunto de reações do organismo a agressões que podem ter diversas origens e que perturbam o equilíbrio interno. Ele se manifesta quando nos preocupamos demais, quando estamos sob pressão ou nos sentindo ameaçados, quando sentimos medo de situações concretas e imaginárias, entre outros fatores.
O estresse é prejudicial, principalmente, se você não conseguir reagir bem a ele. Portanto, estar atento aos seus limites é fundamental. Se o estresse atrapalhar o seu desempenho e a sua qualidade de vida, é sinal de que está na hora de tomar atitudes contra ele. Outros sinais evidentes de que a pessoa está estressada são: esgotamento físico e mental, problemas de digestão, desânimo e irritação com freqüência, distúrbios nervosos, problemas de pele, depressão, ansiedade, obsessão pelo trabalho, entre outros.
Maneiras de controlar o estresse:
- Mentalize que você pode transformar o estresse em algo positivo.
- O estresse eleva o nível de adrenalina. Aproveite essa energia para solucionar ou acabar com os fatores causadores do seu estresse.
- Descanse o máximo que puder, mesmo durante o dia. Se perceber que alguma situação irá irritá-lo, pare um pouco, pense em algo diferente que o faça relaxar.
- Respire bastante, suave e profundamente, e faça exercícios simples como massagear os ombros, os braços e a nuca.
- Procure ter música suave, em um volume baixo, para deixar o ambiente mais confortável.
- Sempre que possível alongue os músculos começando pelos pés até o rosto.
Aproveite bem o seu sono. O seu tempo de sono deve ser revitalizante, relaxante e com qualidade.
- Evite ouvir e dar importância aos fatos ou boatos que podem causar ansiedade.
Procure alimentar-se calmamente e várias vezes ao dia.
- Esqueça do relógio. Diminua o ritmo com que executa suas tarefas, assim você pode alcançar o equilíbrio.
Fonte: www.leilanavarro.com.br |
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
| |
Cultive o Bom Humor |
| |
 |
| |
Acho que não preciso convencer você da importância que o bom humor e o riso têm na vida da gente. Afinal, há sempre muitas reportagens sobre estudos científicos que comprovam que o riso diminui o estresse, estimula o sistema imunológico, protege contra doenças (ou favorece a cura), acelera o coração, oxigena o corpo todo e até queima calorias! O riso provoca a liberação de endorfina, substância que produz a sensação física de prazer e bem-estar.
Quando foi a última vez que você teve uma ataque de riso, daqueles que tiram o fôlego, deixam o rosto vermelho e fazem até lacrimejar os olhos? Fale a verdade: isso não é bom demais? Não são deliciosos aqueles dias em que nós, por um motivo qualquer estamos bem-humorados como se estivéssemos visto um passarinho verde?
A vibração do riso é uma massagem para o corpo. Costumo ensinar as pessoas a sentar-se bem na beirada da cadeira, sentindo aqueles ossinhos que temos no bumbum, e segurar a barriga na faixa abaixo do umbigo. Nessas horas é até bom ter uns “pneuzinhos” ali, fica mais fácil pegar. Então, digo a elas pra dar uma risada bem alta, e chacoalhar bem a barriga. Esse exercício é ótimo,massageia todos os órgãos internos, tudo que está ali nas “partes baixas”.
Mesmo sendo o riso e o bom-humor tão prazerosos, estão pouco presentes na vida de muita gente. Dá pra acreditar que há pessoas que reprimem suas manifestações de alegria, suas gargalhadas, porque têm vergonha disso? São aquelas que tapam a boca com a mão, e em vez de um sonoro “há-há-há”, soltam um tímido “hi-hi-hi”, e olhe lá. É claro que há situações e lugares que não combinam com brincadeiras e risadas. Mas, se a ocasião permite, não vejo motivo para reprimir o riso e a espontaneidade de nossa criança interior.
Chamo de criança interior, aquela parte de nós que e autêntica, que expressa seus sentimentos sem pudor, que pula de alegria, que grita de prazer, que pede colo, que chora quando está triste. É assim que somos quando crianças. À medida que crescemos, porém, vamos incorporando modelos de comportamento, regras, condicionamentos e traumas. Passamos a reprimir nossa criança interior porque não achamos adequados certos modos, atitudes ou reações. Para aparentar seriedade, maturidade e autocontrole, restringimos a expressão de nossos sentimentos mais verdadeiros. Não nos permitimos ter espontaneidade para não parecer infantis, levianos, ridículos.
Diga então: o que há de errado no fato de alguém se desmanchar numa risada gostosa quando há um bom motivo para isso? Será que existe algo de impróprio em rir, brincar, fazer os outros rirem também? Solte sua criança.Se tiver vontade de rir, ria. Não se envergonhe de ser mais caloroso, mais afetuoso, mais brincalhão, mais risonho. Você não vai parecer o bobo da corte por causa disso. A expressão dos sentimentos de alegria, aliás, é contagiante e melhora também o ambiente a nossa volta. Uma pessoa alegre e risonha é capaz de mudar o astral de uma dúzia de carrancudos: fica todo mundo “endorfinado”! O riso é sinal de inteligência intrapessoal, ou seja, inteligência para lidar consigo mesmo.
É bem verdade que não adianta dizer “sorria” a uma pessoa que não sente motivação para rir. Infelizmente, há quem tenha desaprendido a sorrir porque vê muitos problemas, dificuldades e motivos para queixar-se da vida. São pessoas que vêem a si próprias como vítimas das situações e acham ter perdido o poder de ser feliz.
Para uma pessoa que decide reconhecer seus talentos, abraçar sua missão e realizar seus sonhos, incorporando todas as atitudes que conduzem a isso, a maneira de enxergar a vida muda completamente. É então que a frase “a felicidade não é um destino a ser alcançado, e sim uma maneira de viajar” adquire sentido. Quando se está empenhado na realização de um sonho, cada pequena conquista é motivo de muita comemoração. Começa-se a valorizar as pequenas coisas da vida e ver o lado bom de tudo o que acontece, o que dá motivos de sobra para viver com bom humor.
O bom humor facilita o encontro de soluções para nossos problemas e a superação dos desafios. A história que vou contar agora mostra bem isso. Havia uma família que sonhou construir uma casa para morar. Como costuma acontecer com quem entra nessa empreitada, o dinheiro acabou antes que terminasse a construção da casa, e o jeito foi mudar-se assim mesmo. Não havia pintura, armários embutidos, lustres, pisos, um monte de coisas. Muitos poderiam achar inaceitável habitar uma casa inacabada, mas a família foi, toda feliz, morar debaixo do próprio teto, escapando do aluguel, e ainda fazia piada da situação. Os improvisos feitos eram, às vezes, pretextos para muitas risadas. E olhe que os primeiros meses foram difíceis, pois havia muitas dívidas a pagar – mas, a cada carnê de prestação que conseguia quitar, a família fazia uma grande comemoração. Pagas as dívidas, começou a investir no acabamento da residência, e cada pequena aquisição era motivo de festa. Durante muito tempo, o lugar reservado a um canteiro de plantas não passava de um quadrado de terra batida e pedras. Mas, no meio do quadrado, sempre havia uma tabuleta de jardim que dizia: “Aqui vive gente feliz”.
Fonte: www.leilanavarro.com.br
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Nunca desista de amar |
| |
 |
| |
Alguns vivem o amor em sua plenitude pelo simples fato de dispor dele em abundância. Aprenderam a amar, a se entregar ao ser amado e a estabelecer relacionamentos criativos. Outros sofrem com seu relacionamento amoroso. Depois de algumas decepções, tendem a se isolar e a adotar uma postura cética em relação ao amor. Preferem ficar em casa no sábado à noite, assistindo a um filme. Passam todos os fins de semana sozinhos. Nunca aceitam o convite de um colega para sair. No início, sentem-se aliviados, pois acham melhor evitar problemas do que sair em busca do amor. Mas, depois de algum tempo, a solidão começa a apertar o coração.
Nunca desista de amar. Assuma sempre o risco de demonstrar seu amor, mesmo que a outra pessoa não vá aceitá-lo, porque amar alguém não é um problema nem um defeito; é uma virtude. Se ela não aceitar o seu amor, o problema não é seu, pois, uma vez que você descobriu o jeito de amar, ficará faltando apenas encontrar um companheiro para a viagem a dois.
Se você está só, abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite que a vida lhe prepara maravilhosas surpresas. Tenho a esperança de que com esta nossa conversa você tenha conseguido mais energia e inspiração para desfrutar melhor o Amor, uma realidade valiosa demais para ser banalizada.
E lembre-se: você é o autor da sua vida e é capaz de escrever uma história de amor muito linda, na qual receba e dê muito amor. Saiba sempre que amar pode dar certo, desde que você cuide do Amor com muito carinho e sabedoria.
O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano, mas as pessoas atualmente se machucam muito porque não aprenderam a amar de uma forma plena.
O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida, e por isso mesmo é triste ver tantas pessoas tratarem o amor com desprezo, acharem as manifestações de romantismo algo feio e, principalmente, desistirem de viver um grande amor. Vale a pena amar, acreditar no amor, entregar-se ao amor. O amor satisfaz os nossos mais profundos desejos de compreender e ser compreendido, de valorizar e ser valorizado, de dar e receber.
Fonte: www.shinyashiki.com.br |
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Amar pode dar certo |
| |
 |
| |
O ser humano só pode existir em paz consigo mesmo se puder se relacionar com uma pessoa a quem diga, com palavras e gestos, “eu te amo” e de quem ouça com total sinceridade: “Eu também te amo”.
Mas amar supõe evoluir todos os dias, conhecer o outro cada vez melhor, construir com ele um lugar no mundo em que as pessoas, ao entrar, sentirão que ali existe vida, carinho sincero, vontade de acertar.
Nos momentos de crise ou de mágoa, dizer “eu te amo” ao parceiro é ter a coragem de lhe dizer que ele fez algo de que você não gostou. Nos momentos de alegria e êxtase, dizer “eu te amo” é saber compartilhar essa alegria com quem você ama, abrindo seu coração sem reservas. Nos momentos de dor, dizer “eu te amo” é talvez não dizer nada, mas deixar evidente ao outro que você está ao seu lado aconteça o que acontecer. Nos momentos em que você perceber que errou, a melhor maneira de dizer “eu te amo” é simplesmente dizer: “Desculpe pelo meu erro”. Nos momentos em que o outro errou, e está triste porque cometeu o erro, a melhor maneira de dizer “eu te amo” é se aproximar lentamente dele, colocar a mão em seu ombro e dizer suavemente: “Tudo bem, já ficou para trás”.
Amar pode dar certo é a frase mais simples possível para traduzir a convicção de que nascemos para amar e ser amados, e que nossa felicidade consiste em realizar essa missão.
Fonte: www.shinyashiki.com.br |
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Erros mais comuns que a maioria dos empreendedores cometem ao iniciar seu próprio negócio: |
| |
 |
| |
O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Capital Humano fez um estudo sobre falhas nos negócios:
ERROS COMERCIAIS - A maioria das falhas comerciais pode ser evitada com um bom planejamento de marketing. As mais comuns são: má logística de distribuição dos produtos ou preços inadequados, mas temos também outros tipos:
1. Valorizar mais o produto do que o mercado – Quando desenvolvemos um plano de negócios, o fazemos para o mercado atual. Levamos em conta a situação financeira, os recursos humanos, que são os futuros clientes, enfim, tudo o que está acontecendo naquele momento. Porém, precisamos salientar que o mercado muda, e principalmente, os hábitos das pessoas se transformam. Por isso é tão necessário focar no mercado em vez de mirar apenas nos produtos. Temos casos de empresas que antes só focavam nos produtos, como os grandes fabricantes de filmes e máquinas fotográficas, que se viram pegas de surpresa com o boom das câmeras digitais. Se essas empresas também estivessem atentas ao mercado veriam que ele estava mudando.
2. Prestar um mau serviço aos clientes – A principal vantagem competitiva entre seus concorrentes é ter um excelente atendimento ao cliente. É nessa área que os pequenos empresários podem cometer alguns erros, pois a maioria não possui investimento num call center ou outros serviços para atender as demandas de reclamações e sugestões dos clientes. Atualmente vemos muitas empresas que trabalham apenas com comércio eletrônico caírem no mercado. Há tudo automatizado, porém, quando o cliente necessita falar com alguém, ou precisa de uma informação mais concreta, não existe uma pessoa do outro lado da web para ajudá-lo.
ERROS DE ESTRATÉGIA – A falta de informação para objetivar bem o plano da empresa leva muitos empreendedores a lançar-se no mercado sem uma estratégia real do desenvolvimento do novo negócio. Esse erro é como jogar uma roleta russa, em que há poucas possibilidades de se sair ileso.
1. Apostar em um mercado em crise - Às vezes, uma empresa tem uma excelente carteira de clientes, mas não consegue faturar e ser rentável o suficiente. Por que isso ocorre? Simples: ela está apostando num mercado que se encontra em crise naquele momento. Esse erro pode ser evitado se o empreendedor tivesse feito um minucioso estudo de mercado. Como diz um amigo meu: “uma empresa tem ciclos de quatro ou cinco anos, e deve-se pensar sempre que haverá hora em que estaremos num pico e também haverá momentos em que não estaremos tão bem, como se tivéssemos apostando numa Bolsa de Valores. Há de se pensar que podemos ganhar, mas também podemos perder.”
2. Falta de especialização da empresa - Um erro muito comum é o empreendedor se arriscar num novo negócio, além daquele em que já atua, pois acredita que vá ganhar mais dinheiro. Isso é o mesmo que não focar num único objeto, e deixar de fazer 100 vezes mais aquilo que se sabe fazer melhor. É como se quiséssemos abraçar o mundo apenas com os braços. É impossível que façamos bem tudo o que nos propusermos. Vale mais a pena você investir naquilo que é especialista, a lançar-se num novo negócio que você não sabe como se faz. Seja o melhor, mesmo que num mercado pequeno.
3. Não admitir e corrigir os erros a tempo – Todos nós sabemos que os erros são feitos para aprender. E retificar são para os sábios. Mas, somente os empreendedores que admitem e corrigem seus erros a tempo são os que sobrevivem a eles. Só conseguimos aprender com as falhas quando as admitimos. Em todos os negócios que abrirmos haverá novos erros, e aqueles que mais apostam e mais inovam, com certeza serão os que mais erros terão. Em contrapartida, também serão os que mais aprenderão, e a cada dia, se tornará um pouco mais especialista em “como ser um empresário”.
Por Leila Navarro- site www.leilanavarro.com.br
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Superdicas para falar bem: |
| |
 |
| |
Marta: Não consegui tirar os espaços em branco entre as palavras. Observar
B] Superdicas para falar bem:
Orientações práticas e muito úteis para você arrasar na comunicação
Estas são dicas rápidas cobrindo os mais variados aspectos da comunicação, desde o comportamento que se deve ter em conversas sociais, palestras, reuniões, até o uso correto dos recursos audiovisuais.
1. Seja bem-humorado
Ser bem-humorado não significa bancar o palhaço e virar o bobo da corte. Também não é sinônimo de vulgaridade. Se você evitar os trocadilhos grosseiros e aprender a aproveitar bem as informações da própria circunstância para torná-las engraçadas, sempre terá alguém querendo ficar a seu lado para conversar. A ironia fina, com informações subentendidas, além de demonstrar sua inteligência, brilho e preparo intelectual, será também uma homenagem à sensibilidade e à percepção de quem conversa com você. Na verdade, a sutileza da tirada espirituosa deverá ser utilizada de acordo com a formação e o nível intelectual da pessoa com quem esteja conversando. Atenção: mesmo que a circunstância propicie o uso da baixaria, não caia nessa – pode apostar que você não vai lucrar nada com a atitude vulgar. Existe uma linha tênue, imperceptível, que separa o humor da vulgaridade e que se aproxima ou se distancia de um ou de outro, de acordo com as características dos ouvintes e do contexto em que se encontram.
Quanto mais você se aproximar desta linha, mais bem-humorado se tornará, mas maior passa a ser o risco de cair na vulgaridade. Assim, como nunca terá certeza de onde está esta linha, é conveniente que mantenha uma distância de segurança e evite ultrapassá-la. É muito melhor que seja menos engraçado do que poderia – tendo a certeza de que sua imagem será preservada e de que continuará a merecer o respeito das pessoas – do que chegar ao limite que talvez lhe proporcione maior sucesso, mas que também pode, por um erro de cálculo, torná-lo vulgar.
Bom-humor também exige treinamento e muita observação. Procure testar algumas brincadeiras nos ambientes mais íntimos e observe bem a reação das pessoas - se elas, que são próximas, não rirem ou tiverem qualquer tipo de manifestação forçada, apenas para que você não fique chateado, risque o item do seu caderninho de gracejos e procure formas mais interessantes de fazer humor, pois se não deu certo em casa, lá fora é que não vai funcionar mesmo.
2. Aprenda a conversar
A habilidade de conversar será útil a você em qualquer circunstância: no contato com uma ou duas pessoas, numa reunião profissional, proferindo palestras, ministrando aulas, participando de convenções. Enfim, é uma qualidade que o ajudará sempre a abrir as portas para o sucesso.
Saber conversar é ter habilidade para contar histórias interessantes, usar a presença de espírito de maneira apropriada e na medida certa, ouvir atentamente e, principalmente, a arte de saber fazer perguntas apropriadas para o momento.
Por isso, aprenda a fazer as perguntas certas para o objetivo que deseja atingir. Se sua intenção for iniciar uma conversa ou criar um ambiente favorável para obter informações em pouco tempo, lance mão de perguntas fechadas, que produzam respostas rápidas e curtas. Por exemplo: Quem? Há quanto tempo? Onde? Quando?
Observe que, ao fazer estas perguntas, você obtém respostas objetivas, que possibilitam receber rapidamente informações importantes, sem truncar o desenvolvimento do raciocínio ou dispersar a concentração.
Se, entretanto, seu objetivo for motivar as pessoas a participar mais ativamente da conversa, ou descobrir suas intenções, desejos ou necessidades, faça uso de perguntas abertas, que provocam respostas mais longas, que exigem maior elaboração do raciocínio. Por exemplo: O quê? Por quê? Como? De que maneira?
Você percebeu que, ao contrário do que ocorre com as perguntas fechadas, este tipo de questionamento exige respostas com maior participação das pessoas, que se obrigam a elaborar o raciocínio e fornecer informações que quase sempre mostram um pouco da sua personalidade e da sua maneira de pensar.
Se você souber fazer as perguntas apropriadas, poderá sempre ter o controle da conversa, mesmo que o seu papel seja apenas o de um bom ouvinte.
Além de se aprimorar na arte de fazer perguntas, aprenda a contar algumas histórias interessantes e bem curtinhas. Essa conjugação de habilidades, saber fazer perguntas e contar histórias, é perfeita para quem deseja ter uma conversa agradável.
3. Deu branco
Se você estiver falando diante de um grupo de pessoas e de repente der branco e se esquecer completamente da informação que pretendia transmitir, não fique desesperado.
O desespero é um veneno para a apresentação, pois, se você for dominado por ele, mais irá se pressionar e maior será a dificuldade para encontrar uma saída. Eu sei que não é tão simples assim, pois quando as informações desaparecem da cabeça a vontade é a de abrir um buraco no chão e sumir da frente dos ouvintes, mas o caminho é esse mesmo. Empenhe-se nessa direção e tente manter a calma.
Não insista. Ao perceber que deu branco, tente apenas uma vez se lembrar da informação. Se não conseguir resgatá-la na primeira tentativa, repita a última frase que pronunciou, como se estivesse querendo dar ênfase àquela parte da mensagem – é provável que, ao chegar ao ponto em que deu branco, a informação surja naturalmente.
Se essa tática não funcionar, use a expressão mágica, que se constitui no melhor remédio contra o branco. É tiro e queda. Diga: na verdade o que eu quero dizer é... Com essa expressão você se obrigará a explicar a informação por um outro ângulo e o pensamento se reorganizará para seguir a seqüência planejada. Não falha. Use que dá certo.
E, se por uma desgraça da circunstância não funcionar, diga aos ouvintes que mais à frente voltará a tratar daquele aspecto da mensagem e passe imediatamente para outro tópico. Provavelmente, mais tranqüilo e sem a pressão de ter que encontrar a informação, no transcorrer da exposição você se lembrará com mais facilidade. Mesmo que não consiga se lembrar da informação, dificilmente um ouvinte irá cobrá-lo por isso.
Se você ficar muito preocupado com a possibilidade de ocorrer branco, leve um roteiro escrito com a seqüência das frases que pretende utilizar durante a apresentação. Sabendo que se a informação fugir poderá recorrer ao recurso de apoio, irá se sentir mais tranqüilo, confiante e, provavelmente, não terá branco.
4. Acabe com o “né?”
Um “né?” tudo bem. Dois, vá lá. Três ou quatro ainda podem ser suportáveis. Mas, usar o “né” com freqüência, em quase todo final de frase, pode fazer com que as pessoas se irritem e se sintam desestimuladas a prestar atenção em suas palavras, seja numa reunião da empresa, nas negociações, ou nas entrevistas.
Estou falando do “né?” porque ele é o grande chefe de uma imensa família que inclui parentes como “tá?”, “ok?”, “entende?”, “percebe?”, “tá entendendo?” e outros agregados não menos votados, tais como “não é verdade?”, “fui claro?”.
Ter consciência é o primeiro passo. Para eliminar os desagradáveis “nés?” da sua comunicação o primeiro passo é tomar consciência da existência deles. Embora não seja muito simples descobrir sozinho se o “né?” está entrando e interferindo na sua fala, com um pouco de atenção e boa vontade talvez você consiga perceber se já foi picado por esse bichinho inconveniente. Uma pessoa amiga, ou próxima poderá ser muito útil para ajudá-lo nessa avaliação, dizendo se você tem o hábito de dizer “o né?”. Entretanto, a melhor maneira de saber se usa ou não o né? constantemente é gravar por um tempo suas conversas nas reuniões, nas situações mais íntimas e nos contatos pelo telefone.
Assim, ao tomar consciência de que usa muito o “né?”, sempre que perceber a presença desse intruso na sua fala irá se sentir tão desconfortável que naturalmente passará a eliminá-lo.
A insegurança é um dos principais motivos. Se você estiver inseguro, a tendência é falar como se estivesse perguntando, mesmo nos momentos em que deveria fazer afirmações. A falta de segurança fará com que esteja quase sempre pedindo algum tipo de retorno ou de aprovação dos ouvintes. É como se você dissesse no final das frases: Estou me comunicando bem, né? Estou transmitindo a informação de maneira correta, né? Por isso, ao falar usando a entonação de quem está fazendo perguntas irá se valer do “né?” para encerrar as frases.
Essa atitude desconfortável, enfraquecida, talvez, não combine com sua posição e não corresponda à expectativa que seus colegas e o mercado onde esteja atuando têm da sua postura como comunicador. Assim, sempre que perceber a entonação característica de pergunta na sua comunicação, quando deveria estar afirmando, procure mudar a maneira de falar e se expresse com afirmações.
É impressionante como essa atitude pode ser eficiente na eliminação do “né?”. Tive alunos que não conseguiam pronunciar duas frases sem usar o “né?” porque se expressavam com a entonação de quem perguntava. Com alguns exercícios simples de correção para alterarem a entonação e deixarem de falar como se estivessem perguntando, em pouco tempo já tinham eliminado totalmente o vício.
5. Faça do “nós” uma expressão mágica
Pessoalmente não gosto muito do nós quando utilizado como plural de modéstia (também conhecido como majestático). Soa falso e parece artificial.
Não vejo muito sentido em dizer: fizemos um grande esforço para estar aqui. Seria mais natural e, provavelmente, pareceria mais verdadeiro se fosse dito: fiz um grande esforço para estar aqui - desde que, evidentemente, a pessoa não tivesse ido mesmo acompanhada, ou não estivesse falando em nome de um grupo.
Embora essa tenha sido uma prática comum no passado, hoje ainda há remanescentes de cabelos grisalhos que preservam a tradição e até alguns jovens que foram contaminados pelo uso do nós com intenção de demonstrar modéstia. É questão de estilo e preferência - caberá a você decidir como se sentirá melhor.
Entretanto, há situações em que o nós aparece como uma palavrinha mágica na comunicação, e pode ser o detalhe que fará a diferença para que os ouvintes sejam conquistados.
Quando ensinamos, aconselhamos ou fazemos sugestões aos ouvintes, o nós tem o poder de afastar resistências desnecessárias. É como se o orador estivesse se incluindo no grupo para receber a mensagem, isto é, ele aconselha, mas ao mesmo tempo é aconselhado; ensina, mas, ao mesmo tempo, recebe os ensinamentos.
Seria diferente se ele usasse o vocês no lugar do nós, pois, se assim o fizesse, passaria a impressão de que era o único a saber como agir e que os outros, aqueles que recebem suas informações, são despreparados ou desinformados. Ergueria, dessa forma, uma barreira diante dos ouvintes, dificultando a tarefa para conquistá-los.
Observe que, ao orientar sobre os benefícios da palavra nós, tive o cuidado de usar o pronome no plural, pois estava aconselhando e, portanto, conforme sugestão da regra, deveria me incluir no aprendizado, mesmo escrevendo, situação em que o "eu" talvez não produza as mesmas barreiras que são levantadas quando a comunicação é oral. Todavia, agora, no momento de dar essa explicação, usei o eu, coerente com a crítica inicial sobre o plural de modéstia.
Se, apesar dessas reflexões, você concluir que deverá continuar usando o nós como plural de modéstia, vá em frente, e saiba que estará acompanhado de muitos autores. Mas, de vez em quando, volte a pensar sobre o assunto e quem sabe uma hora passe a concordar comigo e mude a maneira de se expressar: "nós nos sentiremos muito honrado".
Não estranhe. Não se trata de erro de concordância. Neste tipo de construção, o pronome é empregado no plural (nós), mesmo se tratando de uma só pessoa. O verbo acompanha, faz a concordância com o sujeito e é flexionado (sentiremos). Entretanto, como se trata de uma só pessoa, o predicativo, neste caso o adjetivo, continua no singular (honrado).
Você agüenta essa conversa em pleno século 21? Nós não...Ops!
6. Ande sempre na linha
Quando falamos em andar na linha, geralmente, o primeiro pensamento que nos ocorre está relacionado ao oposto desta conduta, isto é, às falcatruas, aos desvios de conduta, próprios de pessoas desonestas. Mas, esse conceito, tão importante para que possamos conquistar credibilidade na comunicação, está especialmente associado ao nosso comportamento do dia-a-dia. Permita que eu me inclua nessa roda – nós somos pessoas inteligentes e, por isso, sabemos que algumas qualidades são importantes para a projeção da nossa imagem. Entre elas podemos destacar, como exemplo, pontualidade, organização, tolerância com os mais humildes, generosidade, espírito de participação em equipe. E por termos consciência de que essas qualidades são importantes para a projeção da nossa imagem, nós almejamos tanto possuí-las que chegamos a ficar convencidos de que elas já estão integradas à nossa conduta. E falamos com a certeza de que as possuímos. Entretanto, nem sempre esse fato corresponde à verdade. E as pessoas que nos cercam,parentes, subordinados, colegas de trabalho, amigos, enfim, aqueles que nos conhecem bem, constatam que, na verdade, falamos de uma maneira, mas agimos de outra forma totalmente distinta. Falamos com convicção que ser pontual é importante, mas, com freqüência, nos mostramos impontuais; declaramos reiteradamente que é importante trabalhar em equipe, mas nos isolamos em atividades solitárias. Por esse motivo, fica evidenciado um distanciamento, um descompasso entre a mensagem e o comportamento e, como conseqüência, podemos comprometer a credibilidade da nossa comunicação.
O conceito de conduta exemplar está fundamentado na consistência e na coerência do comportamento, ou seja, no falar e no agir de acordo com a pregação que fazemos.
As palavras não podem ser proferidas de maneira vazia e irresponsável como se não tivessem significado e encerrassem em si mesmas o compromisso entre o que dizemos e a forma como agimos.
Em uma das páginas mais significativas da oratória sacra, o Sermão da Sexagésima, o Padre Vieira critica de maneira veemente os padres que não se comportavam de acordo com as pregações que faziam: “Sabem, padres pregadores, por que fazem pouco abalo os nossos sermões? Porque não pregamos aos olhos, pregamos só aos ouvidos. Por que convertia o Batista tantos pecadores? Porque assim como as suas palavras pregavam aos ouvidos, o seu exemplo pregava aos olhos.”
Essa é uma tarefa de todos os dias, observar se não estamos apenas falando por falar, fazendo uso de palavras ocas, que não identificam exatamente o que pensamos, acreditamos, sentimos ou fazemos.
Não negligenciemos com a coerência de nossa conduta. Em determinadas circunstâncias, é preferível até assumir prejuízos financeiros ou ter de fazer sacrifícios que não trarão vantagens materiais, mas jamais deixarmos de cumprir a palavra ou agir de acordo com a mensagem que transmitimos. Nossa reputação é construída por pequenos detalhes, que ao longo do tempo identificarão nosso caráter e a retidão de nossa conduta. Esse é o melhor de todos os patrimônios que poderíamos aspirar.
7. Com a caneta na mão
Parece besteira, coisa sem importância, mas não passa uma semana sequer sem que um aluno me pergunte se há problema em falar com uma caneta na mão. A maioria afirma que, segurando uma caneta, se sente mais à vontade e com menos nervosismo. Bem, quem sou eu para condenar um recurso que dá segurança e tranqüilidade ao palestrante?! Lógico que se você puder falar com as mãos livres, sem segurar nenhum objeto, sua apresentação provavelmente será muito mais eficiente.
Para você saber se será conveniente ou não segurar uma caneta, ou qualquer outro objeto, enquanto estiver falando, analise o contexto da apresentação. Por exemplo, se você falar usando um quadro branco como recurso visual e segurar o pincel de tinta enquanto dá as explicações para os ouvintes, não haverá nenhum problema, pois ele naturalmente estará fazendo parte do contexto da apresentação. Se, entretanto, nessa mesma circunstância, você segurar uma caneta esferográfica, por ela não ter utilidade prática naquele momento, já que não poderá utilizá-la para escrever no quadro, estará fora do contexto da apresentação e poderá desviar a atenção dos ouvintes. Porém, você poderia segurar essa caneta esferográfica se estivesse falando sentado à mesa, pois, nesse caso, pelo fato de ela ser útil para possíveis anotações, participaria naturalmente do contexto da exposição.
Às vezes somos obrigados a falar segurando vários objetos, como laser pointer, microfone, pastas, bloco de anotações. Mesmo com as duas mãos ocupadas, será possível fazer a exposição sem desviar a atenção da platéia, pois esses objetos estão inseridos no contexto da apresentação. |
Por Reinaldo Polito- site: www.vencer.com.br
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Por que tantos empreendimentos fracassam logo nos primeiros anos? |
| |
 |
| |
Apesar de os índices de fracasso das empresas nos primeiros anos já terem sido amplamente divulgados por inúmeras instituições relacionadas ao empreendedorismo, percebemos que muitos empreendedores "de primeira viagem" ainda não tiveram acesso a estas informações, e nem mesmo a comunidade alheia ao desejo de ter um negócio próprio tem ciência de que esta taxa é bastante elevada.
Inúmeras fontes citam que o índice de mortalidade das pequenas empresas já no primeiro ano atinge a 60%, e alcança 90% dos empreendimentos até seu 5.º ano de vida (ou "sobrevivência"). Na balança, os principais motivos são:
-Ausência de um planejamento adequado;
-Falha ou ausência de uma análise de viabilidade;
-Equívoco na concepção do negócio (por alienação mercadológica).
Assim, no primeiro ano, ocorre que muitos negócios fecham porque não tiveram uma proposta formulada com base em informações adequadas sobre as oportunidades e ameaças existentes no mercado, uma falha absurda em tempos em que "é preciso ser o melhor" (em preço, em produto, em atendimento, em custos etc).
Isto se deve ao despreparo dos proprietários, que, afoitos e ávidos de ter seu próprio negócio, acabam por esquecer esta etapa tão importante, sem a qual não é possível definir e adotar mecanismos de acompanhamento e controle que, por exemplo, permitam buscar um realinhamento caso algo não saia como o esperado, ... simplesmente porque sem um processo racional de previsão é praticamente impossível saber ao certo o que se esperar!
Se a atual dinâmica do mercado é constante, e muito acelerada, ... e os hábitos, necessidades e desejos dos consumidores se alteram muito rapidamente... então se faz, também, necessário estar preparado para acompanhar essas tendências... e, de preferência, estar na linha de frente... inclusive para se oferecer ao cliente aquilo que ele ainda nem sabe que quer ou que precisará.
A visão míope de que "se o negócio está bem, está ótimo" - perigosamente aliada à falta de visão ou de busca de soluções alternativas futuras - é uma situação que está bastante próxima do pequeno e médio empresário, o que é um terrível equívoco... pois é como estar assinando a própria certidão de óbito. E é por aí que "se vão à breca" aqueles negócios que sobrevivem ao primeiro ano.
É necessário, sim, ter consciência dessa dinâmica de mercado para que se possa acompanhá-la, oferecendo uma constante renovação de propostas que, em sintonia com as necessidades do mercado, tenham a preocupação de manterem-se adequadas tanto ao hoje quanto ao amanhã. E é claro que não devemos ignorar o passado, que é uma grande fonte de aprendizado.
Para isso, a empresa não deve ter apenas lucro suficiente para sobreviver. É preciso querer mais (e obter mais!), é preciso analisar as tendências, prever o futuro, traçar metas claras e, sobretudo, investir para realizá-las no médio e no longo prazo, caracterizando-se em um processo objetivo, mas controlável, e com flexibilidade de realinhamento.
Também precisamos olhar para funcionários e enxergar que estes precisam ser bem treinados para estarem alinhados com os objetivos do negócio; os ativos imobilizados precisam ser constantemente renovados; os investimentos em marketing devem ser contínuos para surtir efeitos constantes; os negócios devem ter um fluxo de caixa saudável e, ainda, gerar um bom retorno sobre o capital investido (vejam no final alguns índices para comparação).
Os principais erros que se percebe em um empreendimento já implementado podem ser agrupados nas seguintes formas:
1- Falta empatia ("enxergar" o problema e a solução pela perspectiva do cliente) tanto aos proprietários quanto ao pessoal do atendimento;
2- Os clientes não percebem motivos que os estimulem a ter confiança ou credibilidade (não se percebe uma cultura para "solucionar os problemas dos clientes");
3- A comunicação com os clientes e com o mercado é equivocada;
4- O dono do negócio é o Comandante Bombeiro (pois envolve-se demais " apagando incêndios" em seu negócio e não dedica um tempo para o repensar);
5- Falta energia (ou motivação) para demonstrar interesse em solucionar o problema do cliente "como" e "quando" este deseja;
6- Inexistência de comprometimento das equipes envolvidas em todos os processos, e de busca de melhorias contínuas;
7- Falta aos colaboradores uma correta compreensão sobre a empresa e seus objetivos;
8- Há um desconhecimento sobre os custos envolvidos, sobre os processos mais valorizados, sobre as habilidades técnicas necessárias e sobre a disponibilidade e aplicação de ferramentas de gestão;
9- Ausência de organização, de foco e orientação para os objetivos.
Podemos citar, também, os quatro principais caminhos que sinalizam para a derrocada de um negócio:
Mudança de sede orientada exclusivamente pela redução de preços de aluguel;
Redução do número de funcionários, prejudicando a qualidade dos serviços e do atendimento ( motivos que afastam os clientes);
Redução dos preços de venda, comprometendo as receitas e a lucratividade, o fluxo de caixa e retorno aos investidores;
Tomada de empréstimos para "tapar os furos" do negócio, investindo recursos financeiros sem a devida análise de viabilidade e retorno ou sucesso.
Principais motivos pelos quais se perde um cliente:
1.º) por insatisfação com a atitude do pessoal (má qualidade nos serviços e no atendimento);
2.º) por desapontamento com o desempenho (performance) dos produtos/serviços (solução esperada);
3.º) por achar que os preços são elevados (em relação à concorrência ou qualidade do produto/serviço);
4.º) por outros motivos como mudanças de hábitos, fim de uma necessidade etc.
Autor: Leonardo Hoff dos Santos, administrador de empresas e especialista em marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - EA/UFRGS-
site: www.advantageconsultoria.com.br
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Bandidos por engano. Banco responde por crime cometido por vigia de agência. |
| |
 |
| |
O banco é responsável pela escolha da empresa de segurança que fará a guarda de sua agência e de seus clientes. Este foi o entendimento da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que condenou um banco a pagar indenização de R$ 60 mil para duas irmãs que tiveram a mãe e o padrasto mortos por um vigilante. As duas também deverão receber pensão mensal desde a data da morte da mãe até completarem 25 anos.
O assassinato ocorreu em julho de 1985, quando elas ainda eram menores. Mas as irmãs só ajuizaram a ação em dezembro de 2002. por isso, o banco alegou que o direito já estava prescrito. O argumento não foi aceito pelo juiz da 5ª Vara Cível de Uberlândia. O mesmo entendeu o Tribunal de Justiça mineiro.
O padrasto e a mãe das irmãs foram mortos em uma agência em Itarumã (GO), onde tinham ido para descontar um cheque. Segundo os autos, enquanto o padrasto entregava um papel para um funcionário da agência, sua mulher perguntou ao vigilante sobre um funcionário que havia trabalhado ali. Depois disso, ela se dirigiu ao carro do casal, que estava estacionado em frente à agência.
O vigilante, segundo depoimentos, ficou “fora de si” e falou para um funcionário que “era assalto”. O funcionário disse que não era, mas, mesmo assim, o vigilante sacou sua arma, aproximou-se do cliente e lhe desferiu três tiros. Em seguida, foi até o carro e atirou também na mulher do cliente.
O vigilante foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Uberlândia, que entendeu que ele estava cumprindo dever inerente à sua função, e em circunstância aliada à insanidade, conforme proposto por sua defesa.
A absolvição do vigilante e o fato de o mesmo pertencer aos quadros de uma empresa terceirizada e não do banco foram argumentos da instituição financeira para se eximir da responsabilidade de indenizar. Contudo, o Tribunal de Justiça observou que a absolvição na esfera criminal não vincula o juízo cível.
( Processo: 1.0702.02.037970-8/001)
Revista Consultor Jurídico, 12 de maio de 2006
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Responsável por funcionário. Empresa de ônibus é condenada por assassinato |
| |
 |
| |
A empresa é responsável pelo comportamento inadequado de funcionário que causa danos a terceiros. O entendimento é da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que confirmou a condenação imposta pela 2ª Vara Cível de Ceilândia (DF). A Viação Satélite terá de indenizar por danos morais e materiais os dois filhos de passageiro assassinado pelo cobrador da empresa.
De acordo com a sentença, a viação terá de pagar por mês o valor correspondente a 176% do salário mínimo a título de indenização por danos materiais, sendo metade para cada menor. O juiz Arnaldo Corrêa Silva condenou a empresa a pagar, ainda, R$ 30 mil de danos morais, divididos meio a meio para os filhos da vítima.
Para os autores da ação, a morte do passageiro de 33 anos aconteceu porque o cobrador de ônibus teria criado problemas por falta de troco para dez reais.
O cobrador, Marcos Tomaz da Silva, já foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri de Ceilândia. Em sua defesa ele alegou ter agido em legítima defesa, pois a vítima teria simulado sacar uma arma após descer do ônibus. E disse, ainda, que antes a vítima o xingou e deu um tapa em seu rosto.
A Viação Satélite sustentou que não tinha responsabilidade pela indenização porque transportou o passageiro seguramente até seu destino e que a rixa entre o cobrador e a vítima se deu do lado de fora do ônibus. A empresa alegou também que a culpa pelo evento teria sido toda da vítima.
No entendimento do juiz, o cobrador agiu como preposto da Viação Satélite e os efeitos do contrato de transporte ainda não haviam acabado, já que a vítima teria sido atingida logo que desceu do ônibus. O juiz afirma também que as provas não mostram que o fato tenha sido culpa exclusiva da vítima, como alegado pela empresa.
Processo: 20030310172049
Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2006
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Tratamento animal. Justiça proíbe prova da Festa do Peão de Boiadeiro |
| |
 |
| |
As provas Laço ao Bezerro e Laço em Dupla da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP) estão proibidas. A decisão é da 3ª Vara Cível local, que acolheu pedido de liminar movida pelo Ministério Público de São Paulo contra o Clube Os Independentes e a Associação Nacional do Laço ao Bezerro, que organizam o evento.
Na prova, um cavaleiro corre em perseguição a um bezerro, com o objetivo de laçá-lo e imobilizá-lo, numa operação que procura repetir a lida de gado normal numa fazenda.
Segundo o Ministério Público, o clube e a associação se comprometeram a realizar um estudo científico demonstrando como as modalidades podem ser praticada sem implicar em maus-tratos ou danos aos animais. No entanto, “o único estudo que o Clube apresentou foi procedido por zootecnista, que previu perícia médica para avaliar os impactos clínicos de referidas provas nos animais”, afirmou o promotor de Justiça José Ademir Campos Borges.
Acrescentou, ainda, que os organizadores do campeonato deveriam ter depositado R$ 17,5 mil para os custos da perícia, o que também não ocorreu.
Outro promotor, Fernando Célio de Brito Nogueira, destacou que a proteção dos animais é um dos deveres da Justiça. “O tema é imposto pela Constituição Federal e pelas leis infraconstitucionais, e vem sendo de longa data ressaltada por ONGs e entidades protetoras dos animais”, esclareceu.
A liminar vale até que os estudos científicos sejam feitos, sob pena de multa pelo descumprimento.
Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2006
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Crise aérea. Varig não precisa pagar combustível à vista: |
| |
 |
| |
Até o próximo dia 16, a BR Distribuidora está proibida de exigir que a Varig pague à vista o combustível usado em seus aviões. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11/5) pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, que cuida do processo de recuperação judicial da companhia aérea. O juiz determinou ainda que a BR mantenha o fornecimento, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
A proibição vale até a audiência especial, em caráter de urgência, marcada para o dia 16 de maio na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Até lá, o juiz espera reunir outros elementos essenciais para definir a questão.
A Varig pede a fixação de um “prazo razoável” para o pagamento do querosene de aviação, que já chegou a ser de 75 dias. No entanto, instaurada a crise, A BR Distribuidora rompeu a praxe até então praticada no mercado, reduzindo o período, progressivamente, até que passou a exigir pagamento antecipado.
Atualmente, de acordo com a empresa aérea, este prazo não poderia ser inferior a 60 dias, considerando a sua atual disponibilidade financeira.
Em sua decisão liminar, o juiz Luiz Roberto Ayoub lembrou que, na assembléia de credores do dia 8, todas as classes aprovaram o plano de alteração, inclusive as empresas do governo, que integram a classe III, cuja adesão foi de 100%. “Agora, poucos dias depois, exatamente no momento em que mais se necessita, a requerida (BR Distribuidora) manifesta-se contra qualquer conduta que possa ajudar a solucionar o problema. Muito pelo contrário, coloca as empresas em recuperação em situação delicada”, disse.
O juiz citou que é de conhecimento geral que o Superior Tribunal de Justiça está em fase final de julgamento da questão relativa ao congelamento tarifário ocorrido na década de 80 durante o governo José Sarney. A ação definiu que a Varig tem a receber mais de R$ 4 bilhões, conforme apurado pela Fundação Getúlio Vargas. Por isso, segundo Ayoub, não faz sentido que a BR, que é controlada pela União, modifique, unilateralmente, conduta contratual de redução de prazo de pagamento, seja qual for o fundamento.
“É inaceitável a conduta da empresa que, em última análise, tem sua controladora como grande devedora da empresa em recuperação judicial. Mais que isso, é contraditório que se negue a fornecer o combustível necessário se tem garantias firmes — garantias que decorrem do débito de sua controladora e que deverão se constituir em garantias reais — do futuro recebimento e se aprovou, por duas vezes, plano de recuperação que, primeiramente, previa a transitória situação de fluxo negativo nesse período de baixa estação para todo o setor aéreo e, depois, com 100% de adesão, ratificou a posição na assembléia do último dia 8”, assinalou o juiz.
Luiz Roberto Ayoub entendeu que, por qualquer ângulo que se examine a questão, há necessidade do acolhimento do pedido da Varig, ao menos em parte, sob pena de haver iminência de quebra da empresa que, segundo ele, representa um patrimônio da nação e abriga milhares de empregos.
Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2006
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Máfia do apito. Juiz nega liminar que pedia bloqueio de bens |
| |
 |
| |
A 17ª Vara Cível da Capital de São Paulo negou liminar em ação civil pública na qual o Ministério Público pede que da Confederação Brasileira de Futebol, a Federação Paulista de Futebol, os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon e o empresário Nagib Fayad sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais e materiais causados aos torcedores pela manipulação de resultados de partidas de futebol dos Campeonatos Brasileiro e Paulista de 2005.
A indisponibilidade de bens e ativos dos réus foi negada, pois não está prevista em Ação Civil Pública, como ocorre na área de Improbidade Administrativa. O juiz João Carlos Calmon Ribeiro entendeu que não há fato que justifique o receio de que a decisão final deixe de ser cumprida em caso de condenação. A indisponibilidade dos bens poderá ser revista no curso do processo, se forem apresentados novos fatos.
Os réus serão citados, para que tomem conhecimento da ação. O valor da causa é de R$ 34 milhões.
Fonte: TJSP-site:www.debatejuridico.com.br
|
| |
| |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
| |
|
| |
|
| |
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
|
| |
|
| |
|
|
|
| |
|
|