Matérias de Junho

 

Como fortalecer a auto-estima.

  Oito dicas para a educação financeira dos filhos
  Cultura do medo
  Investindo no casamento
  Diz-me com quem linkas e dir-te-ei quem és
  Empresas de sucesso: o que fazem?
  Como negociar com sucesso
  Escreva sua biografia
  Alexandre, o Grande!
  Todos podem ser lideres! É só querer
  Pão de Açúcar terá que indenizar cliente por agressão física
  Clínica condenada por cirurgia plástica malsucedida
  Unibanco consegue reduzir valor de indenização
   
   
   
 
Meses Anteriores:
 
  Como fortalecer a auto-estima.
 
 

Para fortalecer a sua auto-estima, não basta compreender os processos internos e externos bloqueadores da autoconfiança, é preciso agir para superar a timidez e as inibições, abandonar o papel de vítima do destino e reavaliar suas crenças e valores.

  • Acredite que as mudanças são possíveis.
  • Saiba que você tem ferramentas que ajudam a administrar os conflitos.
  • Concentre-se em substituir pensamentos negativos por positivos.
  • Aceite os desafios como forma de autodesenvolvimento.
  • Saiba que a coragem é o medo bem administrado.
  • Tenha consciência de que a melhor forma de combater o medo é entender suas origens. Procure conhecer a si mesmo.
  • Não se puna eternamente pelos erros cometidos. Perdoe suas falhas.
  • Olhe-se no espelho e responda, em um minuto, quais as partes do seu corpo que você mais gosta. Depois, quais as partes que menos gosta. Sentir-se bem com o próprio corpo proporciona tranqüilidade e bem-estar.
  • Cuidado para não se deixar apanhar pela síndrome da vítima, a melhor desculpa para não se responsabilizar pela própria vida. Aprenda a gostar de si mesmo e a aceitar suas forças e fraquezas.
  • Descubra qual é a sua melhor qualidade. Todo mundo tem uma.
  • Evite a auto-ironia. Não se subestime. Isso não colabora em nada para o seu crescimento.
  • Responsabilize-se pela sua vida. Não fique culpando eternamente o passado pela comunicação que você pratica hoje.
  • Aprenda a receber os elogios que você merece. Às vezes nossa tendência repelir as "carícias" verbais como se fossem falsidades. Você é digno da atenção e do afeto do outro.
   
 

Por Eunice Mendes e L. A. Costacurta Junqueira são autores do livro Comunicação Sem Medo (Editora Gente)- Fonte: www.motivaonline.com.br

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  Oito dicas para a educação financeira dos filhos
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Como ensinar aos filhos a administração das finanças? A primeira dica que passo é que o quanto antes começar, melhor. Hoje em dia, em que todos são bombardeados pelo consumismo, os pais devem fazer o papel de “orientadores financeiros” dos seus filhos, pois normalmente as escolas não abrem muito espaço para a Educação Financeira das crianças e dos adolescentes.

É necessária a formação de consumidores conscientes desde cedo, para que no futuro estes filhos não venham ter problemas financeiros. Acompanhe, então, estas oito dicas para educação financeira dos seus filhos:
Ensine claramente ao seu filho o que é necessidade e o que é desejo. Lembre-se que, normalmente, 70% de tudo o que compramos é desejo, portanto, é onde podemos começar a economizar.
Depois da necessidade e do desejo, diga se vocês têm ou não o dinheiro para comprar este desejo ou aquela necessidade.
Ensine o que é caro e o que é barato. Por exemplo: cinco quilos de arroz custam aproximadamente dez reais. Pode parecer caro, porém sustenta uma pequena família por um mês. Já uma pizza pode custar até trinta reais e duas pessoas comem de uma vez só. O que é mais caro: o arroz ou a pizza? Às vezes o seu filho(a) quer um tênis de R$ 500,00. Este valor pode pagar o supermercado do mês inteiro.
Ensine ao seu filho como fazer uma lista de compras do supermercado. Peça a ele que acompanhe o estoque e os produtos que realmente estão faltando. Leve-o ao supermercado para que ele acompanhe as compras pela lista.
Mostre ao seu filho como é importante economizar água, luz e na conta de telefone. Diga também como é importante não jogar comida fora. Mostre depois os resultados, por exemplo, da economia na conta de luz.
Toda família deve ter um orçamento e esse orçamento deve ser discutido com a participação de todos os membros. Isso não é fácil e, infelizmente, não é um hábito familiar comum, mas é importantíssimo para a educação financeira de todos.
É muito importante a criação e a manutenção da mesada. Este é um instrumento importante para o seu filho aprender a lidar com o dinheiro.
O processo de educação financeira leva tempo, portanto, não desista nunca.

 

   
 
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  Cultura do medo
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Acredito que Deus faça todas as pessoas da mesma maneira. Com algumas diferenças estéticas, mas com o mesmo estilo de funcionamento. Todos nós nascemos da mesma maneira, sem dente, barrigudo, sem cabelo, sem cultura, não sabemos ler nem escrever, mas o fato é que nascemos como uma tela totalmente branca e tudo o que for colocado ali, tantos coisas boas quanto ruins, marcarão nossas vidas.
Cabe aos pais a responsabilidade de programar seus filhos para os desafios que virão fora do útero. Mas, estão os pais preparados para programar os filhos para tantos desafios que temos no século XXI? Creio que a resposta seja um doloroso não. Os pais fazem com os filhos o que os pais deles fizeram com eles. Sem pensar se estão certos ou errados fazem exatamente como antes, cantam as mesmas músicas que aprenderam, músicas estas que têm o poder de intimidar qualquer ser pensante.
Vamos refletir sobre algumas delas. “Nana neném que a cuca vem pegar, papai foi pra roça e mamãe foi trabalhar. Bicho papão sai de cima do telhado...” Dá para acreditar nisso? Isso na verdade não é para a criança dormir, isso é uma ameaça! É mais ou menos assim: neném, ou você dorme ou a cuca te pega. Tem um bicho papão em cima do telhado e ele quer comer você! E, pior, a criança está sozinha, porque a mãe foi trabalhar e o pai foi pra roça. Acho que quem vai pra roça desse jeito é a criança.
Essa é a cultura do medo, quando a criança não acredita mais no bicho papão e nem na cuca, surge o famigerado homem do saco. Não podíamos sequer ir até a esquina, pois lá estava o homem do saco. Algumas pessoas têm trauma de saco até hoje. E, quando conseguem superar o homem do saco, surge uma figura inquestionável, a prova de qualquer dúvida, queixa ou comentário: Papai do céu. O tal papai do céu vê tudo em todos os momentos e, pior, ele castiga. Começa aí um relacionamento da criança com Deus, mas não com base no respeito e sim do medo. Essa criança vai crescer, temendo seus pais, seus professores, seus chefes, seu cônjuge e, quando tiver filhos, vai ensiná-los a temer a vida.
Mas, se você se encaixa nesse perfil eu tenho uma boa notícia. É possível mudar esse "destino", quebrar esse ciclo, tornar-se uma pessoa proativa e educar seus filhos para que eles sejam verdadeiros vencedores, pessoas que acreditam em seu potencial, respeitam seus sentimentos (inclusive o medo), mas não vão deixar de ir à luta só porque tem bicho papão em cima do telhado. Você tem esse poder, mas, quem tem o poder de mudar, tem também a responsabilidade de mudar.

   
 

Wagner Dias é especialista em inteligência emocional, aprendizagem acelerada e relacionamento interpessoal - Fonte: www.motivaonline.com.br

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  Investindo no casamento
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Talvez você se pergunte: como poderei obter boa colheita, receber altos dividendos acompanhados de excelentes lucros em meu casamento? Os bons resultados dependem de bons investimentos. Para termos agradáveis surpresas, precisamos semear boas sementes.
Por ser o casamento uma instituição divina, ele por si só já é um negócio lucrativo, pois tem o aval do próprio Deus.Mas para usufruirmos plenamente de todos os benefícios necessitamos estar conscientes do quanto investir nele, depositando o que temos de mais valoroso com confiança, pois só assim teremos garantido um retorno satisfatório com alta rentabilidade.
Então como investir? Um ponto importante é aprendermos a conhecer as necessidades um do outro e supri-las diariamente. Como temos necessidades distintas, este conhecimento exigirá tempo, interesse genuíno e disposição para abrirmos mão de nós mesmos em prol do relacionamento.
O resultado positivo disto é que aprenderemos a investir através de atitudes adequadas, que podem ser manifestadas de diversas maneiras. Uma delas é a qualidade do tempo que passamos com a pessoa amada, como, por exemplo, em uma boa conversa, numa caminhada relaxante, numa viagem, num jantar romântico ou simplesmente em sua companhia. Outra pode ser traduzida em palavras de incentivo que expressem admiração, cumplicidade e interesse, demonstrando verbalmente o quanto o cônjuge é valioso. Outra forma lucrativa é aplicar nosso tempo na procura de um presente agradável, um cartão com palavras carinhosas que transmitam o que gostaríamos de dizer. Lembranças escolhidas com amor perduram por toda uma existência.
Há também alta lucratividade quando podemos usar nosso tempo auxiliando o cônjuge em suas atividades, quer no lar, quer no trabalho facilitando a vida um do outro e tornando mais agradável os deveres diários.
Finalmente, podemos dizer que investimos muito bem quando expressamos nosso amor através do toque físico com carinhos e carícias que despertem o desejo. O prazer de sermos tocados e abraçados reflete até mesmo em nossa saúde, e as vantagens são inúmeras. Buscar a felicidade é um direito inalienável do ser humano. Alcançá-la é o prêmio supremo daqueles que enxergam o casamento como um investimento seguro e um meio de tornar mais valiosa a existência de quem se ama. Como diante de um espelho, é ver-se feliz na expressão radiante da pessoa amada.

 

   
 

Dani Freitas atua no aconselhamento em curso para noivos.

Fonte: www.motivaonline.com.br

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  Diz-me com quem linkas e dir-te-ei quem és
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Você já deve ter ouvido frases do tipo "meu amigo contou que um amigo do amigo dele disse que...". Pois é, esse amigo do amigo de meu amigo é o dono da Amazon.com. Pelo menos no Orkut.
Em minha página no Orkut o perfil de Jeff Bezos, presidente da Amazon.com, mostra algo assim: Mario P > Fábio F > Mitchell K > Jeff B. Isto significa que eu (Mario P) estou linkado a um "Fábio P" que tem na sua lista de amigos o "Mitchell K" que é amigo do "Jeff B" ou Jeff Bezos. Mas será ele mesmo?
Só Bill Gates encontrei dez no Orkut, todos falsos. Porém o perfil de Jeff Bezos traz a medalhinha "Orkut Certified", só concedida a perfis autênticos. Os candidatos derrotados à presidência dos EUA John Kerry e Wesley Clark também têm a medalhinha e... sim, você adivinhou, eles também são amigos do amigo de algum meu amigo.
É claro que nunca vi nenhum desses amigos de amigos, mas a idéia de tê-los tão perto me fez imaginar uma expressão que deve ser original em marketing: NETWORKING-SHARE. Você já ouviu falar de market-share e wallet-share, mas o que é networking-share?
Explico. Market-share é uma fatia do mercado e wallet-share é a fatia da capacidade de compra do cliente, do dinheiro que ele tem na carteira. Geralmente as empresas se empenham em aumentar as duas. Já o networking-share é a fatia da rede de relacionamentos de meu cliente. Quanto ela cresce?

Nem imagino, mas há exatos dez minutos minha página no Orkut dizia que através de meus 556 amigos diretos eu estava "linkado" a 3.649.592 amigos

de amigos. Agora o contador avisa que já estou "linkado" a 3.661.947. Em dez minutos minha rede de links ali cresceu em 12.355 pessoas.
Por menos reais e úteis que esses números possam ser no Orkut, servem para lembrar que vivemos na era do link - é este o maior poder da Internet. Por meio de links você navega daqui pra lá num piscar de olhos, conhecendo empresas, lugares e... pessoas! Quanto cresceu seu networking - sua rede de relacionamentos - depois que passou a usar a Internet?
Todo mundo vive preocupado em aumentar seu market-share, muita gente em conquistar maior wallet-share, mas quantas empresas se preocupam em saber o quanto de networking-share podem obter com um cliente apenas? Mais de 3 milhões de um cliente como eu, se Orkut valesse.
Geralmente os clientes são distinguidos com base no que são capazes de gastar. É a idéia ensinada nos cursos de marketing de que devemos aplicar a lei de Pareto à nossa carteira de clientes, dando tratamento preferencial aos 20% de clientes que geram os 80% de faturamento e filtrando - leia-se "nos livrando de" - os 80% de clientes que só contribuem com 20% da receita.
Dou um exemplo. Imagine que você tenha um restaurante onde cada cliente gaste em média cem reais. Porém, uma senhora passa por lá todos os dias e ocupa uma mesa durante meia hora só para tomar um cafezinho.
Antigamente você daria um jeito de se livrar dela. Hoje você precisa pensar no tamanho e valor do networking-share que pode conquistar graças a essa cliente que, segundo alguns, seria desprezível. A quantas pessoas ela está "linkada" para indicar ou massacrar seu estabelecimento?
Se você soubesse que a mulher que ocupa sua mesa, faz seu garçom perder tempo com conversa, pinga café na toalha e limpa o batom no guardanapo para gerar uma receita de uns dois reais é uma Hebe Camargo, seu tratamento seria outro, não é mesmo? Antes que me pergunte, estou "linkado" às cinco Hebes do Orkut. Todas falsas.

   
 

Mario Persona é consultor, escritor e palestrante. Fonte: www.mariopersona.com.br

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  Empresas de sucesso: o que fazem?
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Uma das coisas que mais nos chama a atenção é como no mundo de hoje, extremamente competitivo, há empresas que vencem os desafios e empresas que sucumbem frente à concorrência. Analisando o que fazem as empresas de sucesso, podemos enumerar algumas coisas fundamentais que elas fazem:
1.Não perguntam o que seus clientes querem – surpreendem seus clientes!
Uma das coisas que temos que lembrar é que as empresas de sucesso não ficam perguntando o que seus clientes desejam. Nem sempre os clientes sabem o que querem. As empresas é que têm a obrigação de ouvindo o mercado desenvolver produtos e serviços que vão surpreender seus clientes, encantar seus clientes. Se você ficar perguntando o que seu cliente quer, com certeza aparecerá alguém que irá surpreender o seu cliente e tomá-lo de sua empresa.
2.Entendem que prestação de serviços é o novo nome do jogo.
Essas empresas entendem que de nada adianta você ter o "melhor produto" ou o "maior estoque". O importante é ter "o melhor serviço". Assim, por exemplo, num supermercado de nada adianta ter as gôndolas cheias e bem apresentadas se a cliente demorar 50 minutos para sair no check out. De nada adianta ter tudo perfeito se a empresa não for ágil no trocar produtos com defeito e não se comprometer com a solução dos problemas dos clientes.
3.Sabem que o maior capital de uma empresa é o "capital humano".
Assim, essas empresas treinam, treinam e treinam seus funcionários e fazem com que eles tenham empatia com os clientes (isto é – coloquem-se no lugar do cliente) quando com eles se relacionam. De nada adianta ter uma empresa muito bem apresentada, com instalações perfeitas, se as pessoas que compõem a empresa não surpreenderem seus clientes.
4. Sabem que é preciso ter consistência e constância nos serviços.
Isto quer dizer que as empresas de sucesso têm normas e procedimentos que todos conhecem e utilizam. São empresas que hoje, amanhã e depois prestam serviços de qualidade. O que mais irrita um consumidor é ver que a empresa é inconsistente – hoje faz de uma maneira, amanhã de outra, depois de outra mudando políticas a cada instante. Isso é muito comum num restaurante onde você vai hoje e a comida é boa, amanhã ruim, depois mais ou menos, e assim por diante. A consistência é fundamental e para isso são necessários procedimentos constantes que todos conheçam e obedeçam.
5.Têm excelente relacionamento com fornecedores.
Empresas de sucesso sabem da importância de um bom relacionamento com fornecedores. Empresas que não cultivam bom relacionamento com fornecedores não podem ter sucesso. Assim, pagar em dia; respeitar contratos; respeitar pedidos é fundamental.
6.Relacionam-se bem com a comunidade.
Essas empresas de sucesso compreendem a importância de ter uma boa imagem na comunidade. Assim, participam de programas sociais e culturais e estão sempre presentes na comunidade.
Estes seis fatores são alguns dos que mais nos têm chamado a atenção. É claro que existem outros que fazem o sucesso das empresas que precisam competir no mundo globalizado de hoje. As empresas têm que mudar. Mudar ou Morrer. A competição será a cada dia mais acirrada e a globalização um fato irreversível. Só mesmo com muita garra e competência e fazendo as coisas certas, poderá a empresa vencer os desafios deste novo século.

 

   
 

Por Luiz Marins
Fonte: www.anthropos.com.br

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  Como negociar com sucesso
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O grande segredo da negociação se sustenta nas seguintes condições: atuar com profissionalismo, estar atento e agir com humildade. Se realizássemos uma pesquisa sobre quem faz mais de quatro ou cinco negociações por dia, só um pequeno número daria uma resposta positiva, porque a palavra negociação quase sempre nos remete a uma mesa com duas os mais pessoas de gravata, em uma situação em que são colocados produtos ou serviços para ser comercializados. Na verdade, entretanto, começamos a negociar desde o momento em que acordamos.
Você já deve ter vivido ou presenciado situações semelhantes a esta:
Quem vai levar o Joãozinho para a escola hoje? Eu? Mas tinha certeza que era você, pois hoje é quinta-feira e a quinta é sua.
Tem razão, querido, hoje é quinta e deveria ser o meu dia. Acontece que ando meio avoada e acabei marcando com o arquiteto a compra dos itens de acabamento para o seu escritório. E ele não tem outro dia para me acompanhar.
Fico devendo esta para você.
Vamos analisar os passos dessa negociação: Em primeiro lugar, ela concordou que o marido tinha razão, uma boa tentativa de afastar possíveis hostilidades. Depois assumiu a culpa pelo engano, enfatizou a importância do compromisso assumido e apontou o benefício do marido, já que solucionaria um problema dele. No final confessou que estava em dívida com ele - que provavelmente jamais seria saldada. Vejamos um outro exemplo do cotidiano:
Hoje o tintureiro trará as roupas. Há dois meses que estamos mandando todas as peças para ele, e o preço continua o mesmo. Peça um bom desconto e um prazo maior para o pagamento.
Esta análise é bastante simples - com um volume maior de produtos ou serviços, sempre é possível pleitear condições mais vantajosas. Ao solicitar os dois benefícios, preço e prazo, as chances de que pelo menos um deles seja atendido aumenta, pois, se o tintureiro negasse todos os pedidos, mostraria ser inflexível, com o risco de perder o cliente.
Se mencionássemos outros exemplos que estão a nossa volta no dia-a-dia, com certeza, ultrapassaríamos com facilidade as quatro ou cinco negociações mencionadas a princípio. Ao percebermos que negociamos o tempo todo, devemos ficar atentos e diferenciar uma negociação que identificamos como doméstica, corriqueira, trivial, que ocorre no dia-a-dia, daquela ligada às nossas atividades profissionais, em que estão em jogo a sobrevivência dos negócios, da empresa e até da própria família. Embora as negociações profissionais sejam, normalmente, as mais importantes e por isso exijam maior preparo do negociador, o seu sucesso, quase sempre, dependerá da experiência adquirida naquelas mais sociais, em que possíveis perdas podem não representar grandes prejuízos. Nas negociações sociais, além de aprimorar as habilidades de negociador, que poderão ajudá-lo nas atividades profissionais, você também poderá colher subsídios que reforçam seus argumentos no momento de negociar produtos ou serviços de sua empresa.
O segredo está no fato de você ficar atento o tempo todo, pois essa atitude aumenta a produção de substâncias endógenas, que têm a propriedade de aguçar o seu olhar, aumentar sua percepção dos fatos, agilizar seu raciocínio, ampliar sua capacidade de ouvir, tornando-o apto para enfrentar e superar os mais diferentes desafios.

Durma, mas com os olhos bem abertos:
Vá para a negociação atento, preparadíssimo para a batalha, mas deverá se fazer de morto, com aparência ligeiramente desatenta, para quebrar o ímpeto da outra parte, como se desengatilhasse a arma do adversário, fazendo com que ele a recolocasse no coldre. Ele continuará armado, mas não engatilhado.
Quando iniciar a conversa, sua arma já estará empunhada, engatilhada, mas ele não se dará conta e tentará persuadi-lo a fazer o que deseja sem o ímpeto de um guerreiro, pois julgará estar diante de um oponente inferiorizado.

Colocar a bolinha na linha quase nunca é questão de sorte:
Ao vermos um jogador de tênis realizando jogadas que nos entusiasmam tanto, colocando a bolinha exatamente no local desejado, bem juntinho ou em cima da linha, não dando chance ao adversário, pensamos :"Que maravilha!. Esse garoto nasceu com o dom para o tênis, foi abençoado por Deus". Entretanto, essa habilidade só pôde ser conquistada porque ele praticou de maneira obstinada aquela mesma jogada meses a fio, errando, errando, até que pudesse acertar.
O sucesso da negociação exige a mesma prática obstinada. Faça de cada momento do seu dia-a-dia uma oportunidade para praticar. Com o tempo irá perceber que para colocar a bolinha em cima da risca deverá estar muito bem preparado e concluirá que para o processo da negociação vale muito estar abastecido de informações. Quanto mais argumentos possuir, maiores serão as possibilidades de chegar vitorioso ao final. E, quando falamos em informações estamos nos referindo ao seu sentido mais amplo, como aquelas que estão a nossa disposição nos editoriais de jornais, nas revistas, na televisão, no rádio, nos contatos com profissionais que atuam na mesma área, nas palestras de consultores, sem falar nos livros e cursos específicos da atividade que abraçamos. Cada detalhe poderá fazer toda diferença quando estivermos na presença da outra parte.
Sabemos também que, no início de uma conversa para negociação, nem sempre existe um ambiente favorável para tratar imediatamente do assunto. Por isso, estar atualizado com temas ligados às mais diferentes atividades, como economia, arte, esporte, poderá ajudar no aproveitamento de uma circunstância do ambiente e propiciar um diálogo agradável e descompromissado que melhore a receptividade e crie condições para negociar.
Tenho um exemplo pessoal que ilustra bem a necessidade de estarmos preparados com informações para evitarmos ser apanhados em uma armadilha ou sairmos derrotados de uma negociação. Há alguns anos, um colega médico trabalhava como cooperado dentro de uma determinada instituição. Como desenvolveu essa atividade por longo tempo, a receita que ganhava com o trabalho passou a representar uma fatia expressiva do seu orçamento. Por isso ficou muito preocupado quando percebeu que diminuía gradativamente o número de exames que costumava realizar. Descobriu que haviam criado outros centros de diagnósticos para onde estavam desviando os exames, pagando metade do preço.
Marcou uma reunião com a diretoria da entidade para discutir a situação. Como a sua sobrevivência financeira dependia do sucesso daquela conversa, não vacilou e foi pesquisar tudo o que era possível sobre a entidade. Conversou com outros médicos, com diretores de outras entidades e todos que pudessem fornecer informações. Só sobreviveu porque tomou todas essas precauções. Eles tinham montado uma armadilha para derrotá-lo no processo de negociação. Durante a conversa, propuseram que, ao invés de fazer os exames como pessoa física, passasse a atender como pessoa jurídica, assim poderia usar outros profissionais no atendimento, e a receita voltaria ao patamar anterior. O que desejavam, na verdade, era encontrar uma forma de descredenciá-lo, pois como pessoa física jamais poderiam tomar essa atitude. Nas suas pesquisas ficou sabendo que eles pagavam em dia quem era pessoa física, mas atrasavam o pagamento da pessoa jurídica até que o pessoal cansasse e pedisse o desligamento.
Conhecendo essas informações, pôde perceber rapidamente a estratégia da outra parte e tomar a atitude que não o prejudicasse. Agradeceu a sugestão, disse que pensaria sobre o assunto, saiu estrategicamente e esperou com paciência até que a diretoria fosse mudada e voltasse a trabalhar de maneira correta, como sempre havia agido.

Um passo atrás pode significar uma ótima estratégia:
Dar um passo atrás nem sempre significa recuar, ao contrário, pode sim representar muitos passos à frente, tudo dependerá do seu poder de fogo. Se sentir que em determinado instante a artilharia e a força de ataque da outra parte são muito intensas, quase sempre a atitude mais acertada é a de evitar o confronto. Procure manter a calma, não demonstrando contrariedade, para, em seguida, refeito e com munição mais apropriada, montar uma nova estratégia que poderá dar a sensação de estar dando aqueles muitos passos à frente. É a pausa do lenhador para afiar o machado.
O que de maneira geral atrapalha muito nessas circunstâncias é a nossa vaidade e amor próprio, pois ao sermos atacados, somos tentados a reagir instintivamente, movidos pelo orgulho, descuidando do grande objetivo que é o de negociar com sucesso. Não adianta nada ganhar a briga e perder o negócio.
Devemos ter em mente o tempo todo que o embate não é pessoal, embora muitas vezes possa parecer. Por isso esteja sempre atento para não deixar que a emoção prevaleça sobre a razão, pois somente assim terá chance de reverter a situação desfavorável e talvez chegar vitorioso ao final.
Ninguém gosta de perder nada nem no aspecto da razão, nem no emocional, mas precisamos avaliar qual é a prioridade, isto é, até que ponto precisamos ou não do sucesso daquela negociação. Se for muito importante, um sapinho a mais ou menos fará parte do jogo.
Pense também que, no mundo dos negócios, a chance de reencontrar seu adversário existe e quem sabe até para participarem do mesmo lado, unidos por uma mesma causa. A filosofia popular ensina que, quando alguém está subindo na vida, deve tratar bem as pessoas, pois, quando cair, elas poderão servir de anteparo.

Os bastidores da negociação:
Tratar bem a secretária ou a recepcionista é um cuidado que não pode ser negligenciado. Embora nas empresas, pequenas ou grandes, haja hierarquia entre a secretária e seu superior, não menospreze a possível relação de cordialidade entre eles, produzindo às vezes um sentimento de proteção mútua. Assim, um simples comentário sobre o seu comportamento inadequado ao telefone ou pessoalmente poderá criar uma barreira que, em determinadas circunstâncias, dificilmente será superada.
Dentro de uma estratégia de negociação não existem pessoas mais ou menos importantes. Todos, sem exceção, devem ser tratados com respeito e cordialidade, que podem variar de acordo com sua habilidade em tratar com as pessoas, sempre tendo o cuidado de não cair na vulgaridade.
Algumas pessoas confundem a cordialidade, a boa educação e a simpatia como uma abertura para ter mais intimidade e exageram nas brincadeiras e comentários pessoais, sem perceber, que com essas atitudes, estão fechando portas importantes que seriam muito úteis no processo de negociação.
Seja profissional sempre, sem que esse comportamento signifique ser carrancudo ou prepotente. O profissionalismo e a humildade são grandes aliados.
Sendo visto com simpatia pela secretária, talvez conquiste uma aliada, pois ela poderá se empenhar para que você seja atendido sem muita espera.
Mesmo tendo conseguido criar um ambiente de cordialidade, tome cuidado com a ansiedade. Por exemplo, evite perguntar com freqüência se ainda vai demorar para ser atendido. As pessoas poderão se sentir incomodadas, e o ambiente amistoso poderá se desmanchar.
Lembre-se de que você tem um objetivo a atingir e por isso deve estar muito interessado para que tudo corra da melhor maneira possível. Assim, espero que não tenha ido a uma reunião importante com outro compromisso assumido a seguir, e com hora marcada.
Você deve se concentrar naquele encontro para o qual tanto se preparou. Caso a pessoa com quem irá negociar ainda não esteja em sua sala e tenha que passar pela recepção, evite se levantar para ir ao encontro dela, mesmo que seja sua conhecida. Apenas acene com a cabeça. Toda manifestação a seguir deve partir dela. Talvez ela venha ao seu encontro, talvez ela responda ao aceno de cabeça com um rápido cumprimento verbal e troque algumas palavras com a secretária e entre diretamente na sua sala. Tudo vai depender do que ela precisará resolver antes de falar com você.
É muito desagradável ser abordado por uma pessoa que o espera sem que esteja ainda preparado para recebê-la. Talvez a pessoa precise assinar alguns documentos, fazer ligações urgentes ou tomar outras providências.

Analise se você é a pessoa mais apropriada para negocia:

Talvez você esperasse encontrar neste artigo orientações de como usar bem a calculadora financeira com equações complexas, para que pudesse mostrar que o seu produto, além da qualidade, possui grandes vantagens no custo-benefício e está muito à frente da concorrência. Ficou claro que o objetivo é outro. Nem poderia ser diferente, pois você, melhor do que ninguém, conhece o seu produto e sabe por que ele foi fabricado, a que público se destina, se tem benefícios tributários ou não e se a sua escala de produção permite manobras que poderiam ajudá-lo na negociação. Empreendemos uma abordagem comportamental, ou seja, uma reflexão sobre qual a maneira mais apropriada para nos apresentar, nos comportar, se podemos ou não avançar, se o momento é oportuno para negociar, ou se uma outra época seria mais indicada, seja pela sazonalidade do produto, seja pelo momento financeiro do país, seja pela região em que atua.
Se você julgar que esses procedimentos não são apropriados devido à importância do seu cargo ou pelo seu prestigio social, não será a pessoa indicada para negociar. Seu orgulho irá prejudicar o resultado. Avalie bem quanto você deseja o resultado da negociação e só aceite essa empreitada se for muito importante para você. Caso contrário, mande outro em seu lugar.


   
 

Geraldo Antonio Polito é médico e consultor em Técnicas de Negociação
Fonte: www.polito.com.br

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  Escreva sua biografia
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Descobrir sua marca pessoal e saber vendê-la no currículo ou numa entrevista de emprego depende, antes de tudo, de uma boa dose de autoconhecimento. E um ótimo exercício para fazer essa análise é escrever sua própria biografia. Quem recomenda é o consultor Luiz Carlos de Queirós Cabrera: "Você passa a acreditar mais em si mesmo. Constata a evolução de suas competências, de seu conhecimento e, principalmente, as mudanças que enfrentou e venceu ao longo da vida", afirma o consultor. Mas escrever uma autobiografia não é privilégio de quem já está no fim da vida e tem muita, mas muita história para contar? Nada disso. Idade não tem nada a ver com a tarefa que Luiz Carlos Cabrera propõe aos seus alunos (a maior parte na faixa dos 30 anos) no mestrado profissional em administração de empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Para o gerente de planejamento comercial do Itaú, o paulista Eduardo Civitati, de 33 anos, a visita ao passado foi uma excelente oportunidade para refletir sobre as perspectivas de carreira. Uma das revelações foi que ele precisa, sim, de estabilidade. "Minha família enfrentou sérios problemas financeiros quando eu era criança e percebi que, provavelmente em função disso, eu tenho dificuldade de lidar com a falta de um salário certo no fim do mês", afirma. Isso ficou claro quando Eduardo descreveu na autobiografia sua experiência como empreendedor. Há cinco anos, o executivo deixou o Itaú para abrir um negócio próprio, em Belo Horizonte, na área de propaganda. "A empresa até decolou. Mas a insegurança do dia-a-dia me incomodava bastante." Em abril de 2001, menos de dois anos depois de ter pedido demissão, Eduardo estava de volta ao Itaú. Passou a trabalhar na mesma área em que atuava antes. Mas com uma postura bem diferente. "Eu me sentia cansado da minha própria instabilidade e intolerância. Tinha consciência das minhas potencialidades, mas, ao mesmo tempo, faltava foco, equilíbrio." Graças ao exercício da biografia, ele percebeu que precisava canalizar as energias mais para a realização do que para a crítica. E constatou que muitas das coisas que antes achava insuportáveis eram absolutamente normais não só no mercado de trabalho, mas nas relações humanas de uma maneira geral. "A biografia ajudou a deixar tudo isso mais claro para mim."

DIVIDA SUA VIDA EM CICLOS:
O consultor Jair Moggi, da Adigo, de São Paulo, autor do livro Assuma a Direção de Sua Carreira (Editora Negócio) em parceria com Daniel Burkhard, recorre à sabedoria dos antigos gregos para propor a divisão da biografia em setênios -- períodos de sete anos. "Cada um desses períodos tem suas peculiaridades e é regido por determinadas forças. É importante entender como essas forças influenciam a vida profissional", explica. Jair destaca que o setênio entre 29 e 35 anos é fundamental para a carreira porque, entre outros motivos, é o de maior estabilidade emocional. "Antes disso falta experiência e depois vem a crise dos 40 anos, prenúncio de grandes mudanças."
A paulista Maria Cristina Vichi, de 31 anos, gerente de compras para indiretos da 3M, concorda que está vivendo o período de maior estabilidade na carreira. "Estou mais convicta do que quero", diz a executiva, que também escreveu a autobiografia como exercício profissional. Ao abordar os momentos mais difíceis no trabalho, ela se lembrou de um pedido de demissão há quase três anos, que só não foi efetivado por intervenção do departamento de recursos humanos da 3M. Ela estava descontente com a função que exercia, mas a diretoria de RH pediu que esperasse mais três meses para ter a possibilidade de juntar-se ao time Six Sigma. Deu certo. E depois de dois anos nesse setor, ela foi convidada a assumir o cargo atual. "Estou satisfeita e cheia de perspectivas. O episódio me mostrou que a impaciência e a impulsividade podem ser muito prejudiciais para a carreira."
O consultor independente Verner Dittmer, ex-diretor de telecomunicações da Siemens no Brasil, aconselha todos os profissionais, de qualquer área e idade, a fazer vários registros ao longo da vida. "Pode ser uma vez por semana ou uma vez por mês, mas é importante cumprir a tarefa com regularidade", recomenda. Há dois anos, com 67 de idade, ele recebeu o convite da Editora da Universidade Estácio de Sá para lançar a autobiografia em uma coleção chamada Depoimento da Vida Profissional. Assim, deparou-se com o desafio de resgatar detalhes das quatro décadas em que trabalhou na multinacional e dos 21 anos em que esteve no comando da divisão de telecomunicações. "Enfrentei fases críticas, como lutar três vezes contra a ameaça de fechamento da unidade. Se tivesse escrito isso na época em que as coisas aconteceram, o relato hoje certamente seria mais rico."

REVISITE SUA HISTÓRIA:
Luiz Carlos Cabrera sugere que você guarde o texto em uma pasta do computador e leia-o sempre que estiver diante de um desafio. "Isso vai provar que você é mais forte do que acredita, mais persistente do que imagina e muito melhor do que os outros pensam." O consultor diz que é importante incluir no exercício aspectos da vida pessoal, como a infância e a história dos pais. Eduardo e Maria Cristina citaram episódios íntimos: a morte da mãe, no caso dele, e os conflitos com o pai em função da escolha da carreira, no caso dela ("Ele queria que eu fosse médica e eu nunca tive vocação para isso. Da infância, só lembro que queria ser a moça do pedágio, que devia ser muito rica com todo o dinheiro que recebia dos carros!").
É preciso tomar cuidado, no entanto, para não confundir as coisas. A headhunter Fátima Zorzato, diretora da Russell Reynolds no Brasil e psicóloga por formação, diz que, se você exagera na associação entre passagens da vida pessoal e momentos da vida profissional, corre o risco de fazer interpretações equivocadas. "Transferir a responsabilidade para o passado é uma saída cômoda", diz. "Além do mais, a análise de problemas antigos exige uma abordagem mais profunda, de preferência com a participação de um profissional." Para Jair Moggi, o importante, ao olhar para trás, é não se lamentar. "É preciso perceber a luz que vem do passado, e não a sombra. Só assim esse exercício pode, de fato, ajudá-lo a definir o futuro."

MÃOS À OBRA:
1. CONVERSE em separado com o seu pai e com a sua mãe sobre a vida de cada um deles, passando por temas como a infância, as circunstâncias em que se conheceram e o nascimento dos filhos.
2. RESGATE lembranças remotas, como os primeiros amigos e paixões, as vitórias no esporte, as brigas na rua. Tente se lembrar dos desapontamentos e de como os superou.
3. PENSE sobre a escolha do curso universitário. A quem recorreu em busca de conselhos? Como foi o vestibular? A sua família tinha dinheiro para bancá-lo ou você teve de trabalhar enquanto estudava?
4. LEMBRE como era a turma na universidade, como se relacionava com os colegas e como entrou no mercado. Quais as lembranças do primeiro chefe? E do primeiro ambiente de trabalho?
5. AVALIE como evoluiu a carreira depois da formatura. Que desafios você enfrentou e venceu? E os percalços? Do que se arrepende? Quais suas grandes conquistas.

   
 
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  Alexandre, o Grande!
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O filme que carrega seu nome mostra seus conflitos, desejos e anseios ... humaniza Alexandre, o que é bom, mas e suas qualidades de líder? Algumas coisas podem ser vistas no filme, mas para cruzar com o que sabemos sobre liderança, precisamos ir um pouco mais a fundo e entender a vida deste personagem da história.
Ele começou sua vida profissional bem cedo, para os padrões atuais, pois com apenas 16 anos comandou o exército que defendeu a Macedônia da invasão dos Trácios. Seu pai estava em outra guerra e ele teve de assumir a responsabilidade imposta pela situação. Parece demais para uma pessoa tão jovem, mas temos que lembrar que, naquela época, praticamente não existia a adolescência ... as pessoas saiam da infância, lá pelos seus 10 anos, diretamente para a idade adulta.
A primeira grande lição que Alexandre ensina é exatamente essa: assuma suas responsabilidades, não importa o qual pesadas sejam para você. Ser líder é buscar ultrapassar seus próprios limites!
Alexandre teve Aristóteles como tutor, o que é um bom começo - e que o motivou a estudar filosofia, medicina e investigação científica. Mas ele também tinha suas próprias idéias e discordava do filósofo que achava que todos os que não eram gregos deveriam ser tratados como escravos. De fato, ele sempre usava pessoas da região conquistada para governar suas "províncias", fazendo com que a comunicação com os conquistados fosse mais fluídica. Segunda lição: estude e não subestime as pessoas por sua raça, religião ou origem. Sua estratégia, pode ser comparada com o que os economistas chamam hoje de "aquisição hostil" (hostile takeover) - muito comum no mercado de ações dos países do primeiro mundo. Com uma diferença, ele não "tomava para desmantelar", e sim, conquistava para somar ao que já existia.
Simples assim? Mais ou menos. Historiadores o descrevem como um homem culto e de raciocínio ligeiro, com uma vontade "de ferro" e que sabia fazer com que os outros dessem o melhor de si, porém era cruel e teimoso. Exterminou uma cidade rebelde inteira, para que as outras o temessem, e, freqüentemente, recorria ao terror para que respeitassem sua vontade.
Geralmente mandava executar os comandantes mais graduados, das regiões conquistadas, pois sabia que eles detinham toda a estrutura do poder e que poderiam comandar uma revolta. No entanto, dava oportunidades para pessoas de escalões inferiores que demonstrassem identidade com suas idéias. Esta prática ainda é muito comum nas mudanças de executivos nas empresas eles identificam e "cortam as cabeças" das pessoas leais ao executivo anterior. Os problemas nas organizações ocorrem quando alguns destes executivos "recém-chegados" simplesmente cortam, sem se darem o trabalho de investigar ... e perde gente valiosa. Mas lembre-se, o tipo "líder-terrorista" está em extinção em muitas corporações.
Alexandre sempre deixava alguém de sua confiança para acompanhar os feitos dos novos donos do poder na província. Ele investia em lealdade, pois sabia que era mais fácil ensinar uma idéia nova do que mudar o caráter de uma pessoa. No entanto, este também foi seu erro administrativo mais profundo, como oligarca, pois confiou demais em Harpálus, seu tesoureiro-chefe mau-caráter, que corrompia os governadores das províncias e usurpava o dinheiro público. Coisa que ele corrigiu mandando executá-los, mas um grande estrago já estava feito.
Lembrem-se, pessoas de caráter fraco são corrompidas mais facilmente por dinheiro e poder, mesmo que seja do seu círculo de amigos e familiares.
Muitos historiadores falam que Alexandre falhou na sua política de mistura de povos e costumes, que dava direitos praticamente iguais a todos nas regiões conquistadas. Ainda estimulava o casamento dos seus soldados com as mulheres locais, com bonificação em dinheiro, e forçava que seus generais aprendessem, e respeitassem, os costumes da região. Para mim, foi isso que permitiu a expansão sem precedentes em tão pouco tempo.
Faça mais um paralelo com a administração moderna. Pense no processo de fusão, tão comum nas empresas de hoje. O que ele pretendia, e que todo executivo deveria fazer, é mesclar e tentar manter o que é bom de cada organização fundida, além de eliminar o que não é bom.
Ele era somente um bom administrador? Não. Também era considerado um dos maiores estrategistas de todos os tempos. Tanto que ainda é estudado em muitas academias militares.
Um exemplo? Quando a cidade de Mileto, encorajada pela proximidade da poderosa marinha Persa, quis resistir à invasão, Alexandre dispensou sua marinha e tomou, por terra, todas as cidades costeiras cortando, assim, o fluxo de provisões dos persas. Só depois partiu para a conquista de Mileto.
Ele era inovador e buscava manter sua mente aberta o suficiente para as opções, mesmo que para isso tivesse que bater em retirada para se reorganizar, ou simplesmente confundir o inimigo.
Mantenha sua mente aberta para as opções, mas saiba a hora de decidir, e decida sem caprichos pessoais. Esta talvez seja a maior e mais difícil de todas as lições que um líder tem que aprender.


Fonte: www.vocesa.com.br

   
 

Fonte: www.vocesa.com.br

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  Todos podem ser lideres! É só querer
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Não tenho nada de novo para ensinar. O que nós precisamos é colocar as velhas teorias em prática." Esse é o recado do guru norte-americano James C. Hunter para os profissionais brasileiros. O autor já vendeu 280 000 cópias do livro O Monge e o Executivo no Brasil e em 2006 deve lançar, também pela Editora Sextante, seu segundo livro no mercado nacional: The World's Most Powerful Leadership Principle ­ How to Become a Servant Leader (O mais poderoso princípio da liderança ­ Como se tornar um líder servidor). No dia 15 de agosto, James falou para 240 convidados da VOCÊ S/A, na comemoração do aniversário de 7 anos da revista, em São Paulo. A seguir, você confere os melhores momentos da apresentação e a receita de James para se tornar um grande líder.

LIDERANÇA É INFLUÊNCIA: Liderança é sua habilidade de inspirar as pessoas a agir. Significa conquistá-las por inteiro: espírito, coração, mente, braços, pernas... E aí está a diferença entre poder e autoridade. Quando você tem poder, as pessoas fazem a sua vontade mesmo que não desejem. Quando você tem autoridade, as pessoas voluntariamente fazem a sua vontade, por causa da sua influência pessoal. Isso é que faz um grande líder.

UM BOM LÍDER SERVE, EM VEZ DE SER SERVIDO: Se liderança é influência e isso significa inspirar as pessoas a agir, ninguém fez isso melhor do que Jesus Cristo. E o que ele tinha a dizer sobre liderança? "Quem quiser ser líder primeiro deve servir." Na primeira vez em que li isso, pensei: "Que estúpido. Isso funciona na Igreja, mas não nos negócios. Se eu sou o chefe, as pessoas é que têm de me servir". Mas finalmente aprendi. O líder tem de servir, sim. Seu papel é ajudar as pessoas da sua equipe a ser o melhor que elas podem ser. Se você dá a seu time o que ele precisa, ele também vai lhe dar o que você precisa.

UM BOM CARÁTER FAZ UM BOM LÍDER: Seja o pai, chefe, vizinho, amigo ou filho que você gostaria de ter. Liderança não é o que você faz, é o que você é. Liderança tem a ver com caráter: 99% das falhas de liderança são falhas de caráter. E o que é caráter? É o seu compromisso de fazer o melhor, mesmo quando você não deseja. Faça desse compromisso uma rotina. Suas ações viram seus hábitos, que viram seu caráter, que vira seu destino. O desenvolvimento da liderança significa o desenvolvimento do caráter. Não há seres humanos prontos. Há seres humanos sempre em formação. Você faz inúmeras escolhas sobre caráter diariamente. E são essas escolhas que determinam a pessoa que você está se tornando. Isso exige um trabalho duro. Cada um de nós pode virar um santo ou um demônio a cada dia.

TODOS TÊM POTENCIAL PARA SER LÍDER: Considerando que liderança é influência, todos podem ser líderes, porque todos podem influenciar pessoas. A diferença é que cada um tem uma responsabilidade diferente. A pergunta, certa, portanto, não é se você pode ser um líder. É como se tornar um líder eficiente naquilo que você faz, como ser um líder cada vez melhor.

COMPROMISSO É ESSENCIAL: Os profissionais passam mais tempo no trabalho do que com suas famílias. Veja que responsabilidade para os líderes... Precisamos nos questionar sempre: "Somos os melhores líderes que podemos ser para esse time?". Como você pode pedir que as pessoas dêem o melhor de si se você não dá?

LÍDER BOM NÃO É LÍDER BONZINHO: Seu desafio é fazer o que as pessoas precisam que você faça, e não o que elas querem que você faça. Às vezes isso significa bater, às vezes abraçar.

LIDERAR É AMAR: Eu não preciso gostar de você, mas, como seu líder, tenho de amá-lo. Tenho de querer que você seja o melhor que você pode ser e ajudá-lo a fazer isso. Tenho de ouvi-lo, respeitá-lo, reconhecê-lo, inspirá-lo a agir... O conceito de amor, aqui, significa o que você faz, não o que você sente. Você pode agir com amor, mesmo que tenha vontade de estrangular seu colega de trabalho.

NÃO HÁ PROGRESSO SEM MUDANÇA: Você tem de ser a mudança que você quer ver no mundo. Se o seu chefe não entende os princípios da liderança servidora, isso não é desculpa para você não colocá-los em prática.

É HORA DE AGIR: Todos concordam com o que eu digo em O Monge e o Executivo. Mas é perda de tempo ler o livro se você não coloca isso em prática, se não move o conceito da liderança servidora da sua cabeça para o seu coração e daí para suas ações.

 

   
 
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  Pão de Açúcar terá que indenizar cliente por agressão física
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Os Supermercados Pão de Açúcar foram condenados a pagar indenização, a título de danos morais, no valor de R$ 20 mil reais, ao cliente Pedro Machado Polzin. A decisão foi da juíza Vanessa de Oliveira Cavalieri Felix, da 14ª Vara Cível do Rio. O consumidor alegou ter sofrido agressão corporal praticado por agentes de segurança da empresa, da filial de Copacabana, pelo fato de ter reclamado da falta de empregados para atendimento ao público.
A magistrada baseou-se na conduta da ré, que configurou inegável ato ilícito civil e, também, penal e foi a causa eficiente das lesões sofridas pelo autor, conforme laudo técnico do Instituto Médico legal (IML). Ela considerou a situação como "reprovável e odiosa", uma vez que o consumidor, pessoa já idosa, experimentou a "dor física", mas especialmente, a "dor moral", além de ter sido agredido de forma "truculenta, injusta e covarde". "Basta, para que haja o dever de indenizar, que se façam presentes três pressupostos: a conduta, o dano, e o nexo de causalidade entre este e aquela", afirmou na sentença.
O auto do exame de corpo de delito, que classificou as lesões como decorrentes de "ação contundente", comprovou que, por duas vezes Pedro foi empurrado, caindo no chão. Já na rua, após ter sido retirado à força do estabelecimento, foi agredido com um soco no rosto, que provocou o rompimento nasal. O supermercado alegou, em sua defesa, que Pedro Machado estava fazendo "balburdia" no interior da loja, além de não ter ocorrido o fato narrado por ele. O acidente foi, no entanto, provado e atestado através de prova oral e laudo pericial.
Devido aos fatos e constatadas as lesões, o autor entrou com denúncia no IV Juizado Especial Criminal da Capital, onde os dois seguranças agressores, em audiência preliminar, aceitaram a transação penal, que, segundo a juíza, é algo que ninguém aceitaria se tivesse ciência de que nada fez. "A versão apresentada pela ré em sua resposta intempestiva, qual seja, de que o fato não aconteceu, é refutada até mesmo pelo fato de ter ela própria comparecido à audiência realizada no processo criminal e formulado proposta de acordo, ciente que estava do ocorrido", concluiu Vanessa Cavalieiri

 
Tribunal de Justiça – RJ-26/5/2006 – Fonte: www.debatejuridico.com.br
   
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  Clínica condenada por cirurgia plástica malsucedida
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Uma decisão da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou uma clínica estética a indenizar, em R$10.000,00, por danos morais e estéticos, uma representante comercial, de Belo Horizonte, que se submeteu a uma cirurgia plástica e ficou com o rosto deformado. A clínica deverá arcar ainda com os custos da cirurgia plástica reparadora e dos medicamentos da paciente
No dia 9 de julho de 2003, a representante comercial optou por fazer uma cirurgia plástica de pálpebra e foi informada de que já estaria com boa aparência até a data das festividades do aniversário de 15 anos de sua filha.
Porém, passado o prazo de recuperação, a paciente constatou que havia marcas e quelóides em seu rosto, um dos olhos estava maior que o outro, uma sobrancelha estava mais alta que a outra, não conseguia mais fechar o olho totalmente e a pálpebra inferior do lado direito estava desviada da córnea.
O médico, então, recomendou que a representante comercial procurasse uma farmácia e fizesse uma maquiagem para disfarçar as cicatrizes e que depois arcaria com todas as despesas. Ela pagou as despesas, mas o médico não honrou com a promessa.
Segundo o processo, a paciente procurou se informar das qualificações do médico e descobriu que ele era anestesista e não tinha registro junto à Sociedade de Cirurgia Plástica de Minas Gerais. Ela, então, requereu indenização por danos estéticos e por lucros cessantes, representados por pensão mensal, alegando que também sofreu danos psicológicos, que fizeram seus rendimentos caírem de R$ 1.500,00 para R$ 500,00.
A decisão de primeira instância condenou a clínica ao pagamento de indenização por danos morais e estéticos, no valor de R$ 10.000,00, e ao custeio de medicamentos e cirurgia reparadora. A clínica recorreu, alegando que o médico tinha qualificação suficiente para realizar a cirurgia e que a culpa foi da paciente, que não observou os cuidados necessários no período pós-operatório.
No entanto, a desembargadora Evangelina Castilho Duarte (relatora) e os desembargadores Alberto Vilas Boas e Alberto Aluizio Pacheco de Andrade confirmaram integralmente a decisão, sob o entendimento de que, como a cirurgia não apresentou o resultado esperado, o médico deveria demonstrar que não agiu com imperícia ou negligência.
A relatora ainda destacou em seu voto que, diferentemente dos médicos, a quem cabe obrigação de meio, ao cirurgião plástico cabe a obrigação de resultado.

   
 

TJMG -  Fonte: www.debatejuridico.com.br

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  Unibanco consegue reduzir valor de indenização
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Os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiram o pedido da administradora Cartão Unibanco Ltda. para reduzir o valor da indenização por danos morais a ser paga a Leopoldo Peres Sobrinho. Com a decisão, o valor passou de R$ 164.025,20 para R$ 15.600,00.
Leopoldo Sobrinho ajuizou uma ação de prestação de contas e de indenização por danos morais e materiais contra a Cartão Unibanco Ltda. sustentando que a empresa, por iniciativa própria, emitiu um cartão de crédito em seu nome e remeteu para a sua residência. Segundo ele, jamais utilizou o cartão e, em nenhum momento, contratou com o banco a sua emissão e demais condições, recebendo o comunicado do registro de seu nome no Serasa em razão do não-pagamento das taxas cobradas a título de anuidade, no valor de R$ 166,64.
O Juízo de primeiro grau julgou procedentes as ações, condenando a Cartão Unibanco a pagar o valor de R$ 166,64, a título de danos materiais, correspondente à despesa feita por Leopoldo Sobrinho para cancelar a sua inscrição do cadastro de devedores do Serasa, e a importância de R$ 164.025,20 por danos morais.
Inconformados, tanto o banco quanto o cliente apelaram. Leopoldo Sobrinho pretendendo a elevação do montante indenizatório. A Cartão Unibanco postulando a redução do valor da reparação. O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ/AM), por votação unânime, negou provimento aos pedidos.
O banco, então, recorreu ao STJ pleiteando que a fixação da indenização por danos morais "se faça em termos moderados, de modo a não causar um enriquecimento sem causa".
O ministro Barros Monteiro, relator do processo, lembrou que só se revisa o valor arbitrado para a indenização de danos morais quando ele se mostra evidentemente exagerado, distanciando-se das finalidades às quais se destina. "No caso, o quantum definido pelo Juiz singular, mantido em segundo grau de jurisdição, afigura-se claramente exagerado, exorbitante, bastando que se proceda a um simples cotejo com o montante da anualidade que o autor foi compelido a desembolsar, a fim de ver cancelado o seu nome no cadastro da Serasa".

RESP 596438

 

   
 

Fonte: STJ – Fonte: www.debatejuridico.com.br

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