|
| |
|
| |
Sintomas de Paz Interna. |
| |
 |
| |
Muitas pessoas tem, inadvertidamente, sido expostas à paz interna e é possível que isto tome tais proporções que se torne uma epidemia.
Uma epidemia de paz interna pode ser um sério risco, para o que tem sido, até agora uma estável condição de conflito, nas empresas e no mundo. Fique vigilante!
Alguns sintomas de paz interna são:
Uma tendência a pensar e agir de forma espontânea ao invés ter reações baseadas em medo e em fatos do passado.
Uma tendência a realmente aproveitar e viver o momento presente
Uma falta de vontade e interesse em julgar os outros
Uma falta de vontade e interesse em julgar a si mesmo
Uma falta de vontade e interesse em interpretar as ações dos outros
Uma falta de capacidade para se envolver em conflitos
Uma perda da capacidade de se preocupar (Este é um sintoma muito sério)
Freqüentes ataques de sorriso
Aumento da sensibilidade /suscetibilidade ao amor dos outros e uma vontade incontrolável de amar a todos
Cuidado: Se você vem experimentando um ou mais dos sintomas acima , por favor fique avisado, que você está contaminado por paz interna e que esta contaminação pode estar num estágio tão avançado que não tem mais cura.
Ainda, se você esteve exposto a alguém com um ou mais destes sintomas, permanecer exposto é por sua conta e risco.
|
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
O talentoso e o genial |
| |
 |
| |
Um dia, Arthur Shopenhauer saiu-se com esta: “Ter talento é acertar num alvo que ninguém acertou. Ser gênio é acertar num alvo que ninguém viu”. É claro que o velho filósofo alemão estava falando dele mesmo, mas sua observação se aplica a qualquer área e a qualquer tempo. Schumacher é talentoso, Senna era gênio; Mel Brooks era talentoso, Woody Allen é gênio; Álvaro Siza é talentoso, Oscar Niemayer é gênio; Tom Peters é talentoso, Peter Drucker era gênio, e por aí vai.
No dia a dia do trabalho, dentro das empresas, é raro que alguém seja qualificado como gênio, já os talentosos são encontrados com mais facilidade. Ser um talento é investir no desenvolvimento pessoal para alcançar o alto desempenho, ser um gênio é estar permanentemente preocupado com o desenvolvimento pessoal apesar do bom desempenho. O talentoso aumenta o resultado da empresa, o genial cria novas maneiras de aumentar ainda mais o resultado. O talentoso tem as respostas corretas, o genial faz as perguntas certas. O talentoso supera, o genial extrapola. O talentoso tem o emprego garantido, o genial tem a carreira garantida.
Entre os líderes, há os talentosos e os geniais. Se alguém não for nem uma coisa nem outra, não será um líder, no máximo um chefe. É preciso ter, no mínimo, talento para liderar pessoas em direção a um destino, mas quando o líder é gênio, as coisas se movem com uma energia que, além de imensa, parece inesgotável. Líderes geniais colocam o futuro no presente com a facilidade de uma máquina do Spielberg, este, um cineasta genial. Fazem com que as pessoas desdenhem as dificuldades momentâneas em nome de um objetivo a ser alcançado em um tempo futuro. O psicólogo Viktor Frankl liderou seus companheiros de Auschwitz em direção a uma realidade futura, porque a realidade presente era dura demais para ser suportada, e ninguém tinha o poder de mudá-la. Mas a realidade futura, esta sim, podemos construí-la de acordo com a nossa vontade, afinal, ela só existe em nossa cabeça, pelo menos por enquanto. Com isso ele salvou seus companheiros da depressão e da morte, pois viviam em função dessa realidade futura, que lhes pertencia por direito de criação. Coisa de gênio.
Líderes geniais não trabalham com metas a serem atingidas, mas com causas a serem respeitadas. William Wallace, o herói escocês que liderou os camponeses a defender a pátria da invasão inglesa, não se referia às terras que tinham que ser preservadas, mas à liberdade que não podia ser perdida. A terra é uma propriedade, a liberdade é uma essência, e as pessoas precisam de causas para justificar sua existência. Em um mundo carente de valores, causas são artigo de luxo. Mas o líder genial sabe pintar o bonde da meta empresarial com as cores da causa existencial.
|
| |
|
| |
Texto publicado sob licença da revista Você SA, Editora Abril.
Fonte: www.vocesa.com.br |
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Como obter comprometimento |
| |
 |
| |
Não combina muito comigo, mas meu primeiro emprego foi em um banco. Eu era ainda um garoto, totalmente despreparado para a vida, principalmente para a vida bancária, organizada, metódica, exigente. Mas valeu, porque hoje, não tenho duvidas quanto ao poder pedagógico dessa experiência.
Tirei desse tempo vários aprendizados, inclusive o de que não era essa a vida que eu queria para mim. Um de meus mestres, naquela escola de disciplina, foi o senhor Edson, o contador, protótipo do “guarda-livros”, que era como se chamavam os contabilistas antigamente. Era quase totalmente calvo, usava óculos na ponta do nariz e costumava guardar um lápis acomodado sobre a orelha direita, mesmo sem nunca utiliza-lo. Não aprendi com ele contabilidade, mas fiquei sabendo o que significa comprometimento:
- Menino, você só vai fazer bem feito um trabalho se estiver comprometido com ele – disse-me certo dia, severo.
Na ocasião eu não avaliei a profundidade de seu conselho, mas é evidente que o ele queria dizer, é que eu não estava correspondendo à sua expectativa, que eu era inadequado para a função e que devia repensar minha opção de ser bancário. Sábio conselho. De fato, eu não estava comprometido porque não era o que eu realmente queria fazer.
Ao longo de minha vida voltei a me encontrar várias vezes com o tema do tal comprometimento. Uma ocasião muito mais grave foi quando recebi um fora de uma namorada que resumiu assim a causa do rompimento:
- Você simplesmente não está comprometido com o nosso namoro.
Será que ela disse isso só porque eu preferia, no domingo à tarde, ir ao futebol com meus amigos do que ir ao cinema com ela? Ou porque eu me atrasava para nossos encontros tendo, inclusive, esquecido de um deles por ter ficado lendo um livro novo? Suprema incompreensão...
Questão de dedicação:
Os dois exemplos acima mostram situações em que eu não estava comprometido com a relação, seja de trabalho, seja de namoro, mas é claro que eu também coleciono passagens em que estive profundamente comprometido, tanto com atividades quanto com pessoas. E foram estas as ocasiões em que eu fiz coisas que deram certo e que valeram a pena.
Quando eu era garoto, o Paraná pegou fogo. Uma longa estiagem secou os campos e alguns pequenos focos de incêndio acabaram por se transformar em uma tragédia de grandes proporções. A fumaça e a fuligem chegavam até Curitiba, sujavam as ruas a faziam os olhos das pessoas ardere. Eu estudava no Colégio Bom Jesus e fazia parte do grupo escoteiro. Um professor, que também era chefe escoteiro, convocou todos os jovens a fazer alguma coisa a respeito da tragédia de nosso Estado. Movidos pelo respeito que tínhamos pelo professor e pelo senso de responsabilidade que ele foi capaz de despertar em todos nós, fomos à luta.
Constituímos uma força-tarefa e saímos pela cidade conseguindo doações de roupas, remédios e mantimentos, e também criamos um albergue para as crianças que eram enviadas para a cidade pelos pais que permaneciam tentando salvar suas propriedades. O resultado impressionou até o governador, que mais tarde se referiu ao “espírito de comprometimento” daqueles jovens estudantes, com a causa da reconstrução das regiões atingidas pelo incêndio. Sinto orgulho daquilo. Muitos anos depois, trabalhando como consultor de empresas, volto a me deparar com o fenômeno do comprometimento, pois, assim como aquele contador e o chefe escoteiro, os gestores modernos estão interessadíssimos em formar equipes com pessoas comprometidas. Então surge a pergunta de um milhão de reais: afinal, é possível entender o fenômeno do comprometimento, e providenciar que as pessoas se comprometam com uma causa, uma missão, um trabalho ou mesmo com uma relação?
Então vamos direto ao “segredo do mistério”. Ainda que haja variações, as pessoas costumam responder favoravelmente a alguns fatores de que determinam o comprometimento. Os principais são cinco: a admiração, o respeito, a confiança, a paixão e a intimidade.Se existirem essas cinco condições básicas, o comprometimento será mera conseqüência. Se um casal com problemas de relacionamento procura um terapeuta especialista, verá que ele não questionará o comprometimento em si, e sim as cinco condições acima, pois se uma delas estiver deficiente, prejudicará o comprometimento que sustenta o casamento.
E essas condições, que sustentam a relação entre duas pessoas também garantem a boa relação das pessoas com a empresa onde trabalham, com uma instituição com que colaboram, com um grupo de amigos de final de semana, com a igreja que freqüentam, com o time para quem torcem, e assim por diante.
Uma análise cuidadosa nos remete a uma situação circular: uma relação só vale a pena se as partes estiverem verdadeiramente comprometidas com ela; e as pessoas só se comprometem com uma relação, se ela valer a pena.
A relação Eu – Tu:
Com algumas variações, este tema já foi abordado antes por vários pensadores interessados na alma humana. Um deles foi o austríaco Martin Buber, que morreu em 1965, e deixou uma obra comumente chamada de “a filosofia do diálogo”. Segundo ele, as relações humanas acontecem baseadas em princípios que originam dois tipos básicos, que podem ser denominados relações do tipo Eu-Tu, ou do tipo Eu-Isso. No primeiro caso, há verdadeiro comprometimento entre as pessoas envolvidas, no caso, eu e tu. No segundo, a relação é impessoal, e não gera o comprometimento verdadeiro.
Buber não é um escritor conhecido do grande público. Nasceu em Viena em 1878 e foi criado pelo avô Solomon, um importante estudioso de hebraico. Martin escreveu mais de oitenta livros, especialmente sobre o hasidismo, um movimento judeu do século 18, e que é inspirado na cabala. Entre seus livros, o mais conhecido chama-se exatamente Eu e Tu. Apesar de ser quase restrito a meios acadêmicos, esse livro está relacionado entre os cem livros mais influentes de toda a história da literatura. Ele alerta para o fato de que uma relação do tipo Eu-Tu corre o risco de virar Eu-Isso se não houver investimento sério em sua manutenção. E, nesse investimento, duas práticas são fundamentais: saber ouvir e saber receber. Como essas qualidades estão em baixa – o mais comum é saber falar e saber pedir – na sociedade contemporânea assistimos a um crescimento exponencial de relações do tipo Eu-Isso. Já em 1920 Buber alertava para o risco da falta de espaço para as relações Eu-Tu, provocado pela despreocupação crescente com a qualidade do diálogo.
Bem mais perto de nós, no tempo e no espaço, Vinicius de Moraes, escreveu seu “Soneto da Fidelidade”, e explicou o que é a essência da relação Eu-Tu, ou ainda, a essência do comprometimento: “Que não seja imortal, posto que é chama,Mas que seja infinito enquanto dure”
O poeta tocou no ponto certo. Comprometimento não é construir relações eternas, mas relações infinitas; e se a relação for infinita, então terá chance de ser eterna.
Os laços do comprometimento
- A admiração. Sentimento gostoso de sentir e de provocar. Fundamental para qualquer tipo de relação, a admiração provoca o desejo de permanecer junto à pessoa admirada ou de engajar-se em uma tarefa cujo resultado se admira. Não conseguimos permanecer ao lado de alguém que não admiramos nem sermos eficientes trabalhando em uma empresa cujos valores não provocam em nós nenhuma admiração.
- O respeito. Não há comprometimento sem respeito, e ele deve ser mútuo. Deriva da admiração, e dá o passo seguinte.
- A confiança. Só confiamos em quem admiramos e respeitamos. E só nos comprometemos com alguém se confiamos nele.
- A paixão. Esse sentimento surge com freqüência por alguém a quem admiramos, respeitamos e em quem confiamos. Fácil assim.
- A intimidade. Sim, pois queremos ficar ao lado, convivendo e misturando nossa vida com a pessoa por quem estamos apaixonados. E também podemos nos apaixonar por causas, empresas e, claro, times de futebol.
|
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Fazendo a diferença – ações individuais contam! |
| |
 |
| |
A história, a lógica, a matemática, a física e todas as outras ciências dizem a mesmíssima coisa: um simples gesto seu pode ser a gota d’agua.
Mergulhei de cabeça no tema e cheguei à conclusão que ações individuais contam sim, e muito, apesar da confortável observação de que “uma andorinha sozinha não faz verão”, que é irmã de outra, a “de nada adianta eu fazer minha parte se ninguém colabora”. Ou, ainda, “ninguém vai notar se eu cometer esta pequena infração” (versão luxuosa do “esconder a sujeira embaixo do tapete”).
Creio que encontrei pelo menos dois motivos para justificar minha conclusão. Vamos ao primeiro: São as ações individuais que desencadeiam as ações coletivas, que se transformam em comportamento generalizado
Sabemos que a humanidade vive em permanente estado de mudança. Comportamentos, valores, tecnologias, ética e moral, tudo que está relacionado com a vida do homem em sociedade tende a mudar em uma velocidade cada vez maior. O século XX é o século de toda a História em que mais mudanças ocorreram. E é nesse ponto que surge uma pergunta interessante: quem muda primeiro, o indivíduo ou a coletividade?
Se aceitarmos que o coletivo muda antes, explicamos facilmente as mudanças de comportamento de cada um de nós. Podemos dizer que o ser humano não gosta de ser diferente, em função do desconforto que isso provoca. Assim, tendemos a acompanhar a mudança do geral e, portanto, a mudança do individual deve-se à mudança do coletivo.
Mas, e a mudança do coletivo, deve-se a quê?
Não conseguimos explicar como é que o coletivo muda sem aceitar que haja um indivíduo para iniciar o processo. Ora, alguém, em algum instante, dá o pontapé inicial. Toda mudança do coletivo nasce de uma ação individual, que é absorvida pelo conjunto sem ser percebida - a não ser em poucas exceções. É por isso que ações individuais contam. Porque podem se transformar em ações coletivas. Mas, para que isso aconteça há pelo menos três pressupostos: a coragem, a persistência e a relevância.
Coragem porque o Homem, por princípio biológico, é um ser resistente a mudanças. Nosso instinto é o de resistir a toda atividade que consuma energia - até caminhar, se fosse possível. Mudar um comportamento exige, sim, uma dose considerável de coragem, pois quem muda está indo contra uma condição estável. Mudanças incomodam, pois exigem esforço pessoal de desacomodação.
Persistência porque as mudanças comportamentais não ocorrem de uma hora para outra. São incutidas através da repetição do estímulo. Você não assume um modismo como comportamento, a não ser que o mesmo seja persistente, quando então deixa de ser apenas modismo.
Relevância porque a coragem e a persistência serão toleradas e aceitas se o que se está propondo faça sentido, seja ético e moral. Propostas irrelevantes são as ilógicas ou as injustas, e só podem ser impostas pela força - como, aliás, aconteceu e continua acontecendo nos regimes totalitários de países, empresas, escolas ou famílias. Só que nestes casos o costume não persiste por muito tempo: ele acaba sendo substituído pelo estímulo de um membro da coletividade, alguém dotado de coragem, persistência e relevância.
Usando o mais simples dos exemplos, se você vive em um lugar onde as pessoas cultivam o habito de jogar pequenos lixos na rua, como papéis de bala e tocos de cigarro, você tem duas opções: entra no jogo do geral ou assume uma atitude individual de não sujar a rua.
Se você opta pela segunda, conseguirá, de acordo com as estatísticas, contaminar pelo menos uma pessoa. E a partir de então, serão duas a contaminar as demais e assim sucessivamente, até mudar o comportamento do grupo inteiro ou de sua maioria. Nesse caso, estiveram presentes a coragem de fazer diferente, a persistência para resistir à tendência à acomodação coletiva e a relevância, pois é óbvio que a higiene é um comportamento louvável.
Se a situação fosse invertida (você com o hábito de jogar lixo em um ambiente limpo), não conseguiria se impor: a coragem e a persistência não venceriam sem a relevância.
No reino da sincronicidade Um dos ensaios mais instigantes publicados por Jung (Carl Gustav, 1875–1961) recebeu o nome de “Sincronicidade: o Princípio das Conexões Acausais”. Trata do fato de que várias ações isoladas e simultâneas são encontradas com alguma freqüência, sem que haja ligação de causa entre elas. (Isso nos permite dar um salto além da teoria de que alguém, em algum instante, dá o pontapé inicial.)
Quando duas pessoas têm a mesma conduta porque estiveram em contato com o mesmo tipo de estímulo, ou causa, ocorre uma “conexão causal”, e a coincidência entre as condutas será facilmente justificada. Mas quando não há relação entre as causas que provocaram as condutas isoladas, falamos de “conexão acausal” É a “ligação pela significação”, como dizia Jung.
Na prática, encontramos com freqüência ações individuais que parecem sincrônicas pela semelhança, mas que encontram como causa, quem sabe, apenas o amadurecimento da humanidade. Isso proporciona o surgimento, aqui e acolá, de indivíduos que não se conhecem mas chegam juntos ao mesmo lugar, ou seja à mesma ação individual. Há polêmica a respeito da autoria de várias invenções, como a do avião, do rádio e da guitarra elétrica, e descobertas como a do vírus da AIDS, provavelmente por conta desse fator.
Voltando o filme, disse que encontrei dois motivos para acreditar que ações individuais contam. Vamos ao segundo motivo, que pode ser até mais relevante.
Ações individuais são respostas ao estado de consciência do indivíduo, tendo como pressuposto atender às suas próprias demandas morais.
Em outras palavras, as pessoas adultas, no sentido intelectual, emocional e moral, buscam atender a si mesmas e não dependem de agradar a outros nem de serem imitadas para encontrar a justificativa de seus atos. Fazem o que lhes parece melhor e certo. Se conseguirem contaminar os outros, ótimo. Mas têm, pelo menos, a certeza de estarem fazendo sua parte.
É interessante a visão kantiana (Immanuel Kant, 1724–1804) de que o Homem, mesmo na idade adulta, continua em sua menoridade se ainda depender da direção de outro indivíduo, ou da massa, para construir seu próprio entendimento das coisas e assim orientar sua conduta. Kant referia-se à importância da busca do “esclarecimento”, que segundo ele é a condição para sair da menoridade e ganhar o mundo. É a isso que também podemos dar o nome de autonomia responsável.
Abelhas e formigas têm uma preocupação instintiva com o coletivo. A espécie humana é mais complicada...
A espécie humana é formada por indivíduos fracos em sua anatomia. Não é difícil encontrar na natureza seres muito mais bem dotados do que nós, animais com vantagens competitivas como a força, a velocidade, o olfato, a visão, a capacidade de voar ou de permanecer muito tempo sem respirar ou comer. O Homem não tem nada disso, então descobriu cedo que sua força só pode ser retirada da coletividade. Podemos até encontrar alguns ermitões bem-sucedidos, mas em geral nos comportamos como seres coletivos, pertencemos à grei, ao bando, ao rebanho - ou, como parece melhor, à sociedade.
Mas não somos os únicos. Há centenas de outras espécies em sociedades muito bem estruturadas, e que dependem delas para continuar vivendo. Entre os insetos - aliás, os mais bem adaptados animais deste planeta - encontramos vários casos, como as formigas e as abelhas, apenas para ficar nos exemplos que todos conhecem. Entre elas não há hierarquia, apesar de haver divisão de trabalho, e não há recompensas pela produtividade nem punições pela falta dela. A preocupação com o interesse coletivo é instintiva. Cada indivíduo carrega em si a certeza de que sua participação individual é o melhor para a sociedade e para si mesmo. A força dessas espécies é a soma das ações individuais. Sem elas, desapareceriam.
A espécie humana é mais complicada, pois cada pessoa, ao executar uma ação, leva em consideração as ações dos demais. Não faz como a formiga, que tem certeza que as ações das demais serão tão colaborativas quanto a sua. A espécie humana joga com as probabilidades.
O certo - quem diria... - é não estar nem aí!Isso é tão forte que gerou uma teoria científica notável, a Teoria dos Jogos. Ela foi concebida pelos matemáticos Oskar Morgensterns e John Von Neumann, mas se tornou famosa após os trabalhos de John Forbes Nash Jr., cuja história foi transformada no filme Uma Mente Brilhante (direção de Ron Howard, 2001). Trata das opções que cada pessoa tem ao tomar uma decisão e praticar uma ação individual. Resumindo, a pessoa sempre pode fazer algo de acordo com a expectativa do conjunto, ou pensar apenas em seu próprio interesse. No primeiro caso estará “colaborando”, no segundo estará “desertando”, o que é especialmente preocupante quando cria prejuízo ao conjunto.
Tomando de novo o mais simples dos exemplos, se eu não sujar o chão, estarei colaborando; se sujar, estarei desertando. Mas se eu achar que a maioria das pessoas vai desertar, passo a achar que minha colaboração terá pouco valor. Então eu deserto também. Está claro que se todos pensarem assim, o mundo será um lugar cada vez mais difícil de se viver. O empresário sonega impostos porque considera que o governo cobra impostos em demasia. O governo cobra muitos impostos porque leva em consideração que a sonegação existe e continuará existindo.
Teríamos que aprender com as formigas e com as abelhas. O certo seria eu não estar nem aí com as ações das demais pessoas. Mas não por ser alienado, e sim por ter a convicção de que essas ações serão as mais corretas, e que condizem com meu entendimento maduro do mundo, meu “esclarecimento”. Ocorre que esse tipo de ação consciente invariavelmente beneficia o conjunto, o que certamente reverte a meu favor. O círculo se fecha.
Mas o Homem não é um inseto. Tem um cérebro, um órgão espetacular que cria alternativas infinitas. Nessa criação, o cérebro às vezes complica. Portanto, é preciso parar e pôr a bola no chão: dependemos do amadurecimento da sociedade, o que por sua vez demanda que cada indivíduo saia da menoridade. Compreenda isso antes de mais nada para seu próprio bem, mas leve em conta que o mundo todo lhe ficará eternamente agradecido.
|
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
QUALIDADE DE VIDA: Estressado, Eu...... Imagine!! |
| |
 |
| |
Doze Dicas Anti-Estresse:
1. Faça intervalos de 5 minutos durante o seu dia.
Sente-se, feche os olhos e relaxe. Respire fundo , ainda de olhos fechados imagine uma flor desabrochando, lentamente, pétala por pétala , não tenha pressa , 5 minutos é bastante tempo. (as empresas fazem seu comercial na TV em 90 segundos) respire fundo , espreguice, force um bocejo .
Você irá se sentir mais relaxado e não tão sobrecarregado, aumentando sua capacidade de concentração e de conseguir mais em menos tempo.
2. Chegue 10 minutos adiantado.
Você terá tempo para relaxar e preparar-se para o seu compromisso. Além de mostrar respeito pelo tempo do outro.
3. Mantenha limpa a sua mesa
Crie um sistema que mantenha sua mesa sem pilhas de papel. Chegar no escritório e encontrar a sua mesa cheia já te deixa estressado no começo do dia. Manter seu ambiente de trabalho limpo e arrumado reduz distrações e libera sua mente.
4. Crie uma iluminação.
Compre uma lâmpada de mesa, se for necessário, e instale-a em seu escritório. Isto te dará a oportunidade de mudar o tipo de iluminação de vez em quando durante o dia. Luz central para reuniões, luz direta para leitura; esta mudança ajuda a relaxar.
5. Perfume o ambiente.
Algumas pessoas sentem se mais relaxadas num ambiente levemente perfumado. Se for seu caso, coloque uma gota do seu perfume predileto na lâmpada de cabeceira antes de ir dormir e acenda-a por alguns minutos. Você irá dormir melhor.
6. Exercite-se.
Esta dispensa comentários, se você não cuidar de seu corpo ele não fornecerá a energia que você precisa.
7. Administre-se.
Melhor administrar você mesmo do que tentar administrar o tempo. Você não pode mudar a quantidade de horas do dia, mas você pode mudar sua forma de organizar-se , estabelecer prioridades, comunicar-se... Quando você se administra, você cria tempo para você.
8. Assuma a responsabilidade pela sua vida.
A vida que você leva hoje é... resultado de escolhas que você fez. Assumindo a responsabilidade pela sua vida você percebe que você pode fazer outras escolhas.
9. Aprenda a dizer “Não”
“Não” é uma frase completa. Mas, se for difícil, no começo, você pode usar “Não, meu tempo esta comprometido com outra pessoa”. Fomos educados a dizer “Sim”, mas podemos aprender a dizer “Não”, isto requer prática , mas aceitar que ninguém consegue agradar a todo mundo o tempo todo irá reduzir a pressão que você mesmo coloca sobre você.
10 . Recompense você mesmo.
Escolha, antes de começar, qual será sua recompensa quando você chegar lá, especialmente quando conseguir ultrapassar um obstáculo. Prêmios nos encorajam, mantém nossa perseverança e nos foca no sucesso.
11. Almoce com amigos.
Uma vez por semana marque um almoço com ex-colegas de escola ou do trabalho, só para lembrar os velhos tempos. Além de fortalecer seu networking a certeza de que você tem uma rede de suporte ajudará nos momentos mais tensos.
12. Contrate um(a) massagista.
Antigamente, massagem era só para milionários, com o nível de estresse diário que enfrentamos massagem tornou-se uma necessidade, se você pode gastar R$30,00. Você pode ter um(a) massagista. |
| |
|
| |
Fonte: www.pro-fit-rh.com.br
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Como VOCÊ lida com DINHEIRO? |
| |
 |
| |
“Uma diretora financeira de grande empresa nacional, 45 anos de idade, tinha grande sucesso profissional, mas era um desastre na sua vida financeira pessoal, sempre sem dinheiro.”
- É possível isso?
- Além de ser possível, é até muito comum. Esta diretora descobriu que na infância havia “copiado”, inconscientemente, o “modelo de pobreza” da mãe, que distribuía tudo o que tinha para seus filhos e familiares, ficando sem nada para si mesma. Trouxe à consciência este “registro”, aprendeu a deletá-lo e criou uma estratégia financeira adequada ao mundo de hoje. Poucos meses após, estava plena e feliz com os resultados financeiros pessoais, afetivos e emocionais da nova vida. Não é milagre!
A forma que você lida hoje com o dinheiro expressa a sua maneira de viver. Esta forma tem raízes profundas na própria formação da sua pessoa, da sua forma de ser.
Você criou sua primeira estratégia de vida, e por consequência, sua primeira estratégia financeira antes da “idade da razão”, ou seja, antes dos 7 anos. E se você não está contente com sua vida financeira atual, é bem provável que você continue com aquela antiga e infantil estratégia financeira.
Dinheiro se baseia na pura emoção infantil
O critério infantil é emocional e funciona numa escala simples de dois pontos opostos:
- Satisfaz ou Não satisfaz
- Dá prazer ou Não dá prazer
Você criou seu “modelo” de lidar com o dinheiro sentindo como sua mãe (ou a pessoa que fez o papel de mãe) se relacionava com o dinheiro, através de: sentimentos, gestos, palavras, e principalmente, através dos resultados, se eram satisfatórios ou não para sua própria mãe. Então, diante do “modelo” da relação da mãe com o dinheiro, você inconscientemente ou copiou o modelo da sua mãe ou fez tudo ao contrário. Como a escala infantil é do tipo “8 ou 80”, pode ser que este “modelo” que você criou não esteja mais funcionando, e até esteja atrapalhando sua vida de hoje.
O que está por detrás das estratégias financeiras?
A seguir, alguns “registros” muito comuns que fazem parte dos “modelos” de estratégias financeiras infantis, em ação até a idade adulta de grande parte da população brasileira:
- Dinheiro é difícil de ganhar.
- Com dinheiro não se brinca.
- Dinheiro é para comprar só o necessário. Economize e não gaste. Guarde para o futuro.
- Dinheiro é sujo.
- Dinheiro não traz felicidade.
- Dinheiro não nasce como capim.
- Deus só gosta dos pobres. Os ricos vão para o inferno.
- Tem que economizar. Tem que pensar no futuro. Comprar só o mais barato e o essencial.
- Lembro da tristeza da minha mãe por não ter dinheiro suficiente. A grande dificuldade dela e o tanto que trabalhava para ganhar tão pouco.
Através de critérios totalmente individuais e inconscientes, a criança reage emocionalmente copiando ou fazendo tudo ao contrário destes “registros”, que estão vivos e atuantes em todo o sistema nervoso do adulto. Por isso, com a mesma mãe servindo de “modelo” os irmãos criam estratégias de vida independentes e únicas. É comum irmãos se surpreenderem do quanto são diferentes entre si, a partir de um único ponto, o “registro” do dinheiro.
Como atualizar minha Estratégia Financeira?
Estamos no século 21, iniciando a 3a Revolução do Dinheiro, que virou impulso eletrônico. E se você quer se atualizar, hoje é possível, com a utilização de técnicas associadas de diversas áreas do conhecimento: bio-psicologia e fisiologia emocional, neurolinguística, cultura e sociologia, economia e informática. Através de um profissional habilitado, você será conduzido até à situação de criação do seu “modelo” de estratégia financeira, tomará consciência dele, e então poderá deletá-lo, abrindo espaço para um novo modelo, atualizado para o mundo econômico de hoje, com todas as facilidades que não existiam naquela época. Boa Sorte!
|
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Como Multiplicar Sua Riqueza? |
| |
 |
| |
Aprender a lidar com a energia do dinheiro, multiplicar riqueza, negociar seu próprio talento pessoal, saber cobrar e ter lucro, reservar uma parte dos ganhos para os sonhos, usufruir da vida com alegria e prazer deveria ser um aprendizado que se tem desde a infância. Cerca de 80% dos brasileiros não lidam bem com o dinheiro, independentemente da quantidade de riqueza que possuem. Aproximadamente 20% lidam muito bem, porém intuitivamente, e não sabem ensinar essa sabedoria.
Um líder de verdade sabe lidar com suas próprias emoções e as dos outros; é um sábio sobre riqueza, ou seja, sabe multiplicar, ensinar todos à sua volta a também multiplicarem a riqueza pessoal, familiar e da organização à qual pertencem. A diferença entre o sucesso e o fracasso pessoal, profissional e financeiro é como você lida com as emoções. Se dinheiro é energia, não dá para enganar !
Conheço muitas pessoas que tiveram uma infância semelhante, mas ao se tornarem adultos tomaram rumos totalmente diferentes. Conheço uma família de 5 irmãos que perderam o pai; então, a mãe viúva conseguiu para os três menores um lar-escola onde permaneceram dos 2, 3 anos até os 13, 14 anos, recebendo cuidados, alimentação adequada e educação. E os outros dois mais velhos começaram a trabalhar, antes dos 12 anos de idade, para o sustento da família.
Os três que foram para escolas estruturadas (lar-escola), apesar de terem recebido uma boa educação, sentiam a carência afetiva da mãe e do restante da família, e desenvolveram uma estratégia de vida baseada na emoção do MEDO e se bloquearam nesta emoção. Hoje adultos, são pessoas normais, mas não desenvolveram a auto-estima, nem a iniciativa, e consequentemente, não se sentem felizes consigo mesmos, nem com a família, nem profissionalmente. O medo é uma energia que congela e dificulta a iniciativa.
Já os outros dois garotos que tiveram que começar a trabalhar para o sustento da família, aprenderam a utilizar a energia da RAIVA em ação, e inconscientemente, utilizaram esta energia para mudar suas próprias vidas, sendo hoje empresários de grande sucesso. Sentem-se pessoas realizadas, ativas, ricas, usufruem da vida e da cultura, felizes consigo mesmas e com a família que constituíram.
Por que essa diferença entre eles? Este caso nos faz refletir sobre esta relação direta entre: SUCESSO-FELICIDADE-EMOÇÕES-REALIZAÇÃO PESSOAL e a ENERGIA do DINHEIRO. Quem sabe lidar com suas próprias emoções, especialmente a do MEDO e da RAIVA com consciência, têm melhores condições para usufruir da vida em sua plenitude. E quem não sabe ainda, é sempre tempo de se dedicar ao auto-conhecimento, porque a riqueza que vale não é mero acúmulo de capital, mas COMO se vive.
|
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Criatividade: o motor da liderança |
| |
 |
| |
Para ser um verdadeiro líder, um gerente precisa reunir uma série de características. Não basta apenas ocupar o cargo e deixar claro que é você quem manda na loja e que todos os membros da equipe devem segui-lo por causa da sua "liderança hierárquica". Por conta disso, entre todas as características, nenhuma é tão importante quanto a criatividade. Ela tem dupla função: tanto pode colocar a loja no topo quanto pode ser a saída de emergência para os momentos de crise.
Obviamente, ser criativo depende essencialmente da personalidade, da percepção e da formação do gerente. Não é, contudo, uma característica nata. Ou seja, ainda que alguns demonstrem um talento criativo natural, qualquer profissional pode desenvolver sua criatividade.
Tanto é verdade que muitos profissionais – os gerentes, inclusive – passam pelas famosas crises de criatividade. Como não conseguem "pensar diferente" (princípio básico da criatividade), o gerente emperra sua liderança e pode levar a loja para uma monotonia de alto risco (que desmotiva qualquer um). "A questão da criatividade precisa ser melhor entendida. Não é sinônimo de inventar coisas desrespeitando normas e cada um fazendo o que der vontade. Não é coisa de quem não planeja e precisa improvisar para se sair das situações-problemas. A criatividade precisa ser contextualizada, tendo um olhar atento aos objetivos organizacionais", escreve a psicóloga Lúcia G. Monteiro no artigo "Criatividade: alavanca para o crescimento organizacional".
Ela afirma também que "ser criativo não é negar o pensamento racional, mas sim, partir dele para construir novas equações para os problemas e suas soluções". "É a criatividade que potencializa a inteligência inaugurando novas maneiras de pensar o mesmo e às vezes, velho problema", diz. Por tudo isso, dá para imaginar a encrenca que um gerente pode enfrentar ao "dispersar" seu pensamento criativo? A propósito, é basicamente isso, a dispersão, o que causa uma crise de criatividade. Ela é decorrente tanto de muito trabalho quanto pelo cansaço causado pela falta de incentivo e por uma rotina monótona e sufocante.
Quanto antes identificar esses sintomas, melhor. Mais fácil fica a tarefa de evitar os estragos que a falta de criatividade pode provocar. Em linhas gerais, sem criatividade não é possível inovar. E sem inovar, como uma loja pode se diferenciar das outras? Copiar o que é feito pela concorrência, além de pegar mal entre o público, pode ter um resultado desastroso, porque cada ação depende muito da cultura e do perfil da loja para obter o resultado positivo esperado. Sem inovação, o gerente perde ainda o poder de surpreender e encantar sua equipe de vendas. É como aquele restaurante que repete sempre o mesmo cardápio, o mesmo bife com arroz, salada e batata frita. É preciso ser criativo também para se comunicar, transmitir aquilo que a equipe deve executar.
A falta de criatividade pode ainda afetar a relação com o lojista. Ele pode pouco se importar se o gerente está em crise ou não de criatividade. O que conta é o resultado. E aí, no momento da cobrança, resta ao gerente o último esforço criativo para justificar com bons argumentos o desempenho aquém do esperado. Portanto, acenda logo a luz das idéias.
Como ser criativo:
Para desenvolver sua habilidade criativa, observe as dicas da psicóloga Lúcia G. Monteiro:
- Reveja crenças sobre o que é criatividade e o quanto você se vê como pessoa criativa
- Olhe as situações mais como desafios e sinta-se motivado para enfrentá-los.
- Perca o medo de ser ridículo e do julgamento dos outros
- Estimule a criatividade nos colegas de trabalho
- Quebre padrões de comportamento disfuncionais com assertividade
- Sinta-se orgulhoso e encontre formas de reconhecer e gratificar os momentos criativos do dia-a-dia. |
| |
|
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Como se diferenciar dentro da empresa quando todos são qualificados? |
| |
 |
| |
Com tantas faculdades no Brasil nas mais diversas áreas, inúmeros profissionais com excelentes qualificações técnicas são despejados no mercado a cada semestre. Existe emprego para todos? Com esse enorme número de formandos por ano, a competitividade aumenta, trazendo à realidade a necessidade de criar um diferencial no ambiente de trabalho. E, nos dias de hoje, a maior fonte de diferenciação, é ... a ATITUDE!
Se antes a empresa escolhia o funcionário, hoje o colaborador também escolhe a empresa. A vida, as empresas e o mundo moderno pedem pessoas com talentos diversificados e forte capacidade de fazer acontecer. Pessoas com foco, que criam seu caminho, mudam sua história, se preparam para as oportunidades e não se deixam tornar-se escravos da má administração do tempo. Para outros, no entanto, por não saberem para onde vão e como vão chegar lá, o caminho nunca faz diferença.
Procura-se profissionais que tiveram problemas e dificuldades e souberam ir além dos obstáculos, saindo fortalecidos. Nesse contexto, uma competência muito valorizada é a RESILIÊNCIA (palavra que, na física, designa a capacidade de um objeto resistir a choques e manter sua forma original).
Na vida profissional, resiliência é a capacidade que as pessoas têm de atravessar situações de crise e de adversidade, tanto de cunho empresarial, social quanto familiar sabendo superá-las, fortalecidos e transformados positivamente. A pessoa que possui resiliência desenvolve a competência de reconstruir-se e moldar-se novamente a cada obstáculo, a cada desafio. Se transpusermos o raciocínio para o cotidiano, poderemos observar que, quanto mais resiliente a pessoa for, haverá menos doenças e perdas e mais desenvolvimento pessoal será alcançado. Porque hoje, as empresas buscam colaboradores com ótima saúde física para agüentar o estresse, a pressão, a correria e as muitas horas de trabalho; sem saúde, sua carreira estará fadada ao fracasso.
Neste mercado, procura-se pessoas auto-motivadas, alegres, de bem com a vida, felizes com suas escolhas, otimistas e que não dependem do ambiente externo para se sentirem motivadas. Profissionais que equilibram a vida pessoal com a profissional, trazendo as experiências de uma esfera para a outra. Entusiasmo não pode ser treinado, tem que vir de dentro.
Procura-se pessoas que queiram ir além, dar um passo a mais, fazer mais do que lhes foi solicitado e, assim, exceder às expectativas. Pessoas com disposição para o crescimento (que depende de muito trabalho, envolvimento e comprometimento) e que estejam integralmente ligadas naquilo que se propuseram a fazer.
O mundo busca pessoas transparentes e com valores bem definidos, que tenham clareza de que a ética é uma obrigação e transmitam a sua confiabilidade. No Brasil, em ano de eleição e, após seguidas CPIs e escândalos políticos, ética é uma qualificação imprescindível.
Por fim, mas não menos importante, procura-se pessoas que tenham AMOR pelo que fazem e, por isso, encantam, conquistam, divertem: alinham o prazer às habilidades, colocando sua alma em tudo que fazem. São estes os profissionais que nunca esquecemos.
|
| |
|
| |
por Vivian Maerker é diretora SEC Talentos.
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Justiça condena loja e seguradora que impuseram seguro desemprego a cliente |
| |
 |
| |
A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul - TJRS - decidiu que seguradora, administradora e loja devem indenizar cliente por tê-la incluído em Cadastro de Proteção ao Crédito. A consumidora deixou de pagar na fatura valor correspondente ao seguro desemprego, que não havia contratado.
A autora interpôs recurso de apelação solicitando indenização por abalo de crédito e moral. No recurso, argumenta que desde o princípio informou que não tinha interesse no seguro desemprego oferecido pela loja C&A Modas Magazine Ltda. Garante que recebeu telefonema da loja confirmando a contratação do seguro e que na primeira fatura do cartão, constava o valor a ser pago.
Após inúmeras explicações junto à empresa, recebeu nova fatura com a inclusão da parcela do contrato acrescida de correção e multa. Ao exigir da loja a apresentação do contrato foi informada pelo gerente que não seria possível vê-lo, mas que não se preocupasse, pois a situação seria resolvida. Ao realizar compras no estabelecimento soube que o seu nome constava no cadastro de devedores por não ter efetuado o pagamento das parcelas do contrato de seguro.
A Real Previdência e Seguros S.A contestou tentando se excluir do fato. A seguradora alega que não participou da realização do contrato, e que o incidente ocorreu entre a autora e a loja. A IBI Administradora e Promotora Ltda. , da C&A Modas, também quis se esquivar de qualquer responsabilidade no caso. Respondeu que é apenas responsável pela administração dos cartões de crédito e que não interferiu nas contratações.
Para a relatora do processo, a desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi, a Real Seguros como uma das prestadoras do serviço, “deveria ser mais zelosa quando do recebimento das informações dos consumidores, ainda que estas fossem repassadas por outras empresas.” A magistrada sustenta ainda que a empresa deveria ter solicitado cópias dos documentos de identificação do suposto contratante.
A desembargadora observa que, mesmo em casos onde a negociação se dá por intermédio de uma loja, com débito direto no cartão de crédito administrado por outra empresa, a seguradora deve ser responsabilizada. Citou o parágrafo único artigo 7 do Código de Defesa do Consumidor, que estabelece que “tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo.”
Ao aumentar a verba indenizatória de R$ 6 mil para R$ 12 mil reais, a magistrada afirmou que o valor “não se mostra nem tão baixo, assegurando o caráter repressivo-pedogógico próprio da indenização, nem tão elevado a ponto de caracterizar enriquecimento sem causa.” Garantiu que a indenização por dano moral “deve levar em conta não apenas a mitigação da ofensa, mas também atender a cunho de penalidade e coerção, a fim de que funcione preventivamente, evitando novas falhas administrativas.”
O voto da relatora foi acompanhado pelos desembargadores Tasso Caubi Soares Delabary e Luís Augusto Coelho Braga. Para acessar a íntegra da decisão acesse aqui. Proc. 70013599048
|
| |
|
| |
Fonte: www.expressodanoticia.com.br
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Banco do Brasil é investigado por falta de informações sobre renda fixa |
| |
 |
| |
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça instaurou, no dia 21, processo administrativo contra o Banco do Brasil (BB Administração de Ativos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A) para apurar se a empresa teria violado o Código de Defesa do Consumidor na venda de fundos de renda fixa. De acordo com o que foi apurado pelo órgão, o banco ofertava o produto sem alertar para os riscos da operação.
A falta de informação correta sobre o produto ficou evidente em junho de 2002, quando a Comissão de Valores Mobiliários alterou os índices de rendimento dos fundos de renda fixa. Na época, os consumidores foram surpreendidos com a possibilidade de terem prejuízos financeiros em operações que julgavam de perfil conservador. "Os fundos de renda fixa eram ofertados ao consumidor como uma alternativa mais rentável à poupança, sem indicação de que se tratava de uma operação de risco", afirma o coordenador-geral de Assuntos Jurídicos do DPDC, Claudio Péret.
Segundo ele, a oferta dos fundos sem informação sobre os riscos da operação poderia ser caracterizada como uma ofensa aos princípios da boa-fé e transparência nas relações de consumo, previstos no CDC.
A empresa tem agora 10 dias para apresentar sua defesa. Caso seja condenada, a multa prevista no Código varia de 200 a 3 milhões de Ufirs (aproximadamente R$ 200 a R$ 3 milhões).
|
| |
Fonte: www.expressodanoticia.com.br |
| |
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Caixa indenizará correntista por saques sem autorização |
| |
 |
| |
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que condena a Caixa Econômica Federal (CEF) a indenizar correntista por dano moral no valor de 20 salários mínimos.
O fato que motivou a ação de reparação de dano aconteceu em 1999, quando o correntista constatou um desfalque em sua conta-corrente devido a retiradas, mediante transferência eletrônica e caixa disponível, no valor de R$ 2.540. A falta desse montante resultou na devolução de cheques emitidos, por insuficiência de fundos, além do pagamento de tarifas bancárias cobradas pela CEF devido às devoluções.
O autor alegou que, durante três meses, buscou esclarecimento sobre as irregularidades ocorridas, sem obter da agência Cabo Frio da Caixa Econômica Federal uma resposta adequada. Indignado, buscou a Justiça e, só então, a CEF fez o ressarcimento em valor inferior àquele indevidamente estornado, num total de R$ 2.530 reais. A Caixa, no entanto, interpôs recurso de apelação recusando-se a pagar a indenização por danos morais alegando a não-comprovação de tais danos.
O juiz de primeiro grau julgou procedente a ação movida pelo correntista e fixou em R$ 10,00 o valor de indenização que corresponde à diferença entre os valores retirados indevidamente da conta do autor e a quantia ressarcida pela Caixa. Além disso, arbitrou em 20 salários mínimos o pagamento por danos morais.
A sentença foi mantida em segunda instância, que considerou que "a demora da requerida para resolver o problema e a parcialidade do ressarcimento dos valores são indicadores do dano e do nexo de causalidade, necessários para a responsabilização civil da apelante". O acórdão lavrado pelo Tribunal destacou a importância do pagamento de indenização da seguinte forma: "é relevante para a configuração do dano moral a situação vexaminosa de estigmatizar como mal-pagador uma pessoa responsável e pontual nos seus compromissos e as conseqüências que advêm de tal ato".
A questão foi trazida ao STJ pela CEF, a qual, em recurso especial, manteve a tese de que "não agiu com negligência ou imprudência", além de reiterar a ausência de comprovação dos alegados danos materiais e morais sofridos pelo autor. Ao analisar a questão, o ministro relator, Jorge Scartezzini, ratificou as decisões anteriores quando considerou ilícita a conduta da Caixa Econômica Federal e reconheceu a obrigação da Caixa de indenizar o correntista.
|
| |
|
| |
Processo: RESP 651086- Fonte: www.expressodanoticia.com.br
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
| |
|
| |
| |
Direito do Trabalho: Igreja Universal é condenada por danos morais |
| |
 |
| |
A Constituição Federal garante os direitos da personalidade, como intimidade, vida privada, honra e imagem. Bispo que dirige palavras ofensivas a colega de trabalho, com intenção de menosprezá-lo e humilhá-lo perante outros participantes da igreja, porque não atingiu metas, causa-lhe constrangimento.
Com base nesse entendimento, a juíza Rosana Alves Siscari (foto), da 2ª Vara do Trabalho de Piracicaba (SP), decidiu que cabe à igreja indenizar o ofendido pelos danos morais que sofreu, em reclamação ajuizada por ex-bispo contra a Igreja Universal do Reino de Deus.
Inicialmente, o autor moveu reclamação trabalhista contra a IURD, perante a 1ª VT de Piracicaba, onde obteve o reconhecimento vínculo empregatício. Ao recorrer, porém, a igreja obteve sucesso e a ação foi julgada improcedente. Emocional e espiritualmente desconsolado, o ex-bispo ajuizou nova ação trabalhista, que foi distribuída para a 2ª VT de Piracicaba, pedindo indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil.
Na segunda ação, o ex-bispo alegou que a igreja, por intermédio de seu representante, o teria chamado de "burro", perturbado, vagabundo, preguiçoso, canalha, endemoninhado, almofadinha, derrotado e acomodado. Segundo o trabalhador, as ofensas foram proferidas em reunião, diante de vários outros bispos, na qual se discutia o faturamento das igrejas.
Ao se defender, a igreja, mediante sua advogada e em razões finais, afirmou que as intenções do ser humano só podem ser conhecidas a partir da exteriorização de seus atos. Segundo a IURD, o ex-bispo aderiu à igreja na condição de fiel, obreiro e posteriormente pastor. "É importante não se perder de vista a máxima de um filósofo alemão que com propriedade dizia ‘num lago de cisnes brancos há um que não é branco’. O próprio Cristo não pôde conhecer as verdadeiras intenções de Judas, somente no final é que ele manifestou a sua não crença no seu mestre; contudo, a história o registra como um de seus discípulos", filosofou a advogada, que pediu a improcedência da ação.
Após análise das provas, a juíza Rosana Alves Siscari decidiu pelo acolher o pedido do reclamante. Para a magistrada, ficou confirmada, mediante depoimento testemunhal, a agressão verbal sofrida pelo ex-bispo em uma reunião em São Paulo. Segundo a testemunha, a igreja estipula um valor que deve ser angariado por seus pastores, os quais induzem os fiéis a fazerem a doação. Quem não atinge a meta acaba sendo excluído do grupo.
"Ficou comprovado que o agressor dirigiu palavras ofensivas ao ex-bispo, com intenção de menosprezá-lo e humilhá-lo perante outros participantes da igreja, tudo porque não atingiu as metas por ela estipuladas. A conduta da igreja causou-lhe grande constrangimento perante os demais pastores e pessoas presentes à reunião", fundamentou Rosana, que estipulou o valor da indenização em R$ 50 mil, mais R$ 10 mil de honorários advocatícios. Da sentença cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região - Campinas/SP.
Curiosidade
O sobrenome do ex-bispo é Santos, seu advogado chama-se Salmo e a ação foi ajuizada contra a Igreja Universal do Reino de Deus. O debate em audiência não foi nada angelical e o resultado final da ação, por enquanto, só Deus sabe, pois a decisão é de primeira instância e dela cabe recurso.
|
| |
|
| |
(Processo 01745-2005-051-15-00-0)- TRT da 15ª Região- Data: 26/06/2006- Fonte: www.expressodanoticia.com.br
|
| |
Envie sua opinião |
| |
|
|
|
| |
|
| |
|
|
|
| |
|
|