Matérias de Outubro


 Conecte-se com sua criança interior e atenda seus desejos

1  Economistas dos sentimentos:
1   Cuidando da criança interior: o conhecimento de si mesmo dá sentido a vida
1  Momento tudo ou nada: as decisões consistentes
1  Qualidade de vida: Prepare-se para combater o stress emocional no trabalho.
1   A criatividade na resolução de conflitos
1  As 15 competências do profissional do século 21
1  Truques da negociação. Quando o caldo entorna...
1 Vôo da Gol. Se forem culpados, pilotos pagarão indenização
1  Vôo 1907. Indenizações do acidente podem chegar a R$ 1 milhão
1  Acidente da Gol. Advogados disputam famílias de vítimas
1  Namoro na praia. Sites são proibidos de exibir imagens de Cicarelli
1 Perigo na parada. Concessionária não responde por assalto a motorista
 
Meses Anteriores:
 

Conecte-se com sua criança interior e atenda seus desejos

A maioria dos conflitos existem por ignorarmos a criança que fomos um dia, com nossos desejos, sonhos e uma ânsia enorme por amor e reconhecimento,que muitos carregam até hoje, adultos.

Por Rosemeire Zago

Muitas pessoas, por falta de conhecimento, pensam que é algo supérfluo, sem importância e que não devemos mexer no que passou e que está quieto. Mas se engana quem pensa que só porque não pensa constantemente no passado, que ele não interfere no presente.  É claro que muitos de nossos conflitos são gerados por situações muitas vezes externas a nós e do momento presente, mas a maioria dos conflitos é interna e existe por ignorarmos a criança que fomos um dia, com nossos desejos, sonhos e uma ânsia enorme por amor e reconhecimento, que muitos carregam até hoje, adultos.
Quando oriento para entrar em contato com a criança interior, reconheço o quanto é difícil, pois geralmente por medo, ela está bem escondidinha em nosso inconsciente, com todas suas lembranças e mágoas e esperando apenas que a deixemos se expressar. E quando isso acontece, estamos próximos da cura.  
O relato abaixo é de uma dessas pessoas que não entendia a origem de seus conflitos internos e muito menos os relacionava com sua infância. Quero dividir com vocês essa carta para que possam perceber que é possível ouvir a criança que está aí dentro de você, bem escondidinha, morrendo de medo em ser encontrada por alguém que a abandone ou a maltrate de novo. Vamos ao desabafo dessa criança que de alguma forma explica a origem de seus conflitos que perduram há anos:


Desabafo

"Eu sou uma garotinha sem-graça. As pessoas não olham para mim. Eu sou insignificante. Ninguém me vê. Não tenho atrativos. Minha mãe e meu pai não me dizem que eu sou bonitinha, que eu sou querida, engraçadinha, que tenho luz, que sou especial e iluminada. Eles nem me vêem. Parece que sou transparente. Fico tão encolhidinha, tentando me proteger, parece que estou sozinha no mundo. Tudo a minha volta é ameaçador, como se não tivesse ninguém para me proteger de qualquer perigo. Eu queria mesmo é que eles segurassem na minha mão e fizessem eu sentir a proteção, a força deles, sentir que estavam ao meu lado. Eles não me pegam no colo para que eu sinta o calor deles e meu peito protegido. Sinto um vazio em meu peito, é como se eu fosse ser agredida no peito, tamanha é minha necessidade e sinto que preciso fechar mais ainda meu peito para me proteger. Dói muito esse vazio. Eu quero colo! Eu quero que me apertem nos braços para sentir o tamanho do amor deles, mas eles não fazem isso. Dia após dia cresce esse buraco. Tenho vontade de gritar para que eles percebam minha presença e me vejam. Eu choro, choro muito, mas eles não entendem o que eu preciso, pensam que quero comer ou beber, mas eu só quero carinho, atenção, colo, amor, mas eles continuam a ame deixar chorando no berço. Na verdade, eles não querem me ouvir chorar. Eles não entendem nada do que eu sinto. São dois insensíveis, como se nunca tivessem sido crianças. Não sentem amor, só cuidam do meu físico, hora de comer, hora de tomar banho, hora de trocar, hora de dormir. Não conseguem compreender o tamanho da minha solidão. Eles não brincam comigo para eu me sentir importante. Não me incentivam, não me elogiam. Eu procuro ser boazinha, e nem assim eles me dão atenção, afeto, calor. Para completar, colocaram uma 'bruxa' para cuidar de mim, que só me machuca ainda mais, me maltrata e também ignora minhas necessidades. Minha mãe nem vê o que ela faz comigo. E quando descobre algo, não me acolhe, não vê a minha dor, não me defende. Não me enxerga, e nem vem curar a minha dor, que só aumenta. Parece que ninguém percebe que criança tem mais necessidade de afeto e amor que comida.E meu pai, onde está? Ele nem vem me ver, passa dias e dias sem aparecer. E quando aparece nem conversa comigo, não me faz mimos, não me dá carinho. Ele não sente nada por mim. Sinto que estou ficando cada vez mais transparente! Dói tanta essa solidão! Será que sou feia, errada, desprezível? Sou tão sem-graça, que ninguém me dá atenção? Eles me torturam com essa indiferença. Como que eu queria apenas me sentir amada! Que passassem a mão na minha cabecinha, nos meus braços, nas minhas costas, para sentir o afago e o calor deles. Eu queria ouvir que sou especial, importante, linda, esperta, meiga, doce, que mereço ser amada e ser feliz. Mas do jeito que me tratam, me sinto cada vez mais abandonada, rejeitada, como se estivesse atrapalhando algo.
Como pedir que me dêem atenção, brinquem comigo, me façam ninar, me balancem em seus colos, me beijem??? Queria pedir que beijassem meu rosto, que segurassem em minha mão, me pegassem no colo e dissessem que me amam. Mas não posso pedir, sei que eles não querem me dar nada disso, pois se quisessem já teriam me dado e eu não precisaria nem pensar em pedir. Espero que me levem para passear, para brincar com outras crianças. Quero me sentir normal, viver no meio de outras pessoas, assim não vou me assustar quando tiver que ir para escola.
Preciso de segurança para sair de casa e ter a certeza que não vão me abandonar, mas na verdade me abandonam todos os dias. Por favor, me diga que eu não preciso ter medo de nada, de ninguém. Vocês me fizeram viver isolada do mundo, escondida, como se eu fosse um pecado a ser escondido. Não podia nem conviver com pessoas da família. Tinha que ser um bicho do mato. Não podia ser apresentada nem para o mundo real, não é pai? O que eu fiz de tão errado?
Quanta vergonha vocês me fizeram sentir. Não sabia nem do quê, mas morria de vergonha de mim mesma. Quem sou eu, como acreditar e caminhar com segurança diante de tanto desprezo e indiferença? Droga, o que vocês fizeram comigo?"
Talvez você se reconheça nesse desabafo, ou então, resolva ouvir o que sua própria criança tem a falar. Não tenha medo, esse processo a princípio pode causar dor, mas não mais do que aquela que você já tem sentido há muito tempo, talvez há anos, e te garanto, é libertador.
Para curar suas feridas é necessário que reconheça sua dor. Você não pode curar o que não pode sentir! Quando você experimenta o antigo sentimento e fica ao lado da sua criança interior, o trabalho de cura ocorre naturalmente. Se quiser, poderá escrever. Escreva como se fosse essa criança. O que ela pediria? O que diria? Escreva tudo que vier em sua mente, sem julgamentos. Depois leia o que ela pede e procure atendê-la, seja compreensivo com ela, como esperava que tivessem sido quando era criança.
Muitos conflitos são gerados pela expectativa de aprovação e reconhecimento, que perpetuam por anos, nos trazendo decepções e dor. Lembre-se que as carências que sente hoje podem ser resultado da falta de amor e compreensão que não recebeu quando era criança.
Isso não quer dizer que nossos pais não sentiam amor, mas provavelmente eles não podiam dar algo que também nunca receberam. E as crianças não captam apenas o que é verbalizado, mas muito mais o que é sentido por eles. E se os pais transferem falta de amor, atenção, carinho, para a criança, é que, além de nunca terem recebido, também não sentem por eles próprios, ou seja, ninguém pode dar alquilo que não tem, o que se torna um círculo vicioso.
E nós, como adultos, devemos entender isso, pois a partir do momento que tomamos consciência do que nos aconteceu, o círculo se quebra. Cabe a você dar o que não recebeu à sua criança, dando-lhe muito carinho e compreensão que necessita, em lugar de esperar que os outros façam isso por você.
Mas para dar o que ela precisa, é importante que você a ouça. Deixe que ela fale tudo que sente. Não critique, não julgue, apenas ouça. Depois que ela falar tudo que quer, procure compreender seus sentimentos mais profundos e respeitar cada um deles. Fazendo isso, irá descobrir que o maior e mais profundo amor é aquele que você pode doar a si mesmo! Faça isso por sua criança, faça isso por você!

Rosemeire Zago é psicóloga clínica com abordagem junguiana-
Fonte: www1.uol.com.br/vyaestelar

 

   
  Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Os economistas dos sentimentos:

A contenção das emoções pode representar bom equilíbrio entre o emocional e o racional. Porém, o exagero evita a sensibilização humana e provoca prejuízos, tanto em nossas relações pessoais quanto profissionais.

Por José Luiz Tejon

Você já observou como economizamos sentimentos? E, se não prestarmos atenção, agimos assim desde crianças. Luciana é uma linda menina de cinco anos de idade. Ao ouvir “bom dia”, por exemplo, não responde, apenas acena com a mão. Sempre pergunto a ela "por que você não responde ‘bom dia’?". E ela diz: "Porque eu aceno!". Não filhinha, além de acenar, fale “bom dia”. Você tem a voz. Não precisa economizar voz. Acene, olhe para a pessoa e fale.... E lá sigo eu, todo dia corrigindo este hábito da pequena menina.

Estas atitudes "econômicas", no que dizem respeito aos sentimentos, causam graves prejuízos na nossa vida profissional. O atendimento no comércio, via de regra, costuma ser muito medíocre. Raros são os lugares e raras são as pessoas que têm atitude voltada para o outro e que sabem expressar seus sentimentos. Pois, novamente, não basta tê-los. Na vida, é necessário saber manifestá-los.

Outro dia, fazendo compras numa loja, precisei caçar o vendedor, que preocupado com o computador tinha seu foco voltado para a telinha do monitor. Perguntei sobre um produto e ele, sem tirar os olhos do computador, disse "hann?". Pelo que observei, estava fazendo um "search", no "sistema", para ver se o que eu havia solicitado tinha no estoque.  Tudo isso, sem tirar os olhos da telinha. Alguns segundos depois, respondeu: "Está em falta." E, sem cerimônias, continuou focado na telinha. Olhei para outros atendentes e incrível, estavam todos focados em algum outro serviço!

Pensei em fazer alguma pergunta, mas, indignado pela falta de atenção, fui saindo, sem que ninguém me dissesse muito obrigado, volte sempre ou qualquer outro tipo de saudação. Que loucura! E são todos comissionados!

A economia dos sentimentos pode ser observada nos negócios e na vida em geral. Mas a maior de todas as ironias é quando sentimos o desespero da partida sem volta, do fim da vida. Quando observamos as reações das pessoas, num velório, por exemplo. No mês passado fui ao funeral de um amigo. Registrei que nas três horas que antecederam o enterro, os  filhos deste amigo ficaram o tempo todo, sem exceção, agarrados às mãos do pai falecido. Acarinhavam aquelas mãos, sem largá-las, enquanto, mudos, transpareciam a dor. Até então, nunca havia presenciado um beijo, um carinho, um abraço profundo e gostoso entre eles. Os conhecia razoavelmente bem.

Não que não se gostassem. Havia relação de respeito, amizade e amor entre os pais e os filhos. Mas, como achamos que o tempo e nós mesmos somos eternos, economizamos os sentimentos. Imagine só o quanto aqueles filhos não estariam arrependidos por não terem ao menos alguns minutos por dia, abraçado e acarinhando as mãos do pai. E, claro, vice-versa também.

A contenção da exteriorização dos sentimentos pode fazer parte de um bom equilíbrio entre o emocional e o racional. Porém, o exagero dessa contenção evita a sensibilização humana e provoca prejuízos, não apenas nas nossas relações com amigos e pessoas queridas, mas, também, nos negócios e nas nossas carreiras.

Na dúvida, não economize sentimentos. Gaste-os. A colheita virá um dia, plena de bons e gostosos sentimentos. A não-demonstração do sentimento é uma das maiores punições que podemos causar à outra pessoa. Reflita sobre isso e bote para fora os bons sentimentos, pois, sem saber, podemos estar nos autopunindo exageradamente.

 

   
 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Cuidando da criança interior:
o conhecimento de si mesmo dá sentido a vida
.

A lembrança de nossa criança interior nos possibilita a experiência do valor oculto do mundo interior, mas para isso é essencial que o mundo interior se torne real para nós.

Rose Lane Romero da Rosa

A lembrança de nossa criança interior nos possibilita a experiência do valor oculto do mundo interior, mas para isso é essencial que o mundo interior se torne real para nós.

Muitas vezes relutamos em olhar para dentro ou para o passado com medo de reviver feridas emocionais, situações que não compreendemos e que não foram curadas, apenas “esquecidas”.
A privação infantil de amor e afeto não é passível de cura através de um relacionamento íntimo com um adulto – o que é comum quando inconscientemente queremos do companheiro o que não recebemos dos pais, nem reparada através do dinheiro ou do sucesso. Ela só pode ser curada através de uma mudança no relacionamento do indivíduo com sua própria criança interior ferida.Como? Levando essas feridas à consciência. Revivendo-as emocionalmente, livramo-nos da influência compulsiva do complexo, da carência, da repetição do erro que nos leva a uma nova ferida.A consciência da criança interior ferida tem poder de cura!
Só a consciência pode romper o ciclo trágico da cadeia de sofrimento (cultural e familiar). O sofrimento aí então adquire um significado existencial, com sentido próprio para o indivíduo.
Se nos conscientizamos de nossas feridas, pouparemos nossos filhos, amigos e amantes, até certo ponto, da picada que nos feriu.
Conhecer o sentido de nossos sofrimentos pode nos dar coragem para suportá-los e ultrapassá-los. Enquanto uma atitude – qualquer que seja - permanece inconsciente, resiste a ser modificada pela razão. Reviver uma ferida infantil tem como objetivo a recuperação de nosso verdadeiro eu, pois o complexo infantil determina nossa visão do mundo. E precisamos esquecer a versão do mundo que aprendemos ou inventamos na infância para podermos desfazer nossas ilusões e verdadeiramente realizar nosso destino.
Isto deve ser feito com acompanhamento espiritual e psicológico profissional afim de que todo o cuidado e respeito pela dor sejam preservados.
O ato de testemunhar a outrem, e como isso é feito, tem o poder de transformar o que é testemunhado. Principalmente a dor, pois a dor sempre é algo pessoal e que separa as pessoas, e a partilha aproxima pela afinidade e confiança. O grupo ou “pessoa testemunha” é continente e solidário, pois é prenhe tanto da ferida quanto da cura, tanto da dor e da vergonha, quanto do alívio e da graça.
Portanto a primeira providencia em relação ao cuidado da criança ferida, será o de entrar em contato com ela e assumir o compromisso de cuidá-la, de ouvi-la, de acompanhá-la e principalmente de amá-la... Assumir um compromisso consigo mesmo requer um mínimo de ética e expectativa da própria alma, afim de não decepcionar a parte moral (a justiça, o dever) e a parte divina (a necessidade da alma) de nós mesmos, pois um compromisso deve ser honrado não importa o que acontecer.
O compromisso é um dos fundamentos mais importantes do caráter, e é a base de todos os relacionamentos, porque é dele que nasce a confiança. E a confiança, ou a falta dela, geralmente está envolvida nas primeiras feridas de todo ser humano, na geração da maior parte dos problemas de insegurança e baixa auto-estima.
Esse primeiro contato deverá ser buscado em lembranças, sentimentos, situações, que sugiram um não compromisso básico na infância daqueles que eram importantes para a sua criança. Situações, sentimentos, lembranças que você sente que possam ter deixado alguma marca na sua auto-estima, autoconfiança e mesmo confiança nos outros e no mundo. A maneira como tecemos esses pontos em nossas próprias experiências e decisões determinam o sentido e o sucesso da vida de cada um. Sucesso como movimento contínuo, perseverante e comprometido, para ir adiante em direção a uma meta. Sucesso como um processo, não um fim.
Os nossos valores são como pontos que foram sendo costurados para frente e para trás a fim de criarem uma peça inteira de tecido, toda uma vida. Quanto mais firmes os pontos, mais firme a trama. Quanto mais firme o caráter, maior o sucesso e maior a felicidade.
E quanto mais consciente for o ato de tecer a trama de nossa vida, mais próximos estaremos de uma plenitude não só desejada mas realmente vivida.

Por Rose Lane Romero da Rosa, Psicóloga – Analista Junguiana,
fonte: www.somostodosum.com.br

 

 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Momento tudo ou nada: as decisões consistentes

Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa.

Por Roberto Shinyashiki

É preciso ter decisões consistentes, que resultem em atitudes. Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa.
Tudo ou nada é uma decisão que você toma em um momento de despertar da consciência. Mas não basta só isso: é preciso algo mais...
Uma decisão radical é insuficiente se a gente não tomar uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir.
A maioria das pessoas toma decisões superficiais: elas apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes. Não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos. Assim, com a mesma rapidez que decidem algo, desistem.
É preciso ter decisões consistentes, que resultem em atitudes. Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa.
Se você decidir deixar a segurança de um relacionamento sem amor e abrir seu coração para uma nova relação, vai precisar encarar as conseqüências. Terá de pagar a conta de cada passo dado e sentir orgulho de superar cada novo desafio. Vai precisar aprender a celebrar cada pequena vitória.
Quem não souber enfrentar essas conseqüências, logo sentirá a necessidade de voltar para aquele relacionamento sem amor. Se você resolver sair da casa de seus pais e morar sozinho, precisará assumir o estilo de vida que seu dinheiro puder manter. Terá de aprender a cuidar das suas roupas, fazer supermercado, esquentar comida congelada, tudo isso gastando somente o que é viável para seu orçamento. É lógico que também poderá decorar sua casa do jeito que quiser e trazer seus amigos sem dar satisfação a ninguém. O importante é perceber que, com a liberdade, você recebe um brinde chamado responsabilidade. Sua autonomia deverá ser conquistada dia a dia, até que essa nova forma de viver esteja consolidada.
Se você mudar de profissão, precisará se esforçar para adquirir novos conhecimentos e se desenvolver. Terá de enfrentar uma fase de adaptação. Enfrentar o novo. Ser humilde para aprender o que você não sabe. Muitas vezes, os projetos não terão a mesma qualidade que você estava acostumado a atingir. Talvez demore algum tempo até os pedidos dos clientes chegarem. Pode ser que a insegurança apareça em alguns momentos, quando os resultados não forem os esperados. Nesse período de transição, será preciso ter muita fé e determinação para que as dificuldades não o conduzam de volta ao passado.
O mesmo vai acontecer se você decidir sair do emprego que não o satisfaz. Terá também de passar por um período de transição e executar muitas tarefas que geralmente não são agradáveis, como enviar currículos para empresas em busca de trabalho, fazer entrevistas, passar por processos de seleção cansativos e enfrentar toda uma variedade de situações de pressão. Se você não estiver realmente determinado, poderá se acomodar na situação desagradável do antigo emprego.
Essa mesma situação se passa com quem decide trabalhar em um sistema de negócios chamado marketing de rede. Nesse tipo de negócio, que vem crescendo a cada dia, as pessoas utilizam seus relacionamentos para vender produtos aos consumidores e ganham bônus nessas transações. Tomar a decisão de entrar nesse negócio é muito fácil, pois não é necessário passar por uma seleção tão rígida. Mas muita gente se frustra, pois não percebe que, para ter sucesso nesse tipo de empreendimento, é fundamental desenvolver uma nova atitude perante o trabalho. A pessoa tem de entender que, agora, é dona do próprio negócio. Se não acordar cedo para trabalhar, ela é que será prejudicada. Se não der uma boa assistência para os membros de sua rede de relacionamentos, eles não vão gerar bons resultados.  Mas algumas pessoas investem no novo negócio e não percebem que o trabalho com marketing de rede exige uma série de novas posturas. Na verdade, muitas têm a ilusão de que vão ganhar dinheiro sem trabalhar. No entanto, se não tomarem uma atitude do tipo "tudo ou nada", as coisas não darão certo. Definitivamente, o problema não é o marketing de rede, e sim a maneira como a pessoa assume o negócio.
Afinal, uma verdadeira decisão exige uma mudança radical de atitude. Uma decisão sem mudança de atitude vira simplesmente uma ilusão ou, pior ainda, o grito de um rebelde sem causa. Barulho sem comprometimento.

Por Roberto Shinyashiki – fonte: www.robertoshinyashiki.com.br

 

   
 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Qualidade de vida: Prepare-se para combater o stress emocional no trabalho.

Controlar as influências do stress emocional no nosso dia-a-dia é uma arte.

por Erika Tereza Perdigão

De repente, as preocupações com o desempenho e desenvolvimento de carreira tornam-se maiores que a própria auto-confiança profissional. Você então resolve que está na hora de fazer um balanço geral de sua vida - planos, objetivos, crescimento, promoções, atuação, motivação - tudo é posto em xeque. E é nesse momento que um dos pratos da balança tendem mais para um lado que para o outro.

A palavra-chave seria equilíbrio. O que é obstinadamente perseguido pela filosofia oriental, dentro da corrente tradicional - o equilíbrio - revela-se como o conceito mais sábio e aplicável para elucidar nossas indagações, independentemente de sua magnitude. Tal qual prega o início da existência humana, sob a visão taoísta, a simbologia Yin e Yang descreve analogamente o que somos e o que desejamos. O eterno paradoxo - o bem e o mal; o claro e o escuro; o certo e o incerto; o arriscado e o não arriscado, transborda-se excepcionalmente quando nos sentimos fragilizados, enchendo-nos de desafios, ansiedades e de necessidades fugazes de decisão. Por fim, surgem em nosso caminho verdadeiras e perigosas armadilhas: solidão, vontade profunda de desistir, medo de continuar tentando, episódios marcados por frustrações, desavenças no seio familiar, e os mais diversos sintomas de doenças.

Os vilões da vida moderna, como a depressão e o stress emocionais, são assuntos concorridíssimos em páginas de revistas especializadas e rodas de bate-papo. Mas, na realidade, ainda são tabus para grande parte das pessoas. O medo de se sentir vítima desses males, amedronta e provoca aversão até para os mais bem-informados. Principalmente para o sexo masculino, não admitir limitações e visível instabilidade emocional dificulta o processo de tratamento. Muitas vezes, antes mesmo de uma manifestação de um quadro de depressão, indícios de stress emocional podem ser identificados. Portanto, combater o stress emocional golpeia desequilíbrios mais perversos, tais como crises de caráter depressivo. No entanto, controlar as influências do stress emocional no nosso dia-a-dia é uma arte. Exterminar por completo situações de pressão por resultados, resistência a novas idéias e estratégias da corporação, competição desleal, corte de funcionários, projetos mal-sucedidos e conflitos no trabalho em equipe torna-se uma tarefa impossível. Saber contornar esses obstáculos e dançar 'conforme a música' intuitivamente trará melhores perspectivas, transformando adversidades em oportunidades. A forma com que vimos as coisas ditará o nosso sucesso ou insucesso - em outras palavras, enfrentar um dragão de sete cabeças ou um cão rosnando, preso pela coleira.

Administrar o fantasma do stress emocional deve ser a luz no fim do túnel ou a velha tábua de salvação. A todo o minuto nossa inteligência emocional será colocada à prova. A obstinação e o apoio dos familiares representam tropas de coalizão no front. A pró-atividade também conta: dedicar-se, no tempo livre, à prática de esportes e exercícios físicos, hobbies, trabalhos voluntários e relaxamento são fundamentais para a revigorar as saúdes física e mental.

Fonte: Revista Vencer- www.vencer.com.br

 

   
 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

A CRIATIVIDADE NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

A criatividade no processo de resolução de conflitos favorece a flexibilidade, oferece melhor aproveitamento da diversidade e da conciliação conduzindo a negociação a favor de ambas as partes.

por Maria Inês Felippe

O conflito pode ser comparado com a evolução da espécie: aqueles que sobrevivem são os que vão se adaptando ou transformando-se. Empresa é um lugar privilegiado de conflitos pessoais, profissionais, de interesses, de ideologias, assim como atender clientes e negociar. As crises existenciais percorrem a nossa vida desde o nascimento, na infância, na adolescência, na juventude, na fase adulta, nos relacionamentos interpessoais, na escolha da profissão, na aposentadoria, etc. Podemos perceber o conflito como risco ou oportunidade, o que exige de nós uma atitude pró-ativa, levando por terra o ditado popular "depois da tempestade vem a bonança". A falta de imaginação atua como responsável e geradora de conflitos: as partes se recusam a imaginar o que os outros podem fazer, pensar ou sentir. As pessoas agem como se desconhecessem as diferenças. Somente escutar as pessoas não garante a sua resolução. Entender e trabalhar questões da diversidade passa a ser fundamental para uma administração moderna. Quando falamos de diversidades, não estamos nos referindo a raça, sexo ou religião, ou diferenças no mesmo nível hierárquico, mas estamos nos referindo à formas de pensamento e ideologias, em todos os níveis hierárquicos, tanto horizontal como vertical. O silêncio poderá ser uma grande fonte de indicativo de conflitos, sua resolução poderá dar-se através da negociação Negociar é alcançar objetivos através de um acordo em situações que ocorrem pensamentos divergentes e convergentes. Faz parte da nossa vida desde os povos primitivos. Viver é negociar. Exercícios de pensamento lateral e técnica de solução criativa de problemas poderão facilitar no ato de resolução do conflito. A criatividade no processo de resolução de conflitos favorece a flexibilidade, oferece melhor aproveitamento da diversidade e da conciliação de situações opostas, encarando e conduzindo a negociação a favor de ambas as partes. Ela favorece enxergar o que todos enxergam, mas visualizando coisas diferentes, transformando riscos em oportunidades, identificando algo a mais do que o cotidiano, favorecendo contornar objeções, agindo proativamente. A pessoa pró-ativa e criativa possui uma postura sempre firme em relação aos diversos problemas que enfrenta, não só no mundo corporativo como também diante da vida. Ela não quer fazer parte do problema, mas sim da solução. Considerando a economia globalizada em que vivemos, cada vez mais temos de pensar criativamente e agir estrategicamente. Cabe ressaltar: É uma questão do ponto de vista. Podemos perceber o conflito como algo: Já que todos os problemas são solucionáveis, é importante que sejam bem definidos. Procure idéias e resolva criativamente. Temos que ter cuidado na resolução dos conflitos para não gerar outros. O que percebemos é que, por alguma razão, parece que a natureza humana exige que as pessoas ajam rapidamente quando enfrentam um problema. Quando surge uma dificuldade, elas buscam a resolução sem clarificar ou analisar o problema. Como conseqüência, elas não resolvem os problemas ou os resolvem equivocadamente, causando, assim, outros conflitos, provocando o sentimento de frustração.

Maria Inês Felippe é psicóloga, pós-graduada em Administração e Mestre em Criatividade (Espanha), vice-presidente de Criatividade e Inovação - APARH - Associação Paulista dos Administradores de Recursos Humanos

(Edição Nº 28) Fonte: Revista Vencer- www.vencer.com.br

 

   
 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

As 15 competências do profissional do século 21

”Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa.” (Provérbio chinês)

por Tom Coelho

História 1: José é um profissional dedicado. Trabalhador, como se diz por aí. Levanta-se cedo e segue para o trabalho, subindo e descendo de ônibus diversos. “Boa-praça”, está sempre disponível para um bate-papo e uma cerveja com os amigos. Modesto em seus trajes, simples em seu vocabulário, sua abordagem está calcada em seu carisma, mais do que em seu conhecimento. Faltam-lhe respostas, sobram-lhe dúvidas. Chega tarde em casa, cansado, quase sem tempo para sua família. Ganha o suficiente para mantê-la com dignidade, mas a dificuldade está presente em sua vida. Porém, acredita que “com a ajuda de Deus, as coisas vão melhorar”. História 2: João é um profissional igualmente dedicado. Bem-sucedido, como se diz por aí. Levanta-se e, com tranqüilidade, toma seu café da manhã na presença da esposa e filhos. Leva-os à escola, em seu carro recém-adquirido. Carrega em seu notebook amplas informações sobre sua empresa, apenas para uma eventual consulta. Seus contatos contemplam a objetividade inerente aos negócios associada à descontração do diálogo sobre os mais variados assuntos, de política e futebol aos acontecimentos da novela na noite anterior. Em casa, janta em companhia da família, auxilia as crianças nos deveres escolares e planeja com a companheira o roteiro da próxima viagem de férias. Ao lançar um olhar sobre esses dois homens, que podem guardar consigo apenas a similaridade de suas profissões, duas versões da vida são delineadas por caminhos opostos, traçados por um único aspecto: a competência. À luz dos estudos do psicólogo da Universidade de Harvard, David McClelland, em associação com minha experiência e estudos, apresento a seguir um conjunto formado por 15 características inerentes ao comportamento de um profissional de destaque, diferenciado ante a “linha de montagem” comoditizada pelo mercado de trabalho a partir dos anos 1990. Veja qual sua posição relativa e aproveite este roteiro para promover seu autodesenvolvimento. 1. INICIATIVA E “ACABATIVA” “Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa.” (Provérbio chinês) Representa a capacidade de identificar e buscar oportunidades de negócios. Está associada ao comportamento proativo e, por conseguinte, em oposição imediata à hesitação (será mesmo que devo fazer?) e à procrastinação (será que posso fazer amanhã?). O profissional dotado de iniciativa antecipa-se aos fatos, realizando atividades antes de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias. Conjuga os verbos “fazer”, “agir” e “executar”. Aproveita situações conjunturais para atender com rapidez novas demandas ou nichos. E, como pioneiro, obtém resultados concretos e mais significativos antes dos demais. Surpreende, empolga, contagia, encanta. Porém, a iniciativa hoje não viceja sozinha, mas deve estar acompanhada de seu par, a “acabativa”, neologismo para simbolizar a habilidade de finalizar tarefas iniciadas. Muitos são aqueles que iniciam atividades e que não as concluem. Projetos arquivados, livros lidos pela metade, conversas interrompidas sem conclusão, sonhos de toda uma vida abandonados como se fossem de uma única noite de verão. Iniciar é preciso. Mas algo só termina quando acaba. 2. EFICIÊNCIA E EFICÁCIA “Se respeitar as pessoas como elas são, você poderá ser mais eficaz ajudando-as a se aperfeiçoarem.” (John Gardner) A eficiência pode ser definida como “fazer certo as coisas”. Está associada ao respeito às normas e padrões estabelecidos, à satisfação e à superação de expectativas. Um profissional com essa característica desenvolve maneiras de realizar uma atividade com menor custo e maior rapidez e qualidade superior. Seu oposto atende pelo nome de retrabalho, motivo pelo qual a eficiência implica fazer certo da primeira vez. A eficácia, por sua vez, significa “fazer a coisa certa”. É uma medida vinculada ao resultado. Assim, um vendedor pode visitar uma dezena de clientes num dia, mostrando-se muito eficiente. Porém, se não fechar negócio algum, terá sido ineficaz. As organizações costumam estimular a busca da eficiência por um processo mecânico e protocolar: pesquisas efetuadas, tabulações processadas e relatórios preenchidos passam a impressão de que o trabalho foi feito. É comum vermos líderes (ou seriam pseudo-líderes?) que solicitam aos membros de sua equipe informações variadas apenas para ocupar-lhes o tempo, sendo que o fruto daquele trabalho alimentará apenas pastas suspensas e arquivos mortos. Já a eficácia, quando tomada isoladamente e como único fim, gera o que poderíamos cunhar como “Síndrome de Romário”, ou seja, pessoas com foco exclusivo no objetivo e sem qualquer atenção para com os processos. De fato, conseguem auferir resultado com impacto positivo nas estatísticas, mas muitas vezes o fazem combalindo o ambiente interno. Procure, portanto, unir eficiência e eficácia. Conceda valor e conteúdo ao seu trabalho, adote os procedimentos necessários, defina indicadores adequados para mensuração e tenha foco no resultado. Mas lembre-se sempre de que há pessoas compartilhando de suas atividades e decisões em sua organização. 3. COMPROMETIMENTO “Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.” (Gandhi) Essa é uma atitude que poderíamos definir como sendo de cunho moral. Afinal, literalmente remete ao cumprimento de um tratado, de um pacto firmado. Significa honrar a palavra empenhada. Para tanto, pode demandar sacrifícios pessoais ou esforços extraordinários para concluir determinada tarefa, colocando o aspecto financeiro, por exemplo, em segundo plano, tendo o atendimento e a satisfação como objetivos primordiais. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, com a cultura e os valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional, seja no plano pessoal. E lutam pela verdade. No mundo das vendas, por exemplo, o comprometimento determina a linha tênue que separa o vendedor “tirador de pedidos”, que, às custas de promessas e malogros, procura tão somente cumprir metas pessoais, e o “vendedor-consultor”, que no uso da ética e da ponderação constrói um relacionamento duradouro junto a seus clientes. Há uma relação íntima entre essa competência e a capacidade de se estabelecer e cumprir metas. E essa relação está presente na própria palavra... Portanto, comprometa-se! 4. OUSADIA E CORRER RISCOS CALCULADOS “Ousadia contém gênio, poder e magia.” (Göethe) Intimamente ligada à iniciativa, essa competência está associada à coragem com responsabilidade. Trata-se da habilidade de avaliar alternativas, calculando deliberadamente os riscos inerentes a cada uma delas, fazendo escolhas e abdicando das opções concluídas como menos favoráveis. Traz consigo, ainda, o poder de agir diante de adversidades objetivando reduzir riscos e controlar os resultados. Desafio é a palavra de ordem e o combustível dos ousados, aqueles responsáveis pelo desenvolvimento das atividades, pois jamais estão satisfeitos com o status quo. Mas esteja atento para não confundir ousadia e risco com irresponsabilidade e imprudência! 5. PERSISTÊNCIA E AMBIÇÃO “Ambição é o caminho para o sucesso. Persistência é o veículo no qual se chega lá.” (Bill Eardley) Ambição é uma coisa boa. Ela nos desperta desejos, promove o comprometimento, estimula a perseverança. Torna-nos mais fortes e nos faz buscar a superação. O que a estraga é a ganância. Como tudo na vida que desgarra da ponderação do equilíbrio, a ambição desmedida evolui para a ganância. Nesse estágio, o desejo vira cupidez; o comprometimento, obsessão; a perseverança, teimosia. As posses denotam opulência e, o poder, prepotência. A liberdade se esvai e renasce como fênix, enjaulada. Persistir é manter o foco, a firmeza de propósitos, como a água do rio que contorna todos os acidentes, mantendo sua progressão até desaguar no oceano que a espera. Persistir é perseverar, o que nos lembra o esperançar, este último associado ao substantivo esperança, e não ao verbo esperar. É agir, enfrentando as dificuldades, mudando estratégias ou criando novas, assumindo responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário ao cumprimento de metas e objetivos. Praticar a persistência é conclamar uma apólice de seguro contra o fracasso. É superar o descrédito, as adversidades e o desânimo pelo objetivo de realizar, de fazer acontecer. 6. CRIATIVIDADE “Tornar o simples complicado é fácil. Tornar o complicado simples, isto é criatividade.” (Charles Mingus) Criatividade é o ato de dar existência a algo novo, único e original. Mais ainda, podemos considerá-la como uma técnica para a resolução de problemas. A criatividade é uma competência muito valorizada no mundo corporativo porque consiste no melhor instrumento para a quebra de paradigmas. Algumas pessoas têm uma capacidade nata de criar, mas é possível aprender o processo criativo. Lembre-se de que o mais importante é você se conscientizar de que existe um criador dentro de você. Por isso, evite os bloqueios mentais que lhe são impostos por terceiros, segundo os quais há sempre uma resposta certa. Você deve buscar ser lógico, prático e evitar erros, brincadeiras e ambigüidades. 7. CONHECIMENTO E CURIOSIDADE “Para alcançar o conhecimento, acrescente coisas todos os dias. Para alcançar a sabedoria, remova coisas todos os dias.” (Lao Tse) O mundo produz anualmente o mesmo volume de informações que a humanidade levou 40 mil anos para acumular. Todos os dias, quantos jornais podemos ler? Quantas revistas podemos consultar? Quantos canais de TV podemos assistir? Qual o custo de acessar informação nesta magnitude, muita dela em duplicidade? E qual sua aplicação prática? Estamos próximos de uma situação limite. Um bombardeio frenético de informações diante do qual agimos como buracos-negros, absorvendo tudo, mas assimilando pouco. Uma overdose que gera conhecimento superficial e sabedoria reduzida. O segredo está em buscar informações, a matéria-prima para a tomada consistente de decisões, mas sabendo processá-la em forma de conhecimento. E fazê-lo pessoalmente, ora pesquisando o mercado, observando as novidades e os fatores de atração ao consumidor; ora avaliando os concorrentes, suas estratégias comerciais, suas políticas de atendimento. Colocar a curiosidade a serviço dos negócios significa olhar não apenas para a árvore, mas para a floresta. Estender o olhar para o horizonte e cultivar a visão de longo prazo. Estudar, analisar, investigar. E adotar a humildade para consultar outras pessoas e especialistas, obtendo informações fidedignas e qualificadas. 8. ESTABELECIMENTO DE METAS “A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo.” (Friedrich Nietzsche) Temos o hábito de confundir desejos com metas. Desejo é uma expectativa consciente ou inconsciente de possuir ou alcançar algo. Mora no plano subjetivo, no mundo das aspirações e pode jamais se concretizar. Já uma meta é revestida pela objetividade. Deve ser redigida e apresentar cinco características fundamentais: ser específica, mensurável, alcançável, relevante e definida num horizonte de tempo. Por isso, estabeleça e mantenha o foco. Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro. Esteja preparado para os tombos – um obstáculo é apenas uma das etapas do seu plano. Use a vaidade e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos. E, finalmente, lembrando Richard Carlson, “pense no que você tem, em vez do que gostaria de ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria.” 9. PLANEJAMENTO E MONITORAMENTO “Pessoas que falham em planejar estão planejando falhar.” (George Hewell) Papel, lápis e borracha. São estes os instrumentos que compõem o arsenal do planejador. Metas definidas devem compor um plano de ação. Tarefas de curto prazo precisam ser priorizadas. Tarefas de grande porte necessitam ser subdivididas em mini-tarefas. Nessa fase, o tempo pode mostrar-se como fator crítico. É o momento no qual se decide delegar tarefas. O cuidado a se tomar é monitorar continuadamente a trajetória do delegado. Estar próximo, mostrar-se solícito a todo instante. Os planos devem ser periodicamente revisados, à luz dos resultados obtidos e das mudanças circunstanciais a que estão sujeitos. Ou você corrige a rota, ou você muda a rota. 10. ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO “Enquanto você não se der valor, não valorizará seu tempo. Enquanto não der valor ao tempo, não fará nada de importante.” (M. Scott Peck) O tempo é o mais democrático dos recursos. Pouco importa sua idade, escolaridade ou condição sócio-econômica. Todos temos 24 horas diárias e a forma como as utilizamos justifica nossos resultados e nos diferencia. Por isso, é fundamental tomar consciência de que administrar o tempo é administrar a própria vida. Peter Drucker, em seu último livro, The effective executive in action”, sentencia que gerenciar o tempo é a base da eficácia. E o guru desafia você a responder algumas questões: 1. O que eu estou fazendo que não precisa ser feito? 2. O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa? 3. O que eu estou fazendo que só eu posso fazer? 4. O que eu deveria fazer que não estou fazendo? Responder a estas questões certamente lhe sinalizará a necessidade de delegar atividades, de retomar o foco em suas metas pessoais ou de corrigir rotas. 11. MARKETING PESSOAL “Não me preocupo tanto com o que sou na opinião dos outros, quanto o que sou na minha própria opinião; gostaria de ser rico de mim mesmo e não por empréstimo.” (Michel de Montaigne) O Marketing Pessoal significa projetar uma imagem de marca em relação a você mesmo, tomando a si próprio como se fora um produto ou serviço. Para construir sua marca pessoal, há um processo formado por seis etapas, que são as seguintes: embalagem, conteúdo, visibilidade, ênfase, divulgação e diferenciação. A última etapa é a mais importante pois apenas fazendo as coisas de forma diferente você se tornará único, exclusivo, admirado e presente no coração e na mente das pessoas. 12. PERSUASÃO E REDE DE CONTATOS “Você é quem você conhece, não o que você faz.” (Azalba) Pesquisa recente realizada pelo Grupo Catho junto a 17.801 profissionais indicou que 56% dos cargos operacionais e 43% dos cargos de gerência foram preenchidos com base no QI do candidato. Mas não estamos falando do famigerado “quociente de inteligência” e sim do “quem indicou”. Networking, relacionamento, estas são as palavras de ordem. Muitos profissionais demonstram insatisfação com a empresa em que trabalham. As queixas vão da falta de reconhecimento e ausência de desafios à baixa remuneração e inexistência de plano de carreira, passando inexoravelmente por problemas de relacionamento, seja junto à direção, seja com os próprios colegas. Esses profissionais vislumbram como única solução pedir demissão e buscar novos horizontes, como se o ambiente fosse a origem de todos os males, acreditando que em outra corporação os mesmos dissabores não acontecerão. Responda francamente: o problema está na empresa, nos outros ou em você? Recorde-se sempre de que, na Era da Integração, num mundo sem fronteiras e regido pela conectividade, não são dados ou informações, máquinas e tecnologia que fazem a diferença. São pessoas. E mais do que isso, relacionamentos. 13. LIDERANÇA “Um líder é alguém com a habilidade de levar outras pessoas a fazerem o que elas não querem e, ainda, gostarem disso.” (Harry Truman) Todos nós temos características inatas e outras que podem ser desenvolvidas. O mesmo dá-se com a liderança. Algumas pessoas nascem com esse perfil e podem exercê-lo, desenvolvê-lo ou até negligenciá-lo, de acordo com os estímulos que recebe. Mas a liderança pode ser ensinada, porque é uma técnica e uma arte. Liderança é o processo de influenciar pessoas para obtenção de resultados em benefício de uma coletividade. Um estudo realizado em novembro de 2002, pela Fundação Dom Cabral, indicou que o mercado procura líderes orientados para o resultado, com capacidade para trabalhar em equipe, dotados de pensamento sistêmico – visão do todo, comunicabilidade, bons negociadores e com perfil empreendedor. Mas o mesmo estudo aponta que o perfil encontrado corresponde a profissionais orientados, sim, para o resultado, mas que valorizam garra, ambição e capacidade de pôr a "mão na massa". Isso demonstra claramente que o mercado e os executivos têm os mesmos objetivos, mas não compactuam dos mesmos meios para atingi-los. Os profissionais adotam um discurso de trabalho em equipe, mas permanecem individualistas em seu âmago. Um líder é alguém capaz de conduzir um grupo com igual empenho e entusiasmo pelo mesmo objetivo. Alguém capaz de vislumbrar e desenvolver qualidades extraordinárias em pessoas comuns, alocando-as nas funções certas – aquelas em que podem exercer seus talentos. Enfim, é alguém capaz de inspirar as pessoas. Compartilhar o poder, a informação, o compromisso e o resultado. Assim age o bom líder, aquele consciente de que sempre tem algo a aprender e, por isso, cultiva a humildade. Ele mantém sua equipe informada, planeja estrategicamente e define táticas em conjunto. Comemora o sucesso e debate o fracasso. O limite é a tênue fronteira na qual o diálogo propositivo passa a ser visto como abertura para permissividade. Boas equipes com uma liderança fraca ou se desintegram ou têm a liderança substituída. Já um bom líder é capaz de transformar discórdia em união, apatia em entusiasmo, prejuízo em lucro, ressentimento em sorriso. Mas não existem líderes solitários. Se o líder está só, na verdade não está liderando ninguém. 14. INDEPENDÊNCIA E AUTOCONFIANÇA “A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso.” (Ralph Waldo Emerson) Procure expressar confiança na própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio mesmo diante de grandes adversidades. Pratique a resiliência, ou seja, a habilidade de se superar em vez de resignar-se. Cultive também sua independência, mantendo seu ponto de vista face à oposição de outrem ou de resultados em princípio desanimadores. Busque autonomia em suas decisões. Mas lembre-se: independente, sempre; isolado, nunca! 15. PAIXÃO “Pessoas que vivem impulsionadas pela paixão são recompensadas pela satisfação de saber qual é o seu lugar no mundo.” (Po Bronson) Ainda que você reúna todas as 14 competências apresentadas anteriormente, não estará preparado se não colocar emoção em seu trabalho. Fazer o que gosta e, ainda mais importante, gostar do que faz. Se colocar o dinheiro em primeiro plano poderá até se tornar rico materialmente, mas se sentirá miserável espiritualmente. E entregando-se com prazer à sua vocação poderá ser bem-sucedido e também cultivar a felicidade. Com brilho nos olhos e um largo sorriso. Como exercício final, responda para si: 1. Você se sente importante dentro de sua corporação? 2. Seu trabalho é reconhecido como significativo dentro da empresa? 3. Você gosta das pessoas com quem trabalha e elas de você? 4. Trabalhar é prazeroso e divertido? 5. Suas sete vidas (saúde e esporte, família e afetividade, carreira e vocação, cultura e lazer, sociedade e comunidade, bens e possessões, mente e espírito) estão em equilíbrio? Tenha em mente que mais importante do que estar à altura do que você deseja é esperar-se na medida exata do que você precisa. *

Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/US –fonte:  www.tomcoelho.com.br.


   
   
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Truques da negociação. Quando o caldo entorna...

Em negociação não existem receitas prontas. Cada situação é diferente e exige uma abordagem adaptativa.

Fonte: www.vocesa.com.br

Em negociação não existem receitas prontas. Cada situação é diferente e exige uma abordagem adaptativa. Contudo, alguns princípios básicos ajudam a contornar os casos mais difíceis:  
1. Não reaja prontamente;
2. Sempre busque opções - não uma, mas pelo menos três;
3. Examine os prós e contras de cada opção, depois aja. Observe cuidadosamente as reações de seus oponentes, e realize os necessários ajustes;
4. Confie em sua intuição e verifique as vibrações vindas do outro lado;
5. Administre a ambigüidade.

Amenize conflitos -- e negocie melhor
Conheça algumas técnicas que podem ser utilizadas ao longo das negociações para demonstrar à outra pessoa que você se importa com ela:

1. Sorria - Quando você sorri para as pessoas, transmite uma mensagem de que se importa com elas. Sorrir ajuda a apagar sentimentos negativos dirigidos a outros. O sorriso é usado desde a pré-história para comunicar a estranhos que nossa intenção é boa. Um sorriso é uma de suas melhores ferramentas para transmitir um sinal imediato de que sua proposta não visa prejudicar. (Observe que sorrir por muito tempo demonstra falsidade).
2. Adote uma postura aberta - Quando você coloca seus braços por trás das costas (em vez de cruzá-los na sua frente), aparenta estar mais relaxado e receptivo a outros. Outra postura aberta é a dos braços estendidos dos lados do corpo, as palmas das mãos abertas e voltadas para dentro, indicando receptividade. Cruzar os braços ou mantê-los firmemente grudados ao corpo faz você parecer fechado e insensível. E virar de costas é a postura mais fechada de todas.
3. Aproxime-se - Quando você se inclina em direção aos outros em vez de se afastar, comunica seu interesse e sua disposição para ouvir. A proximidade transmite uma mensagem de ligação e receptividade. Dessa forma, quando você se senta na cadeira ao lado da pessoa com quem está conversando, inclinar-se um pouco em direção a ela demonstra que se importa com o que ela diz. Afastar-se da pessoa, virar as costas ou voltar-se para o seu lado demonstra que você está apenas parcialmente interessado na conversa.
4. Mantenha um contato físico - Um aperto de mão, um abraço (quando for conveniente) ou um tapinha nas costas demonstram que você se importa com uma pessoa. O toque adequado no local de trabalho é o aperto de mão, que comunica interesse e receptividade de uma forma aceitável. Quando for conveniente, um tapinha nas costas pode acompanhar o aperto de mão. Esse tipo e toque eventual transmite sinais que podem reduzir o conflito ou melhorar as negociações quando as palavras parecem não funcionar.
5. Mantenha um contato visual - Quando você mantém um contato visual com os outros, está dizendo que é digno de confiança, receptivo e que os outros podem acreditar em você. Quando desvia o olhar dos outros, as pessoas acham que não são importantes para você. Recusar-se a manter o contato visual também pode demonstrar que uma pessoa não está falando a verdade ou tem algo a esconder. Se você discordar de uma pessoa e olhar para a janela enquanto ela fala, estará transmitindo um sinal de que não está interessado nela. Quando ela faz uma pergunta e você recusa-se a olhar para ela, está sugerindo que tem algo a esconder. Sempre mantenha contato visual ao negociar.
6. Concorde - Assentir com a cabeça demonstra que você está ouvindo e processando a conversa. Freqüentemente, assentir com a cabeça pode ser confundido com a aceitação, de forma que é recomendável suplementar o assentimento com comentários afirmativos quando for conveniente. Assentir também alimenta a conversa e estimula o falante. Comunica aos outros que você é receptivo a eles. Porém, assentir excessivamente aparenta confusão e você pode acabar parecendo idiota.

Evite palavras incitadoras da discórdia
Psicólogos e sociólogos concluíram que algumas palavras prenunciam 'perigo'. Tais palavras aborrecem as pessoas rapidamente. Uma vez que sua meta na negociação é chegar a um acordo e a uma solução, você precisa evitar palavras que deixem os outros em posição negativa e de defesa. Conheça algumas e evite-as:

1. "Você": Esse simples pronome, quando utilizado excessivamente, é o mesmo que apontar um dedo para outra pessoa. É por isso que frases com "eu" são tão importantes quando você negocia. Estudos concluíram que quanto mais a pessoa utiliza o pronome "você", mais aborrecida a outra pessoa fica. Então, formule suas frases com comentários do tipo: "Eu prefiro que levemos uma conversa tranqüila" (no lugar de "Como você ousa gritar comigo?") ou "Eu fico irritado quando isso acontece" (no lugar de "Você me deixa muito louco!")
2. "Mas": Essa conjunção é negativa. Nega tudo o que veio anteriormente a ela e automaticamente leva por água abaixo o processo de negociação. Se você disser: "Você é um funcionário estimado, mas quero falar com você a respeito de seu atraso no trabalho", terá negado a afirmação positiva de que o funcionário é estimado. Se você substituísse a conjunção "mas" por "e", diria: "Você é um funcionário estimado, e quero falar com você a respeito de seu atraso no trabalho". Essa afirmação dá igual valor a ambas as frases e não nega o que é positivo.
3. "Não dá": Sua avó lhe disse para nunca usar essa palavra e ela estava certa. "Não dá" implica falha, o que significa que uma pessoa nunca mudará. Quando você diz ao outro: "Não dá para entender você", isso implica que você nunca o entenderá, o que faz qualquer tentativa de negociação parecer inútil.
4. "Sempre" ou "Nunca": Generalizações como essas implicam que alguma coisa acontece 100% do tempo. "Você está sempre atrasado para o trabalho. Nunca aparece na hora". Mas raramente, ainda que vez por outra o seja, é uma pessoa, coisa ou fato "sempre" ou "nunca". Você está exagerando quando quer dizer que algo seja dessa maneira. É muito difícil alguém gostar de ser o destinatário de uma acusação do tipo "sempre/nunca". Evite essas duas palavras quando negociar.
5. "Deveria ter" ou "Teria que ter": A família do "faria", "deveria", "teria", "teria que" ou "poderia ter" exige que as pessoas cumpram a satisfação de seus padrões.  

Fonte: www.vocesa.com.br

 

 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Vôo da Gol. Se forem culpados, pilotos pagarão indenização

Adriana Aguiar

São raros os acidentes aéreos com participação de terceiros. O caso do Vôo 1907 da Gol é uma destas exceções. A situação cria uma outra raridade, quando se passa a discutir de quem é a responsabilidade pela indenização dos danos provocados pelo acidente.
Especialistas ouvidos pela Consultor Jurídico entendem que, se comprovada a culpa dos pilotos do avião Legacy na tragédia, eles poderão ter de pagar as indenizações decorrentes da tragédia. Além de indenizar diretamente os familiares das 154 vítimas do acidente, eles poderão ter de pagar as indenizações devidas pela Gol bem como os gastos da União com as operações de busca do avião e de resgate dos corpos na selva amazônico.
Os advogados entendem também que a responsabilidade objetiva de indenizar as famílias das vítimas é da empresa transportadora, no caso a Gol. O advogado Sérgio Alonso, especialista em Direito Aeronáutico, diz que o valor da indenização, determinado pelo Código Aeronáutico (Lei 7.565/86) e reajustado por jurisprudência do extinto Tribunal de Alçada de São Paulo, é de R$ 125 mil por vítima. Multiplicado pelo número de vítimas, o montante total resultaria em R$ 19,3 milhões.
Ainda segundo Alonso, os familiares das vítimas podem cobrar da companhia aérea pensão equivalente a dois terços do salário da vítima até que ela completasse 65 anos.
Para o especialista, contudo, se ficar comprovada a culpa dos pilotos do avião Legacy na queda do Boeing, a Gol poderá mover ação de regresso para cobrar dos responsáveis pelo avião os valores que gastar com as indenizações.
No caso da Gol, as indenizações estão cobertas por seguro que a companhia contrata com a Sul América Seguros, desde sua criação em 2001. Apólices desta natureza cobrem as indenizações às famílias ds vítimas bem como os prejuízos com a perda da aeronave.
Os próprios familiares também poderão entrar com pedido de indenização contra os pilotos. O valor dessa indenização será estabelecido de acordo com a gravidade dos fatos que forem comprovados, na opinião de Alonso. “Nesse caso é melhor tentar um acordo com as seguradoras internacionais responsáveis pelo Legacy do que entrar com uma ação judicial nos Estados Unidos,” diz.
Alonso também recomenda cautela às famílias antes de fechar acordos com as seguradoras ou com as partes envolvidas no acidente. Normalmente a companhia aérea ao pagar a sua indenização exige que o indenizado dê quitação plena de suas pretensões. Desta forma, a família abre mão de outras indenizações.
Direito do consumidor: Uma advogada, também com especialização em Direito Aeronáutico, concorda com as posições de Alonso: tanto a Gol, quanto os pilotos, no caso de ser comprovada sua culpa no acidente, podem ser acionados legalmente para reparar os familiares das vítimas pelos danos sofridos.
Uma das hipóteses é de que a família de cada vítima ajuize uma mesma ação na Justiça brasileira contra a Gol e contra os pilotos. Mas ela firma que isso demoraria ainda mais o processo, já que eles deverão ser intimados por carta rogatória para apresentar defesa.
O professor Rizzatto Nunes, especializado em Direito do Consumidor, sustenta que a responsabilidade é do transportador aéreo mesmo que seja comprovada a culpa dos pilotos do Legacy. Segundo ele, o Código do Consumidor diz que mesmo que haja terceiro causador do dano não se exclui a responsabilidade da empresa aérea, já que o acidente faz parte do risco da atividade empresarial. Para o professor a opção correta seria entrar com uma ação contra a Gol, já que não cabe aos familiares dos passageiros discutir a responsabilidade pelo acidente. “A culpa pelo acidente não interessa ao consumidor. Mesmo que haja a culpa de terceiros, isso não exclui a responsabilidade do transportador,” diz.
Histórico: O Boeing 737/800 da Gol, que fazia o vôo 1907, de Manaus ao Rio de Janeiro com escala em Brasília, no dia 29 de setembro, caiu depois de bater no jato executivo Legacy, da empresa americana de táxi-aéreo ExcelAire que voava de São José dos Campos (SP) para os Estados Unidos com escala em Manaus.
As 154 pessoas — 148 passageiros e seis tripulantes — que estavam no Boeing morreram. Os 7 passageiros do Legacy sobreviveram sem ferimentos. Depois do choque em pleno ar, o avião fez um pouso de emergência na pista da base aérea de Cachimbo, na divisa dos estados do Pará e Mato Grosso. O avião executivo era conduzido pelos piloto Joseph Lepore e pelo co-piloto Jan Paul Paladino, ambos americanos. Levava a bordo dois funcionários da ExcelAire, que havia acabado de adquirir o avião em São José dos Campos, dois funcionários da Embraer e um repórter do New York Times. Investigações preliminares da aeronáutica indicam que o avião executivo trafegava em aerovia errada. Indicam também que o sistema de comunicação do avião, que poderia ter alertado os pilotos pra o choque iminente, estaria desligado no momento do acidente.
Os pilotos do jato estão proibidos de sair do país desde segunda-feira (2/10) quando seus passaportes foram apreendidos pela Polícia Federal. A PF também abriu inquérito para investigar as responsabilidades no acidente.

Revista Consultor Jurídico, 6 de outubro de 2006
Fonte: www.conjur.com.br

 

   
 
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
 

 
 

Vôo 1907. Indenizações do acidente podem chegar a R$ 1 milhão

por Pierpaolo Bottini

A indenização aos parentes das vítimas do acidente aéreo com o boeing da Gol pode chegar a R$ 1 milhão por vítima. Os cálculos são de Leonardo Orsini, procurador do Estado e advogado especializado em responsabilidade civil. Ele afirma já ter sido procurado por parentes de passageiros que estavam no vôo.
A estimativa é feita com base nos danos materiais — quanto a vítima receberia de salário ao longo da vida e a existência de dependentes — e os danos morais, que segundo Orsini, são inestimáveis por envolver a perda de vidas. A informação é do jornal Correio Brasiliense.
O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira (29/9) e envolveu o Boeing 737-800, com 155 pessoas a bordo, que fazia o vôo 1907 da Gol, entre Manaus e Rio, com escala em Brasília. Em nota oficial, o Comando da Aeronáutica informou que não há sobreviventes.
A Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos vai procurar os parentes dos passageiros e tripulantes da Gol nos próximos dias. A presidente da entidade, Sandra Assali, que perdeu o marido, o médico José Abdul Assali no acidente com o Fokker 100 da TAM há quase 10 anos, recomenda que ninguém assine acordos de indenização com a companhia.
Ela diz que as ações judiciais são mais demoradas, mas garantem indenizações maiores. “Os valores propostos pelas seguradoras seguem um padrão. No caso da TAM era de R$ 145 mil. Não leva em conta a expectativa de vida das vítimas ou promoções que receberiam ao longo da carreira”, explica.
As companhias aéreas têm um seguro obrigatório fixado em R$ 14 mil e podem oferecer outro de responsabilidade civil, de valor variável — sem contar os danos morais à família, calculados por um juiz. A questão divide advogados especialistas em casos de acidentes aéreos.
Regina Manssur, que representou três das 99 famílias de vítimas do acidente com o Fokker 100 da TAM, em 31 de outubro de 1996, afirmou que os parentes devem mover ação contra a Gol, mesmo que as investigações ainda não apontem de quem foi a responsabilidade sobre a colisão.
Segundo a advogada, essa tese foi aceita nos julgamentos das ações em que ela esteve envolvida contra a TAM pelo acidente de 1996. Regina não aconselha os familiares das vítimas do vôo 1907 a buscar indenização pela Justiça dos Estados Unidos, no caso de o avião Legacy, da empresa americana Excel Air Services, ser apontado como causador da colisão. “Se bem aplicado, o Código do Consumidor resolve a questão”, opina.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2006- Fonte: www.conjur.com.br

 

   
   
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
   
 

 
 

Acidente da Gol. Advogados disputam famílias de vítimas

Fonte: www.conjur.com.br

"Pessoal, muito prazer. Eu nunca vi este indivíduo antes." A reunião da empresária Sandra Assali, 50, com os familiares de vítimas do vôo 1907, na última quinta-feira (5/10) em um hotel de Brasília, começou tensa. O indivíduo apontado era um advogado. Com seu laptop, ele fazia uma apresentação em PowerPoint para as famílias e dizia estar recebendo mensagens de um escritório sediado em Londres. Seriam instruções sobre as ações indenizatórias cabíveis no caso do acidente da Gol. "Foi uma péssima surpresa entrar na reunião e esse advogado vir atrás e se sentar ao meu lado, como se estivesse comigo", diz Assali. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
"Acidente aéreo você não perde. É inquestionável", afirma Assali, presidente da Abrapavaa, Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos, e viúva de José Rahal Abu Assali, médico cardiologista morto aos 45 anos no acidente de 1996 com o Fokker 100 da TAM, que aconteceu em São Paulo.
No caso do acidente da TAM, as batalhas jurídicas resultaram em indenizações que giraram entre US$ 500 mil e US$ 1,5 milhão para cada uma das famílias de 99 vítimas (de R$ 1,1 milhão a R$ 3,3 milhões). "É por isso que tantos advogados inescrupulosos crescem os olhos", diz Assali.  "Tivemos problemas seríssimos com isso. Teve advogado que se recusou a assinar os acordos com as famílias, porque cismava que elas poderiam ganhar mais. E as famílias querendo o acordo. Aconteceu até o caso em que a parente estava com câncer, precisando da indenização, e o acordo não saía porque o advogado não queria."
Na quinta-feira, as famílias que a Gol alojou no hotel Comfort Suites ainda reclamavam mais rapidez nos trabalhos de remoção e identificação das vítimas do vôo 1907 (até então, nenhum corpo havia sido identificado), mas a reunião com Sandra Assali começou pontualmente às 19h e só se encerrou às 22h, com a promessa de continuidade no dia seguinte, logo pela manhã. "Que bom que você veio", agradeceu Bruno Maciel Marinho Silva, 24, que perdeu a mãe, a médica Ana Caminha Silva, 49.
"São muitas dúvidas sobre nossos direitos e como proceder para garanti-los. A gente tem muito medo de ser enganada", diz uma familiar.
Na terça-feira (3/10) à noite, a professora Luciana Siqueira, irmã de Plínio Siqueira (presidente da empresa Bombardier em Campinas, SP) e uma das fundadoras da associação de parentes de vítimas do vôo da Gol, confirmava: "Vem vindo até um escritório da Flórida para falar com a gente".
Formada no domingo passado, a associação reuniu-se pela primeira vez a partir de iniciativa do empresário Jorge André Cavalcante, que perdeu o sobrinho Carlos Cruz, 26, que diz ter-se inspirado em Roberto Justus e seu programa Aprendiz: "O importante é ter uma grande idéia".Foi uma grande idéia mesmo. O sofrimento envolvido nesse acidente é tão grande, que é muito importante estar junto. Quando um chora, o outro consola. Quando este se desespera, aquele acolhe", diz.

Matéria Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2006
Fonte: www.conjur.com.br

 

   
   
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar

   
 
 

Namoro na praia. Sites são proibidos de exibir imagens de Cicarelli

Fonte: www.conjur.com.br

As liberdades que a modelo Daniela Cicarelli e seu namorado tomaram quando namoravam na praia de Tarifa, em Cádiz, na Espanha, não justificam a exposição indiscriminada e sem autorização de suas imagens na internet. O entendimento é do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ênio Santarelli Zuliani, que concedeu liminar obrigando todos os sites a tirar do ar as cenas calientes do casal. Os sites que não cumprirem a determinação estão sujeitos a multa de R$ 250 mil por dia.
Os advogados entraram com Agravo de Instrumento no TJ paulista contra decisão do juiz de primeiro grau que negou pedido para que os sites Ig, Globo.com e o Youtube retirassem do ar as imagens do casal. O recurso está em julgamento na 4ª Câmara de Direito Privado.
Segundo o desembargador, o direito de imagem é protegido pela Constituição e pelo Código Civil e não há prova de que as imagens foram feitas com o consentimento do casal. Para o desembargador é clara a intenção de quem filmou a imagem de expor o casal. Ele entendeu que Cicarelli e seu acompanhante não foram fotografados como se fizessem parte do cenário, mas eram o foco das filmagens.
Segundo o desembargador, se alguém é fotografado num campo de futebol, faz parte do cenário. No caso em consideração, a praia sequer foi filmada já que o alvo era apenas o casal. Por isso, esse tipo de divulgação ofende direitos como honra, recato, privacidade, intimidade e requer consentimento expresso. Só será decidido se cabe indenização por dano moral no decorrer do processo. .
Casos semelhantes: O Superior Tribunal de Justiça negou indenização a uma moça fotografada de top less por entender que não tem direito a indenização quem se expõe. Por outro lado, existe decisão de Portugal que condenou jornal que veiculou foto de moça de topless. Para o desembargador Carlos Teixeira Leite, que também integra a 4ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, a Justiça brasileira ainda está buscando parâmetros para julgar questões relacionadas à internet.

Matéria Revista Consultor Jurídico, 25 de setembro de 2006-
Fonte: www.conjur.com.br

 

 

   
   
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar
   

   
 
 

Perigo na parada. Concessionária não responde por assalto a motorista

Fonte: www.conjur.com.br

A concessionária de rodovias não deve responder por assalto a motorista nos pedágios que administra. O entendimento, da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, é o de que se trata de caso fortuito.
Os desembargadores acolheram recurso da Ecosul — Empresa Concessionária de Rodovias do Sul, livrando-a de indenizar um motorista assaltado quando passava pelo pedágio. Cabe recurso.
De acordo com o processo, o motorista estava no posto de pedágio da rodovia que liga Porto Alegre a Pelotas (BR 116, km 430), quando foi surpreendido por assaltantes que levaram o caminhão que conduzia. O veículo foi recuperado alguns quilômetros adiante, mas o motorista alegou não ter obtido qualquer socorro e ajuda por parte da concessionária.
Segundo o desembargador Tasso Caubi Soares Delabary, relator do recurso, não há nada que indique a obrigação de a concessionária prestar segurança, ainda mais se tratando de uma via pública. “Ocorre que o assalto constitui situação superveniente e praticamente inevitável, mormente se tratando de uma via pública (uma rodovia) de extensão considerável em que, diferentemente de um local fechado, é praticamente impossível manter um monitoramento integral de segurança.”
Para o relator, o fato tem analogia com as hipóteses de assaltos no contrato de transporte. Nesses casos, segundo ele, o entendimento é o de que o assalto constitui situação de exclusão da responsabilidade por se equiparar o caso fortuito. Acompanharam o voto do relator os desembargadores Odone Sanguiné e Marilene Bonzanini Bernardi. Processo 70015881717
Matéria Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2006-
Fonte: www.conjur.com.br

 

 

   
   
  imag1 Envie sua opinião
 
Versão para impressão voltar