Matérias de Outubro


 O covarde é sempre um fraco?

 
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O covarde é sempre um fraco?

Será a covardia o oposto da coragem?

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Um dos nossos hábitos: usar palavras sem conhecermos com precisão seus significados, ou pelo menos sem nunca termos nos detido em reflexões sobre toda a extensão dos fenômenos que elas representam. Vejamos, por exemplo, o que é covardia.

É fraqueza, o oposto da coragem, que é uma virtude. Sobre a coragem falaremos em outra oportunidade. Do senso comum tiramos a idéia que o covarde é uma pessoa que evita situações de violência, especialmente de violência física, por ter muito medo; medo de levar a pior, de apanhar.

Em geral, são homens que tiveram uma infância bastante atribulada. Eram crianças mais fracas. Choravam com mais facilidade do que o habitual dos meninos. Nas brigas, apanhavam sempre. Eram, o tempo todo, objeto de chacotas e ridicularizações infundadas. O bode expiratório e o ponto de descarga de qualquer irritação ou agressividade do grupo. Se envergonhavam muito por não terem condições de revide.

A observação mais acurada mostra que muitos destes indivíduos são criaturas extremamente sensíveis, muito emotivas, e que, apesar de terem passado por tudo o que mencionamos no período da infância, são incrivelmente preocupados com o bem estar dos outros. São pessoas que têm uma dificuldade enorme de magoar os outros, especialmente aquelas em situação de inferioridade. Em virtude desta dificuldade, preferem muitas vezes arcar com prejuízos para si em vez de tomarem atitudes agressivas, ainda que em defesa justa dos seus direitos. Preferem se magoar a magoar outras pessoas. Quando, involuntariamente, magoam a alguém, sentem-se muito mal.

Daí, uma outra definição: o covarde é o indivíduo que tem medo de bater, e não apanhar!

Com efeito, seria difícil entender a covardia como sendo medo de apanhar, pois o que mais acontece na vida de um covarde é exatamente isso, por força de sua falta de capacidade de revide, os que o cercam se aproveitam disso para agressões contínuas e desnecessárias. E, portanto, o covarde é o que sempre apanha.

Será, então, a covardia um defeito de caráter? Será mesmo o oposto da coragem?
São múltiplas as hipóteses que poderíamos aventar para esta dificuldade de agir agressivamente, como em condições socialmente não só aceitáveis, mas exigidas: excessiva sensibilidade e preocupação em nunca magoar terceiros porque isto desperta incríveis sentimentos de culpa; medo da própria agressividade, no fundo sentida como muito intensa; educação altamente repressiva do impulso agressivo, de modo a não conseguir exercê-lo nem mesmo quando desejado, etc.

Esta última hipótese certamente é a que encontrará maior número de adeptos, pois nossa cultura definitivamente entende o homem como um animal malvado, agressivo. Todos aqueles que não preencherem este padrão estão de certo modo doentes. Os próprios indivíduos covardes se entendem assim, ou seja, se colocam como doentes. Reclamam de sua condição e muitas vezes procuram ajuda para ver se conseguem se modificar. Na grande maioria das vezes se percebe que não só se modificam, como, na realidade, não queriam absolutamente se modificar.

Eu prefiro entender a baixa capacidade de reagir agressivamente mesmo quando provocado como o resultado de agudas e intensas sensibilidades e preocupação para com os semelhantes. São, muitas vezes, pessoas energéticas, ativas e que, quando movidas por idéias humanistas verdadeiramente convincentes para elas, adquirem enorme capacidade de ação em defesa destes ideais.

 

 

   
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Espante os seus Urubus internos

Já escutamos falar dos sugadores de energia externos, mas  livrar-se dos urubus internos que ficam em nossa companhia às 24 horas por dia, requer dose de autoconhecimento.

Por Gilberto Wiesel

Ultimamente, ouço falar muito que devemos nos afastar das pessoas que, de alguma forma, estão nos prejudicando. Aquelas pessoas com a capacidade de nos colocarem para baixo,que se aproximam apenas para reclamar de tudo e de todos. Devemos usar todos os artifícios para nos livrarmos delas, para que parem de sugar nossa energia.

O que tenho notado, no entanto, é que poucos são os que nos dizem de como nos libertaremos dos sugadores de nossa energia e que estão dentro de nós, de como vamos nos libertar dos urubus internos, aqueles que estão com a gente sempre, por onde andamos, seja no trabalho, seja em casa, no banho, nas brincadeiras com os filhos, na televisão, nas leituras, no estudo, viagens, no sono, enfim, em nossa companhia as 24 horas por dia.

Acredito que estes são os mais difíceis de nos livrarmos. Sabe por que? Porque estes são os nossos diálogos internos, ou seja, a nossa própria voz, a falar e a questionar constantemente sobre tudo e todos, mas principalmente, sobre nós mesmos. É destes que nós devemos nos livrar. Na minha opinião, se deixamos os urubus externos nos prejudicarem é por que os nossos urubus internos permitem. O fato é que, para lidarmos com os internos, devemos adotar posturas diferentes, pois dos outros, podemos nos afastar, mas destes não, porque nós somos eles. Afinal, então o que faremos a partir desta constatação?

VIGIAR. Esta é a palavra. Vigiar significa exercer vigilância sobre, observar atentamente, velar por estar acordado, atento, tomar cuidado... Vamos transportar isso para o nosso dia a dia.

O que a palavra quer dizer é que devemos prestar muita atenção em nossos pensamentos, naquilo que acreditamos como verdadeiro, prestar atenção no que a nossa voz interna nos comunica a respeito de tudo o que vemos e sentimos, estar atento, tomar cuidado para que não nos coloque para baixo com suas afirmações a respeito do que nos rodeia, pois na maioria das vezes, aquilo que concordamos como verdadeiro e aceitamos, necessariamente, não condiz com a realidade vivida. É a nossa voz interna tentando nos convencer sobre os fatos, ou seja, os nossos urubus internos nos sugando.

Armemo-nos com instrumentos que possam, realmente, nos ajudar a vencer e combater esses malfeitores. O que indico são coisas muito simples, mas se a praticarmos no nosso dia a dia, mais forte ficaremos e estaremos mais preparados para enfrentar qualquer sugador de energia que possa vir a se aproximar de nós.

Aí vai a minha dica. Exercite mais a: Paciência; Humildade; Respeito; Ética; Bondade; Generosidade; Perdão.

Quanto mais você incorporar e praticar estes conceitos diariamente, mais estará se fortalecendo internamente para combater todos os possíveis e incansáveis urubus internos. E não se esqueça de praticar muito a palavra AMOR, pois ela é a base para todas as demais. Pois bem, estão em suas mãos as armas necessárias para ser um grande vigilante do seu Sucesso.

 
COMBATA OS SEUS URUBUS INTERNOS.
 
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Volte a acreditar em você! Volte a se apaixonar! Volte a viver!

É necessário acreditar no futuro e maravilhoso acreditar que o passado já passou e a dor acabou.

Por Luis Carlos Mazzini

Acreditar é o caminho! Acreditar em você então, nem se fala! Acreditar é o segredo da vida porque quando há crenças, há saídas.... as portas se abrem. A beleza se apresenta bem à sua frente quando você passa a viver assim acreditando. Veja tudo em plenitude: acredite sempre em tudo, em todos e no bem!

Quer saber quem são os especialistas nessa matéria? As crianças, o palhaço, os índios, os felizes, os apaixonados, os líderes e os anjos!

É fundamental acreditar na vida!É indispensável acreditar em você!É imprescindível acreditar nos outros! É necessário acreditar no futuro e maravilhoso acreditar que o passado já passou e que a dor já acabou! Acredite na felicidade! Na sua felicidade que está por vir! Espere por ela. Lute por ela!

Acredite no amor! Acredite na vida!

Mas saiba que é maravilhoso, fundamental, indispensável, fantástico, incrível e imprescindível acreditar em Deus, viu?

Volte a acreditar em você! Volte a se apaixonar! Volte a viver! Volte a sentir a alegria de viver!

   
 
 
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Prosperidade:

Criamos na mente nossa própria realidade. Quando pensamos em pobreza, tristeza e dificuldades, vivenciamos esses estados de nossa mente. Cada infortúnio é fruto de nossa escolha!

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Prosperidade é um estado de consciência, é preciso treinar a mente para sintonizar esse estado. É como desejar um belo canteiro de flores no jardim de sua casa: primeiro você cria na sua mente a imagem que deseja, depois toma as providências necessárias para o plantio e crescimento das flores. Se não criar primeiro o jardim na sua mente, não há como conseguir materializá-lo. Quanto mais detalhes puder visualizar – as cores, os tipos de plantas, até o perfume – mais facilmente ele estará de acordo com o desejado.

É preciso manter a mente voltada para a satisfação do resultado. Senão, qualquer pensamento contrário impedirá que se realize, como: "Eu nunca vou conseguir!", "Essa terra ruim jamais se tornará um jardim", "As tempestades podem arruinar o meu trabalho!", "Os outros é que são habilidosos ou tem sorte!" ou "Não vai dar certo!".

Criamos na mente nossa própria realidade. Assim, quando pensamos em pobreza, tristeza e dificuldades, vivenciamos esses estados de nossa mente. Cada infortúnio é fruto de nossa escolha!

Essa postura mental negativa é um hábito que temos de reconhecer em nós e transformar.
Sintonizar a prosperidade é ter pensamentos e imagens mentais prósperas e felizes para si mesmo e para os outros.

Assim, tudo nos é facilitado – surge alguém que nos empresta ferramentas, ligamos a TV e está começando um programa sobre o plantio da terra, as sementes das flores que desejamos estão em promoção numa loja próxima, a revista na espera do dentista tem uma dica valiosa justamente para nossa maior dificuldade, etc.

São muitos caminhos que se abrem provando que o universo nos favorece. Podemos iniciar então, nosso futuro próspero, visualizando a prosperidade entrando em nossa mente, na forma de um lindo raio dourado. Essa cor vai preenchendo todos os pensamentos obscuros, desfazendo-os com sua luminosidade, vibrando em todas as células e átomos do nosso corpo, revitalizando e magnetizando tudo que nos cerca.

Vamos escolher, a partir de agora, pensamentos felizes que nos conduzirão a um novo tempo. Vamos buscar nossas próprias experiências de prosperidade!

   
 
Autora: Zantina: Ministra cursos e palestras com temas sobre espiritualidade.
 
 
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Torne-se Empreendedor dos Seus Sonhos e Aprenda a Viabilizá-los.

A partir do momento que define o que é importante em sua vida e assume seu lugar no mundo, você se capacita a empreender seus sonhos.

Por Leila Navarro

Em alguma fase da vida, os grandes empreendedores que conhecemos sonharam realizar alguma coisa, visualizaram a si próprios tocando um negócio, trabalhando por uma causa, cuidando de pessoas, ou seja, lá o que for. A partir daí, fizeram o que tinha de ser feito para concretizar o sonho. E o que você dever fazer para materializar o seu? Comece pelo sonho, é claro. Por incrível que possa parecer, muitas pessoas perderam o costume de sonhar. De tão envolvidas com a rotina, a pressa, os problemas e desafios que são impostos pela sobrevivência, deixaram de lado o ideal de vida que um dia cultivaram para si mesmas, seus valores, suas opiniões e seus desejos.

Tive, certa vez, a oportunidade de falar para um grande grupo de pessoas desempregadas. Perguntei a um rapaz da platéia qual era o sonho dele, e a resposta foi: “Ser competitivo no mercado”. Achei essa resposta muito estranha e decidi fazer a pergunta também a uma moça, que respondeu: “Ser competitiva no mercado”. Compreendo que uma pessoa que perde seu emprego se sinta tão fora do jogo que seu maior desejo seja incluir-se no mercado de trabalho, sentir-se parte do grupo de pessoas economicamente ativas. Apesar disso, pense comigo: desde quando “ser competitivo no mercado” pode ser considerado um sonho? Imagine uma mãe que pergunta ao filho de 20 anos qual é o sonho dele e ouve: “Ser competitivo no mercado”. Aliás, o que é ser competitivo no mercado: ser disputado pelas empresas, ganhar bem, resistir aos freqüentes cortes de pessoal, receber uma promoção por ano, o quê? Veja como a preocupação com a sobrevivência econômica se impõe na vida do ser humano!

Algumas pessoas economizam seus sonhos com receio de iludir-se com o impossível e depois se frustrar, mas acho que só corre esse risco quem confunde sonho com fantasia. Se eu viver reclusa em casa, à espera de um lindo príncipe que bata em minha porta, me coloque na garupa de seu cavalo branco e me leve para morar em seu castelo, não estarei sonhando, estarei fantasiando. Sonhar é desejar algo que não temos, mas que seja compatível com nosso contexto, com nossas possibilidades. Quanto mais nos conhecemos, aliás, mais “pé no chão” temos em relação a nossos sonhos. Isso não significa, porém, que não possamos desejar coisas grandiosas para nós. Outro dia li no jornal a história de um médico americano que sonhou tornar-se astronauta. Tudo começou quando ele, já aos 43 anos de idade, viu um anúncio da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, que recrutava pessoas para uma viagem sideral. Incrivelmente atraído por aquela oportunidade, inscreveu-se no programa e aguardou calmamente o desenrolar dos acontecimentos – sem alimentar grandes expectativas. E não é que ele foi selecionado? Começou, então a fazer um rigoroso curso de preparação física, técnica e psicológica para a viagem, que só se realizou quando ele já contava 49 anos. Veja que o sonho do médico podia ser incomum, mas estava de acordo com suas possibilidades – tanto assim que se concretizou.

Sabe o que eu faço quando quero ter certeza de que meus sonhos não são ilusões? Consulto minha intuição, minha sabedoria interior. Eu me deito, respiro profundamente, faço um relaxamento completo e penso no que desejo, Se o pensamento trouxe paz, isso significa que tem tudo a ver comigo, mas se trouxer inquietação ou dúvida, é porque realmente não serve para mim.

É devido a todas essas preocupações, medos e conceitos que acabamos de discutir que as pessoas deixam de sonhar. Mas, sem o sonho, que motivação temos para nos levantar dispostos da cama, aproveitar o dia e nos deitar satisfeitos pelo o que realizamos? É ele que dá sentido à vida e nos motiva a superar dificuldades. O sonho de cursar uma faculdade dá a muitos jovens a energia necessária para enfrentar um supletivo à noite depois de ter trabalhado o dia todo para ajudar a família. O sonho de ver um mundo mais justo faz a gente que poderia ficar no conforto de sua casa, sair para levar assistência a pessoas carentes. Um exército de sonhadores, com muita honra, escreve todos os dias as mais pelas páginas da História humana.

Por falar em sonho, qual é o seu? Será que depois de ler todo esse discurso, você ainda tem dúvidas sobre a importância de sonhar? Quem não sonha não tem motivo para viver, mas quem sonha acredita que pode tudo.l Só de fechar os olhos e ver a si mesmo realizando seu sonho, você já entra num estado de felicidade. Imagine, então, o ânimo eu sentirá quando estiver trabalhando para realizá-lo.

Viver é materializar sonhos, não apenas um, mas vários deles. A cada momento da vida, você pode sonhar com uma coisa nova, empenhar-se em materializá-la, alcançar seu objetivo e desfrutá-lo. Depois, poderá sonhar com uma outra coisa. Olhe para tudo o que você conquistou: seu carro, sua casa, aquela viagem tão esperada, aquele objeto que você namorou um tempão até conseguir comprar. Tudo isso não foram sonhos que se realizaram?

Imagine agora como a vida ficaria empobrecida com um sonho só. Eu soube de um homem que sonhava em ganhar na loteria e passou anos e anos jogando até finalmente ganhar um bom prêmio. Pois, acredite que ele gastou sua fortuna em pouco tempo e, quando o dinheiro acabou, voltou a jogar para ganhar outra vez. Quer dizer: o sonho dele era ganhar na loteria e mais nada. Em vez de você aproveitar a oportunidade de ter dinheiro para realizar outros sonhos, ele gastou tudo – e voltou a jogar como antes. Talvez esse homem chegue ao fim da vida muito humildemente, com um bilhete de loteria na mão, à espera do dia em que ganhará um grande prêmio e não saberá o que fazer com ele para ser feliz. E por que isso aconteceria? Porque o homem não criou outros sonhos para escrever a história da sua vida.
VIABILIZE SEU SONHO: É ótimo que você esteja reconsiderando a importância do sonho em sua vida. Mas colocá-lo numa linda moldura em seu quarto e admirá-lo todos os dias não o trará à manifestação. Será preciso criar condições para que ele se concretize. Cabe a você tomar a iniciativa de materializar seu sonho, pois nada muda se você não mudar.

A idéia é sair do apartamento para uma casa num lugar tranqüilo? Então comece a conhecer os bairros, avalie o seu apartamento, pesquise o tipo de casa que pode comprar, identifique todas as mudanças que sua rotina terá no novo endereço – enfim, comece a fazer as coisas acontecerem.

Chegou à conclusão de que o trabalho não tem nada a ver com o que você sonha? Então largue o trabalho. Não dá para ser tão radical? Está bem, planeje uma transição. Continue no trabalho, mas vá arando o terreno para plantar o sonho. Para administrar situações de transição como essa, é fundamental ter a noção de relevância. Se você sabe o que é importante para a sua vida e o que não é, fica mais fácil criar uma estratégia. Em vez de você empregar toda a sua energia na conquista de uma promoção que será inútil em sua nova perspectiva de vida, você pode relaxar, dispensar-se de fazer horas extras e deixar de cobrar de si mesmo tanto desempenho. Assim, surgirá um tempinho livre para dedicar-se a assuntos relacionados a seu novo projeto.

Criar condições para materializar o sonho significa também providenciar aquilo de que você precisa para dedicar-se a ele. Talvez seja necessário burilar seus talentos. Para alguém ser músico, não basta ter bom ouvido e sensibilidade – é preciso aprender a técnica e desenvolver a habilidade de tocar um instrumento. Da mesma forma, você talvez tenha de buscar o conhecimento necessário para aplicar seu talento com competência. Vamos supor que seu sonho seja trabalhar como decorador de ambientes. Por mais bom gosto e noções artísticas que você tenha, precisará de um curso que o habilite a exercer essa função. Precisará saber como o meio funciona, pensar numa cidade para por o pé no mercado (quem sabe uma sociedade com alguém já estabelecido), planejar, enfim, essas coisas.

Mesmo que não possa romper com tudo de uma hora para outra e entrar de cabeça em seu projeto, só o fato de alimentá-lo com essas atitudes preparatórias fará um bem imenso a sua vida. Cada dia que você passa no apartamento apertado ou trabalha no emprego que não tenha nada a lhe oferecer é um dia a menos na contagem regressiva para viver seu sonho. Estimulado por uma nova perspectiva de futuro, você vai encarar com muito mais tranqüilidade os problemas que antes o tiravam do sério. Vai olhar para aquela cozinha minúscula do apartamento e dizer a si mesmo: “Não faz sentido continuar reclamando por me sentir sufocado, pois esse desconforto é apenas provisório”. Vai executar atividades do trabalho que você sempre detestou e pensar: “Engraçado, depois que escolhi um novo rumo para mim, isso não me afeta como antes”. Perceberá enfim, duas grandes verdades sobre a vida. Primeira: somos nós que tornamos as coisas boas ou más, tudo depende da maneira como a vivenciamos. Segundo: nada é definitivo. Se você se convencer de que as situações incômodas ou limitantes da vida podem ser transformadas, ficará mais fácil conviver com ela.

 

   
 

Fonte: www.leilanavarro.com.br

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Características de um Empreendedor

O empreendedor é aquele que percebe oportunidades de crescimento e de negócio nas circunstâncias mais comuns.

Por Leila Navarro

A nossa moeda corrente mais importante e poderosa é o nosso talento! Deveríamos ter aprendido isso na escola, mas não é porque isso não aconteceu que não podemos fazer acontecer agora. Pelo contrário, todos nós nascemos com um talento e um potencial empreendedor. A questão é descobri-los e gerenciá-los.

Daí a importância de se ter uma postura e comportamento empreendedores, para descobrir qual o talento que se tem, e empreender e administrá-lo como o melhor produto que existe.

O empreendedor é aquele que percebe oportunidades de crescimento e de negócio nas circunstâncias mais comuns. O empreendedor é uma pessoa que não se abate ao encontrar problemas. Ele fica entusiasmado, pois sabe que se há algum problema, há solução. Ou seja, ele consegue se entusiasmar mesmo em momentos de dificuldade.

Examine, cuidadosamente, o comportamento de um empreendedor e procure incorporar às suas atividades profissionais e pessoais. Você notará grandes diferenças e avanços. Veja algumas características que os empreendedores possuem:

Autoconfiança e Independência - O empreendedor é seguro e capaz de manter seu ponto de vista, mesmo diante da oposição ou de resultados desfavoráveis. Acredita em si mesmo, portanto, possui muita iniciativa e busca realizar tarefas desafiadoras. Luta por suas idéias, abre seus próprios caminhos, também procura ser seu próprio patrão.

Cidadania e Ética - Acredita em valores, que aplica em sua vida, como: ética nos negócios e relações interpessoais; comprometimento com o meio ambiente; crença no desenvolvimento sustentável e responsabilidade social.

Coragem- Sabe calcular riscos, diminuindo o seu impacto, e avaliar as possibilidades, de modo a controlar os resultados esperados. Por isso não teme situações desafiantes ou riscos moderados.

Comprometimento- Empenha-se na realização de seu sonho. Está comprometido com a concretização de seus projetos (pessoais e profissionais), mesmo que estes exijam muitos sacrifícios.

Criatividade- Encontra soluções melhores, às vezes surpreendentes. Produz qualidade e excelência. Tem por hábitos gerar idéias, desafiar-se constantemente para manter sua capacidade criativa.

Decisão- Faz tudo o que é possível para não fracassar, não tem medo do fracasso, não espera que outras pessoas tomem decisões por ele. Toma decisões e assume suas conseqüências. Seu poder de decisão e comportamento fazem com que ele tenha uma grande energia e muita disposição para seus projetos e idéias.

Habilidade - Possui habilidades e aptidões e procura aperfeiçoá-las e desenvolver outras mais. Tem como aptidões: iniciativa, ousadia, visão estratégica, espírito criativo, entusiasmo, prazer em lidar com pessoas, tem muito prazer naquilo que faz, é autoconfiante, eficiente e eficaz, entre outras. Tem como habilidades: detectar oportunidades, trabalhar em equipe, administrar bem o seu tempo e momentos de crise, ser flexível, efetuar planos de ação e de negócios, perceber a viabilidade econômica de suas atividades, preocupação com a qualidade de seus serviços e/ou produtos, entre outras.

Inovação - Procura inovar em seus produtos ou serviços, ou seja, busca sempre um diferencial ao que oferece. Está sempre atento ao concorrentes e aos outros profissionais da área para identificar falhas em seus produtos e serviços, para poder oferecer algo que possa deixar seus clientes (internos ou externos) satisfeitos.

Liderança - Tem capacidade de definir estratégias e objetivos, coordenar e delegar a realização de tarefas, incentivar pessoas e conquistar adeptos e apoio para as suas idéias. Ele cria, coordena, mas também acredita no potencial das outras pessoas e nos resultados que elas podem obter.

Organização - Por ser organizado e saber planejar, não desperdiça tempo, dinheiro e energia. Tem capacidade para utilizar recursos financeiros, materiais e humanos cuidadosamente. Estabelece metas específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e tangíveis, pois planeja cada passo. É capaz de mudar de planos ao perceber, depois de análise cuidadosa, que o cenário de seus planos está sofrendo alterações.

Otimismo- Acredita em seu potencial empreendedor, em seus sonhos e nas oportunidades que o mundo oferece. Para ele os problemas oferecem sempre possibilidades de solução e crescimento.

Paciência- Como o empreendedor acredita que a concretização de seus objetivos depende dele mesmo, não se angustia com fatores externos, os quais não pode controlar. Ele tem bastante discernimento e tranqüilidade para fazer acontecer o seu momento e influenciar as pessoas e ambiente que estão ao seu redor, para que possa realizar suas metas.

Persistência - Não desiste diante de um obstáculo. Ao contrário, busca formas de contorná-lo ou superá-lo, assumindo responsabilidade pelos métodos utilizados para alcançar suas metas.

Pesquisa - Procura manter-se sempre bem informado. Conhece a fundo seu negócio ou sua profissão. Pesquisa em livros, publicações, cursos e demais materiais que possam auxiliá-lo ou qualificá-lo para desempenhar melhor suas atividades.

Talento- Sem dúvida, o talento é a ferramenta para transformar idéias em negócios, problemas em oportunidades. O seu talento é a sua ferramenta, é a sua arma para surpreender, é uma inteligência natural. É um dom divino, que todos recebem sem aviso ou manual de instrução.

   
 
Fonte: www.leilanavarro.com.br
 
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Diga-me o que pensas e te direi quem és

A coisa mais difícil do mundo é ser a pessoa que você acha que os outros querem que você seja. A imagem que você tem de si próprio vai influenciar todos as decisões, momentos e atos do seu dia.

Por Raúl Candeloro

Como já dizia o sábio, ‘diga-me com quem andas e te direi quem és’. Ele provavelmente estava referindo-se aos amigos, parceiros, sócios, etc. da pessoa em questão, mas certamente podemos aplicar a mesma lógica aos nossos pensamentos. Por mais que vivamos rodeados de gente, passamos muito mais tempo sozinhos com nossos pensamentos. E podemos certamente transformar a frase acima em ‘diga-me com que pensamentos andas e te direi quem és’.

Nossos maiores amigos e nossos piores inimigos são justamente nossos próprios pensamentos. Pensamentos podem ser melhores do que um doutor ou podem machucar mais do que uma pedra. Muita gente culpa forças externas pelos seus fracassos, quando na verdade deveria entender que pode estar sendo enfraquecido constantemente pelos seus próprios pensamentos. Nietzsche já dizia que muitas vezes a cabeça é o caixão dos nossos maus pensamentos.

Você conhece suas fraquezas? Você está disposto a aceitá-las e admiti-las? O que tem freado sua vida, impedindo-o de viver exatamente da forma que gostaria? Quando você é honesto consigo mesmo sobre suas fraquezas, e disposto a dedicar-se a trabalhar para melhorá-las, você acaba identificando um excelente caminho para melhorar e alcançar o sucesso.

Se você é criativo e tem idéias arrojadas, prepare-se para o fato de que a maioria das pessoas vai dizer constantemente que você está errado. Aí justamente reside um grande problema: por mais que tentemos evitar, temos a tendência de nos moldar à visão que os outros têm de nós.

A coisa mais fácil do mundo é ser você mesmo. A coisa mais difícil do mundo é ser a pessoa que você acha que os outros querem que você seja. A imagem que você tem de si próprio vai influenciar todos as decisões, momentos e atos do seu dia. Cada uma dessas decisões vai moldar e dar contorno à sua vida e ao mundo ao seu redor. Se você fizer apenas o que acha que deve fazer por causa dos outros, vai viver sempre insatisfeito e cheio de pensamentos conflitantes.

Um dos principais componentes da sabedoria é conhecer os limites do seu conhecimento. É preciso saber o que se sabe, e também saber o que não se sabe. As pessoas realmente inteligentes são aquelas que sabem e entendem que elas não têm todas as respostas. Pessoas realmente inteligentes estão sempre dispostas a perguntar, aprender e crescer, vendo as coisas como deveriam ser, não apenas como são.

Se você quer mudar seu mundo deve mudar seus pensamentos, disse Norman Vincent Peale, pois você acabará inevitavelmente transformando-se em tudo aquilo em que acredita. Se você acredita alguma coisa sobre si mesmo, podia nem ser verdade antes de você começar a acreditar, mas com o passar do tempo com certeza vai ser. Isso pode ser tanto uma boa notícia quanto uma má, dependendo da imagem que tiver de si próprio.

Você transforma seu amanhã pelas ações que toma hoje. Por isso você tem que tomar tanto cuidado com o que você pensa sobre si mesmo, porque você investirá todo seu tempo, esforços e tudo o que tem (e faz) buscando alcançar esse resultado – positivo ou negativo, seja ele qual for.

Citando Dale Carnegie: “Qualquer tolo pode criticar, condenar e reclamar – e a maioria faz exatamente isso”. Se você deixar seu amanhã chegar sem sua participação ativa, existem grandes possibilidades que você não goste do resultado final.

Já dizia Aristóteles que a excelência não é um ato, mas sim um hábito, porque somos o que fazemos repetidamente. Parte importante da sua auto-estima é responsabilizar-se pelos próprios atos. Por mais desculpas que possamos inventar, somos o que pensamos e fazemos.

Todas as pessoas podem ser divididas em 3 grupos: os imóveis, os móveis, e os que se movem. Para sair da zona de conforto e fazer alguma coisa muitas vezes precisamos de coragem. Infelizmente tem muita gente que acha que coragem é só para super-heróis. Mas isso não é verdade. Como escreveu Robert Louis Stevenson, todo dia a verdadeira coragem tem poucas testemunhas. Mas sua coragem não é menos nobre só porque não tem uma banda tocando ou a torcida gritando seu nome.

Seja corajoso e faça o que acha que tem que fazer. Esqueça o que os outros vão pensar ou dizer. Faça o que é certo. Se for diferente, já sabemos que vai ter sempre alguém criticando. Mas somente assim você romperá barreiras e estabelecerá novos limites. Você só pode descobrir um mundo novo arriscando-se a sair do velho.

Não tem muita coragem? Não sabe por onde começar? Não tem problema. Faça como os japoneses – aplique a filosofia do Kaizen: pequenas melhorias contínuas que no final dão um grande resultado.

Existem 3 coisas que todo ser humano deve saber: o que é demais para ele, o que é de menos, e o que é certo. Encontre alguma coisa que esteja dando certo na sua vida e tente melhorá-la só um pouquinho. Não é necessário fazer alguma coisa grandiosa ou revolucionária – basta um simples detalhe, algo que você pode fazer agora mesmo. Veja só que coisa interessante: hoje é justamente um dia excelente para você melhorar só um pouquinho alguma área da sua vida.  Gandhi resumiu bem quando disse que a diferença entre nossa capacidade de fazer e o que realmente fazemos poderia resolver todos os problemas do mundo. Basta termos a coragem de pensar de forma diferente – e depois agir. Um passo por vez, um pouquinho todos os dias, e com certeza você conquistará qualquer objetivo em sua vida.

 


   
 

Raúl Candeloro  é palestrante e editor das revistas VendaMais®, Crescimento Pessoal & Motivação® e Liderança®, responsável pelo portal www.vendamais.com.br e www.gestaoemvendas.com.br.

   
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Tempos Modernos

É possível predizer o futuro de cada um de nós, ele não é incerto, é conseqüência do que fazemos no presente. O futuro, portanto, é líquido e certo.

Por Dulce Magalhães

Imagine poder viajar no tempo e saber com antecedência tudo que virá. Saber para onde vai o mercado, o que vai ocorrer nas bolsas, qual a tecnologia que triunfará dentro de dez anos. Mas nem precisa tanto, imagine receber hoje o jornal de amanhã, as principais notícias, os eventos mais importantes, o resultado da loteria. Ter essa informação em nossas mãos uma única vez, umazinha só, e poderíamos mudar o rumo de nossas vidas.

A boa nova é que todos nós podemos antecipar o futuro, saber com antecedência o que é mais importante, fazer nossa própria loteria. Isso mesmo, os sinais já estão visíveis, as informações já estão disponíveis, o futuro já chegou. Claro que nem todo mundo vai ver o que vai ocorrer, nem ler a história, nem ouvir os ecos que ressoam daqueles eventos que estão por ocorrer. Todos somos capazes de predizer o futuro, entretanto isso é reservado a uns poucos iniciados que se propõem a aprender. Calma, não estamos falando de adivinhação, bola de cristal ou previsões de computador, a questão se resume ao comportamento.

A gente não tem como afirmar o que vai acontecer no próximo ano com o mercado, como vão se comportar as atividades de compra e venda, ou o que vai vender mais ou menos, mas podemos saber desde já quem vai triunfar nesse ambiente que não pode ser previsto. Essa é a previsão mais importante para nosso futuro, que talentos serão exigidos, que desempenho será necessário, que competências precisa-se desenvolver.

O mundo muda em ciclos constantes e oferece uma realidade de altos e baixos, de ameaças e oportunidades, de restrição e prosperidade, mas o desempenho do sucesso pode funcionar numa espiral ascendente. Para isso é fundamental se municiar dos apetrechos para uma longa e desafiadora viagem, listar habilidades e estabelecer uma rota disciplinada de desempenho. Cada pessoa pode desenhar seu mapa de acordo com suas prioridades de vida, mas ninguém que aspire ao sucesso pode deixar de mapear seus sonhos.

Sendo assim, vamos exercitar um roteiro básico de alta performance em vendas. É importante notar que apesar da exigência cada vez maior de conhecimento, das mudanças constantes impostas pelo mercado e da concorrência cada dia mais voraz, há alguns critérios de desempenho para o triunfo que não se alteram. Muda a intensidade da ação, mudam os recursos e os sistemas de gerenciamento da informação, mudam nossas expectativas de vida, contudo a essência não se altera. Valores, conceitos e sonhos são matéria prima na construção do futuro. É perfeitamente possível predizer o futuro de cada um de nós, ele não é incerto, é conseqüência do que fazemos no presente. O futuro, portanto, é líquido e certo.

Estabeleça Alvos: O começo de uma longa caminhada é o primeiro passo, porém escolher o destino que se deseja alcançar é que faz da caminhada uma ação meritória. Não existem bons caminhos para quem não sabe para onde vai. É preciso estabelecer alvos claros, saber o que se quer, ter compromisso com os próprios sonhos.

Imagine que todos os dias somos uma seta lançada. Pode ser o arqueiro mais preparado, o arco mais adequado, a seta do melhor material, mas se não há um alvo a se atingir, esta é uma seta lançada em vão. Se não temos objetivos diários que nos conduzam a objetivos de vida, somos setas que se perdem. Os dias de nossa vida só terão real significado se tivermos objetivos claros que façam de cada dia um passo em direção ao futuro que pretendemos para nós mesmos.

Para atingir nossos alvos precisamos ter foco, e isso significa excluir o que não é importante. Focar não é apenas eleger o que queremos, mas também deixar de lado o que não queremos. Um atleta olímpico quer melhorar a performance e quebrar recordes, ele precisa treinar todos os dias e insistentemente perseguir sua auto-superação, contudo ele vai precisar também deixar de lado uma série de outras questões de menor importância em sua vida, como beber, dormir tarde ou se entregar à boa mesa. Foco se faz, principalmente, de exclusões, deixando em nosso campo de visão somente a meta que se quer alcançar.

Desenvolva Talentos: Um dos maiores empecilhos para nosso progresso é a ilusão do conhecimento. Imaginar que já sabemos tudo que precisamos e nos acomodar na condição presente, nos impede de crescer. É imprescindível o desenvolvimento constante. O mundo muda, mas para quem aprende, ele se torna um espaço maior para promover oportunidades. Todos temos capacidades que podem ser melhor exploradas e mais profundamente desenvolvidas.

A verdadeira prova do saber é a aplicação de nosso conhecimento. E quanto menor o tempo entre a aprendizagem e a ação, maior será a fixação da informação e a geração do conhecimento. E a competência, que é o domínio de determinada atividade, só pode ser alcançada através da aprendizagem. Portanto, o maior diferencial competitivo é aprender a aprender, para aprender sempre.

Faça seu currículo e atualize-o constantemente. Verifique se as habilidades que você está oferecendo ao mercado continuam relevantes e o que precisa acrescentar para que seu pacote de competências se torne mais interessante. O exercício é perceber o quanto modificamos, aprendemos e evoluímos no período. Uma experiência interessante é relatada por um executivo de vendas de uma multinacional inglesa que resolveu enviar seu currículo (usando um pseudônimo) ao departamento pessoal da sua empresa. Para sua surpresa, recebeu uma resposta dizendo que apesar de determinadas qualificações seu perfil não estava de acordo com os interesses da organização. O executivo procurou investigar que áreas de seu perfil não estavam afinadas com a empresa, e descobriu que de fato havia muita coisa que ele poderia aprender, desenvolver e atuar de modo diverso.

Muitas vezes vivemos um falso senso de segurança, em função do fato de estarmos empregando nosso talento no mercado. Porém, precisamos estar atentos ao fato de que as exigências do mercado mudam continuamente e, portanto, nosso padrão de competência precisa mudar também.

Forme sua Rede: O sucesso é uma conta conjunta. Se você ganha sozinho está perdendo o melhor da vida. Saiba compartilhar, trabalhar em parceria, formar uma rede de pessoas inspiradas com a idéia de progresso pessoal e profissional. Essa rede é a base de sustentação de um projeto de vida que nos remete ao êxito em todos os níveis.

Invista em relacionamentos produtivos. Reforce suas amizades, divida suas esperanças, compartilhe seus resultados e promova o sucesso ao seu redor. Nossos relacionamentos são um espelho de nós mesmos, pois refletem nossa conduta, valores, critérios e méritos. Forme sua rede de contatos, fortaleça sua rede de amizades, enobreça sua rede familiar. Em meio a esse esforço você vai perceber que quem mais se beneficia é você mesmo.

A rede de contatos é a fonte onde expandimos nosso potencial e maximizamos resultados. Pode, inclusive, ser nossa salvação no momento que precisamos de um apoio frente a um acidente, ou na busca de uma colocação no mercado, ou mesmo para agilizar decisões e processos de mercado. Quem não investe tempo, capacidade e afeto em sua rede de contatos já sai perdendo de goleada no jogo profissional. Quem alimenta-a é o goleador.

Organize-se: Faça sempre o mais importante primeiro. Organize seu dia, sua semana e seu mês de acordo com seus propósitos prioritários. Seu ambiente de trabalho, sua pasta, seus materiais também devem ser organizados de forma a reproduzir o que você deseja para sua vida. Aprenda a ter tempo livre para o que é estratégico, essencial. Domine técnicas de planejamento e cuide de seu tempo com a avareza daqueles que sabem que este é o maior tesouro que nos é legado, do qual somos apenas guardiões e algum dia teremos que prestar contas desse tempo que nos foi dado por empréstimo.

Organize seu dia como uma réplica exata do que você quer para sua vida. Que cada dia seja, de fato, uma peça complementar do quebra-cabeças de sua existência. Que seja uma lauda do livro de sua vida. Que seja uma pincelada do quadro que você quer deixar para o mundo.
A organização é a base onde construímos nosso sucesso. Uma base sólida, bem estruturada nos permite a elevação de nossas realizações a alturas imensuráveis. Perceba quais são suas falhas em termos de organização e monte um plano para alterar essa condição. Na medida que você se organizar melhor, seus resultados também vão aparecer com mais força, porque toda ordenação começa na mente, é lá que travamos a batalha onde temos que superar a nós mesmos, vencer nossa imobilidade, nossos medos e nossas dificuldades para alcançar o triunfo que sonhamos.

Discipline-se: Todos os dias temos uma porção de energia para aplicar. Ao decidir como aplicá-la não se gasta mais energia, mas os resultados podem ser completamente diferentes. A disciplina nada mais é do que a definição de como e em que queremos aplicar nossa energia.

Não é preciso viver a ansiedade de horários rígidos e práticas rigorosas, basta determinar pequenas e constantes mudanças em nossos hábitos. Aristóteles afirmou que “somos o que repetidamente fazemos”, assim para alterar o que somos temos que mudar o que fazemos. A disciplina é um método para promover essa mudança de forma orientada e consistente. Eleja alguma parte de sua rotina, um hábito que você queira modificar, deixar de fazer ou incorporar e trace um plano para chegar a isso. Todos os dias faça um esforço, mesmo que pequeno, mas sinta que há um processo progressivo de mudança se instalando em sua vida. Isso é disciplina.

Melhorar a alimentação, praticar atividade física, dominar um idioma, aprender uma técnica profissional, treinar uma atitude mais pró-ativa, enfim toda e qualquer mudança vai exigir disciplina. O que precisamos pensar é nas vantagens que aquela nova conduta nos trará e, sempre que sentirmos o desânimo ou a acomodação se instalando, voltarmos ao projeto inicial e reforçarmos as razões pelas quais decidimos a mudança. Um passo de cada vez, mas sempre um atrás do outro, para chegarmos onde queremos estar.

Seja Flexível: “A única constante é a mudança”. Essa afirmação nos dá a posição exata que ocupamos no mundo: o movimento. Não há nada parado no mesmo lugar, o mundo  move-se  incessantemente, assim também ocorre conosco. Não podemos ficar parados em uma situação, idéia ou método, correndo o risco de sermos atropelados pelo movimento contínuo que a mudança produz.

Num mundo em constante movimento ou você está indo em frente, ou está ficando para trás. Mesmo que seja nosso desejo, não é possível ficar parado no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa. Imagine uma pessoa parada numa estação de trem. Há um trem que parte rumo ao futuro. Para a pessoa que ficou parada na estação, a sensação é de que ela ficou no mesmo lugar. Entretanto para as pessoas embarcadas naquele trem, aquela pessoa está ficando para trás. Ou você embarca no trem, ou vai ficar para trás.

Se você não avança em sua rotina de vida. Não se aperfeiçoa, não estuda, não muda métodos e hábitos, você até pode imaginar que esta mantendo uma situação, mas se existe alguém em algum lugar, que esteja aprendendo, se desenvolvendo e crescendo, essa pessoa é a referência e está lhe deixando para trás. Não há como escapar da mudança, ela está por toda parte, dentro e fora de nós. É preciso ser flexível e ir dando respostas conforme as demandas forem acontecendo. Esse é o desafio desses tempos modernos. Para isso é preciso estar em sintonia fina com as oportunidades e atento aos sinais de mudança, tendo sempre em mente que o futuro pertence aos mais preparados.

   
 

Autora: Dulce Magalhães , site: www.leilanavarro.com.br

 
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TJ/RS nega indenização à ex-fumante e reverte ação de 1.ª instância contra a Souza Cruz

Fonte: www.migalhas.com.br

 

A 10.ª Câmara Cível do Tribunal TJ/RS  ( Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) reverteu sentença de 1.ª instância que havia acolhido parcialmente as pretensões indenizatórias da família do ex-fumante Ataliba Feijó contra a fabricante de cigarros Souza Cruz. Com esta decisão, a Souza Cruz está liberada de arcar com uma indenização que seria superior a R$ 500 mil.

O processo teve início com uma ação indenizatória movida pela viúva e filhos do ex-fumante na 2.ª Vara Cível de Cachoeirinha/RS, em 2001. Na ação, eles requeriam reparação por danos morais e materiais pelo falecimento de Ataliba em virtude de um câncer, o qual atribuíam ao consumo de cigarros.

Na ocasião, o juiz considerou procedente parte das solicitações dos autores. A Souza Cruz recorreu da decisão, cujo mérito foi reavaliado pela 10.ª Câmara Civil do TJ/RS. Os desembargadores, por unanimidade, consideraram os pedidos dos familiares do ex-fumante improcedentes, revertendo a decisão de 1.ª instância.

Em sua decisão, o TJ/RS analisou as provas apresentadas nos autos e acolheu os argumentos da Souza Cruz. Em sua defesa, a empresa sustentou que a fabricação de cigarros no Brasil é lícita; fumar é um ato de livre arbítrio (milhares de pessoas deixam o hábito todos os anos); inexiste defeito no produto; os malefícios associados ao fumo são amplamente conhecidos; o caráter multifatorial das doenças associadas ao consumo de cigarros e a ausência do necessário nexo de causalidade das doenças alegadas e o seu consumo. Além disso, quando era permitida, a propaganda da empresa estava de acordo com a legislação vigente.

Até o presente momento, a TJ/RS já proferiu 15 decisões de mérito favoráveis à Companhia.

Panorama Nacional: A Souza Cruz informa que até o momento foram ajuizadas no país 471 ações dessa natureza contra a Companhia. Nessas ações, já foram proferidas 268 decisões favoráveis e apenas 11 desfavoráveis, que estão pendentes de recurso. As 171 decisões definitivas foram favoráveis à Companhia.

   
 
Fonte: www.migalhas.com.br
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Estatuto do Idoso: STJ avalia aplicação nos reajustes de plano de saúde

Fonte: www.migalhas.com.br

O ministro Castro Filho do STJ ( Supremo Tribunal de Justiça) pediu vista de um processo que discute a aplicação do Estatuto do Idoso no reajuste de mensalidade dos planos de saúde. O processo em questão envolve a Amil Assistência Médica Internacional contra Oracy Pinheiro Soares da Rocha, do Rio de Janeiro. Ela ingressou na Justiça contra uma cláusula que reajustou as parcelas do seu plano em percentuais maiores que os dos outros usuários por ter completado sessenta anos.

A ministra Nancy Andrighi, relatora do processo, não conheceu do recurso interposto pela Amil. Com isso, um voto a favor da decisão firmada pelo TJ/RJ ( Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), segundo a qual a usuária está protegida de reajustes abusivos, que, no caso, foram de 185%. Segundo o TJ, o Estatuto do Idoso produziu efeitos imediatos a partir do momento em que entrou em vigor, em janeiro de 2004, e não assiste razão quando a seguradora afirma que há um contrato – assinado em fevereiro de 2001 – que previa os reajustes a mais e deve ser respeitado.

A ministra ponderou, em sua decisão, que a assinatura do contrato por si só não consubstancia um ato jurídico perfeito – capaz de justificar um aumento maior que o dos outros usuários. Os efeitos da cláusula que previu um aumento a mais, segundo ela, dependem de um evento futuro, que é Oracy completar sessenta anos. A lei que rege os planos de saúde (Lei n.º 9.656/98) faculta a variação das prestações em razão da idade do consumidor, mas, de acordo com a ministra, proíbe expressamente variação a mais para consumidores idosos. Aumentos de parcelas de plano de saúde para consumidores com mais de sessenta anos estão sujeitos à autorização prévia da Agência Nacional de Saúde.

 

   
   
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A culpa exclusiva de terceiro pode ser o fator para isentar companhias aéreas do dever de indenizar

de Oscar Ivan Prux [12/11/2006], artigo publicado em Jornal O Estado do Paraná, Caderno Direito & Justiça.

O acidente com o avião da Companhia Gol trouxe comoção pelas mortes, a desolação no resgate dos corpos e, na seqüência, as conjecturas sobre os responsáveis pela tragédia. A par disso, o evento detonou uma crise envolvendo os controladores de vôo que passaram a fazer uma operação-padrão, provocando demora de horas nos pousos e decolagens e até cancelamentos de vôos. Com o caos que se instalou nos aeroportos, os passageiros ficaram prejudicados por não poderem embarcar e não contarem com completa assistência das companhias, que se disseram vítimas desse contexto para o qual afirmam não terem concorrido. Pois bem, sob o ponto de vista jurídico embasado no Direito do Consumidor, emerge a questão relativa às ações de ressarcimento dos prejudicados pelas relações de consumo mal-sucedidas, tanto a do avião que caiu, quanto às dos lesados por atrasos ou cancelamentos de vôos, com perda de tempo, desgaste, descumprimento de compromissos e outras conseqüências estressantes.

No caso do acidente, a perda de 154 vidas, com certeza, vai redundar em processos judiciais com o objetivo de conseguir indenizações para as famílias das vítimas. E é inquestionável a responsabilidade solidária de todos àqueles que tenham participado na causação do dano (parágrafo único, do art. 7.º, da Lei 8078/90). Por isto, já existe movimentação das famílias para contratar escritórios de advocacia no Brasil e nos Estados Unidos, mesmo antes de esclarecidas completamente todas as causas do acidente. A responsabilidade civil na modalidade objetiva, estabelecida como regra pelo CDC, principalmente em se tratando de obrigação “de resultado” (a viagem não se concluiu e matou passageiros), combinada com a teoria da prova no Direito norte-americano, intitulada res ipsa loquitor (ou seja, “o fato fala por si mesmo”, afinal o avião caiu e houve vítimas), não deixam dúvidas que a companhia aérea do avião acidentado será acionada para ter de indenizar.

Por sua vez, basicamente, sob os mesmos fundamentos, os passageiros recentemente prejudicados pelos atrasos e cancelamentos de vôos também já estão se movimentando em busca de reparações através da Justiça ou de órgãos extrajudiciais (Procons).

A questão instigante sob o ponto de vista jurídico, é: quem deve responder por esses danos (do acidente e dos atrasos de vôos)? E mais: podem as companhias, sob alegação de culpa exclusiva de terceiro, prevista pelo inciso II, do § 3.º, do art. 14, do CDC como eximente do dever de indenizar, virem a ser isentadas de qualquer responsabilização? Quem deve ser considerado terceiro para fins de possibilitar a isenção do fornecedor?

Note-se que não há como negar o acidente e os atrasos e cancelamentos dos vôos fartamente divulgados pela imprensa. E que nem cabe, sequer cogitar-se de caso fortuito ou força maior, posto que, sabidamente, tais fatos não tiveram esta origem.

Entretanto, qual será a situação jurídica se:

a) no primeiro caso, for comprovada a culpa dos pilotos do jato Legacy cujo choque derrubou a aeronave sinistrada ou mesmo, que a causa decorreu de problema com algum equipamento que não funcionou corretamente, cabendo ao fabricante responder pela qualidade dele?

b) no segundo caso, demonstrar-se que os vôos atrasaram ou foram cancelados, por culpa exclusiva dos controladores que não deram oportuna autorização para decolagem?

É sempre temerário tentar prever decisões judiciais que ainda irão acontecer. E mesmo buscar antecipar qual será a exata posição que o julgador, na condição de intérprete do texto legal, fará no processo. À doutrina, através da explanação de seus raciocínios, análises e proposições, cabe simplesmente ensejar uma reflexão sobre a melhor interpretação da lei e a mais consetânea aplicação da mesma ao caso concreto.

Com base nestas premissas, é importante raciocinar que as condições eximentes previstas no mencionado art. 14, estão postadas apenas na seção que trata da responsabilidade pelo fato do produto e do serviço (que se encaixa perfeitamente no caso do avião que caiu), mas que, embora não existam na seção que trata dos vícios dos produtos e serviços (caso dos atrasos e cancelamentos de vôos), é razoável que lhe sejam estendidas para aplicação. E se pode afirmar isto, porque as referidas eximentes em nada alteram a responsabilidade civil objetiva prevista para estes casos (basicamente apenas afetam o nexo causal). Porém, é importante salientar que o fornecedor só pode ser exonerado do dever de indenizar com base na culpa exclusiva de terceiro, quando este (terceiro) for completamente desligado da cadeia de fornecimento envolvida para a relação de consumo. Ou seja, o terceiro não tenha nenhum relacionamento contratual ou funcional com o fornecedor. Assim, quanto à culpa exclusiva de terceiro, temos que: - no caso do acidente, uma vez que ela (culpa exclusiva de terceiro) venha a ser comprovada, tal circunstância poderá vir laborar em favor da companhia do avião acidentado, inclusive lhe abrindo a possibilidade de ação de regresso pelo que já tenha indenizado (observe-se que não cabe denunciação da lide em matéria de consumo); - em sentido contrário, no caso dos atrasos e cancelamentos de vôos, tal não favorecerá as companhias aéreas, posto que a responsabilidade pelas providências e insumos para a prestação dos serviços é do fornecedor frente ao usuário com o qual contratou. Se o problema acontece na estrutura que a empresa utiliza para realizar o seu fornecimento e isto causa dano ao consumidor, cabe a ela, na qualidade de fornecedora, primeiro indenizar, sendo que depois poderá exercer seu direito de regresso contra quem tiver dado causa ao evento prejudicial.

   
 
Oscar Ivan Prux é advogado, economista, professor, especialista em Teoria Econômica, mestre e doutor em Direito.
   
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