|
| |
|
| |
A ENERGIA SEXUAL E A FORMAÇÃO DAS COURAÇAS CORPORAIS
A emoção gerada no interior psíquico de um ser humano libera uma quantidade de energia que passará a fluir em forma de ondas por todo o corpo humano.
Por Laércio Fonseca
O grande terapeuta americano chamado Wilhelm Reich desenvolveu uma teoria extremamente valiosa com relação à energia sexual. Reich teorizou que essa energia sexual era algo real e que poderia ser medida e avaliada em laboratório. Ele batizou essa energia com o nome de Energia Orgônica, ou seja, a energia liberada no orgasmo. Talvez em sua época ele desconhecesse o Tantra Yoga que já conhecia e trabalhava com essa energia há séculos na Índia, onde ela é conhecida pelo nome de Kundalini.
Na teoria de Reich ele afirma que toda emoção gerada no interior do ser humano movimenta uma energia. Existe uma simbióse direta entre emoções psíquicas e o movimento de uma energia nesse processo. Essa energia flui por todo o corpo do ser interagindo com todo o organismo biológico. Esse cientista foi o primeiro a diagnosticar o fenômeno da somatização de distúrbios puramente psíquicos. Isso significa que desequilíbrios emocionais e psíquicos podem gerar distúrbios biológicos gerando doenças físicas no corpo humano. Atualmente essa teoria é perfeitamente aceita pela comunidade cientifica, porém muitos deles ainda relutam em aceitar totalmente a teoria orgônica.
Em linhas gerais esse cientista afirmava o seguinte:
Quando uma emoção é gerada no interior psíquico de um ser humano ela libera uma quantidade de energia que passará a fluir em forma de ondas por todo o corpo humano. Essa energia interagira com todas as células do corpo humano. Assim ocorre a interação corpo e mente. Ele afirmava que quando uma emoção é gerada e ocorre uma repressão psíquica dessa emoção, todo o fluxo de energia é perturbado. Ao invés dessa energia fluir livremente ela irá estagnar em alguma parte do corpo. Um órgão poderá ser afetado ou uma área do corpo será altamente perturbada. Todos os traumas psíquicos refletem no organismo biológico do ser humano.
Cada emoção desencadeia um potencial específico dessa energia interna e sendo assim ela pode ser avaliada quantitativamente. Através de suas pesquisas ele percebeu que a energia movimentada e gerada através do sexo e do orgasmo sexual suplantava, em uma escala astronômica, qualquer outro potencial gerado pelo ser humano. A energia num orgasmo era a mais poderosa de todas que uma emoção poderia desencadear no ser humano. Se construíssemos um gráfico de potencial dessas energias iremos perceber a grande diferença que existe entre a energia desencadeada pelo sexo em relação a qualquer outra forma de emoção experimentada pelo ser humano.
Isso significa que quando essa energia é reprimida e bloqueada ela irá causar um grande estrago em nosso organismo biológico. Não se esqueçam que essa energia está intimamente ligada a energia do prazer, já discutido em capitulo anterior. Logo se o prazer é proibido, isto significa que essa energia está aprisionada e não fluirá. Devido ao colossal potencial que essa energia movimenta, ela causará grandes desequilíbrios físicos e psíquicos para um ser humano.
Com base nessa teoria podemos diagnosticar a grande doença em que toda a nossa sociedade está mergulhada. Ela é antagônica ao sexo e ao prazer, como já vimos anteriormente, e sendo assim, podemos concluir que temos uma sociedade altamente desequilibrada e profundamente doente e perturbada emocionalmente. Ninguém percebe isso porque todos estão doentes igualmente e todos acham que esse estado é algo normal entre os seres humanos. Quando a doença é coletiva ela deixa de ser doença para ser encarada como algo normal. Eu costumo chamar esse estado doentio dos seres humanos de “NORMÓTICOS”. Todos são Normóticos, pessoas extremante doentes, infelizes, angustiadas e depressivas.
Reich desenvolveu uma forma de diagnosticar onde essa energia teria causado perturbações no corpo humano. Ele desenvolveu uma espécie de análise corporal onde através da visualização postural de um indivíduo ele poderia saber onde a energia teria estagnado.
Ele afirmava que quando a energia não fluía, ela estagnava principalmente na musculatura do corpo humano. Ele dizia que a energia sexual, a emoção sexual reprimida estagnava-se na musculatura do corpo enrigecendo-a. A musculatura sofria um endurecimento ao longo dos anos de repressão dessa energia. E quando esse ser estivesse numa fase adulta, após anos de repressão dessa energia sexual, seu corpo teria construído uma gigantesca couraça ao redor de si mesmo. Ele afirmava que o homem e sua psique passavam a viver dentro de uma prisão psíquica e emocional que refletia em seu próprio corpo gerando uma prisão física que era a formação dessa casca rígida e dura ao redor do físico.
Estando essa casca dura e rígida ao redor do ser humano as energias não podiam sair ou entrar. Esse indivíduo não conseguia mais se relacionar com o meio exterior. Ele não tinha mais a capacidade de relacionar-se com o outro. Essa couraça bloqueava o fluxo de energias afetivas e emocionais. Ele não conseguia mais dar, nem tão pouco, receber carinho ou afeto de qualquer espécie. Ele se torna altamente incessível e incapacitado de interagir, de amar e ser amado.
Um ser assim, totalmente bloqueado, possui um corpo que reflete esse estado. Seu corpo será duro, rígido, não poderá dançar, mover-se com suavidade. Sua musculatura estará dura como uma pedra e seu corpo se comportará como uma rocha sólida.
Vivo essa experiência diariamente em minha escola onde ensino o Tai Chi Chuan. Os novos alunos que chegam para praticar são verdadeiros robôs mecânicos. Seus corpos então embrutecidos e incapacitados de movimentarem-se harmoniosamente. O Tai Chi é uma forma de desbloquear, transformar e curar o ser humano dessa grave doença.
Reich desenvolveu praticas terapêuticas para curar esse ser nesse estado. Por isso a base de sua terapia é corporal utilizando as técnicas de massagem e toques para desbloquear essas zonas estagnadas. Juntamente com terapias psíquicas onde o ser humano irá compreender seus traumas e repressões.
RELACIONAMENTOS AFETIVOS E SEXUAIS ENTRE DUAS COURAÇAS: Agora iremos analisar como dois indivíduos de sexos opostos poderão se relacionar envolvidos por essas couraças. Temos que ter em nossas mentes que essas couraças é fruto de anos e anos de repressões sexuais e de antagonismo ao prazer. A couraça construída em torno dos indivíduos é imensa. Também precisamos levar em consideração que as couraças são apenas mais um elemento dentre todos os que estamos apresentando nesse livro. Quando um casal começa sua relação afetiva eles, na verdade, estão procurando sair da solidão e para isso necessitam preencher um vazio que existe dentro de suas almas. Não podemos nos esquecer que esse ser está solitário e enclausurado dentro de seu corpo físico que, por si só já constitui uma grande couraça e prisão. O fato das repressões ao prazer impedir sua capacidade de relacionar-se com o outro impede também que as energias envolvidas nesse processo fluam livremente pelo ser.
Um verdadeiro relacionamento afetivo é na verdade uma grande troca de energias sutis. Quando alguém doa e recebe essas energias o ciclo está fechado. Essa é a abordagem do Tantra. Uma verdadeira união tântrica acontece exatamente quando as energias envolvidas em todo o processo da relação podem fluir de um para o outro. Se de alguma forma essas energias forem bloqueadas ambos sentirão sua falta e perceberão que essa relação não os satisfaz, pois eles continuam vazios e sentindo que o outro não se doa verdadeiramente. Ele acreditará que o outro não o ama de verdade. Da mesma forma o outro também se sentirá vazio. Perceberão que nada está sendo trocado e que a relação é algo frio e sem vida.
Os bloqueios causados pelas couraças impedem que um ser seja carinhoso e amoroso. Ele fica embrutecido, rígido e duro. Fica violento com facilidade e não consegue manifestar seu amor verdadeiramente ao outro. Eles se sentem vazios e que nada esta sendo trocado. Na verdade um não sente o outro. Um não pode sentir o outro. Ambos estão aprisionados por debaixo de suas couraças e impedidos de se comunicar com o mundo lá de fora.
A RELAÇÃO SEXUAL E AS COURAÇAS: Quando esse casal vai para um encontro sexual acontece o seguinte fenômeno com a energia da kundalini liberada no processo do orgasmo.
Devido às couraças físicas e psíquicas construídas ao redor do ser, a energia da kundalini desencadeada no ato sexual nunca atingirá seu valor máximo. Esse potencial ficará em valores pequenos e não levará o ser a um nível de prazer realmente elevado que possa satisfazê-lo totalmente. Ele não consegue um estímulo sexual que realmente o excite e gere um orgasmo de alto nível. Ele não consegue gerar um orgasmo elevado.
Quando isso ocorre, eles não se satisfazem. Terminam a relação frustrados e querendo mais e mais. Por mais que pratiquem o sexo não conseguem satisfazerem-se. Inconscientemente ele culpa o outro por esse fato. Ele acredita que é o outro o culpado por não lhes dar prazer.
Quando isso começa a acontecer numa relação afetiva inicia-se o fim do relacionamento. Na verdade os relacionamentos já estão condenados a não darem certo desde muito antes deles acontecerem. É previsível que seres encouraçados não possam realizar verdadeiros encontros afetivos. Os insatisfeitos passarão a procurar outro parceiro no intuito e na firme convicção de que esse outro o satisfará plenamente. Só que isso não ocorre. Ele termina um relacionamento por esse motivo, sai em busca de outro, e tudo se repete igualmente.
Ele não consegue compreender que o problema está nele. Ele não sabe qual é o problema na verdade.
Através de uma análise clara podemos perceber que na verdade o problema está em ambos: As couraças estão em ambos. Os dois se sentirão insatisfeitos e irão continuar a procurar a solução no outro sem realizar nenhuma transformação no si mesmo. Resultado disso é que continuarão buscando sempre e pelo resto de suas vidas sem encontrar a solução. Passarão a viver altamente frustrados e infelizes. Pois mesmo encontrando um parceiro ou parceira extremamente belos e sexualmente atraentes não conseguem satisfação. A energia não flui e por isso nada acontece.
O mecanismo envolvido nesse caso é muito simples de ser compreendido bastando observarmos os seguintes aspectos:
1-Ambos estão envolvidos em uma couraça corporal e psíquica.
2-Toda emoção gerada internamente em cada um não consegue fluir para fora e, portanto, não pode ser percebida pelo outro.
3-Mesmo que um dos parceiros tenha feito grandes transformações e conseguisse fazer com que sua energia fluísse para fora, mesmo assim o outro não a captaria. Ela seria refletida em sua couraça e não entraria no outro. O outro continuaria insensível a sua energia que não penetraria sua couraça. Continuando assim um grande desequilíbrio nas relações.
4-O potencial de energia gerada internamente em cada um seria muito pequeno e insuficiente para satisfazer cada um.
5-Terminada a relação perceberão que ainda continuam solitários e vazios internamente. É como se nada tivesse ocorrido. Nada foi transformado e eles continuam com as mesmas doenças e desequilíbrios de antes.
6-Nessas condições o amor verdadeiro não pode acontecer, pois ambos são incapazes de receber ou doar alguma energia. Não há nenhuma troca no processo.
7-Os relacionamentos verdadeiros não ocorrem. Somente as cascas estão se tocando e interagindo. Internamente continuam sós e deprimidos e angustiados e insensíveis ao prazer.
LIBERTE-SE, CUIDE DA SUA MORADIA. MENTE SÃ, CORPO SAUDÁVEL!! |
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
AS COURAÇAS E O REFLEXO NO MUNDO E NA SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS
Um ser humano bloqueado para as relações com o universo exterior espelha seu mundo construído como reflexo de seu interior.
Um ser humano bloqueado para as relações com o universo exterior espelha seu mundo construído como reflexo de seu interior. Esse ser humano fechado e solitário dentro do si mesmo acredita que sua existência real só ocorre dentro desse seu universo fechado. Ele crê verdadeiramente que está só no mundo e que não há nada além desse seu universo fechado. Ele está solitário dentro do si mesmo. Ele não liga para o outro. Ele não sente nem interage realmente com o outro. Não pode sentir a angustia e o sofrimento do outro. Sendo assim ele constrói um mundo totalmente independente do outro. Ele constrói apenas um mundo para o si mesmo. Ele não pensa no outro. Ele na verdade compete com o outro e deseja que o outro perca e não vença na vida como ele. O outro não pode fazer sucesso e ter fama. Somente ele pode estar no topo e no alto da sociedade.
Esse fator é completamente relevante para explicar as grandes diferenças sociais e econômicas que existe em nosso mundo. Ninguém na verdade se preocupa com o outro, com a pobreza do outro, ou com o sofrimento do outro. Todos inconscientemente trabalham apenas para o si mesmo. Pois são cascas que os transformam em indivíduos isolados e tendo realidade apenas dentro de seus corpos físicos. Eles passam a ser somente seus corpos físicos e nada mais.
Esse mesmo fator espelha o descaso que o ser humano tem com o meio ambiente que vive. O sistema ecológico está totalmente à beira de um dos maiores colapsos da história. Esse ser humano não possui nenhuma relação com seu meio ambiente. Ele não consegue sentir nem interagir com nada além de sua própria couraça. Ele encara os animais como objetos de suas posses e passa a tratá-los como seres inferiores e os escravizam somente para seus lucros pessoais. Rios, florestas, a fauna, a atmosfera e todo o ecossistema do planeta passam a ser palco apenas da obtenção de lucros por parte dos seres humanos. Sua contaminação e sua total destruição não afetam os sentimentos desse ser enclausurado dentro de suas couraças e incapaz de uma atitude sensível para com as criaturas do universo que o cerca.
Através dessa análise conseguimos diagnosticar que toda a desordem e o caos planetário em que se encontra nossa atual civilização está centralizado no homem incapaz de sentir prazer e sair da sua solidão primária interna. Sua insatisfação sexual e sua incapacidade de sentir prazer e relacionar-se com o outro gerou um mundo a beira da extinção, quer seja de ordem ecológica ou através de uma grande catástrofe nuclear.
Para um grande sábio e um grande cientista nós só poderemos consertar o mundo quando consertarmos o ser humano internamente. Nenhuma lei ou doutrina política e econômica poderá reverter esse estado de coisas. Se nada for feito rapidamente nesse planeta e nesse sentido eu creio que nossa sociedade estará condenada ao seu apocalipse e a sua total extinção como raça. Da mesma forma que muitas espécies de animais e seres vivos foram extintos ao longo da história geológica desse planeta o homem também estará condenado a sua extinção como espécie. |
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
USANDO A LINGUAGEM DO CORPO PARA ENTENDER A OBESIDADE
A gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos.
Por Cristina Cairo
A gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos.
Pessoas muito sensíveis, que se deixam magoar com facilidade, buscam se proteger atrás da gordura, que representa a maciez de um abraço.
Muitas vezes a gordura é uma forma convenientemente usada para se conseguir certos benefícios, como atrair a compaixão de outras pessoas, deixar de trabalhar naquilo que não gosta, escapar de certas obrigações que limitam sua liberdade e até mesmo testar o amor e a fidelidade do cônjuge. Mais uma vez vemos que o perigo está em nossa mente, não no mundo em que vivemos, e nem nos alimentos que comemos.
Faça um "regime" nos seus pensamentos e limpe toda essa amargura. Viva tranqüilamente e sem se sentir ameaçado. Ame profundamente a todos e você perceberá que, como resposta, receberá mais amor dos outros. Saia já desse casulo e participe ativamente do mundo, de peito aberto e acreditando que você está sendo protegido pelas mãos do Grande Pai.
Pare de guardar mágoas e ressentimentos. Chega de discutir gratuitamente com as pessoas, pois cada uma delas luta pelas suas razões e você pode sair machucado. Apenas aja com docilidade e poder e não deixe que as diferenças de vida e opiniões o aflijam.
Atenção: quanto mais você "engolir" e guardar mágoas, mais seu corpo engordará.
Para você superar definitivamente essa dificuldade de emagrecer terá de compreender que toda expectativa gera frustração. Por isto não fique esperando acontecer o que você deseja, nem queira que as pessoas sejam como você ou lhe dêem aquilo que tanto você almeja. Saia já dessa postura de vítima e perceba o tamanho do seu próprio poder. Ninguém é responsável pelas suas fraquezas ou fracassos. Tudo depende exclusivamente da sua postura diante da vida e dos acontecimentos. Passe a agir como adulto e mostre seus verdadeiros interesses a quem é importante para você. Tenha coragem de mudar seu comportamento e ser você mesmo. Se você não está encontrando em sua memória nenhum registro pelo menos semelhante ao que estou dizendo, certamente é porque seu subconsciente abraçou com muita força alguma mágoa antiga e continua a protegê-la, pois para ele não existe "tempo". Tenha calma porque com ele (o subconsciente) nós devemos agir despreocupadamente e mandar mensagens positivas e constantes, até que ele perceba que as defesas contra o passado são inúteis.
As mensagens que você pode enviar ao seu subconsciente são pensamentos e condutas contrárias ao que está vivendo hoje. O importante é sair logo desse círculo vicioso que ainda está impresso em sua mente inconsciente.
Pratique um esporte ou faça exercícios. Torne seus pensamentos mais ativos e coloque em prática as suas decisões. O mundo espera você para agir com ele. Transforme essa gordura em energia, sacudindo a poeira do passado e olhando para frente. Rápido!
No começo tudo pode parecer difícil, mas depois você amará os novos hábitos e a sua nova personalidade.
Vamos, acorde! Organize-se! Tudo depende só de você!
Chega de arrumar pretextos pois isto só vem provar que você está realmente tendo alguma conveniência em ser gordo. Busque o que você deseja, sem prejudicar sua saúde e sua beleza. E, definitivamente, tente compreender que quando nos magoamos com algo é porque estamos sendo egoístas em querer que tudo seja do nosso jeito. Liberte-se dessa tendência e aceite as pessoas como elas são. Seja você mesmo e não se permita pensamentos negativos. Eleve-se a cada dia com bons sentimentos em relação à vida e cresça cada vez mais dentro da evolução espiritual, sem mágoas, sem medos, nem desconfianças. |
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Doença auto-imune. O que é isso?
O corpo tem uma sabedoria própria.
por Vera Bassoi
Toda vez que ouvia a expressão “doença auto-imune”, eu me punha a pensar que aí deveria existir uma contradição. Na minha ignorante concepção da época, “ser auto-imune” significava que a pessoa que entrasse em contato com algum portador de determinada doença contagiante, seria capaz de sair ilesa. Isso seria devido a "n" possibilidades, dentre as quais algumas conhecidas (ex.: vacinas, cuidados preventivos...) e outras, aliás, a grande maioria, desconhecidas. E, se meu pensamento estivesse correto, então haveria de estar errada a idéia de “doença auto-imune”.
É claro e evidente que a seta indicava o erro para a minha direção. Descobri o significado correto quando fiz pós-graduação em Psicossomática e, sendo leiga em matéria de medicina, quero compartilhar com aqueles que, tão leigos quanto eu, queiram saber que o conceito de “doença auto-imune” não tem nada a ver com a idéia errônea que muita gente tem, e mais: é de importância vital sabermos o mal que poderemos estar causando a nós mesmos. Poderemos evitá-la? Sim, porém, apenas se soubermos o porquê de a produzirmos, pois qualquer doença auto-imune é doença psicossomática.
Atenção para o corolário: - Nem toda doença psicossomática é auto-imune, mas toda doença auto-imune é psicossomática.
Hoje, o conceito de doença psicossomática já é bastante divulgado. Acredito que todos que estarão lendo este artigo saibam o significado, porém, para evitar de pecar pela falta de explicações, prefiro pecar pelo excesso.
“Psico” deriva de “psique” e quer dizer “mente”.
“Soma” quer dizer “corpo”.
Logo, doença psicossomática é o distúrbio que a mente causa no corpo físico.
Faço uma ressalva: na origem grega,“psique” tem o significado de “alma”. Porém, neste artigo, estarei me referindo apenas e tão somente à influência da mente sobre o corpo. Quero deixar para falar em “doença da alma” em outra ocasião, quem sabe, num dos próximos artigos.
Numa síntese fascinante de sabedoria antiga, taoísmo, medicina tradicional chinesa, medicina moderna, física quântica, pesquisa científica e experiências pessoais, é que atualmente se baseiam alguns médicos/escritores, tais como: Deepak Chopra, Paul Pearsall, Richard Gerber, Larry Dossey, Rüdiger Dahlke,
Thorwald Dethlefsen, Bernie Siegel, James S. Gordon e outros, proporcionando a nós, leigos, numa linguagem acessível à nossa compreensão, uma visão clara da responsabilidade pessoal, que cada um tem, pela saúde ou pela doença que se é acometido.
Dizem eles que, se atentarmos para o trabalho que os órgãos realizam e que não dependem da nossa vontade, verificamos que existe uma sintonia perfeita, uma ordem natural e espantosa, que não se justifica por um imperativo bioquímico armazenado, no interior das células, como um sistema de conversão de energia impelido apenas geneticamente. Há de ter mais que isso. Há uma certa “inteligência”, uma “memória celular” que permite a realização perfeita da função específica que cada tipo de célula realiza.
O corpo tem uma sabedoria própria.
Os corpos de todo mundo sabem, por exemplo, como curar um corte na pele. Se você está descascando batatas e corta o dedo, o corte se cura e, evidentemente, você não fica deslumbrado com isso, porque o processo de cicatrização - a coagulação do sangue para fechar o corte, a formação de uma crosta e a regeneração da nova pele e dos vasos sangüíneos - parece uma coisa absolutamente normal. Quando uma célula de sangue chega à borda de um corte e começa a formar um coágulo, não viajou até ali ao acaso. Sabe realmente aonde quer ir e o que fazer quando chegar, com a mesma certeza de um especialista, aliás, com mais até, já que age de forma completamente espontânea e não procura adivinhar. Mesmo que se reparta o conhecimento de uma célula em partículas cada vez menores, à procura do segredo de algum hormônio ou de uma enzima que sirva de mensageiro, não encontraremos um fio de proteína com o rótulo “inteligência”, mas não há dúvida de que ela está atuando.
Parte dessa inteligência dedica-se à cura e aparentemente é uma energia muito poderosa. Lembremos da regeneração do tecido ósseo em casos, tão comuns, como os de fratura de perna ou de braço, por exemplo.
“Todo médico compreende que é a natureza quem cura as doenças”, escreveu Hipócrates, pai da medicina, há mais de dois mil anos (por volta de 400AC).
O corpo também é capaz de produzir, ao mesmo tempo, centenas de diferentes substâncias químicas, orquestrando-as em relação ao conjunto.
O corpo vivo é a melhor farmácia inventada até hoje. Ele produz diuréticos, analgésicos, tranqüilizantes, soníferos, antibióticos e tudo o mais que é fabricado pelas indústrias de drogas, mas sua produção é muito superior. A dosagem é sempre certa e ministrada no horário adequado; os efeitos colaterais são mínimos ou inexistentes; as indicações para o uso estão incluídas na própria droga, como parte de sua inteligência.
Dr. Deepak Chopra encara essa inteligência corporal simplesmente como know-how.
O que quer que se pense sobre inteligência em termos abstratos, não há dúvida de que ao corpo deve ser creditada uma enorme base de conhecimento. Por exemplo, se uma pessoa ouvir uma forte explosão vinda da rua e se sobressaltar em sua poltrona, numa reação instantânea, esse efeito ocorre diante de um complexo evento interno. O gatilho para esse evento é o jorro de adrenalina liberado pelas glândulas supra-renais. Levada pela corrente sangüínea, essa adrenalina comunica as reações ao coração, que começa a bombear o sangue, mais rapidamente, às veias, que se contraem e forçam a elevação da pressão arterial; ao fígado, que põe mais combustível na fórmula de glicose; ao pâncreas, que segrega tanta insulina que mais glicose é metabolizada; e ao estômago e intestinos, que cessam imediatamente de digerir os alimentos para que a energia seja desviada para os membros superiores e inferiores a fim de preparar o corpo para a luta ou para a fuga.
Toda essa atividade que se desenvolve num ritmo violento e com efeitos poderosos em todo o organismo é coordenada pelo cérebro, que usa a pituitária para distribuir os sinais hormonais acima descritos. Além disso, outras sinalizações químicas percorrem os neurônios, fazendo com que a vista focalize melhor, os ouvidos fiquem mais aguçados, os músculos das costas se retesem e a cabeça se volte em sinal de alerta.
Para fazer com que todas essas reações se desencadeiem e cessem novamente, ocorre um mecanismo de ajuste, semelhante ao da chave na fechadura, onde o organismo sabe como reverter cada processo desses com a mesma perfeição com que o iniciou. O médico canadense Hans Selye disse que esses períodos de “alarme” e “resistência” representam uma resposta criativa, uma mobilização do corpo para lidar com o estresse. Porém, se a tensão é prolongada, sobrevirá uma fase de “esgotamento”, na qual as defesas restantes do corpo são chamadas a intervir. Se o estresse não diminuir, o corpo fica interpretando que deve estar sempre pronto para fugir ou lutar e, conseqüentemente, suas reservas de energia irão se acabando. Porta aberta para a doença. |
| |
|
| |
Fonte: www.somostodosum.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Você precisa ter sócios para ter sucesso
Problemas com sócios? A causa está na escolha dos sócios e não no fato de se ter sócios...
Por José Dornelas
Um grande mito que envolve os empreendedores é o de que estas pessoas diferenciadas, que assumem riscos, que não se contentam com a mesmice, são auto-suficientes, não precisam de sócios, ou seja, são super-homens ou mulheres maravilha.
Isso ocorre porque é comum observarmos exemplos de empreendedores de sucesso em jornais, revistas, livros, programas televisivos, entre outras mídias, com foco excessivo no empreendedor de forma individual. É claro que as empresas de sucesso sempre tiveram em sua gênese alguém especial que vislumbrou o que a empresa seria um dia e acreditou que poderia construir uma grande organização. Mas ninguém faz isso sozinho.
Na verdade, o que diferencia o empreendedor de sucesso dos demais que tentam e não atingem grandes patamares de desempenho é que os primeiros se cercam de pessoas especiais, também empreendedoras, e que formam uma equipe que faz acontecer.
O trabalho em equipe é essencial para o sucesso em empreendedorismo e isto não é discurso, é fato. Eu sempre digo que o empreendedor que pretende construir uma empresa com grande potencial de crescimento deve, em primeiro lugar, buscar responder às perguntas: Quais são meus pontos fortes? Quais são meus pontos fracos? Que pessoas devo trazer para o negócio que complementem meu perfil, ou seja, que tenham pontos fortes que supram meus pontos fracos?
Calma... Eu sei que não é simples formar uma sociedade, que não é fácil encontrar sócios com perfis complementares aos seus, mas esta é uma das primeiras lições de casa do empreendedor. Se você não identificar pessoas com perfis complementares aos seus para formar uma sociedade tome cuidado, pois muitos negócios têm problemas no relacionamento entre sócios justamente pelo fato da sociedade ter sido determinada não por critérios de complementariedade, mas por questões apenas de empatia, por laços familiares, entre outros motivos.
Sociedade é importante, é essencial e determinante para o sucesso do seu negócio. Por isso, deve ser tratada como assunto sério, recebendo a devida atenção do empreendedor. Na verdade, o que diferencia o empreendedor de sucesso dos demais que tentam e não atingem grandes patamares de desempenho é que os primeiros se cercam de pessoas especiais, também empreendedoras, e que formam uma equipe que faz acontecer.
, mas a causa está na escolha dos sócios e não no fato de se ter sócios... Lembre-se, ninguém constrói uma grande empresa sem pessoas qualificadas ao seu lado. O empreendedor deve sempre desenvolver seu espírito de liderança, ser visionário, trabalhar muito, mas não faz acontecer sozinho... É isso aí.
|
| |
|
| |
Fonte:www.farofino.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Foco ou diversificação: difícil decisão
Quando o empreendedor estiver estabelecido no mercado, ele poderá pensar em diversificação, tais como: conquista de novos mercados, novos clientes, desenvolvimento de novos produtos e continuar a inovar.
Por José Dornelas
É comum que empreendedores envolvidos no início de novos negócios sintam-se motivados e com uma energia espetacular para implementar novas idéias. A vontade de fazer acontecer supera qualquer obstáculo operacional. Mas este ímpeto nem sempre traz resultados interessantes quando a diversidade não pode ser implementada, já que o empreendedor não ganha escala, ou seja, ele não se multiplica. Sendo direto, eu diria que o empreendedor envolvido em uma empresa start-up (em fase inicial de desenvolvimento) deveria priorizar o FOCO e não se preocupar em diversificar em demasia.
Estranho? Acho que você vai concordar comigo. No início de qualquer negócio, salvo raras exceções, a empresa tem uma estrutura enxuta, com poucos funcionários e poucos recursos. Além disso, não possui marca difundida e histórico no mercado, ou seja, precisa se mostrar, conquistar a primeira grande conta ou vender para um cliente âncora. Muito precisa ser feito para conquistar a fidelidade de clientes e o comprometimento de fornecedores.
O empreendedor líder deverá estar à frente destas ações e por isso não terá alternativa ao foco. Ao focar, poderá conhecer cada vez mais o seu modelo de negócios e validar ou reformular sua abordagem e otimizar seu produto com base na avaliação dos clientes. Não é por acaso que empreendedores de sucesso quando contam suas histórias lembram-se que no início o importante foi o foco, para não se distrairem com idéias a todo o momento e sair da rota.
Desvios de rota sempre ocorrerão na fase inicial. Eu diria que é praticamente impossível acontecer exatamente tudo que foi planejado (caso você tenha feito um planejamento), pois as premissas e o contexto mudam muito rapidamente.
Porém, quando o empreendedor sentir que já está bem estabelecido no mercado (o que pode ocorrer geralmente a partir de um ano) é hora de pensar em diversificação, em conquistar novos mercados, novos clientes, desenvolver novos produtos e continuar a inovar. Provavelmente a empresa já terá outra estrutura e permitirá ações mais abrangentes.
É claro que existem exceções à regra e você sempre encontrará negócios que se desenvolvem rapidamente diversificando desde o início. Mas como estes cases são exceções. Em um ambiente cada vez mais competitivo e com clientes cada vez mais exigentes. |
| |
|
| |
Fonte:www.farofino.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Comunicação: como e onde devo anunciar?
As empresas estão cada vez mais segmentadas e apresentam perfis de estrutura e operacionalização bem diferentes, necessitando, portanto, de canais de distribuição e meios de divulgação específicos, segmentados, diferenciados e inovadores.
Por Kátia Martins Valente
Na atual conjuntura do País, produto, preço, distribuição/logística e comunicação são frutos de uma postura efetiva dos empresários como um todo, que suportam seus negócios, por meio de equipes de vendas/marketing agressivas como sendo a única forma viável para a obtenção e retenção dos clientes e consumidores. Hoje produto e qualidade já não são mais diferenciais para quem quer competir em uma atividade capitalista tão ágil e imediatista. A palavra do momento é inovação.
As empresas estão cada vez mais segmentadas e apresentam perfis de estrutura e operacionalização bem diferentes, necessitando, portanto, de canais de distribuição e meios de divulgação específicos, segmentados, diferenciados e inovadores. No item inovação, os funcionários e colaboradores fazem toda a diferença. São pessoas que fazem parte dos negócios e dos resultados das pequenas e médias empresas devendo ser agentes de transformação.
Mas como ficam as pequenas e médias empresas inseridas neste novo contexto com relação à sua comunicação?
Elas pertencem a um importante setor que gera riqueza e emprego ao Brasil. Lutam com todas as dificuldades para enfrentar o processo de comercialização de produtos/serviços, que faz parte do mercado competitivo e globalizado. Elas atuam no mercado com verbas limitadas e reduzidas de divulgação, estruturas enxutas e funcionários que necessitam de maiores treinamentos e reciclagens. Para se destacarem, os empresários de pequeno e médio porte precisam inovar, criar, serem ágeis e agregarem serviços diferenciados que atendam às necessidades e desejos dos seus clientes e prospects, por meio de um relacionamento ético, profissional e que agregue valor às marcas.
Apresento como grandes exemplos de mercado e motivo de comentários nas instituições de ensino os seguintes cases: a lanchonete do Mercado Central. Milhares de pessoas enfrentam uma fila de cerca de 40 minutos para degustarem iguarias, como o sanduíche de peru com tomate seco, o pastel de queijo e carne, além do bolinho de bacalhau. Podem acreditar... Este proprietário se faz valer da ferramenta de comunicação –venda pessoal, da propaganda boca-a-boca, de um tratamento diferenciado e especial com seus clientes, bem como, é claro, de oferecer produtos com boa qualidade a um preço bem competitivo com o mercado local. No estabelecimento, encontramos a comprovação efetiva de uma atividade de relações públicas, por meio de um trabalho de assessoria de imprensa, ou seja, o proprietário expõe para o público em geral, os artigos e notas que foram publicadas e estão emolduradas para que todos possam vê-las, mostrando as críticas positivas feitas por colunistas gastronômicos dos mais variados veículos.
Cito outro exemplo bem prático, a pizzaria da região onde moro, que conseguiu derrubar uma filial de uma grande rede, com um atendimento rápido, preço competitivo, anúncio com formatos e custos baixos e com veiculação segmentada em jornais e revistas do bairro, além de remeter folhetos via mala direta e e-mail marketing falando de seus produtos atuais, seus lançamentos e suas promoções relâmpagos de final de semana. Já implantaram um sistema de premiações e descontos para os clientes que são fiéis e entregam imãs de geladeira para que os novos clientes lembrem do seu serviço de delivery. Sua tele-atendente é perfeita e sabe explicar os produtos com muita rapidez. Estes contatos todos são formas eficazes de se comunicar com as pessoas, com um investimento reduzido na comunicação, porém faz toda a diferença no item prestação de serviço e impacto positivo no relacionamento.
Vale a pena ressaltar, que seu maior diferencial está no entrosamento, no time, no treinamento e reciclagem de bem atender clientes, na postura e na coesão dos seus funcionários que são conscientizados, diariamente, a efetivar uma boa venda contribuindo, assim, para uma boa rentabilidade ao pequeno e médio empresário. Isso reflete no aumento dos seus próprios salários, por meio de polpudas gorjetas e participação nos lucros daquele local, ou seja, cliente bem atendido e satisfeito retorna sempre. Existe implantado, há algum tempo, uma boa forma de motivar estes funcionários por meio de campanhas de incentivo que premiam e valorizam, a cada mês, os funcionários que se destacam. Isto é um mecanismo de comunicação e motivação das equipes.
Cito também o exemplo do pequeno empresário que vende pamonha, em um carro utilitário todo adesivado (car-show), com merchandising da marca, falando das vantagens de comprar o seu produto. Ele utiliza neste carro, um alto-falante, com uma locução muita bem gravada, realizando assim, uma venda pessoal, direta, sem intermediários e veloz, em que são distribuídos folhetos com uma linguagem clara, simples e prática, abordando as vantagens, a higiene e a limpeza na produção da sua pamonha. Este empresário já possui vários carros utilitários, circulando pelas ruas da cidade, sendo este, um dos seus maiores instrumentos de comunicação e divulgação da sua marca. Já criou um sistema de delivery para a comercialização do seu produto e implantou, recentemente, um esquema de e-mail marketing para promover o seu serviço.
Outro grande exemplo que me vem à mente é a loja de restauração de móveis, manutenção, consertos e produção de cortinas e capas para estofados. Os contatos diretos, rápidos, objetivos e cumprimento nos prazos são seus maiores diferenciais de comunicação e motivo de divulgação a serem enfatizados na propaganda boca-a-boca pelos seus clientes, sendo a prova efetiva de uma boa experiência de compra dos serviços prestados. Este lojista trabalha de forma a facilitar o relacionamento com seus clientes e sua agilidade chega a ponto de, com um simples telefonema, se obter o orçamento em menos de meia hora. Seu portfólio de apresentação dos produtos prestados se resume a um bem montado álbum de fotografias, com depoimentos, endereço e fone para contato dos clientes que utilizaram os seus serviços e fizeram uma estratégia de comunicação de testemunhal, atestando assim, a satisfação com relação aos serviços prestados.
Em suma, atualmente, 2% a 3% do faturamento destes empresários são direcionados às atividades de comunicação que podem ser um anúncio, um imã, a tele-atendente, o carro adesivado, o folheto e o relacionamento humano que é imbatível, pois continua sendo a ferramenta de comunicação mais utilizada que é a venda pessoal.
|
|
| |
|
| |
Kátia Martins Valente, Professora do MBA Executivo ESPM e gerente de Comunicação e Marketing da ADVB. Fonte: www.espm.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Os 7 hábitos das empresas altamente eficazes em serviços
Os 7 hábitos aqui comentados numa analogia aos 7 Hábitos das Pessoas Eficazes, de Stephen Covey, se concentram no segundo termo- serviços-, cuja característica predominante é a sua intangibilidade. É o pacote de benefícios para o consumidor.
Por Gilberto Cavicchioli
Não é de hoje que a concorrência entre empresas prestadoras de serviços tem se intensificado, seja qual for o segmento de atuação no mercado. Além disso, os avançados processos e soluções tecnológicas são insuficientes para garantir uma posição de vantagem competitiva duradoura.
Serviços diferenciados, geralmente rápidos, ou melhor, no tempo do cliente e de eficiência reconhecida, são incorporados como parte integrante do total de ofertas, em que todo produto se torna a soma de um bem tangível acompanhado de serviços.
Produto = Bem + Serviços
Os 7 hábitos aqui comentados numa analogia aos 7 Hábitos das Pessoas Eficazes, de Stephen Covey, se concentram no segundo termo dessa simples equação aritmética –os serviços, ou melhor, aquilo que adiciona valor.
À medida que os mercados se tornam globalizados, mais próximos e competitivos, o desenvolvimento de produtos torna-se mais fácil com qualidade e preços equivalentes. Resta trabalhar o termo serviços, pois os produtos com suas características tangíveis
tornam-se customizados.
Dados recentes mostram que em países desenvolvidos a evolução da população em idade ativa, por ramo de atividade, aponta para a ocupação de aproximadamente 65% da população ligada a serviços. Atividades agrícolas bem como industriais somadas não atingem 30%.
Resta, portanto, diferenciar-se por meio do ataque à característica predominante em serviços que é a sua intangibilidade, ou seja, algo que não poder ser tocado, que não resulta na propriedade de nada. É o pacote de benefícios para o consumidor. Vamos aos 7 hábitos.
1-) Ser íntegro: É ter coragem e autodisciplina. Coragem para reconhecer seus pontos fracos em relação à concorrência, tentar aprimorá-los contando com clientes internos empáticos, motivados e clientes externos alinhados com as estratégias da empresa ou do negócio.A autodisciplina é a determinação para alcançar metas traçadas no sentido das melhorias na qualidade daquilo que o cliente mais valoriza.
2-) Ser flexível: É estar aberto ao novo, ao inesperado com a visão de que o imprevisto em serviços deve ser previsto, discutido e encaminhado para solução com rapidez. Fazer o cliente entender o problema é considerado o maior desafio.
3-) Ser comunicativo:A comunicação ou inteligência lingüística é o que suporta a sincronização na seqüência de serviços ofertados ao cliente. Num restaurante, por exemplo, desde as atitudes do manobrista à cordialidade de ser acompanhado até a mesa e o atendimento atencioso são atos aparentemente pequenos mas que causam ótima impressão desde que desempenhados com naturalidade, interesse honesto, cortesia e bom senso.
4-) Ser confiável: Poderia vir como o hábito número 1, pois em serviços não há test-drives a serem realizados ou porções de comida a serem degustadas. Não dá para experimentar antes. É confiar ou nada. Vender serviço é antes de tudo vender uma promessa. A confiança cria um reservatório de boa vontade no cliente que em momentos difíceis proporcionará oportunidades para retomar, reconstruir, refazer e até ampliar negócios.
5-) Ser de qualidade: A qualidade de um serviço é determinada pelo quociente entre qualidade recebida e qualidade esperada. Quanto maior a qualidade recebida pelo cliente em relação à sua expectativa, mais satisfeito ele ficará. O conceito de qualidade está muito atrelado às percepções do consumidor de serviços na hora da entrega do serviço. Essa hora é denominada como “hora da verdade” é o momento da oportunidade de demonstrar seu papel. Um momento após, essa oportunidade já se foi e as percepções do cliente poderão estar completamente alteradas e dispersas. Dica: Não prometa demais, não crie muita expectativa. Inicie com o trivial e depois surpreenda.
6-) Surpreender : Envolve o conhecimento do prestador de serviço do seu mercado alvo, seus clientes ativos, potenciais e de sua própria estrutura de serviços. É elevar-se e observar a situação vista de cima e colocando-se no lugar do cliente, tentando compreendê-lo em suas atividades e não julgá-lo. Vale observar que nem mesmo o cliente, muitas vezes, sabe ao certo o que irá surpreendê-lo e se soubesse não seria surpresa. A surpresa estará sempre relacionada a observações pessoais captadas do cliente em momentos que ele jamais esperaria ser atendido, ou melhor, surpreendido. Surpreender o cliente requer desenvolver a capacidade de entender
como o cliente entende e dar-lhe a solução, o feedback, o encaminhamento.
7-) Ser de serviço: É querer acima de tudo, prestar serviço. Atender, ser útil, facilitar, agregar valor a algo para torná-lo diferenciado. Ter clareza e simplicidade diante das dificuldades, antever situações, transmitir segurança sincera, trabalhar em equipe e finalmente conseguir fazer seu cliente ganhar tempo. Não há forma mais adequada de valorizá-lo e provocar reações positivas. |
| |
|
| |
Gilberto Cavicchioli, Professor da ESPM nas disciplinas Gestão de Pessoas e Marketing de Serviços- fonte: newsletter da ESPM- www.espm.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
A Guerra entre Davi e Golias
Antes se dizia que as pequenas deveriam aprender comas grandes, hoje já temos valiosas lições de pequenas e médias empresas que precisam ser observadas pelas marcas tradicionais.
Por Fábio Luciano Violin
De que lugar vem o primeiro tiro... A concorrência entre empresas atualmente ganhou uma perspectiva diferente da tradicionalmente conhecida. Anteriormente as linhas e divisões eram bem mais claras e definidas, hoje, o difícil é saber de que lugar o tiro vai partir.
Se analisarmos com calma chegaremos a conclusão que anteriormente os maiores concorrentes na área de gravadoras eram bem definidos, tínhamos a Universal disputando espaço com a BMG, que também disputava fatias de mercado com a Som Livre e assim por diante.
Pepsi e a Coca-Cola, uma representava a principal concorrente da outra. Entre os bancos era a mesma coisa, o Bradesco disputando espaço com a Caixa, com o BB entre outros.Tínhamos a Zoomp concorrendo com a Levi’s, que também concorria com a Fórum.
Analisando a faixa de concorrentes reais e potenciais pode-se perceber que a disputa por mercado é muito mais ampla. A probabilidade de que uma empresa seja atacada por concorrentes menores é mais forte se considerado a grande quantidade de empresas emergentes que vem surgindo além das já conhecidas e tradicionalmente reconhecidas.
Hoje a Sadia e a Perdigão disputam espaço com pequenas e médias empresas regionais, que em muitos casos possuem não notoriedade das marcas tradicionais, mas uma possibilidade de flexibilização em sua linha de produtos e serviços no atendimento aos consumidores que não podem ser desconsideradas.
As conhecidas “tubainas” aos poucos vieram ganhando participação de mercado e ocupando espaço nos pontos de vendas , sua participação gira em torno de mais de 20% do mercado atualmente além do crescimento dos não gasosos. Ora, se elas ocupam este espaço, alguém o perdeu.
Gravadoras vem concorrendo com os cd’s piratas e a internet, numa briga as vezes até injusta. As grandes empresas da moda disputam o consumidor com pequenas facções e marcas regionais, e os exemplos poderiam prosseguir por diversas linhas.
No entanto, o que é importante perceber é que a diferença em termos de qualidade de produtos e serviços vem diminuindo com o passar do tempo, anteriormente as grandes marcas possuíam sua notoriedade advinda de seu poder de penetração de mercado principalmente através da marca e qualidade dos produtos e serviços.
Com o passar do tempo o acesso a tecnologia e a profissionalização das empresas de menor porte conseguiram mostrar que a dança não é somente entre os grandes, o pequeno também procura (e vem encontrando) seu par para a valsa.
Os concorrentes emergentes (geralmente pequenos e médios) vem ocupando um espaço anteriormente não imaginado, ao irmos as compras nos supermercados podemos encontrar as marcas tradicionais dividindo espaço com os pequenos.
Existe uma tendência latente de que tais concorrentes emergentes consigam personalizar de forma mais contundente sua forma de atuação junto aos varejistas e por conseqüência estar freqüentemente disponível nos pontos de venda. A princípio esta relação se dava em função do preço mais baixo, hoje já podemos perceber que existem outros atributos oferecidos e que vem impactando contra a venda dos grandes como por exemplo o tempo de entrega, os prazos e condições oferecidos, os serviços de pós-venda entre vários outros.
Anteriormente os pequenos e médios não possuíam ao menos planilhas de custos detalhadas, hoje já encontramos empresas destes portes com uma bem delineada estratégia competitiva, muito mais refinada do que a 3, 4 ou 5 anos atrás.
Diversas destas empresas emergentes vem conseguindo aproveitar a potencialidade e disponibilidade de matérias-primas e componentes regionais em favor da diminuição de custos e ganhos de tempo, aproveitando as diferenças em termos de impostos e repassando para seus produtos e tornando-os mais atraentes doq eu anteriormente eram.
Antes se dizia que as pequenas deveriam aprender comas grandes, hoje já temos valiosas lições de pequenas e médias empresas que precisam ser observadas pelas marcas tradicionais.
As fronteiras atuais da concorrência nunca foram tão amplas e fragmentadas.Algumas lições que os grandes deveriam considerar atualmente incluem:
- Personalização no atendimento;
- Flexibilização de faixas de preços e prazos;
- Diferenciações regionais;
- Formação de parcerias com clientes e revendedores;
- Mudanças no comportamento do consumidor e seus níveis de exigência;
Sem medo de dizer bobagem pode-se afirmar que nos dias de hoje não é o grande que engole o pequeno...É o mais rápido que toma espaço do mais lento.
Com isto não se quer afirmar que as grandes estão condenadas, ou que irão acabar, o que se quer dizer é que as fronteiras da competição não são mais delimitadas pelo tamanho e sim pela capacidade de adequação com o mercado.
Além do que não é mais privilégio das grandes a profissionalização, os custos rigorosamente controlados, o planejamento estratégico e mercadológico, a logística e as características de produtos e serviços.
O fato é, na briga entre Davi e Golias, não dá para arriscar um palpite realmente certo a respeito do vencedor.
|
| |
|
| |
FÁBIO LUCIANO VIOLIN, Mestre em Estratégias e Organizações – UFPR
Fonte: www.portaldomarketing.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Indenização por danos. Juiz determina seqüestro de dinheiro do PCC
Fonte: www.conjur.com.br
O seqüestro de R$ 162 mil da conta de um dos integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) deve ser feito para o pagamento de indenização à família do bombeiro Alberto Costa, morto durante a onda de ataques no mês de maio em São Paulo. A determinação é do juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo.
De acordo com o promotor Raul de Godoy Filho, um dos autores da ação, essa é uma medida inédita. O pedido foi anexado na Ação Penal ajuizada há cerca de um mês contra cinco integrantes do PCC pela execução do crime.
Entre os acusados estão Marcos Camacho, o Marcola, apontado como líder da organização e mandante do crime, e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola. Há ainda um outro acusado, conhecido como “Mascote”, também apontado como executor do crime.
O dinheiro foi encontrado pelo Deic — Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado. O pedido dos promotores teve como base o artigo 132 do Código de Processo Penal. Pela regra, “proceder-se-á ao seqüestro dos bens móveis se, verificadas as condições previstas no artigo 126”. O artigo 126 prevê: “para a decretação do seqüestro, bastará a existência de indícios veementes da proveniência ilícita dos bens”.
Segundo o promotor, o valor será depositado em uma conta judicial. No final do processo penal, a família tem de entrar com Ação Civil para receber a quantia. “Mesmo com todo esse trâmite, a medida é bem rápida. Funciona como um alvará, por exemplo. Não tem enorme quantidade de burocracia. A medida quase nunca é utilizada, mas é absolutamente legal. Por isso, obtivemos sucesso”, disse. Os advogados que defendem os acusados podem recorrer. |
| |
|
| |
Revista Consultor Jurídico, 3 de agosto de 2006- por Priscyla Costa, é repórter da revista Consultor Jurídico- Fonte: www.conjur.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
|
| |
| |
Indução ao erro. Empresa é condenada a pagar tratamento de câncer
Fonte: www.conjur.com.br
Se o consumidor não tiver plena consciência da restrição, é abusiva a cláusula de seguro de saúde que cobre de forma parcial o tratamento de doença grave. Com esse entendimento, a 22ª Vara Cível de São Paulo condenou a Bradesco Saúde a pagar todo o tratamento de câncer de uma segurada. Cabe recurso. Esta não é a primeira vez que a empresa é condenada por cláusulas abusivas em seus contratos.
Em 2004, a segurada descobriu que tinha de câncer de pulmão. Ela teve de se submeter a uma cirurgia e diversos tratamentos. O plano de saúde se recusou a reembolsar o valor total dos gastos. Em outra ação, a segurada conseguiu parte do montante que pagou pelos procedimentos. A sentença proferida fundamentou que o contrato traz interpretação dúbia ao consumidor, “induzindo-o em erro”. Segundo ele, o contrato deixa claro que há cobertura para câncer. No entanto, “a restrição de reembolso atinente ao pós-operatório não esclarece se o tratamento ofertado é o suficiente para o caso em questão, nem se há outro tipo de opção”.
O juiz afirmou que a redação das cláusulas leva o consumidor a acreditar que terá cobertura para tratamento de doenças graves como o câncer e na verdade isso não ocorre. Ele concluiu que a Bradesco Saúde não deixou claro à segurada que a cobertura seria parcial.
Diante da ameaça de sobrevivência da segurada, o juiz entendeu que a persistência do contrato seria “despropositada e absurda”. Ele entendeu que os contratos de saúde não podem se comparar àqueles direcionados apenas pela lógica do lucro. “Nele está em jogo a vida das pessoas, que é o valor primeiro e do fundamento último de toda ordem jurídica”, afirmou.
|
| |
|
| |
Revista Consultor Jurídico, 3 de agosto de 2006- por Lilian Matsuura, é repórter da revista Consultor Jurídico- Fonte: www.conjur.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Exclusão de paternidade. Erro em exame de DNA gera indenização de R$ 67,5 mil
Fonte: www.conjur.com.br
O laboratório que falha na prestação de serviços e exclui categoricamente a paternidade, sem ressalvar que existe uma margem de erro, deve indenizar o cliente por danos morais. O entendimento é do juiz da 30ª Vara Cível de Belo Horizonte que condenou um laboratório a pagar R$ 67,5 mil por danos morais por erro em exame de DNA. Cabe recurso.
De acordo com os autos, o exame foi feito extrajudicialmente em comum acordo pelo casal envolvido no conflito. O laboratório concluiu pela exclusão da paternidade. Após esse resultado, o pai da menor entrou com uma representação criminal contra a mãe. Alegou que ela pretendia extorquir dinheiro dele, o que aumentou os desgastes entre o casal.
A autora, certa de ser ele o pai de sua filha, ajuizou ação de investigação de paternidade. Foi feito novo exame de DNA, em outro laboratório, e reconhecida a paternidade. A mãe conseguiu pagamento de pensão na Justiça.
Danos: Na Justiça, o laboratório alegou a prescrição do prazo para reparação do dano moral, já que o exame foi feito em 1996. Ressalvou que deveria ser responsabilizado apenas para as etapas feitas dentro de suas instalações. A coleta, identificação e envio das amostras foram feitas em outro laboratório. Afirmou, ainda, que após a entrega do laudo ao laboratório que o contratou, disponibilizou-se a fazer nova coleta e repetir o exame. Somente compareceu o pai na ocasião, apesar de mãe e filha terem sido contatadas.
O juiz explicou que a prescrição não corre contra menores e ainda que assim não fosse, o prazo só começaria a contar após as autoras terem tomado conhecimento do resultado do exame, o que aconteceu em 5 de agosto de 1997. Acrescentou que mesmo que o laboratório tenha sido subcontratado cabe a ele responder pelos danos, já que a responsabilidade civil só pode ser excluída se ele provar que o dano não teve como causa um defeito no serviço ou que se deu por fato exclusivo da vítima ou de terceiro.
Já a indenização patrimonial pretendida pela autora foi negada pelo juiz. Segundo ele, não há nos autos provas de que, caso o resultado tivesse sido positivo, teria o pai passado a prestar, voluntariamente, a pensão alimentícia. O juiz também negou o pedido da autora de que o laboratório teria de se retratar em uma revista de grande circulação. |
| |
|
| |
Revista Consultor Jurídico, 30 de junho de 2006
Fonte: www.conjur.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Mercado negro. Máfia negocia cadáveres com atestado de óbito
Fonte: www.conjur.com.br
Não é de hoje a trapaça. Desde os anos 70 há suspeita de ilegalidade em doações de corpos para faculdades de medicina de todo o País. Para quem quer burlar a fila de transplante do SUS — Sistema Único de Saúde, há um mercado negro para venda de órgãos retirados de pessoas vivas e mortas.
A “Máfia dos Corpos” negocia a venda de cadáveres, com atestados de óbito e guias de sepultamento. As vítimas são, na maioria, pessoas humildes e pouco instruídas. A rede atua no transplante e na venda de órgãos e cadáveres. É muito maior do que se possa imaginar.
Há registros de inúmeros casos, como o de corpos humanos vendidos por 40 salários-mínimos. Até mesmo corpos de afogados que são preenchidos com serragem após a extração do coração, rins, pulmões, fígado e intestinos. Inclusive a pele de cadáveres é retirada.
A doação de órgãos entre vivos só pode ocorrer com autorização da Justiça. É permitido à pessoa juridicamente capaz dispor de tecidos, órgãos ou partes do próprio corpo vivo para fins de transplante, desde que seja de forma gratuita e que a doação não comprometa a saúde do doador.
O comércio de órgãos é considerado crime no país e motivo de preocupação da população. O Decreto 2.268/97 regulamentou a Lei 9.434/97, que dispõe sobre a Remoção de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano para fins de Transplante e Tratamento, estabelecendo critérios para as doações entre pessoas vivas e penalidades nos casos de comercialização de órgãos. Tem o objetivo de coibir qualquer tipo de transação com órgãos ou o exercício de pressões e constrangimentos sobre potenciais doadores.
A doação intervivos só pode ocorrer se tratar de órgãos duplos (caso dos rins), onde só um seria doado, e mediante autorização por escrito do doador endereçada ao Ministério Público.
A autorização para doar corpos de pessoas que tiveram morte natural é permitida por lei, sendo os termos de doação registrados em cartório. A venda de cadáveres é proibida.
Remover órgãos, tecidos ou partes do corpo em desacordo com a lei rende prisão de três a dez anos, no mínimo.
No Brasil há casos de transações de órgãos. Vez ou outra aparece alguém anunciando um dos rins nos classificados de jornais. Há até tráfico de órgãos. Entre 1991 e 1993, houve também exportação de rins de Montevidéu para hospitais de São Paulo, e de venda de cadáveres para faculdades de medicina do eixo Rio-São e Paulo-Minas. Atualmente, há uma rede interestadual de venda de cadáveres a instituições de ensino superior.
Entendo que o poder público deve ser alertado para essas irregularidades visto que agentes funerários abordam famílias consternadas na frente dos DML´s, intermediando o tráfico de órgãos e de cadáveres.
Em razão da gravidade das denúncias relativas ao tráfico de órgãos humanos e venda de cadáveres, não seria oportuno até a instalação de uma CPI? |
| |
|
| |
Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2006 , Luiz Fernando Boller: é juiz diretor do Foro de Tubarão (SC)- Fonte: www.conjur.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
|
| |
| |
| |
Buraco no caminho. Município deve indenizar seguradora por acidente
Fonte: www.conjur.com.br
Se o acidente de trânsito é comprovadamente causado por omissão do município, em conseqüência da péssima manutenção da via pública, ele é obrigado a indenizar. O entendimento é da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, que aceitou recurso da Vera Cruz Seguradora contra o município de Rio Verde. Cabe recurso.
O município foi condenado a pagar cerca de R$ 29,3 mil por danos materiais, referente ao valor desembolsado pela seguradora para cobrir despesas com reparos do veículo, corrigido até o ajuizamento da ação. Não é a primeira vez que o poder público é condenado pelas condições inadequadas em vias públicas.
O juiz da primeira instância da comarca de Rio Verde julgou o pedido improcedente e condenou a seguradora a pagar custas processuais e R$ 5 mil de honorários advocatícios.
A Vera Cruz Seguradora argumentou que o veículo envolveu-se em acidente de trânsito em razão de problemas existentes na via pública, que também estava sem a devida sinalização.
A turma julgadora do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás afirmou que a responsabilidade do município é objetiva, decidindo que houve omissão específica pela falta de correção e de sinalização, visto que o ente público deve responder pelos danos causados a terceiros, independentemente da prova de culpa.
|
| |
|
| |
Fonte: www.conjur.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
|
|
| |
|
|