Matérias Jul/Ag-07


 Dicas para seu equilíbrio, felicidade e tranqüilidade

 
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Dicas para seu equilíbrio, felicidade e tranqüilidade

Aprenda técnicas para relaxar

por Emilce Shrividya Starling

Você consegue relaxar? Ou diz: “Não consigo ficar quieto. Preciso estar sempre ocupado; não sou o tipo de pessoa que relaxa”. “Sinto ansiedade quando fecho os olhos e começo a relaxar”. Se isso acontece, é preciso se perguntar: Por que não consegue ficar quieto?
Você gosta da própria companhia? Gosta de ficar sozinho com você mesmo?

Você acha que tem que só tem valor quando está fazendo alguma coisa? Você acha que tem que estar sempre fazendo algo para alguém? Acha que satisfazer as necessidades dos outros ou trabalhar são as únicas atividades importantes? Acha que relaxar é perda de tempo e algo irresponsável?

Compreenda que o relaxamento é vital para trazer mais energia, mais saúde, tranqüilidade e disposição física e mental.

Se você se sente tenso e ansioso, experimente o “relaxamento muscular progressivo”, quando você contrai e relaxa alguns grupos musculares. Ao fazê-lo você diminui as distrações envolvendo-se na focalização física e mental. Isto vai lhe ajudar a sentir-se mais calmo.

Ao praticar o relaxamento durante este breve período de curto, deixe seus problemas e ansiedades de lado. Dedique um tempo para você, para revigorar-se, para experimentar como é agradável sentir-se bem dentro do próprio corpo, como é bom a própria companhia.

Em um ambiente tranqüilo, deite-se de maneira confortável, com os braços ao lado do corpo, e as pernas naturalmente separadas. Feche os olhos.

Feche a mão direita e em uma inspiração levante um pouco o braço direito, sem dobrá-lo, tirando o cotovelo do chão. Firme bem o braço por alguns segundos. Respire naturalmente, sem prender a respiração. Relaxe-o na expiração, soltando-o e deixando a palma da mão para cima. Sinta a mão e o braço relaxado.
Faça a mesma coisa com a mão e o braço esquerdo.
A seguir, flexione os dedos e o pé direito para baixo; levante um pouco a perna direita, deixando-a bem firme por alguns segundos. Não prenda a respiração.
Depois, em uma expiração, desça a perna e deixe o pé tombar para o lado. Leve sua atenção ao pé e perna direita e perceba a sensação de relaxar do pé ao quadril direito.

Repita isto com o pé e a perna esquerda.
Contraia as nádegas na inspiração e relaxe na expiração. Contraia os músculos do rosto, franzindo as sobrancelhas e os olhos, contraindo os músculos da testa. Explore a mímica facial. Faça movimentos com a boca: por exemplo: como se fizesse biquinho e abrisse como em um sorriso algumas vezes.
Então, solte e deixe um sorriso leve descontrair seu rosto. E por alguns instantes, permita que seu corpo registre a sensação de soltar e relaxar todo o corpo.
Experimente essas outras técnicas eficazes de relaxamento:

  1. Em um lugar silencioso e confortável, deite-se ou sente-se em uma cadeira, com os pés paralelos no chão.

Coloque as mãos uma sobre a outra abaixo do umbigo.
Feche os olhos e imagine um balão dentro do abdome. Na inspiração, imagine o balão enchendo-se de ar. A cada expiração, imagine o balão se esvaziando.
Por alguns instantes fique focado na respiração. Sem fazer nada para respirar, observe o vai e vem da respiração diafragmática e sinta como relaxa corpo e mente.

  1. Outra técnica é manter a mente focalizada na contagem da respiração: Deite-se na cama ou em seu local apropriado para prática. Feche os olhos. Permita que seu rosto relaxe. Com um gesto de afrouxar cada músculo e ligamento solte todo o seu corpo.
    Para esvaziar sua mente e experimentar tranqüilidade, conte de maneira descendente de 38 a 1, a cada inspiração e expiração. Não faça nada para respirar, apenas perceba a respiração. E ao chegar ao número 1, simplesmente continue a observar o fluxo natural da respiração.

Perceba como você desliza para dentro, restaura e apazigua corpo e mente.Quando voltar do relaxamento espreguice gostoso; deixe que essa sensação de leveza e descontração fique com você.
Fonte: www.vyaestelar.com.br

 

 

   
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Mente na Terceira Idade Inclusão digital traz benefícios em qualquer faixa etária

O acesso da população idosa na era digital possibilita a manutenção de seus papéis sociais, do exercício de cidadania, a autonomia, o acesso a uma sociedade dinâmica e complexa, mantendo a mente ativa"

por Elisandra Vilella G. Sé

É muito comum associarmos o avanço das ciências da informação e novas tecnologias aos jovens. O grande avanço do mundo informatizado tem se tornado um grande desafio para todas as fases da vida. Quem nunca se embaraçou no caixa eletrônico ou com o manuseio do novo DVD, celular, eletrodoméstico, brinquedos dos filhos e netos, uso da internet para pagamento de contas, compra e venda de produtos, etc. Entretanto, o progresso da tecnologia tem sido no decorrer da evolução socioeconômica das nações o elemento-chave que impulsiona as sociedades para a melhoria dos padrões de subsistência; um instrumento relevante que conduz à expansão das oportunidades. Nossa vida está marcada pela revolução da informática, da robótica e da microeletrônica. Cada vez mais estamos dependentes das máquinas eletrônicas e daí a necessidade da criação de estratégias que viabilizem a inclusão do segmento idoso no mundo tecnológico.

"Em qualquer faixa etária a inclusão digital traz benefícios, tais como, informação rápida, aquisição de novos conhecimentos, atualização de conhecimentos gerais, ampliação das redes de relações, sociabilidade, conectividade com a contemporaneidade, melhoria da auto-estima e auto-eficácia"

O avanço tecnológico, ao mesmo tempo que promove melhorias para a população, também propicia uma forma de exclusão, a digital. A exclusão digital no Brasil ocorre de acordo com as diferenças regionais, acompanhado da desigualdade social e serviços de cada região do país. Um dos segmentos mais atingidos é a população idosa.

Embora ainda sejam raros os projetos de formação para inclusão digital para os velhos, existem programas de extensão que oferecem cursos de informática pra idosos que costumam ter demanda significativa em instituições não-governamentais e nas Universidades Abertas à Terceira Idade.

A relação entre envelhecimento e a inclusão digital se dá por razões demográficas, uma vez que o fenômeno do envelhecimento se torna cada vez mais relevante no cenário mundial e por razões sociais e cognitivas. Com o aumento da população idosa e o alcance da longevidade torna-se necessário ampliar as relações intergeracionais no que concerne à inclusão digital.. A inserção rápida de jovens no mundo informatizado podem sociabilizar os idosos com a tecnologia através das relações intergeracionais. Em qualquer faixa etária a inclusão digital traz benefícios, tais como, informação rápida, aquisição de novos conhecimentos, atualização de conhecimentos gerais, ampliação das redes de relações, sociabilidade, conectividade com a contemporaneidade, melhoria da auto-estima e auto-eficácia.

Porém, temos que estar atentos com os prejuízos como falta de exercícios físicos, isolamento da rede de amigos, problemas de saúde por postura inadequada no computador, que deve ser visto com grande atenção.

Muitos idosos não têm motivação para se inserir no mundo informatizado, às vezes por achar que é um obstáculo, outras por não perceberem a importância da inclusão digital e também por achar que o conhecimento do manuseio de aparelhos eletrônicos é uma tarefa que é mais fácil ser designada aos jovens.

Além disso, têm os que ficam constrangidos por não saber usar os equipamentos eletrônicos e correm o risco de passar por situações violentas, como os que são assaltados nos caixas eletrônicos.

Há ainda o preconceito refletido em todas as idades, de que o aprendizado de coisas novas não ocorre na velhice. O que é um engano, pois o aprendizado de coisas novas, a agilidade mental não é uma característica típica do jovem. O processo de aprendizagem não se interrompe na velhice. Quando se constata déficits na aprendizagem dos idosos para a informática, estes estão relacionados mais a fatores emocionais, como insegurança, baixa auto-estima, fatores psíquicos, pedagógicos e a fatores pessoais, do que ao processo de envelhecimento em si. Precisamos perceber as pessoas idosas como sujeitos cognitivamente ativos e a educação como um processo contínuo, que não ocorre somente no período escolar, nos anos da infância e juventude, mas da infância à vida adulta e à velhice.
O acesso da população idosa na era digital possibilita a manutenção de seus papéis sociais, do exercício de cidadania, a autonomia, o acesso a uma sociedade dinâmica e complexa, mantendo a mente ativa. No entanto, a inclusão digital é um problema de toda a vida, requer políticas educacionais que permitam a alfabetização digital, pois as inovações tecnológicas avançam de uma forma acelerada, o que vai exigir um processo de atualização cada vez mais rápido da sociedade como um todo, para acompanhar as mudanças que irão influenciar no nosso cotidiano, como serviços e equipamentos cada vez mais sofisticados que irão exigir conhecimento e agilidade.

Assim torna-se necessário uma educação gerontológica - conhecimento especializado sobre o processo de envelhecimento - com metodologias de ensino que viabilizem estratégias para a inserção do idoso na contemporaneidade, em especial a inclusão digital, sem deixar de lado o espírito ético do desenvolvimento do ser humano, sem perder de vista a riqueza das relações sociais “ao vivo e a cores”, pois uma máquina por mais “inteligente” que seja, nunca substituirá eficazmente a atividade mental e criativa do homem.

Fonte: www.vyaestelar.com.br

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Dicas para quem busca seu bem-estar no movimento da vida

Qual é o sentido da existência?

por Monica Aiu

Diante de situações trágicas, como a morte, muitas vezes a existência parece perder o sentido. Aquilo que era importantíssimo e que não poderia ser deixado para trás, aquilo que queríamos fazer e foi sufocado pela falta de tempo ou pela necessidade imprescindível, aquilo que se não fizéssemos, o mundo acabaria. Tudo isso deixa de ter significado diante da morte. O mundo não acaba, tudo é deixado para trás, o tempo não mais importa, sequer a necessidade. Simplesmente, não existimos mais.

Independentemente das crenças que cultivamos sobre vida após a morte, tratemos desta vida: a que temos e vivemos aqui. Se vamos morrer, qual o sentido da vida? Por que fazemos as coisas que fazemos?

Somos seres finitos, morremos. Contudo, não sabemos, exatamente, quando e como morreremos; e fazemos planos, projetos de vida, como se fôssemos imortais. Às vezes pensamos na morte por questões práticas: como ficará minha família? Preciso fazer um seguro de vida, preciso de um plano de previdência. Como será meu funeral? Preciso de um seguro funeral, ou seja, deixar tudo pronto para que as pessoas não se embaracem diante de uma situação já desagradável. Há também aqueles que preparam o ritual com minúcias e cuidados: uma última cerimônia. Há aqueles que pensam na morte constantemente, e basta que algo não saia como o seu desejo para anunciarem o fim. Para outros, a morte é a saída, é o fim do sofrimento, é seu maior desejo. O que faz com que algumas pessoas desejem por fim à sua vida?

Na Antiguidade, era comum a crença no destino, um destino traçado pelos deuses que intervinham diretamente na vida humana. O destino inexorável contra o qual nada se poderia fazer. Cumpri-lo era a tarefa humana. Alguns heróis desafiavam-no, mas dificilmente conseguiam fugir dele.

Com o advento da filosofia, o ser humano passa a ser responsável por conduzir sua existência, num primeiro momento, de acordo com princípios e fundamentos universais. Não há determinação, há deliberação. Assim, as escolhas humanas propiciam o sentido da existência. Conhecer os princípios e fundamentos do universo é necessário para dar o sentido correto à existência. Como o percurso solitário no caminho do conhecimento pode ser enganoso, o diálogo investigativo faz-se preciso para a descoberta de sentidos adequados à humanidade. Nossa responsabilidade passa a ser, não apenas sobre nós mesmos, mas sobre a humanidade e o universo.

Na Modernidade, com o surgimento da idéia de sujeito, um sujeito pensante e distinto dos outros seres e objetos do universo, o sentido da existência passa a ser dado por esse sujeito racional e universal. Ou seja, a lógica e a razão determinam o sentido da existência.

Nossa história é acompanhada de questionamentos sobre os limites dessa razão e, principalmente, sobre seu poder em determinar o sentido da vida. Se na qualidade de seres biológicos pudéssemos controlar nosso organismo, através de meios puramente racionais, talvez conseguíssemos evitar a morte.

Parece que a ciência muito investiu e investe nesse sentido. E conseguimos grandes avanços. A expectativa de vida aumentou graças à tecnologia desenvolvida para os cuidados com a saúde; foram criados diversos instrumentos para aumentar nossa qualidade de vida; enfim, queremos viver mais. Queremos mesmo? Para quê?

Somos seres minúsculos diante da grandeza do universo, muito do que gostaríamos de fazer se torna impossível diante de nossos limites. Quando conhecemos as possibilidades existentes no universo, ou quando conhecemos elementos necessários para construir novaspossibilidades, ampliamos nossos limites.

A ampliação, por si só, não representa um sentido adequado e suficiente para justificar a vida. Poderíamos pensar em ampliação dos limites humanos, em mergulho nas intensidades do universo, mas isso traz uma tendência a ir além de nós mesmos.
Talvez o sentido esteja, exatamente, além de nós mesmos, e precisemos descobrir o que nos transcende para compreendê-lo. Talvez não tenhamos condições de captar ou de compreender o que nos transcende, pois nosso aparelho mental e perceptivo não permite.
Restando-nos a opção de um sentido que é dado por nós. Entre o momento que nascemos e o momento que morremos, o que fazemos com nossa vida? Qual a nossa contribuição para nós mesmos?

Talvez a melhor resposta que possamos encontrar esteja na filosofia sartreana, que afirma ser a vida um acaso, que estamos jogados no mundo, e que não há sentido na existência. Trata-se então de um pessimismo que nos levará à inércia, à espera pela morte? Ao contrário. Pelo fato de não existir um sentido prévio, pelo fato de estarmos lançados no mundo ao acaso, somos nós os responsáveis pela construção daquilo que somos e vivemos. Se não estamos satisfeitos com nossas vidas, podemos modificá-las, transformá-las. Podemos desconstruir modos de ser e construir novos. Lembrando, é claro, que nem tudo depende de nossa decisão. Necessitamos conhecer o entorno que nos circunda para nos situarmos e nos construirmos, modificando o mesmo entorno e a nós mesmos. Como afirmou Sartre, o que importa, não é o que fizeram conosco, mas o que fazemos com o que fizeram conosco.


Fonte: www.vyaestelar.com.br

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    "Você pulou do aquário ou arrebentou o aquário?" Dez passos do aquário para o oceano

Ficar aberto à magia da vida é aprender com o aquário e o oceano de oportunidade

Por Antônio Luiz Amorim

"Você pulou do aquário ou arrebentou o aquário?", me perguntou certa vez um diretor de RH de grande empresa. "Quer dizer que existe vida fora das empresas?", ouvi de outro, este último ligado a uma instituição financeira.
As reflexões que fizemos levaram-me a pensar mais sobre essa questão que é bem pertinente não só à minha geração, bem como daqueles que estão chegando ao mercado de trabalho. Costumo dizer em conversas e palestras, que somos uma "geração meio", ou seja, já não estamos na geração dos nossos pais (aquela em que o sonho de consumo era um emprego no Banco do Brasil ou Petrobrás, ou mesmo um emprego público e aposentadoria garantida), visualizamos um futuro com o olhar dos nossos filhos (a geração do trabalho e não mais do emprego) e ficamos dessa forma: a cabeça no passado, o olhar no futuro e o presente em constante mutação
Certa vez, entrei em um banco e vi um folder, desses para divulgação de produtos, com uma imagem que me chamou a atenção (recortei e coloquei numa moldura). Nela, um pequeno peixe, dentro de um aquário, avistava com olhar fixo, através da janela, um imenso oceano.
Em outra oportunidade, recebi em meu escritório um amigo, gerente de banco, e ele questionava uma decisão que pensava em tomar: mostrei-lhe o quadro e pedi que refletisse em cima da imagem. O que desejava naquele momento? Segurança e conforto ou risco e liberdade?
E percebo, em visitas a empresas e conversas com os profissionais, que essa é uma questão muito presente na vida das pessoas... Normalmente quem está dentro do aquário questiona-o e visualiza o oceano. Quem está do lado de fora por vezes angustia-se com a insegurança e pensa no aquário como solução... E então? O aquário com a sua segurança (?) e conforto ou o oceano com tamanho risco e tamanha liberdade?
A felicidade não está nesta ou naquela opção, depende da natureza de cada um, mas para dar vazão à reflexão acima, considerando que a alternativa escolhida seja deixar o aquário e navegar nas ondas do oceano, vamos seguir com a provocação. Qual seria a saída para essa mudança? Para encarar esse desafio e não ficar esperando que a decisão passe por um enxugamento do quadro da empresa? –nesse caso a responsabilidade "é do outro"?
A imagem da construção de uma ponte parece-me a ideal, associada a alguns passos que chamarei de os 10 passos do Aquário para o Oceano:
1. "Conhece-te a ti mesmo" – Isso é antigo e socrático, mas é o primeiro passo para gerar a mudança - ampliar a consciência sobre si mesmo. Não dá para acertar o seu relógio pelo do outro... Ainda na imagem do peixe e do aquário, é preciso saber se a sua natureza é de "água doce ou salgada", rio e mar são diferentes
2. Comunique-se – É importante ter humildade e conversar com outros que já estão navegando nesse oceano há mais tempo. Saber das dores e delícias é poder conectar-se com esse novo mundo, sabendo, entretanto, que cada experiência é única...;
3. Cuidado com o emocional – Acompanhei decisões de mudanças, movidas pelo emocional ("estou de saco cheio", "não agüento mais isso"), mobilizarem decisões que muito freqüentemente levaram ao arrependimento, justamente pela falta de planejamento da decisão. No caso do primeiro questionamento, o peixe literalmente estaria "pulando do aquário", já que num movimento brusco (emocional) decidiu sair, mas...;
4. Não espere ser "cozido na panela" – O exemplo do sapo cabe bem aqui. Se um sapo for jogado numa panela fervendo ele vai pular. Se for colocado na panela com água fria e a água for esquentando aos poucos, ele vai ser cozido sem perceber. E assim acontece nas empresas... Será que isso vai atingir apenas o outro? Se eu "ficar quieto" a onda passará? Passará ou me levará junto?;
5. Visualize o ponto futuro e ancore no propósito – No trabalho de Planejamento Estratégico a primeira etapa é a Visão. De visionário, mesmo. Estou aqui e quero estar ali –o que preciso fazer hoje, para trazer o amanhã para o presente? Passa pelo sonho, é proativo e não reativo. Ancore-se no propósito (a missão), o sentido de serviço. É ele quem vai lhe segurar em momentos de tormentas e de ressaca da maré...;
6. Construa a ponte – É preciso negociar... Muitas vezes, com muita gente... Primeiro com você (saber do que vai precisar abrir mão, do que vai precisar abandonar – geralmente segurança, status, conforto –será que você está disposto?). Depois com os outros que estão com você (o outro só incomoda quando ainda não estamos resolvidos...). Nesse caso o nosso herói, o peixe, arrebentou o aquário, considerando que passou pelas reflexões acima e negociou (sobretudo) internamente...;
7. Busque parceiros – Ninguém consegue realizar um sonho sozinho. A interdependência é uma realidade humana ("toda pessoa sempre é a marca das lições diárias de outras tantas pessoas"). O importante é que essa busca e identificação dos parceiros esteja em acordo com o item número 1 desta lista – valores e crenças precisam estar alinhados;
8. Trabalhe a auto-estima e seja paciente – Quando as coisas não Estiverem acontecendo como você desejava, vá fazer outra coisa (almoçar com um amigo, ir ao cinema etc.), mas fique atento à ansiedade! Ninguém vai querer contratar um profissional ansioso por fechar um negócio...;
9. Deixe uma reserva ($) – Pode ser que o mar não esteja para peixe... Em muitos momentos ela vai ser fundamental para que você não volte correndo para o aquário... Um planejamento financeiro será fundamental!;
10. Em branco – O décimo passo vai ficar em branco. Ele é o novo, aquilo que surpreende, o inusitado. É estar aberto a novas possibilidades...Como já disse o genial Raul Seixas "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo"... Estamos em permanente transformação (a cada dia), a cada dia novas idéias, novos pensamentos, sentimentos, novas pessoas que surgem...
Fonte: WWW.portaldoadministrador.com.br

 
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Auto-estima: Diferencial Competitivo

Auto-estima e autoconhecimento caminham juntos, mas não são um processo fácil nem rápido de alterar

Por Carlos Hilsdorf

Auto-estima é, com absoluta certeza, um dos temas mais importantes na história do desenvolvimento humano. Sua importância é tão grande que se dedicaram a ele, em pelo menos algum momento de suas vidas, a imensa maioria das personalidades históricas das mais respeitadas áreas do conhecimento, como filosofia, psicologia, psicanálise, antropologia, sociologia, administração e teologia, apenas para citar algumas.
Trata-se de um assunto extremamente sério, mas que é frequentemente tratado de maneira fútil e superficial. Fala-se da auto-estima como se fosse uma questão simples e a colocam na categoria do pensamento positivo, da auto-ajuda, do “faça você mesmo” e das miraculosas promessas de soluções rápidas e práticas oferecidas para todo e qualquer problema em programas de televendas. A maioria das propostas para melhorar a auto-estima mais se parece com as propagandas para calvície e celulite, prometem tudo e não entregam absolutamente nada. Isso ocorre por uma razão principal: estão baseadas em premissas e conceitos equivocados.
Vamos encontrar a relevância do tema da auto-estima desde a regra de ouro do cristianismo “Ame o próximo como a ti mesmo”, que nos deixa bem claro que sem aceitação e amor para conosco não haverá aceitação e amor para com o próximo, até as questões fundamentais da vida profissional, onde a ausência de auto-estima compromete gravemente a performance de pessoas e organizações.
Por isso, de maneira direta ou indireta, o tema aparece como pano de fundo para importantíssimas conceituações no trabalho de nomes consagrados no RH e na Administração, como Mayo, Maslow, Senge e Drucker, apenas para citar alguns.
Dentro das questões mais atuais de uma sociedade pós-industrial, a demanda deixa de ser por “realizadores de tarefas” e passa a ser por intra-empreendedores. As empresas passam a demandar por pessoas de iniciativa, inovadoras, decididas, dotadas de autonomia, autoconfiança e resiliência. Isso torna evidente o papel da auto-estima como competência essencial para a empregabilidade e desenvolvimento de uma carreira de valor.

A baixa auto-estima prejudica gravemente o processo decisório e o estabelecimento de atitudes

vencedoras.
As mudanças na competitividade atual não geraram apenas novas demandas técnicas e tecnológicas, mas igualmente geraram novas demandas psicológicas e colocaram o desenvolvimento da auto-estima no topo da lista das competências essenciais para vencer e ter qualidade de vida.
Afinal, o que é auto-estima?
Sem academicismos, podemos definir auto-estima como sendo o conjunto de crenças e atitudes que você tem em relação a si mesmo, formadas a partir de você e também a partir da opinião dos outros com relação a você.
É importante notar que, quando falo sobre as opiniões das outras pessoas, não estou considerando que todas elas tenham a mesma importância e impacto sobre você e sua auto-estima. As opiniões de outra pessoa são tanto mais impactantes e decisivas quanto maior envolvimento, respeito e admiração você tiver por ela. As opiniões que mais nos abalam são as de um grupo especial de pessoas que temos como referência, pessoas cujas opiniões consideramos especialmente válidas e importantes.

Auto-estima é a sensação e a vivência do seu nível de adequação e aceitação diante dos desafios da vida!
Auto-estima = conseqüências da sua auto-imagem (como você se sente e se vê) + conseqüências da sua imagem percebida pelos outros (como os outros demonstram que vêem você).
É importante observar, logo de cara, o papel fundamental da percepção no desenvolvimento da auto-estima. Você não é necessariamente como pensa ser e também não é necessariamente como os outros o vêem. Tanto você quanto os outros podem estar enganados, interpretando partes da sua imagem como sendo a imagem total e/ou generalizando um momento particular que você está vivendo.

Aqui já temos uma importante reflexão sobre as questões que envolvem a auto-estima: precisamos nos dedicar ao exercício de olhar para nós mesmos com um olhar sincero, deixando de lado as artimanhas que usamos para fugir deste encontro, tais como os mecanismos de subestimação ou superestimação.
Na maioria das vezes você encontra pessoas que se acham “um nada” ou com outras que se acham “o tudo”. Em nenhuma delas o mecanismo da auto-estima vai bem. Estas pessoas vivem em uma bolha de ilusão que construíram com sua “síndrome da vítima” ou na bola de fogo da sua “fogueira da vaidade”. Ambas, sob pressão, desmoronam.
Compreendendo a auto-estima global
Muitas pessoas utilizam a expressão auto-estima em um sentido absoluto, quando deveriam compreender sua composição relativa. Alguém que esteja com relativa baixa auto-estima em função de questões profissionais pode ter excelente auto-estima oriunda das questões sentimentais. Se considerarmos a auto-estima desta pessoa como um todo, ela é menor do que poderia ser em virtude do déficit no setor profissional. Por outro lado, um déficit em uma das áreas da nossa vida não deveria ser generalizado, afetando na totalidade a nossa auto-estima. Ao invés de ficar com baixa auto-estima no todo, deveríamos no máximo ficar com baixa auto-estima na área em que ocorreu o déficit.
Mas o que acontece é que qualquer déficit em uma das áreas compromete a auto-estima como um todo, contamina as demais áreas.
Podemos entender por auto-estima em sentido absoluto o resultado cumulativo das nossas auto-estimas relativas:

“Auto-estima global” = “auto-estima profissional” + “auto-estima sentimental” + “auto-estima espiritual” +

“auto-estima sexual” + etc.
O que chamamos de auto-estima real ou global é a conclusão do seu nível de adequação diante das múltiplas situações apresentadas pela vida.
Em termos relativos, podemos entender a auto-estima como uma espécie de comparação entre um desempenho que nós acreditamos que deveríamos ter e aquele que estamos de fato obtendo.
Exemplo de auto-estima relativa ao sucesso profissional:
Auto-estima profissional = Sucesso Vivenciado versus Sucesso Pretendido
Exemplo de auto-estima relativa aos aspectos sentimentais:
Auto-estima sentimental = prazer e realização proporcionados pela relação versus prazer e realização esperados na relação.

Importantes ilusões a serem vencidas
Ao perceber o caráter relativo proposto no exemplo anterior, muitas pessoas pensam: “Já sei como melhorar minha auto-estima, é só diminuir as minhas expectativas, querer menos da vida”. Esse erro é muito grave. É fundamental observar que aquilo que pretendemos como objetivo para cada área de nossas vidas só deve ser diminuído se estiver superestimado, exagerado diante de uma análise lúcida da realidade.
Não devemos cair na ilusão de buscar aumentar a nossa auto-estima apenas diminuindo nossas expectativas em cada área de nossas vidas.
É verdade que expectativas menores podem nos conduzir a frustrações menores, mas expectativas pobres significam uma vida empobrecida... E nenhuma vida empobrecida poderá fornecer elevada auto-estima já que, no fundo, auto-estima está diretamente relacionada à auto-realização. Ninguém poderá realizar-se fazendo menos do que tem potencial para fazer!
Auto-estima diz respeito a você. Por isso, lembre-se de não fazer da comparação com os outros o mecanismo principal de medida da sua auto-estima. Tenha as outras pessoas como referências, considerando sempre o contexto delas e sabendo que este contexto é diferente do seu. Podemos até nos inspirar nas outras pessoas em busca do nosso aperfeiçoamento, seja pelo desenvolvimento das nossas virtudes, seja pela superação dos nossos defeitos, mas não podemos nos confundir com as outras pessoas e com o contexto em que as virtudes e defeitos delas acontecem!
Manter uma obsessão comparativa pelo comportamento e êxitos das outras pessoas não colabora com o estabelecimento de uma auto-estima saudável. Lembre-se: auto-estima diz respeito a você! Você não está isolado do mundo, mas tampouco o mundo deve ser o determinante sobre seu sentimento de adequação. Se fosse assim, seríamos sempre reféns sem nenhuma chance de vitória sobre os comportamentos condicionados e o pensamento dominante. Lembre-se de Eleanor Roosevelt, que dizia: “Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento”. As percepções e julgamentos das outras pessoas são apenas uma das inúmeras peças sobre as quais você constrói os alicerces da sua segurança emocional.
Auto-imagem e Imagem exterior
Ao analisar a sua auto-estima você deve considerar: 1) a sua auto-imagem, formada pelo seu juízo de valor e adequação quando se compara com a imagem que você quer ter e, 2) a imagem exterior, que, partindo da percepção dos outros sobre você, afeta o seu juízo de valor e adequação.

A sua auto-imagem depende do quanto você se aceita, do seu grau de responsabilidade e do quanto você reforça positivamente suas atitudes vencedoras. Uma auto-estima insuficiente prejudica gravemente o

processo de aprendizagem e maturidade, gerando indivíduos problemáticos e profundamente incoerentes.
Tanto sua auto-imagem quanto a imagem exterior possuem duas características que precisamos aprender a reconhecer: a objetividade e a subjetividade. Objetividade é o que de fato aconteceu, subjetividade é aquilo que nós achamos que aconteceu.
Para estabelecer uma auto-estima saudável, você precisa aprender a olhar as coisas sob o critério da objetividade. Não que eu imagine que você consiga desenvolver um olhar supraconsciente, isento de toda e qualquer ilusão, mas quero convidar você a olhar com o máximo critério possível para evitar que ilusões grosseiras (mas muito comuns) afetem a sua auto-estima.
Por exemplo, quando alguém nitidamente egoísta chama outra pessoa de egoísta, existe uma enorme chance de que esta segunda pessoa seja totalmente inocente da acusação. Afinal, dificilmente um egoísta faz apreciações isentas de interesses particulares. Um egoísta acusa porque quer que o outro se submeta ainda mais egoísmo dele. Mas se a segunda pessoa considerar esta opinião como válida (por não perceber a distorção), poderá abalar a sua auto-imagem e, conseqüentemente, a sua auto-estima, passando a se considerar egoísta, apenas por que alguém a vê dessa maneira.
Se seguisse o critério da objetividade, a acusada procuraria observar onde foi que “de fato” ela agiu de maneira egoísta, se esta opinião é verdadeira ou não. Uma grande parte do que as pessoas falam a seu respeito para você não corresponde a nenhuma realidade objetiva. Pode ter certeza disso.
Principais dificuldades no estabelecimento da auto-estima saudável
A primeira e mais séria dificuldade no estabelecimento da auto-estima saudável é aceitar qualquer valor externo a você como mais importante e significativo que os valores internos.
Outra dificuldade a ser vencida é conhecer-se com sinceridade, não fugindo de si mesmo, de suas dúvidas, traumas, medos, incertezas e do seu estilo pessoal de reagir aos fatos. Precisamos parar de agir como se fôssemos desta ou daquela maneira e passar a agir como somos de verdade.
É fundamental compreender que muitas das nossas dores já são cicatrizes e, portanto, se referem a algo que já impactou suficientemente as nossas vidas. Temos a tendência de continuar alimentando sucessos ou fracassos que não existem mais e, ao fazer isso, exacerbamos ou diminuímos desnecessariamente a nossa auto-estima. Cada acontecimento tem uma data de validade em nossas vidas. Não continue se alimentando com os que já venceram.
Traumas de infância, adolescência e outras épocas anteriores de sua vida precisam ser compreendidos dentro do contexto e tempo em que ocorreram. Suas repercussões atuais devem se dar no campo das contribuições para a nossa maturidade e não no campo da nossa coleção de objeções à vida atual!
Existem muitos métodos, abordagens e terapias que podem e devem ser empregados para nos auxiliar a colocar estas lembranças em seus devidos lugares. Não hesite em lançar mão deles.
É preciso ter coragem para enfrentar o desconforto e o desgaste de sair de nossa zona de conforto. Ao invés de nos desculparmos pelo que ainda não somos, temos que agir de maneira lúcida para nos tornar o que podemos e devemos ser.
Uma imensa maioria das pessoas perde o jogo de suas vidas sentada na arquibancada, sem nem sequer entrar em campo para ver o que de verdade poderiam fazer. No cinema, a sombra dos monstros é sempre maior que os monstros. Na vida psíquica também é assim. Vencer o comodismo de já saber o suposto resultado do jogo e ter que se conformar com ele é outra dificuldade fundamental a ser vencida. Se você não vencer os aspectos menos positivos da sua própria história, não poderá jamais estabelecer uma auto-estima saudável.

Reconheça-se como uma pessoa que às vezes acerta, outras erra, que às vezes ganha, outras perde e que acertar, errar, ganhar e perder são somente circunstâncias. Você é sempre maior que as circunstâncias. Mas veja bem, ser maior que as circunstâncias não significa que você é um ser acima do bem e do mal ou

que os acontecimentos não fazem diferença. Significa que você é um ser humano normal, que aprende com suas experiências, mas que elas são apenas parte e não a totalidade da sua vida!
O perigo da falsa auto-estima
Pessoas que se aplaudem demais, dizem que se amam demais e acreditam que são “super” estão muito mais doentes do que pensam! O que acontece é justamente o contrário.
Pessoas narcisistas têm na verdade uma auto-estima baixa, disfarçada de auto-estima elevada. Egos inchados escondem pessoas inseguras e imaturas. Pessoas que se aplaudem demais temem que os outros não o façam e por isso se disfarçam de vencedoras, mas têm, na verdade, um imenso medo da vida e uma insegurança gigantesca. São pessoas que não suportam um teste de solidão, se desesperam quando ficam sozinhas, porque no fundo não conseguem ficar consigo mesmas.
Pessoas que mentem continuamente para si próprias e estabelecem esta falsa auto-estima, ainda que experimentem sucesso e prosperidade, acabam colocando tudo a perder em situações sempre trágicas, envolvendo desvios éticos e morais graves e/ou buscando o auto-aniquilamento direto ou indireto através de drogas, busca constante de situações de risco e até mesmo suicídio. A vida de muitas celebridades e personalidades, especialmente no mundo das artes e da política, é  exemplo conhecidíssimo destes fatos. Deu para você perceber o perigo das receitas baratas de obtenção de uma falsa auto-estima?
Longe de encerrar em tão breve artigo um tema tão vasto e relevante como o da auto-estima, é válido relembrar os seguintes fatos: o assunto é muito, mas muito mais sério que a maioria das abordagens que recebe no dia-a-dia. Além de suas dimensões particulares, o tema tem reflexos diretos e intensos no desenvolvimento das competências essenciais hoje demandadas no ambiente corporativo. Não podemos obter melhora na nossa auto-estima com métodos simplistas baseados em frases motivacionais do estilo pensamento positivo, repletas de forma, mas ocas de conteúdo.
Se quisermos melhorar nossa auto-estima, teremos que reavaliar e tratar em níveis mais profundos as origens das cicatrizes existentes na nossa auto-imagem. Auto-estima e autoconhecimento caminham juntos, mas não são um processo fácil nem rápido de alterar. Isso exige coragem, discernimento, disciplina e persistência. Antes de melhorar nossa auto-estima, temos que vencer o medo e a preguiça que nos impedem de nos conhecer melhor. Na maioria das vezes, teremos que vencer o desconforto de perceber que nós mesmos nos abandonamos nos caminhos da vida e que vai ser necessário esforço, trabalho duro e consciente para estabelecermos novamente uma postura vencedora diante dela.
As cicatrizes na nossa auto-imagem, de qualquer origem, são, na sua maioria, profundas e dolorosas e não cedem com remédios baratos. Não há receita mágica nem universal para eliminá-las. Cada indivíduo tem um processo que é único no resgate da sua auto-imagem positiva.
Para vencer estes desafios, teremos que compreender que não basta autoconfiança, como propõem alguns métodos miraculosos do tipo “recupere a sua auto-estima em algumas lições”. Não basta autoconfiança, porque autoconfiança não é algo que você possui antes de realizar vitórias. Você vence uma dificuldade, então adquire confiança que pode avançar e vencer outra, e depois outra maior. Não existe autoconfiança na ausência do êxito. É o sucesso que gera a autoconfiança e não a autoconfiança que gera o sucesso.
Somente quando experimentamos muitos sucessos seqüenciais é que desenvolvemos uma espécie de “estoque de autoconfiança”, que patrocina nossas vitórias até mesmo em novas áreas de atuação. Mas no início você precisará vencer várias batalhas para que se instale uma auto-imagem melhor e um bom nível de autoconfiança.

No atual estado da nossa competitividade (no mundo dos negócios), que exige decisões rápidas, atitudes proativas e assertivas dentro de uma visão empreendedora, seu nível de auto-estima, assim como as demais características que denotam a sua maturidade psicológica, tornam-se fatores essenciais para a sua empregabilidade e desenvolvimento de uma carreira prazerosa e de sucesso. Torna-se inevitável nesta era de convergência que passemos a abordar o Homem e todos os temas que lhe dizem respeito, de maneira cada vez mais integrada.
Você não pode verdadeiramente amar ao que não conhece, por isso Sócrates continua atual: Conhece-te a ti mesmo!
Depois de conhecer-se mais, prepare-se para enfrentar os desafios que separam a “pessoa” que você se acostumou a ser (com todas as ilusões, mecanismos de defesa e desculpas nobres), da “pessoa” que você pode efetivamente ser, com todas as suas múltiplas potencialidades.
Vinte itens para compreender e melhorar sua auto-estima
• Auto-estima é uma avaliação sua sobre você mesmo – o assunto é você!
Auto-estima é assunto sério, trate-o com seriedade e honestidade.
Você não é como pensa ser ou como os outros pensam que você é. Dedique-se a se conhecer de verdade.Sua auto-estima total é a soma das parcelas de auto-estima que vem de todas as áreas de sua vida.
Sua auto-imagem se altera quando você amadurece.
Compare-se com seu próprio potencial, não com o dos outros.
Quanto mais você se conhece, apesar do surgimento de imperfeições que você não reconhecia, maiores serão suas condições de estabelecer uma auto-estima saudável.
Narcisismo, egos inchados e excesso de autopromoção jamais serão sinais de auto-estima; são sinais de patologia psicológica.
Compreenda que você é potencialmente maior que sua história passada e presente. Dedique-se a realizar este potencial.
Concentre-se em ser uma pessoa de valor e não de sucesso. Sucesso é opcional e relativo.
Aprenda a exigir-se na medida certa – nem menos, nem mais que o possível.
Compreenda que as opiniões dos outros, mesmo as das pessoas que você mais respeita, são subjetivas, são apenas opiniões. A melhor parte da história da Humanidade é escrita por pessoas que têm coragem de confrontar opiniões.

Seja humilde para consigo mesmo – não se autopromova  nem se autodestrua. Eduque-se!
• Não rejeite suas virtudes só porque você também tem defeitos.
• Encare as críticas como algo a seu favor e não contra você.
• Compreenda que você, assim como os outros, tem o direito de ser feliz e encontrará as condições para isso, apesar dos obstáculos.
• Acredite em você, mas não tenha pressa! Autoconfiança se constrói gradualmente.
• Se você quer ser melhor, aceite-se. Você não pode mudar o que não reconhece.
• Afaste-se das desculpas nobres que encobrem atitudes pobres. Faça verdadeiramente algo por você, ao invés de se desculpar.
• Seja gentil com a sua natureza. Você levou anos para ser quem é e levará algum tempo para ser quem deseja ser.
Vinte Sintomas de problemas com a auto-estima
• Sentimento constante de inadequação e insuficiência.
• Sensação constante de falta de importância e valor.
• Presença constante de sentimentos julgados inaceitáveis.
• Sensação contínua de estar sendo ridículo.
• Fixação no papel de espectador passivo ou vítima constante dos acontecimentos.
• Presença constante de sensação de culpa e vergonha.
• Dúvidas freqüentes sobre sua capacidade de pensar, decidir e agir corretamente.• Sentir-se indigno e não merecedor de suas conquistas.
• Sentir que não tem razões para ser amado.
• Sentimento de falta de controle sobre os aspectos mais importantes de sua vida.
• Abrir mão de seus valores para assumir os de um grupo, apenas para se sentir aceito ou buscar manter-se

completamente alheio a tudo e a todos, em situação extrema de distanciamento, para não ter que defender seus valores.
• Medo agudo e permanente diante da necessidade de fazer escolhas.
• Falta de confiança em sua competência e idéias, mesmo diante dos menores desafios da vida.
• Fuga constante da felicidade.
• Dificuldade constante em assumir responsabilidades, especialmente as de maior duração.
• Sentimento de que nada de bom pode acontecer a você e que, se acontecer, não vai durar.
• Agir teatralmente, buscando sempre chamar a atenção para um valor que no fundo você sabe que não tem.
• Fantasiar continuamente sobre seus valores e conquistas.
• Agir como se tivesse algum privilégio, carisma ou poder especial e único.
• Julgar contínua e compulsivamente todos a sua volta com critérios muito rígidos, que você não aplica a si mesmo.

Carlos Hilsdorf, Membro do Conselho Consultivo da ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida.- Revista Vencer, Edição agosto/2007- Fonte: WWW.vencer.com.br-

 

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SUCESSO: CAMINHOS E ESCOLHAS

O que é sucesso para mim pode não ser para você, e vice-versa.
Por Pedro Luís Bernardo

Sucesso sem dúvida nenhuma é aquilo que dá certo. No dicionário o termo significa acontecimento; resultado feliz. Sucesso é uma palavra que acompanha todas as pessoas no seu dia-a-dia, e é de admirar que ainda é algo muito distante para muitos, gera  sacrifícios, causa estranheza e dúvidas, além de estar associado apenas a prestígio, poder, dinheiro, status, fama etc. Agora, sejamos francos: quem não quer ter sucesso? Todo mundo, pois fazemos algo hoje para sermos recompensados amanhã. Entretanto, mesmo após ter tido sucesso em alguma área, nem todos têm a sensação de que alcançaram o topo, ou chegaram lá. Isso é quase unânime, não é? Ainda que alguns associem sucesso a realização pessoal e profissional; a ser feliz e poder colaborar com os outros; a ter reconhecimento no trabalho e ser o mais paparicado entre os amigos; ao fato de ter um carro dos mais desejados pelas pessoas; ter uma excelente condição financeira; etc., a sensação de sucesso nunca é plena.
Mas o que deu errado? O objetivo não foi alcançado? Sim, mas ainda faltou alguma coisa. O problema, então – para considerar que o real sucesso tenha sido alcançado –, parece  estar na escolha equivocada por algo que não tem tanto valor como parecia. Na maioria das vezes, colocamos energia demais para que uma vida seja bem sucedida em todas as áreas. Com isso, rejeitamos nossa própria identidade. O fato é que muitas pessoas não põem foco naquilo que realmente é um objetivo para elas, e mesmo que o objetivo deva ser traçado e trilhado de acordo com sua realidade, elas olham para o que o mundo estabelece como padrão de sucesso e seguem em frente rumo a tal conquista, custe o que custar. Uns perdem a noção de onde querem chegar, não sabem quando têm de parar e estão dispostos a fazer tudo e mais um pouco em nome do sucesso. Outros dizem claramente que começaram, descobriram que não é o que de fato querem, mas que vão seguir em frente porque a conquista e o status podem servir como um abridor de portas para outras conquistas e alavancar sua vida pessoal e profissional de alguma maneira.

Embora alguns confirmem que no caminho rumo ao sucesso em determinado momento pararam para pensar se valeria a pena continuar ou não, a importância de obter sucesso “falou muito mais alto”. Mas o que se vêem aos montes são histórias de pessoas vitoriosas, que depois da conquista passam a ter periodicamente consultas com psiquiatras e psicólogos. São pessoas que batalharam muito para atingir determinado objetivo, mas que agora enfrentam a necessidade de batalhar muito mais para se manterem no topo, pois a exigência perdura e depois de tanto empenho perderam a noção de como viver livremente, socialmente e de forma verdadeiramente feliz.

Será este o preço do sucesso? Creio que não. Porém, muito longe de se sentirem numa vida confortável, essas pessoas apresentam grande sensação de vazio, um sentimento de que perderam algo durante esse longo caminho.

Então, o que é sucesso? Acho que essa definição deve ser algo muito particular, pois o que é sucesso para mim pode não ser para você, e vice-versa. O importante é cada indivíduo ter de forma muito clara a certeza do que o faria plenamente feliz, independentemente da opinião dos outros, e então transformar isso em propósito, que deve ser composto por planos. Vários planos, pois, se um der errado, poderá colocar o outro em prática. Sempre que possível, faça ajustes e reajustes em suas estratégias e caminhe de acordo com suas condições física, mental e financeira. Isso não é uma receita, mas um jeito mais sensato, simples e prático para alcançar o que você chama de sucesso e, principalmente, para mantê-lo sempre “vivo e prazeroso”!

Não posso deixar de dizer que no longo caminho rumo ao sucesso é normal fracassar algumas vezes. Isso servirá para reflexão, amadurecimento e ganho de sabedoria, além de fortalecer a perseverança e fazer com que novas atitudes sejam tomadas.

Pedro Luís Bernardo é editor da Revista Vencer, Edição agosto/2007- Fonte: WWW.vencer.com.br-

 

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    Má-fé. Fornecedor não baniu dos contratos cláusulas abusivas

Fonte: WWW.conjur.com.br

Os contratos celebrados com fornecedores e prestadores de serviços não se adequaram aos novos tempos originados da nova Constituição, da lei do Consumidor e do novo Código Civil. Continuam anotando cláusulas sem nenhum valor, apesar de assinados pelo consumidor. A adesão se justifica pelo intenso marketing provocado pelos fornecedores, deixando o aderente submetido ao consumerismo desenfreado; aos consumidores não se permite discutir as cláusulas dos contratos, mas simplesmente busca-se sua assinatura para recebimento do produto ou não assinar e não obter o bem que se quer ter.
São muitas as cláusulas abusivas que o fornecedor insiste em manter nos contratos de uma maneira geral. É o que ocorre, por exemplo, com a cláusula que veda a devolução do capital mesmo ao se constate defeitos no produto adquirido; a cláusula que admite seja retomado o bem sem devolução de prestações pagas ou a cláusula que cobra juros e outros encargos acima do percentual autorizado por lei.
Nos orçamentos prévios, nos recibos e contratos de produtos deixados para prestação de serviço, a exemplo das lavanderias, das oficinas, etc., considera-se abandonado o bem deixado para conserto se não retirado no prazo 90/120 dias, de conformidade com a vontade do fornecedor:
“Se o consumidor não retirar o produto no prazo de 90 dias após a data marcada, o consumidor perderá a propriedade do produto depositado, podendo ser vendido como forma de pagamento pelo serviço autorizado”.
Na verdade, o consumidor não perde a propriedade do bem somente porque negligenciou no cumprimento de cláusula contratual aleatoriamente anotada pelo prestador de serviço. O fato de esquecer ou atrasar para retirar a coisa deixada para conserto não pode implicar em abandono e conseqüente mudança de titularidade de domínio. Afinal, o bem ficou na empresa para avaliação dos serviços a serem feitos e não há motivação legal para caracterização de abandono, mesmo porque isto não ocorre sem a vontade do proprietário da coisa.
Abandono é um comportamento consciente do dono da coisa direcionado para se desfazer do bem, atitude consentida pela lei somente para pessoas maiores e em gozo de suas faculdades mentais. Se a lei exige maioridade e consciência livre do cidadão que quer abandonar o bem que possui é porque considera fundamental a manifestação do proprietário. Não se dá o abandono por presunção ou por esquecimento.
A perda da propriedade é prevista quando há alienação, (venda ou doação), renúncia, perecimento da coisa, desapropriação ou abandono, artigo 1275, Código Civil. Não ocorrentes essas hipóteses não se pode destituir o proprietário do patrimônio que lhe pertence. A cláusula abusivamente inserida no recibo de entrega do bem para prestação de serviço é nula de pleno direito, como prescreve o inciso IV, artigo 51 CDC. É condição altamente desvantajosa para o consumidor e incompatível com a boa-fé.
O que se mostra razoavelmente possível para evitar eventuais danos ao fornecedor é a cobrança de certo valor pela permanência indevida do bem no depósito da empresa após o prazo ajustado para retirada; ou até mesmo a fixação de multa pela desatenção do consumidor, que não aprovou, não rejeitou nem retirou o bem depois de passados 90/120 dias; ou, por outra, não pagou nem retirou o produto na data combinada; nunca a perda da propriedade, ainda mais por abandono.
Esta cláusula, como se disse acima, é de nenhum valor e a empresa estará apropriando do que não lhe pertence se resistir na devolução do bem.
Tramitaram no Congresso Nacional projetos de leis que pretendiam caracterizar como abandonado o bem deixado para conserto sem retirada por mais de seis meses da conclusão do serviço. Felizmente foram rejeitados.
por Antonio Pessoa Cardoso- Revista Consultor Jurídico, 25 de julho de 2007

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    Game de morte. Renda de game é penhorada para garantir indenização

Fonte: WWW.conjur.com.br

O ex-craque de futebol americano O.J. Simpson deve pagar à família de Ronald Goldman todo e qualquer dinheiro que receba com a venda de um videogame por ele estrelado. Tudo para ajudar na arrecadação dos US$ 38 milhões a que o craque foi condenado a ressarcir os Goldman. Ronald era namorado de Nicole Brown Simpson, ex-mulher do craque. Os dois foram assassinados, Simpson foi acusado do crime, mas foi absolvido. As informações são do site Findlaw.
Nicole Brown Simpson e seu namorado Ronald Goldman foram assassinados na Califórnia, em 1994. Acusado de ser o autor dos crimes, Simpson, um dos maiores astros do esporte dos Estados Unidos nas décadas de 80 e 90, foi julgado e absolvido. Em 1997, Simpson foi submetido a um julgamento civil no qual foi considerado culpado e condenado a pagar US$ 33,4 milhões aos familiares das vítimas.
Na decisão desta terça-feira, a Corte Superior de Los Angeles determinou que o dinheiro da venda do jogo intitulado All-Pro Football 2K8 deve ir para o pai de Ronald, Fred Goldman. A Justiça também determinou busca e apreensão na empresa Take-Two Interactive Software, para buscar cópias dos contratos da fabricante do game com Simpson.
Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2007

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    Mega Sena. Bens de milionário morto serão administrados pela filha

Fonte: WWW.conjur.com.br

Os bens do milionário Renné Senna, 54 anos, morto em janeiro, em Rio Bonito (RJ), serão administrados por sua única filha, a ex-balconista Renata Senna, 25 anos. Pela lei, como a viúva da vítima, Adriana Almeida, 29 anos, está presa, a filha é a próxima na sucessão para assumir a função, que até segunda-feira era exercida pelo advogado Sérgio Mazzillo, afastado por decisão judicial.
A indicação de Renata dependia da entrega de uma petição, que o advogado dela promete enviar nesta quinta-feira (26/7). Segundo a juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos, da 1ª Vara Cível de Rio Bonito, a nomeação da herdeira ainda não ocorreu porque nunca havia sido solicitada. A informação é do jornal O Dia.
Salários atrasados
Estou encaminhando a petição amanhã (quinta-feira) para que minha cliente (Renata) assuma como inventariante. Ela deseja colocar os salários dos funcionários da fazenda em dia. Outra iniciativa é retirar do imóvel quem não trabalha lá", comentou o advogado de Renata, Marcus Rangoni, numa referência à família de Adriana, que mora na propriedade.
A juíza, que foi quem indicou Mazzillo, disse que se a ex-balconista resolver assumir a função, terá o seu apoio. "Se Renata quiser, mas estiver com medo, mando ela até para os Estados Unidos. Se alegar desconhecimento em administração, pode contratar um profissional qualificado. Seu nome não apareceu como administradora pois sua defesa não deu prosseguimento ao processo de inventário, iniciado após o crime. Entendi, então, que a escolha de outra pessoa havia sido acatada por ela, que não recorreu da decisão", disse a juíza ao jornal O Dia.
O patrimônio a ser administrado inclui a Fazenda Nossa Senhora da Conceição, em Rio Bonito, uma mansão no Condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, uma casa em Saquarema, um sítio em Tanguá e R$ 41 milhões em aplicações na Caixa Econômica Federal.
Por Claudio Julio Tognolli- Revista Consultor Jurídico

 

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