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É melhor procurar dentro

Viver nada mais é do que resolver problemas. A liberdade de pensar permite a consciência, impedindo a transferência da responsabilidade dos fracassos para outros e para a sorte.


Por Eugênio Mussak


Alguém já disse que viver nada mais é do que resolver problemas. A quantidade de situações que exigem que apresentemos soluções durante apenas um dia de nossa vida é imenso. Não nos damos conta disso porque a maioria das soluções são praticamente automáticas, pois estamos sendo preparados desde a infância para encontrá-las, e porque, em sua maioria, dizem respeito a pequenas decisões do cotidiano, como escolher qual roupa vestir, resolver o cardápio do dia ou decidir o melhor trajeto entre a casa e o trabalho.
Entretanto, ao longo de sua vida, o homem também se depara com situações mais complexas, que exigem mais do que a lógica banal do cotidiano. É quando se vê obrigado a encarar uma situação-problema, encontrar a melhor solução e retomar, dessa forma, o equilíbrio que parecia perdido. Situações desse tipo exigem mais energia do que estamos acostumados a usar em nosso dia-a-dia. O estoque dessa energia e a capacidade de fazer uso dela é o que vai estabelecer a diferença entre as pessoas.
Cada indivíduo reage diferente, mas todos temos à disposição elementos, em tese, equivalentes. Diante de uma dificuldade, o homem utiliza duas ferramentas: por um lado sua situação pessoal, fornecida pela educação que recebeu, pelas oportunidades de aprimoramento, pela saúde física, pelo equilíbrio mental; e por outro sua liberdade de pensamento que, ao mesmo tempo, é influenciada pelas condições anteriores, e exerce influência sobre as mesmas. São duas partes da mesma pessoa.
Jean-Paul Sartre dizia que o homem é um ser dual: por um lado ele é o que é, “nem ativo nem passivo, nem afirmação nem negação, simplesmente repousa em si, maciço, rígido”, sendo, dessa forma, o ser-em-si . Por outro lado, o homem também é um ser-para-si , o que representa sua própria consciência e, através dela, ele se torna capaz de superar seus limites, libertando-se da prisão de uma situação desfavorável, determinada à sua revelia pela história que o concebeu.
Uma pessoa que nasceu pobre, em ambiente ignorante, exposta a poucos estímulos construtivos, pode estar presa à sua “condição humana” e construir para si mesma uma vida igualmente miserável, ou pode enxergar que existe outro mundo e pavimentar a estrada que o levará até lá. A condição humana é um conjunto de fatores a priori , ou seja, que existiam antes da própria pessoa, mas ela não é sinônimo de destino, pois entra em jogo a consciência, que pode mudar tudo.
Quando, neste parágrafo, comecei a colocar exemplos, percebi que seriam tantos que não caberiam na página, ou eu teria que ser injusto com vários, citando apenas alguns. Portanto deixo para você mesmo, caro leitor, a tarefa de encontrar seus próprios exemplos de pessoas que construíram uma vida que valeu a pena, a despeito das condições que lhe foram oferecidas a priori .
Não há dúvidas de que quem nasceu com um mínimo de oportunidade de desenvolver sua consciência e exercer sua liberdade de pensar, tem o dever de responsabilizar-se pela própria vida, e diminuir a transferência de responsabilidade de seus fracassos para outros, incluindo entre esses outros, a própria sorte. Afinal, sempre podemos fazer alguma coisa com o que fizerem conosco. As respostas estão, portanto, muito mais dentro de nós do que fora, e essas respostas são as que explicam os fracassos e os sucessos, bem como esclarecem as grandes dúvidas e encontram as grandes soluções. É sempre melhor primeiro procurar dentro.

Fonte www.leilanavarro.com.br

   
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Caminhos e Caminhantes

O processo da maturidade exige caminhar, seja qual for a estrada  Ao invés de reclamar dos percalços da estrada, deveríamos explorar seus atributos e experimentar seus segredos.

Por Dulce Magalhães

Uma jornada é o espaço compreendido entre o lugar em que começamos e o destino aonde chegamos. A jornada por si mesma não diz nada, não aponta caminhos, não interfere nos rumos, não caracteriza nenhum tipo de atitude, nem define qualquer resultado.
Quem faz tudo isso é o caminhante. Dor ou amor, esperança ou melancolia, são formas de caminhar. Cada passada é a definição de todo o rumo, e vai modificando a própria estrada. Os cenários do caminho são influenciados pelo olhar do caminhante, que por sua vez é orientado pelos passos dados.
Um olhar que é guiado pelos pés e não o contrário, como usamos acreditar.  É na experimentação do caminho que moldamos o olhar. Esteja atento caminhante à sua forma de caminhar, pois é isso que vai ficar de toda jornada cumprida.
Onde alguns vêem obstáculos, outros percebem pontos elevados de observação. Um caminho torto, cheio de desvios, com longas curvas e voltas sem fim, pode ser experimentado como uma grande aventura por novos cenários.
Nada está errado, tudo que se apresenta no caminho é o certo. O caminhante é que pode resistir ao caminho por suas próprias expectativas de viagem. Nenhum dos buracos da estrada é casual, nenhuma pedra está fora do lugar e nenhum campo flori em  vão. Tudo é exatamente como deve ser.
Quem atribui valor ou julga o erro é a consciência daquele que percorre o caminho. Nenhuma de nossas escolhas ficará impune, pois tudo vai agregar experiência e expandir a consciência que passa a observar mais sabiamente. É o que costumamos chamar de maturidade.
Vivenciar o processo da maturidade exige caminhar, seja qual for a estrada que se apresenta à nossa frente. Ao invés de reclamar da estrada, deveríamos explorar seus atributos, conhecer suas atrações e experimentar seus segredos.
Não importa quantos estejam trilhando a mesma estrada, pois cada caminhante vai experimentá-la de uma forma particular, que faz de cada estrada percorrida algo único, inédito e incomunicável. Sim, é possível contar como foi a jornada, mas não será possível comunicar a experiência interior que o caminho provê, pois isso é o inominável, o intraduzível, que só pode ser percebido pelos sentidos mais sutis que se apresentam a cada vivência.
O caminho é o campo decisório da vida. Por vezes olhamos a estrada em dúvida, sem saber para que direção ir, desconhecendo a que destino queremos chegar. É nestes momentos que precisamos voltar nosso olhar para a direção interior. Caminhar em dúvida é ir sempre na direção contrária, pois só há uma direção possível na dúvida, que é seguir em direção a si mesmo.
Ao reconhecermos os anseios de nossa alma, a trilha se abre, o caminho se ilumina. Mas, talvez, ainda não estejamos seguros. Pode não haver mais dúvida, porém a incerteza pode estar presente. A diferença entre dúvida e incerteza é que na primeira situação não sabemos o que fazer e na segunda sabemos, contudo não estamos convictos que qual é a forma mais certa de fazê-lo.
A incerteza precede toda experiência completamente nova. Portanto, a incerteza é um sintoma da mudança de rumos que a estrada está tomando e isso é sempre um progresso. Como nada está errado no caminho, o caminhante só pode estar incerto de suas próprias passadas. Com que andar trilhar o caminho? Pode ser um andar cuidadoso, arrojado, lépido, pesado, temeroso, destemido, há mil formas de caminhar e para cada escolha de passada é criado um caminho.
Percorremos a estrada que criamos com nossas escolhas e ela será sempre certa. Porém, se almejamos percorrer a estrada mais próspera, mais enriquecedora e mais feliz, é preciso tomar desvios, ir por trilhas inexploradas, mudar os passos para alterar a estrada. Pois, se na estrada que temos percorrido não está tudo que almejamos, se não mudarmos de estrada, vamos continuar vivenciando a mesma experiência de caminho.
Na medida que experimentamos novidades da estrada, acrescentamos trilhas, cenários, vivências, sem perder nada do caminho já percorrido. Podem haver desvios, mas não há retrocessos. Podemos até caminhar em círculos, para aprender a enxergar o que ainda não vimos, mas não será nunca a mesma estrada, pois o caminhante se transforma a cada passo e cria o caminho a cada passada.
E é a partir dessa jornada venturosamente nova que o caminhante vai ganhando o desfrute da certeza. Reconhecer que o caminho em que nos encontramos é o certo, foi feito para nós, por nós mesmos, é o estado da certeza que nos mobiliza a caminhar com maior confiança e a escolher o caminho, pois definimos conscientemente como caminhar.
Quando é que a certeza se tranforma em certeza absoluta? Qual a diferença entre estes dois estados de convicção? Certeza é acreditar no caminho, é se dar conta que tudo é o certo. O absoluto é o estado que vem depois de percorrer determinado trecho da estrada. É absoluto porque já está integrado ao ser que caminha. Neste momento caminho e caminhante tornam-se um só. Não há separação e os véus ilusórios se dissolvem. Deste ponto em diante já não é mais uma questão de escolhar a estrada, mas de definir em que mundo vamos colocar nossos caminhos.

Fonte www.leilanavarro.com.br

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Educar um Filho: mundo moderno

Educar bem um filho corresponde não a um, mas aos doze trabalhos de Hércules em meio a tantas vicissitudes do mundo moderno.

Por  Joacir J. Venturi, 

Dos doze trabalhos atribuídos a Hércules, o primeiro manter o leão de Neméia poderia ser substituído por educar um filho nos dias de hoje e numa cidade grande.
São tantas as vicissitudes, os conflitos e também as alegrias que, ao assumir o papel de pai ou mãe, fecham-se as portas do purgatório. Ao ter um filho, "perde-se o direito de se aposentar do papel de pais". (Tânia Zagury, educadora carioca)
Ser pai ou ser mãe é:
1. Impor limites. Ter autoridade, sem ser autoritário, para não sucumbir à tirania do filho. A autoridade quando exercida com equilíbrio é uma manifestação de afeto e traz segurança. São pertinentes as palavras de Marilda Lipp, doutora em Psicologia em Campinas: "O comportamento frouxo não faz com que a criança ame mais os pais. Ao contrário, ela os amará menos, porque começará a perceber que eles não lhe deram estrutura, se sentirá menos segura, menos protegida para a vida. Quando os pais deixam de punir convenientemente os filhos, muitas vezes pensam que estão sendo liberais. Mas, a única coisa que eles estão sendo é irresponsáveis".

2. Transmitir valores: O filho precisa de um projeto de vida. Desde pequeno é importante o desenvolvimento de valores intrapessoais, como Ética, Cidadania, Solidariedade, Respeito ao Meio Ambiente, Auto-Estima, ensejando adultos flexíveis e versáteis, que saibam resolver problemas, que estejam abertos ao diálogo, às mudanças e às novas tecnologias.

3. Valorizar a escola e o estudo. Os educadores erram sim! E os pais também! Pequenas divergências entre a Escola e a Família são aceitáveis e, quiçá, salutares, uma vez que educar é conviver com erros e acertos. O filho precisa desenvolver a tolerância, a ponderação, preparando-se para uma vida na qual os conflitos são inevitáveis. No entanto, na essência, deve haver entendimento entre pais e educadores. O filho é como um pássaro que dá os primeiros vôos. Família é Escola são como duas asas: se não tiverem a mesma cadência, não haverá uma boa direção para o nosso querido educando.

4. Dar segurança do seu amor. Importa mais a qualidade do afeto que a quantidade de tempo disponível ao filho. Nutri-lo afetivamente, pois a presença negligente é danosa para o relacionamento. A paternidade responsável é uma missão e um dever a que não se pode furtar. No entanto, vêem-se filhos órfãos de pais vivos. A vida profissional, apesar de suas elevadas exigências, pode muito bem ser ajustada a uma vida particular equilibrada.

5. Dedicar respeito e cordialidade ao filho. Tratá-lo-emos com a mesma urbanidade com que tratamos nossos amigos, imprimindo um pouco de nós, pelo diálogo franco e adequado à idade.

6. Permitir que gradativamente o filho resolva sozinho as situações adversas. A psicóloga Maria Estela E. Amaral Santos é enfática: - "Um filho superprotegido possivelmente será um adulto inseguro, indeciso, dependente, que sempre necessitará de alguém para apoiá-lo nas decisões, nas escolhas, já que a ele foi podado o direito de agir sozinho". O caminho da evolução pessoal não é plano e nem pavimentado. Ao contrário, permeado de pedras e obstáculos, que são as adversidades, as frustrações, as desilusões, etc. Da superação das dificuldades advém alegrias e destarte aprimora-se a autoconfiança para novos embates. Há momentos em que os pais devem ser dispensáveis. Ao filho - usando uma feliz expressão da psicóloga Lídia Weber, UFPR "devemos dar-lhe raízes e dar-lhe asas".

7. Consentir que haja carências materiais. Cobrir o filho de todas as vontades (brinquedos, roupas passeios, conforto, etc.) é uma imprevidência. Até quando vão perdurar essas facilidades? Disponibilizamos prioritariamente aquilo que não tivemos em nossa infância. Mas cabe a pergunta: estamos lhe dando aquilo que efetivamente tivemos e fomos felizes por isso? 

8. Conceder tempo para ser criança (ou adolescente). Não se deve sobrecarregar o filho com agenda de executivo: esportes, línguas, música, excesso de lições, atividades sociais, etc. Se queimarmos etapas de seu desenvolvimento, ele será um adulto desprovido de equilíbrio emocional. Nosso filho precisa brincar, partilhar, conviver com os amigos, desenvolvendo assim as faculdades psicomotoras e a sociabilização.

9. Convencer o filho a assumir tarefas no lar. Certamente haverá resistência. Mas, ele deve ter responsabilidades em casa; assumindo algumas tarefas domésticas, como limpar o tênis, fazer compras, lavar a louça, tirar ou colocar a mesa, etc. E indispensável que tenha hábitos de higiene e mantenha arrumado o seu quarto.

10. Desenvolver bons hábitos alimentares e exercícios físicos. A saúde é um dos principais legados e não se pode descurar. Nosso filho será uma criança e um adulto saudável pela prática regular de esportes e pela ingestão diária de proteínas, frutas, verduras, legumes e muita água. Não esquecer o sol nos horários recomendados. Tais hábitos promovem o bem estar, a auto-estima e a boa disposição para a vida.

Teria Hércules sido bem sucedido? Em meio a tantas vicissitudes do mundo moderno, você pai, você mãe e eu chegamos, talvez, a um consenso: educar bem um filho corresponde não a um, mas aos doze trabalhos atribuídos ao nosso herói mitológico. Mas vale a pena!

O filho não vem ao mundo acompanhado de um manual de instruções e nem tampouco lhe será concedido um certificado de garantia. Isto posto, educar é conviver com erros e acertos. Mais acertos, proporcionalmente ao diálogo e à ternura.

   
 
Por  Joacir J. Venturi, Professor e diretor de escola
 
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Um caminho para lembrar de quem és

Mensagem de uma  pessoa feliz

Fonte www.somostodosum.com.br

Dentro de ti há um lugar onde podes descansar tua mente inquieta e encontrar a paz do teu silêncio.
Quando puderes senti-lo profundamente, procura, além dele, um caminho que é feito de luz e te permita levar por suas cores, sua textura.
Não ouvirás sons, tão pouco perder-te-ás dentro dele, pois haverá a certeza de que és um com ele. Aos poucos sentirás que o amor que te guia é o teu próprio coração.
Olharás por ti com muito cuidado e destreza, pois saberás que és sagrado para Quem te criou.
Lembrarás das vezes que choraste, blasfemando contra ti e a Deus, e poderás rir, pois agora sabes que sempre estiveste abençoado e protegido e que nada de mal poderia te acontecer, pois és eterno assim como Aquele que te criou.
Saberás que não foste criado para viver na escuridão dos teus medos, dos teus fantasmas. Deus não te criou com tal propósito.
Deu-te a força, a coragem e a luz, que são características Dele próprio, para enfrentares com bravura as ilusões que te dispersam da tua real natureza.
Olharás para este caminho e sentirás o olhar amoroso de Deus sobre ti, abençoando-te por seres quem és.
Desfruta do Seu amor, da Sua presença.
E, quando voltares ao teu mundo, não acredites que foi um sonho conceber a tua verdadeira realidade, pois, se assim fosse, não poderias encontrar este caminho porque ele não está nos sonhos e sim na essência de todas as coisas criadas por Deus.

   
 

Fonte www.somostodosum.com.br

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Mulheres Nativas

Texto xamã

Fonte www.somostodosum.com.br

As mulheres de origem Nativa eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolher seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.
A primeira lição era: "Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: AMOR, COMPANHERISMO e AMIZADE".
Jamais permita que algum homem a escravize. Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.
Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?
Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir!
Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?
Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido!
Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe!
Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você!Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permita que paixões desenfreadas transportem você de um mundo real para outro que nunca existiu!
Jamais permita que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo!
Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente!
Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai!
Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida!
Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la!
Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você!
Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!
E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser MULHER!!!

 

www.somostodosum.com.br

 

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The Brazilian Dream.

Se hoje fosse o último dia da sua Vida, você gostaria de fazer o que você faz hoje?

Blog Ricardo Jordão Magalhães-  09.01.07

 

São Francisco, 9 de Janeiro de 2007,  Steve Jobs, de calça jeans surrada e camiseta preta barata, assombra o mundo dos negócios ao anunciar a reinvenção do telefone: o iPhone.
Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último. Se hoje fosse o último dia da sua Vida, você gostaria de fazer o que você faz hoje?
Uma semana, 45 capas de revistas e 104 milhões de páginas na internet depois, o iPhone é o mais falado, comentado, blogado, aguardado, badalado, idolatrado, e muito provavelmente, o mais pré-vendido produto do ano.
O iPhone da Apple vai vender muito, mas MUIIITOOOOO, mas não porque ele tem algum novo fantástico recurso tecnológico, ou porque ele oferece uma nova, maravilhosa, ultra-moderna e revolucionária interface de comunicação entre o consumidor e a máquina, o iPhone vai ARREBENTAR porque é um símbolo máximo do American Dream.
"Se você trabalhar duro, muito duro, levar uma vida frugal, economizar o máximo que puder, você certamente conseguirá atingir o sucesso, a fama e a riqueza."
Você não precisa fazer politicagem, dar dinheiro para o bispo, puxar saco do chefe, fingir ser alguém que não é, enganar o cliente, roubar o fornecedor, matar o concorrente, sacanear o sistema, vender sem nota fiscal ou fazer buraco na rua para vencer na Vida.
No American Dream você depende apenas do seu suor, sangue e lágrimas. Você depende apenas da sua dedicação, preparação e CRIATIVIDADE. Você depende apenas de Você.
Steve Jobs fundou a Apple na garagem da casa dele. Ralou muito. Quando a coisa ficou grande mandaram ele embora. A coisa degringolou e o chamaram de volta. Jobs começou tudo de novo. Novo iMac, novo Mac OS, novo iPod, novo iPhone. Desde o seu retorno a Apple, Steve Jobs é conhecido mundialmente como o Presidente com o salário mais baixo da história do mundo dos negócios. Desde 2000, o salário de Steve Jobs é oficialmente 1 dólar por ano. Steve Jobs entrou no Guinesss Book of Records por isso.
Steve Jobs é um ex-hippie dos anos 70 que conquistou o mundo a partir do zero. Um pacifista que está mudando o mundo através dos negócios, um revolucionário que nasceu para apavorar o universo complacente das mega-corporações com seus produtos ousados.
A postura, atitude e discurso de Steve Jobs ao anunciar o iPhone na semana passada faz qualquer um que seja apaixonado pelo American Dream a se apaixonar pela Apple e pelo iPhone.
Ele chama as grandes corporações de celulares para a briga com desdém, "Ontem existiam apenas esses tais de Blackberrys, BlackJacks, Smartphones e suas interfaces arcaicas e ultrapassadas. Hoje existe o iPhone, simples e objetivo", "Ontem existiam esses aparelhos rudimentares. Eles dizem que você consegue acessar o seu web site preferido ao utilizá-los. Não sei como alguém consegue fazê-lo com essas interfaces arcaicas. Agora existe o iPhone onde você realmente consegue acessar a world wide web a partir do seu telefone."
Steve Jobs ama tanto o que faz, acredita tanto no seu produto, que sua maneira de falar deve soar arrogante para algumas pessoas. Steve Jobs é tudo menos arrogante. Jobs tem auto-estima e amor próprio. Os pilares do American Dream.
O iPhone hipnotizou tanto a atenção das pessoas durante o seu lançamento, que o movimento mais RADICAL da história da Apple passou desapercebido para muita gente.
O iPhone não é um produto ou uma aposta da Apple em um novo segmento de mercado. A Apple está mergulhando de corpo e alma em um novo mundo. No dia 9 de Janeiro Jobs anunciou que a Apple está mudando de nome. A empresa deixa de se chamar Apple Computer para ser apenas Apple Inc.
O iPhone e a Apple TV são as armas que a Apple vai usar para entrar na briga e vencer as gigantes Sony, Samsung, LG, Nokia, Motorola e todos os outros mega fabricantes de celulares e eletrônicos.
Apple voltou a ser pequena se comparada com essa turma. A Apple voltou a ser um Davi no mundo dos Golias. A Apple voltou a ter 1% de participação de mercado.
Quem se importa com o tamanho ou posição quando se acredita no American Dream?
Sempre que eu viajo para os EUA um sonho passa pela minha cabeça: colocar toda a brasileirada da classe A,B,C, D até XYZ que ainda não teve a oportunidade de viajar para os States dentro de 100 aviões fretados da Boeing e levá-los para uma turnê de uma semana pelas principais cidades americanas. Eu tenho certeza que todos voltarão para a brasilândia transformados. INFLAMADOS da crença no TRABALHO DURO como única e verdadeira fonte de criação de sonhos e riquezas para a sociedade em que vivem.

Eu estava nos EUA visitando a CES - maior feira de produtos eletrônicos e informática do mundo - quando Jobs anunciou o iPhone. No mesmo dia em que Jobs fazia o seu discurso, eu assistia a uma pequena futura Apple fazer história ao ter o seu produto escolhido como o melhor produto da CES frente aos gigantes como Nokia, Motorola, Samsung e HP.
Visivelmente emocionado ao ser escolhido, o Presidente da pequena empresa subiu ao placo e agradeceu a platéia formada por milhares de pessoas com a seguinte frase, "Muito obrigado a todos pelo reconhecimento. Muito obrigado ao meu país. Quem venceu essa competição não foi a minha equipe. Quem venceu essa competição foi o American Dream. Parabéns a todos que ainda acreditam no American Dream e no poder de um único Indivíduo em realizar seus sonhos."
A CES reuniu esse ano em Las Vegas 2.700 fabricantes de produtos de tecnologia espalhados em 2 milhões de metros quadrados de exposição.
Pergunta: Quantas empresas brasileiras você pensa que eu encontrei expondo seus produtos em Las Vegas?
Apenas uma, a Bravox.
Cadê a Gradiente?
Cadê a CCE?
Por que não sustentar o sonho de criar algo REALMENTE inovador que o MUNDO INTEIRO queira comprar?
Por que em 40 anos de existência essas empresas ainda não foram capazes de CRIAR algo DRAMATICAMENTE diferente que o mundo inteiro queira comprar?
Eu me RECUSO a acreditar que não somos capazes de inventar o iPhone. Eu me RECUSO a aceitar a mediocridade do Brasil. Eu prefiro acreditar que ainda não acordamos. Eu prefiro acreditar que vivemos uma situação TEMPORÁRIA de pensar pequeno, pensar medíocre, pensar no próprio umbigo e no curto prazo. Eu acredito que é uma questão de estar amarrado ao Brazilian Dream e sua mentalidade extrativista de tirar para si o máximo dos outros.
Eu acredito na CCE e na Gradiente. Eu acredito que conseguir pagar a casa própria, conseguir ter um bom carro, conseguir guardar um certo dinheiro para pagar a faculdade dos filhos, conseguir ter dinheiro para o happy hour, conseguir descer para a praia de vez em quando fazem parte dos sonhos dos medíocres, e que um dia, eu verei a CCE, a Gradiente, ou uma pequena empresa emergente de Petrópolis no Rio de Janeiro não apenas reinventar o telefone, mas INVENTAR uma nova e fantástica maneira de vivermos melhor.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.
QUEBRA TUDO!!! Foi para isso que eu vim! E Você?
EU SOU FÃ DO SER HUMANO!


Ricardo Jordão Magalhães (ricardom@bizrevolution.com.br) é Revolucionário, Presidente e Fundador da BIZREVOLUTION (www.bizrevolution.com.br), onde ele ajuda as pessoas e as empresas a se transformarem em verdadeiras Empresas de Marketing focadas no foco dos seus clientes.  


Fonte  www.administradores.com.br 

 

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Banqueiro dos pobres

Empreendedorismo social, a miséria só será debelada quando o assistencialismo for substituído pela oferta de oportunidades.

por Marcos Hashimoto 

Uma das principais dificuldades do empreendedor é o acesso ao crédito. Sem o capital inicial, muitos empreendimentos não conseguem sequer sair do papel. A ironia é que atualmente há abundância de capital disponível no mundo, e, embora haja também uma demanda por crédito muito grande, este capital não encontra estes necessitados porque os critérios para se conceder crédito adotados pelas instituições financeiras partem do pressuposto que só é merecedor do financiamento aqueles que provarem serem bons pagadores, o princípio da exclusão.
Um economista bengalês virou esta lógica de cabeça para baixo. Muhammad Yunus, também conhecido como ‘o banqueiro dos pobres’, fundou, em 1978, um dos primeiros bancos de micro-crédito no mundo, em Bangladesh, o Grameen Bank. Para Yunus, a pobreza raramente decorre de preguiça, má formação educacional ou problemas pessoais, mas sim do custo proibitivo do capital. Para ele, tão importante quanto ao direito à alimentação e à moradia, é o acesso ao crédito. O Grameen Bank baseia suas relações com os clientes na confiança mútua. Pequenos grupos de mulheres (sim, as mulheres correspondem a 96% dos clientes) responsabilizam-se umas com as outras para garantir o retorno do empréstimo (mais de 98% dos empréstimos são retornados no prazo). Na verdade, sua lógica é simples: Na cultura islâmica, em que as mulheres são excluídas socialmente, o privilégio de receber uma média de 30 dólares (uma fortuna para elas) sem exigir nenhuma documentação nem garantias lhes dá tal senso de orgulho e responsabilidade, que todas fazem questão de manter esta confiança.
Vinte e cinco anos depois, com mais de 12 mil funcionários e presente em 46.600 vilarejos, o Grameen Bank se tornou referência para outras experiências de micro-crédito em 57 países. Yunus ganhou o prêmio Nobel da Paz no ano passado, mas mantém um estilo de vida austero. A despeito de seu império vive com a família em um apartamento de dois dormitórios no centro de Bangladesh. Suas realizações e sua formação em economia dão muita credibilidade às suas idéias:
“... lágrimas corriam de seus olhos pelo sentimento de que alguém realmente confiava nela para lhe dar tanto dinheiro. Ela pensava que se alguém confiava tanto assim nela, ela iria trabalhar muito duro, iria dar sua vida para assegurar que confiança iria continuar.”
“Não há estrutura legal, não há documentação, não podemos levar aos tribunais e processar a pessoa. Simplesmente confiamos nelas e elas confiam em nós.”
“É com o crédito que tudo começa. Com ele o pobre pode traduzir seu próprio talento, sua criatividade para criar sua vida. Com o crédito ele aprende a ganhar sua própria alimentação, conquista sua moradia e batalha por seus outros direitos humanos.”
“Caridade não ajuda as pessoas pobres. Caridade subtrai sua iniciativa, elimina sua dignidade. O que elas precisam é de oportunidade.”
“Para vencer a pobreza, projetos gigantescos não são suficientes. É preciso antes de tudo preocupar-se com o primeiro elo da cadeia: o ser humano. Oferecendo para ele esperança.”
Assim como Yunus, milhares de pessoas ao redor do mundo possuem idéias criativas e inovadoras para transformar e melhorar a sociedade e o meio ambiente. Estes são os empreendedores sociais. Com atitudes simples, mas carregadas de iniciativa, determinação, criatividade e visão, estes empreendedores contribuem com projetos como reintegração de menores em situação de risco, defesa dos direitos humanos, cooperativas comunitárias, capacitação e educação, inserção digital, socialização de portadores de deficiências, apoio e ajuda a familiares de desaparecidos, conscientização ambiental, erradicação do analfabetismo, construção de moradias populares, entre outras.
O terceiro setor vem crescendo e se estruturando como via alternativa para suprir as deficiências do Estado. Como entidades sem fins lucrativos, o grande desafio vem sendo garantir sua sustentabilidade. A maioria já se dá conta que não pode mais se manter na base de doações e contribuições e muitas começaram a aprender a gerar seus próprios recursos, vendendo produtos e serviços e gerando receita, mas mantendo o direcionamento de seus excedentes para re-investimento na própria instituição.
O micro-crédito já chegou ao Brasil, na forma de 110 instituições que trabalham como ONGs ou na forma de cooperativas de crédito. Os modelos nacionais tiveram que ser adaptados à realidade brasileira, pois a situação social, cultural e econômica é bastante distinta de Bangladesh, mas a filosofia continua sendo a mesma: A miséria só será debelada quando aprendermos que o assistencialismo deve ser substituído pela oferta de oportunidades.

   
 

por Marcos Washington. Texto publicado em 22.01.07

Fonte  www.administradores.com.br 

   
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  Como empreender sem dinheiro

Se você tem um projeto de negócio inovador encontrará alternativas de investimento para fazê-lo sair do papel.

por  Dr. José Dornelas

Se você perguntar a um empreendedor qual a principal dificuldade de se criar e manter um negócio no Brasil a resposta que ouvirá será: acesso ao capital. Eu diria que o acesso a recursos realmente não é simples no nosso país, mas não considero que este seja o principal problema ou dificuldade para fazer acontecer. Existem outros empecilhos, alguns dos quais criados pelos próprios empreendedores,pode-se citar a falta de planejamento responsável pelo sucesso e fracasso do negócio.

Mas voltando à questão de acesso ao capital, hoje em dia existem diversas alternativas para se conseguir recursos, até a “fundo perdido”, para você estruturar e desenvolver sua empresa. A premissa continua sendo a mesma: os projetos devem focar em inovação para terem chances de acessar tais recursos. As linhas existentes geralmente são provenientes de agências governamentais estaduais e do governo federal, sendo destinadas para capacitação de pessoal, pesquisa e desenvolvimento, acesso ao mercado e outras finalidades.
De todas as linhas, as mais atraentes são as destinadas a empresas inovadoras e que não exigem contrapartida significativa. Isso já é um diferencial considerável, haja vista que para a maioria dos empreendedores, conseguir dinheiro em bancos significa oferecer alguma garantia real como contrapartida. Indo direto ao ponto, vou citar apenas três bons exemplos.
Um deles é o projeto RHAE do Ministério da Ciência e Tecnologia e ligado ao CNPq. Através deste projeto, micro e pequenas empresas inovadoras conseguem bolsas para pagar seus funcionários envolvidos nas atividades de pesquisa e desenvolvimento. É como se o governo pagasse o salário de gente muito qualificada para trabalhar em sua empresa. Outro exemplo é o projeto PIPE da Fapesp de São Paulo (existem similares em outros estados da federação). No PIPE a empresa não precisa nem estar criada ainda para que o empreendedor submeta seu plano de negócios com vistas a conseguir os recursos para validar seu projeto inovador e depois colocá-lo no mercado. Há a possibilidade de se conseguir até R$500mil para projetos inovadores no PIPE. Cabe ressaltar novamente que não se trata de empréstimo e sim de aporte financeiro do governo em empresas inovadoras.
Finalmente, cabe citar um exemplo recente decorrente da Lei de Inovação. Trata-se de uma chamada pública da FINEP de subvenção econômica à inovação. Através desta linha de fomento pode-se conseguir a partir de R$300mil para desenvolver projetos inovadores em micro e pequenas empresas.
Então, podemos concluir que se você tem um projeto de negócio inovador encontrará alternativas de investimento para fazê-lo sair do papel. Apesar das grandes dificuldades encontradas para as empresas acessarem recursos financeiros no país, estes exemplos podem ser considerados alternativas extremamente interessantes. A premissa continua sendo a mesma: você deve propor algo diferente. Não adianta recorrer a estas fontes de recursos para projetos tradicionais e em mercados já saturados por negócios similares.

É isso aí.

Fonte www.josedornelas.com.br

 

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Emprendedor deve gostar do que faz ou fazer o que gosta

Cuidado para não se envolver em atividades que não domina, fazer o que gosta com gostar do que faz.  Os empreendedores bem-sucedidos geralmente gostam do que fazem, dedicam-se de corpo e alma ao negócio, tornando-se especialista no setor.

Por Dr.José Dornelas

Os empreendedores bem-sucedidos geralmente gostam do que fazem, dedicam-se de corpo e alma ao negócio e acabam por ser especialistas no seu setor. É a máxima que prega 99% de transpiração e 1% de inspiração. Isso é bem fácil de identificar, basta você olhar ao seu redor e notar como se comportam os empreendedores que você conhece e os quais você considera bem-sucedidos. Mas há exceções e precisamos entender que para termos mais chances de sucesso devemos gostar do que fazemos, mas nem sempre o sucesso vai aparecer porque optamos por fazer algo que gostamos e pronto. Confuso? Vou explicar melhor.
Neste último feriado viajei com minha mulher para Campos do Jordão para aproveitar o fim de semana prolongado e descansar um pouco. A primeira atitude que tomei antes da viagem foi o planejamento de onde ficar. Acessei vários sites até identificar uma pousada que fosse calma, bem estruturada e com um bom serviço. Após várias ligações telefônicas encontrei aquela que parecia ideal. As informações e fotos no site da pousada eram bem explicativas. Liguei para lá e conversei diretamente com a dona, que rapidamente contou quase toda sua história, dos diferenciais da pousada etc. Achei uma atitude simpática e não muito comum.
Viajamos e ao chegar à pousada não encontramos ninguém na recepção. Algum tempo depois uma moça veio nos atender, mas não sabia dar explicações sobre a pousada, a reserva etc. Após alguns minutos conseguimos finalmente nos instalar. O chalé era realmente muito bom, com decoração individualizada e se percebia a preocupação com os mínimos detalhes. Logo depois, consegui conversar com a dona e percebi que a pousada era o seu projeto de vida e por isso ela procurou fazer o que sempre vislumbrava em seus sonhos.
Mas a dona confundiu fazer o que gosta com gostar do que faz. Após alguns dias lá percebi que o serviço não estava à altura do lugar e de sua infra-estrutura de primeira linha. Era falta de preparo da dona e dos funcionários. A dona era extremamente apegada ao local e concentrava todas as decisões em suas mãos. Ela não percebeu que no setor no qual atua - o turismo - o mais importante é o serviço e atendimento ao cliente. Aí eu percebi que ela gosta de ter uma pousada, aquela pousada dos sonhos, mas não está preparada para gerir uma. É uma pena, pois se trata de um projeto de vida… Infelizmente, muitos empreendedores brasileiros sofrem do mesmo mal. Acreditam que pelo fato de gostar de pizza serão bons donos de pizzaria.
Quando voltei de viagem, achei que deveria compartilhar com vocês esta história. O fim de semana não foi ruim não, pelo contrário, ainda mais em Campos do Jordão. Mas voltando ao nosso tema, a conclusão é simples: cuidado para não se envolver em atividades que não domina, não confunda fazer o que gosta com gostar do que faz e lembre-se que o futuro de qualquer negócio dependerá do atendimento ao cliente, ou seja, um serviço de qualidade. É isso aí.

 

Jose Dornelas. Fonte www.josedornelas.com.br

 

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Encontre oportunidades observando as tendências tecnológicas

Não se limite em focar apenas no curto prazo. A grande oportunidade é aquela com a qual você se identifica e que apresenta grandes perspectivas para o futuro do negócio

Por Dr. José Dornelas

Eu tenho recebido vários e-mails recentemente com perguntas sobre as grandes oportunidades do momento. Na verdade, estas perguntas ocorrem com freqüência, mas existem momentos em que a quantidade delas surpreende e, por isso, cabe tratar do assunto de forma especial. Eu já falei aqui que a grande oportunidade é aquela com a qual você se identifica e que apresenta grandes perspectivas para o futuro do negócio, ou seja, não pode focar apenas no momento presente, no curto prazo.
Coincidentemente, ao acessar alguns sites que costumo visitar, me deparei com um artigo bem interessante na revista INC (www.inc.com) - uma publicação americana voltada para empreendedores da área de tecnologia e de empresas em rápido crescimento. Um colaborador da revista apresentou algumas tendências tecnológicas bastante inusitadas e que, se aproveitadas devidamente, poderão trazer grandes oportunidades a qualquer empreendedor curioso e criativo, mesmo que não seja especialista em tecnologia. Isso porque muitos projetos podem se aproveitar das inovações tecnológicas para criar serviços e modelos de negócios para mercados ainda não desenvolvidos.
Como exemplos são citados os robôs e suas aplicações, que rapidamente se tornarão comuns no dia-a-dia das pessoas. Imagine o robô que limpa a casa ou aqueles que fazem tarefas perigosas e que podem ser arriscadas para a maioria dos seres humanos? Aliás, uma das inspirações do jogo Ottomax (www.ottomax.com.br) foi a fábrica de robôs do Dr. Otto, e que tem agradado todos os que jogam…
Outra tendência apresentada é a possibilidade, cada vez mais real, das pessoas conversarem com os computadores. Alguns algoritmos têm sido desenvolvidos pelos cientistas e pesquisadores em várias partes do mundo com o objetivo de permitir a interação homem-máquina acontecer de forma mais natural. Além disso, as traduções de qualquer texto ou som para qualquer língua também são grandes projetos de pesquisa em andamento.
Uma das novidades que mais me chamou a atenção é a criação de softwares inteligentes nos PCs com o intuito de mapear nossas atividades e, através de inteligência artificial, antecipar o que gostaríamos de ver ou fazer, mesmo antes de tomarmos alguma iniciativa. Isso já é possível em alguns protótipos que abrem telas, mostram os arquivos mais acessados, ou mesmo sugerem para quem você precisa enviar um e-mail, antes de você pensar em fazê-lo. Tudo com base na análise histórica de suas decisões frente à máquina.
Como eu disse, você não precisa ser o pesquisador por trás destas grandes inovações tecnológicas para capitalizar sobre as oportunidades decorrentes destas invenções. Basta começar a imaginar e antecipar algumas possíveis aplicações destas tendências. Um exercício que com certeza lhe trará idéias no mínimo diferentes.
A partir daí, siga algumas de nossas dicas sobre como avaliar uma oportunidade e quem sabe você não implementa algo singular!
É isso aí.

Fonte www.josedornelas.com.br

 

   
   
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A Essência do Sucesso

Dicas para o sucesso, embora ele seja experienciado de um modo único  por cada um.

Por Gerhard Gschwandtner

Para se manter focado no sucesso, existem várias dicas que servem tanto para a realização pessoal quanto para a profissional. Existem centenas de fatores que levam ao sucesso. Embora a história de sucesso de cada pessoa seja única e diferente, existem sete qualidades centrais que a as pessoas de sucesso creditam para o seu sucesso.
1. A capacidade para trabalhar duro com o seu coração e com a sua cabeça- Pense sobre o motivo de você trabalhar. Se a resposta é o dinheiro, você provavelmente está trabalhando muito duro pelos motivos errados. Pessoas que amam aquilo que fazem se sentem mais satisfeitas, porque elas não querem desperdiçar o seu tempo fazendo qualquer outra coisa.
2. A compreensão de que nós não podemos colher os frutos do nosso trabalho todos os dias-Mesmo as pessoas mais bem sucedidas experimentam baixas. Você pode perceber que existem times de futebol que passam meses sem conquistar nenhum título e depois se tornam campeões em vários torneios seguidos. Os vencedores são vencedores porque eles não desistem e continuam tentando.
3. A capacidade para pensar- As pessoas bem sucedidas usam a sua capacidade de pensar de três maneiras:
a) criativamente: para projetar o futuro;
b) positivamente: para aumentar a motivação;
c) confiantemente: para aprender e tirar proveito dos retrocessos.
Quanto mais cedo você começar a pensar de forma eficaz, mais cedo você vai agir e se sentir diferente.
4. A capacidade para cuidar de você mesmo e das outras pessoas- As pessoas bem sucedidas cuidam profundamente das necessidades das outras pessoas sem negligenciar as suas próprias necessidades. Elas praticam exercícios regulares, seguem uma dieta saudável e administram sua saúde emocional entrando em contato com pessoas positivas, lendo livros positivos e procurando ajudar as outras pessoas.
5. A capacidade para crescer e mudar -Enquanto perdedores continuam repetindo os mesmos velhos assuntos das suas vidas (evitando mudar, evitando correr riscos, evitando novos aprendizados e evitando o sucesso), as pessoas bem sucedidas continuam alcançando mais e mais. Elas aguçam suas habilidades profissionais, elas aprimoram suas habilidades de relacionamento, elas são comprometidas na melhoria contínua e na excelência profissional. Elas perceberam que crescer significa um sofrimento temporário, mas elas continuam crescendo porque elas sabem que não crescer significa um sofrimento permanente.
6. A capacidade para assumir a responsabilidade do seu sucesso e fracasso- As pessoas mais bem sucedidas se vêem como donas de suas próprias vidas. A cada novo dia duas páginas do livro da vida se revelam: a página da esquerda e a página da direita. A página da esquerda é criada pelo mundo exterior sobre a qual você não tem influência ou controle. A página da direita está vazia e é preenchida por aquilo que você escolhe escrever. Perdedores deixam a página da direita vazia e reclamam sobre a página da esquerda. Vencedores completam a página da direta e com o passar do tempo suas anotações vão influenciar o que vai aparecer no decorrer do livro. Enquanto perdedores se deparam com o fracasso à revelia, vencedores se deparam com a fama e o sucesso pela determinação.
7. A convicção de que o sucesso é um processo- A maioria das pessoas bem sucedidas acredita que o sucesso é o resultado de um processo que pode ser aprendido, repetido e alcançado. A essência do sucesso é como o código de um programa de computador que contém uma longa série de instruções precisas. As pessoas bem sucedidas usam cada experiência importante como uma lição para aprender mais sobre o código do sucesso. Algumas dessas lições de aprendizagem custam um alto preço, outras são obtidas como um presente de outras pessoas que aprenderam com seus próprios sucessos ou fracassos. Diariamente é oferecida a nós uma nova chance de aumentar nosso programa para o sucesso.
Sucesso requer um firme propósito, empenho e muita prática. Mãos a obra!


Por Gerhard Gschwandtner

   
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Morte em açude. Empresa de águas deve indenizar família de afogado

Fonte: www.conjur.com

Empresa de saneamento é responsável pela segurança de seus reservatórios de captação. Em uma decisão unânime da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) foi condenada a indenizar a família de um homem que morreu afogado em um açude da concessionária, na cidade de Butiá (RS). Cabe recurso.
A desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, relatora do recurso, afirmou que a companhia deve ser responsável pelas medidas de segurança por ser concessão de serviço público para captação de água do açude, que pertence ao município de Butiá. “Deixando o lugar perigoso, que estava sob sua responsabilidade, ao acesso da população, ainda mais estando ciente que servia para banho e pesca, a demandada descumpriu dever de agir, evidenciando, assim, sua conduta culposa por negligência.”
A família afirmou que o local do acidente é usado pela população da cidade para recreação. E ainda: que a Corsan tem conhecimento da situação e não fez nada para evitar acidentes. Outras mortes teriam acontecido no local, mas a empresa não tomou providências para alertar sobre perigos ou impedir acesso ao açude.
Na sua defesa, a companhia culpou a vítima por ser uma pessoa maior de idade quando morreu (23 anos) e por nadar sozinha e de madrugada. Alegou, ainda, que não há provas de que a morte ocorreu por afogamento. Também argumentou que o poder público não exigiu a colocação da cerca no local, além do fato de servir de ponto de entretenimento para a população da cidade.
Em primeira instância, a empresa foi condenada a pagar 400 salários mínimos (R$ 150 mil) por danos morais para o pai e o mesmo valor para a mãe, além de pensão a cada um de 1/3 do salário (R$ 125) desde a data do afogamento (10/11/1991) até o dia em que a vitima completaria 25 anos (17/10/1993).
A família recorreu da sentença. Pediu que a pensão fosse elevada para um salário mínimo (R$ 375) pelo período de 11 meses. A partir daí, o valor da pensão seria reduzido pela metade (R$ 187,5) até o dia que a vítima completaria 65 anos. Solicitaram, ainda, que o dano moral, no valor de R$ 150 mil, fosse concedido aos irmãos da vítima.
A empresa argumentou que não foi comprovado que os pais dependiam financeiramente da vítima e avaliou como exorbitante o valor fixado por dano moral. Foi concedida, então, pensão mensal de um salário mínimo deduzido de 25% (R$ 281,25) até data que a vítima completaria 25 anos e metade de um salário até os 65 anos.
O TJ reconheceu o dano moral tanto para os pais como para os irmãos. Mas, reduziu o valor para R$ 40 mil de indenização para cada um dos pais e R$ 10 mil para cada um dos seis irmãos.


Processo 7001776119  Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2007

Fonte: www.conjur.com

 


   
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Realidade virtual repete os problemas do mundo real

Fonte: www.conjur.com

Em tempos de processo eletrônico, a internet entrou de vez no cotidiano dos advogados, juízes e promotores. Mais recentemente, a discussão sobre o bloqueio do YouTube, além das discussões sobre o Orkut, e surge a promessa de uma nova onda: o Second Life, criado pela Linden Lab em 2003. Trata-se de um jogo que, no jargão dos aficionados, é chamado de MMORPG, massive multiplayer online role playing game. Jogo pela Internet no qual as pessoas podem criar um personagem virtual, à sua imagem e semelhança — ou não, chamado de avatar, e começar a levar uma “segunda vida”.

Não se trata de novidade, podemos falar do Ultima Online, Everquest, World of Warcraft e Ragnarok, entre outros. O diferencial é que o Second Life terá uma versão em português lançada no dia 27 e está gerando uma grande expectativa naqueles que pretendem fazer do jogo um novo modelo de negócios.

É o velho Banco Imobiliário misturado com TheSims, com o plus da interação online e em tempo real. Alguns milhares de brasileiros já criaram seus avatares e estão participando do jogo, que já conta com quase 3 milhões de inscritos. Com uma ressalva: os requisitos de sistema inviabilizam a participação de PCs populares, pois é exigida uma máquina robusta com placa 3D e conexão banda larga.

A coisa começa a ficar mais séria a partir do momento que você precisa obter lindens, a moeda que faz girar a economia desse território digital. Claro que pode ser comprada por cartão de crédito e outros meios de pagamento. E quanto mais lindens, maiores as possibilidades do seu “eu virtual”.

No Second Life o ambiente virtual é subdividido em terras, ou ilhas, onde se reúnem pessoas que falam a mesma língua, e têm interesses comuns. E consta que os brasileiros já são a quarta população que ali “habita”. Essa população tem crescido numa taxa de 50% ao mês, taxa essa de fazer inveja até mesmo à espécie dos leporídeos.

Assim, já foram criadas cidades que imitam a realidade, inclusive São Paulo e sua famosa Avenida Paulista. O preço dos terrenos é relativamente baixo e promete uma supervalorização se o jogo “pegar”. Várias empresas estão interessadas em anunciar e vender seus produtos, inclusive as agências de notícia da Reuters e da brasileira G1 já estão lá cobrindo as novidades.

Em um despretensioso passeio, seu avatar vai se deparar com produtos conhecidos no mundo real e outdoors de empresas — mesmo que em São Paulo estejam limitados, bem como adentrar seus shows-rooms, onde poderá conhecer toda a gama de produtos e serviços oferecidos por aquele fornecedor, aos próprios avatares, ou mesmo aos personagens reais que os animam, atrás dos teclados de computadores — pessoas de carne e osso, como você e eu.

O que torna a brincadeira mais interessante é que o visualizador do Second Life está sendo disponibilizado em open source, ou código aberto, o que traz a possibilidade de “posse” desses bens virtuais, possibilitando sua negociação e lucro sem participação direta da empresa que criou esse “mundo”.

Como no mundo antigo, as terras e ilhas têm donos, que vendem terrenos, e garantem a ordem no pedaço. Podem vender, ou ceder terrenos aos seus “conterrrâneos”, e impor a ordem, suspendendo, ou mesmo banindo os avatares inconvenientes. Cria-se também a hipotética figura do sem-terra, ou sem-teto virtual.

É como um e  feudalismo. Será que o “senhor avatar feudal” poderá impor sua vontade soberanamente por muito tempo, ou será que terá de ceder a pressões da “vassalagem virtual”, ou das empresas, que estão ali gastando seus lindens? Ou mesmo da empresa detentora do jogo, lembrando que há leis “reais” que imperam sobre essa empresa. "O código é lei”, teoria de Lawrence Lessig, encaixa-se como uma luva. Salvo algum bug ou erro de sistema, o usuário só pode fazer o que é determinado pelas linhas de código que compõem o software.

Caso a sanha capitalista extrapole os limites do desejável no jogo, poderá acabar provocando um “nomadismo virtual”, ou e-emigração. Mas até lá, muitos lindens irão circular, e todos os participantes estarão investindo pelo menos seu tempo nessa nova brincadeira.

Afetando o Direito e outras áreas.Hipótese - Já merece reflexão a conveniência de punição das condutas tidas por contrárias aos bons modos e costumes. Uma vez que as exasperações, protestos e brigas são esperadas, é de se esperar também que haja prisões? Limitações de direitos? Mas serão reais ou virtuais? Será só o avatar que será penalizado, ou seu animador, ou sua conta de cartão de crédito?

Os personagens provavelmente terão de pagar impostos pelas transações e serviços ali efetuados. Terão de dar satisfações às autoridades judiciárias locais, ou será que nosso Ministério Público poderá vislumbrar a existência ali de um estabelecimento virtual da empresa real, que deverá ser processada? Ou tudo se resolverá no virtual? Mas o virtual não é a extensão do real?

Enquanto se falava de jogo MMORPG, tudo poderia ser tratado como uma brincadeira de jovens e adultos. Mas, e agora, quando pessoas reais, incorporadas em seus avatares, e empresas do mundo real ali se estabelecem, para ofertar bens como na vida real, começaremos a ter os mesmos problemas da vida real. O jogo no caso mascara problemas já conhecidos do meio virtual, mas agora em formato 3D, em caráter contínuo.

Alguns colegas advogados já se adiantaram e montaram seus escritórios no Second Life. Discussões sobre o Código de Ética e intenções de marketing jurídico à parte, podemos pensar mais adiante: se essa moda pega, será possível que o Second Life tenha uma OAB e Tribunais virtuais? Delegacias? Clientes avatares? Avatares processando avatares?

Nesse ritmo, muito provavelmente teremos o processo eletrônico dentro do Second Life, e quem sabe, um novo tipo de Habeas Corpus, para garantir a locomoção virtual nesse ambiente.

Podemos também falar no risco que representa aos profissionais da psicoterapia. Ao invés de tratar os males da psique, os indivíduos “reais” poderão preferir recomeçar sua existência, a partir de personagens “idealizados”, sem gordurinhas indesejadas, velhas frustrações e dores na alma. Ou aumentar o número de internos em clínicas de recuperação de viciados em tecnologia, que já existem no mundo real.

Já anotou o filósofo esloveno Slavov Zizek que nos jogos online é possível viver uma existência sublimada: o fraco pode parecer forte, o gordo magro, o tímido ousado, o pobre pode virar rico.

Será que ali estamos nos relacionando com várias pessoas, diferentes “entidades” que incorporam distintos avatares, ou não estamos nos relacionando com personalidade alguma?

Uma nova realidade- Indo um pouco mais além, temos a realidade virtual e o mascaramento dos sentidos através dos bits. Tanto William Gibson, autor de “Neuromancer” como Jean Baudrillard, de “Simulacra e Simulação” (que inspirou o filme Matrix), entre outros, anteviram o futuro e conceberam o ciberespaço, abrindo as portas da imaginação e da percepção sensorial no mundo virtual.

Como filosofou Nietzsche em Crepúsculo dos Ídolos, “para existir arte, para qualquer tipo de atividade estética ou perceptiva existir, uma certa pré-condição psicológica é indispensável: intoxicação”. O termo atualizado seria “imersão”.

Portanto, não estamos falando tão somente de mais um jogo ou de mais um modismo, mas das condutas e práticas que ocorrem na Internet rumo a uma nova realidade. Da evolução do pensamento, de como encarar essas novas tecnologias e seus efeitos no mundo fático.

E deste modo, uma das crenças mais comuns hoje, que a Internet é apenas um meio, e não um mundo à parte, está correndo risco de obsolescência. E mais: poderemos ter não só um, mas vários mundos à parte — com reflexos claros e graves no mundo “real”.E você, já está preparado para a realidade virtual?


Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2007- Omar Kaminski: é advogado, diretor de Internet do IBDI

 

 


   
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Números do caos. Processos da Justiça de São Paulo chegam a 16 milhões

por Fernando Porfírio

A enxurrada de reclamações que deságua na Justiça paulista manteve seu ritmo de crescimento no ano passado. O número de processos em andamento, na primeira instância, cresceu em mais de um milhão. Passou de 14.807.087, em 2005, para 15.995.916 em 2006. Na segunda instância, há mais de 600 mil recursos em andamento. É o que se conclui do Comunicado nº 68/07, da Corregedoria-Geral da Justiça.

Enquanto cerca de 5,6 milhões de novos casos foram distribuídos aos juízes de primeira instância, eles conseguiram produzir pouco mais de 3,3 milhões de sentenças. Ou seja, o percentual de sentenças de primeiro grau corresponde a cerca de 61% do número de novos feitos que entrou na Justiça. Os outros 39% vão se somar aos que aguardam sentença.

Os números mostram que cada um dos 1.742 magistrados decidiu quase dois mil casos em 2006.

Produtividade- A produtividade – medida pela correlação entre a quantidade das ações distribuídas e a daquelas em andamento no fim do ano – continuou em queda livre. Repetiu-se o cenário dos dois anos anteriores.

É esse índice que reflete a velocidade com que o estoque de processos em andamento é renovado anualmente. Entre 2001 e 2003, a produtividade da primeira instância subiu de 0,43 para 0,50.

O índice de produtividade passou a descer ladeira abaixo a partir de 2004, quando voltou ao patamar de 0,40% e continuou na mesma pedalada em 2005. No ano passado, desceu para perto de 0,32%. Ou seja, em 2006 foram distribuídos 5,6 milhões de processos. Mas, em dezembro, o número de feitos era quase três vezes maior (15,995 milhões).

A diferença entre processos entrados e saídos vão se acumulando ano a ano. As reclamações entram no Judiciário e passam anos para saltar de uma instância para outra. É como uma represa estocando água. Só que, nesse caso, papel que trata de conflitos de interesses de indivíduos e da sociedade.

Os números mostrados revelam que o cidadão descobriu em que porta deve bater para resolver suas desavenças. Também indicam que os magistrados paulistas estão sobrecarregados e não encontraram o rumo para resolver o turbilhão de litígios, mesmo tendo trabalhado mais.

No período de seis anos, a demanda pela justiça caminhou célere e entupiu os cartórios. Em 2000, o número de feitos na primeira instância era de 10,7 milhões. De lá para cá, não parou de crescer. Em 2003, pulou para a casa dos 11,7 milhões. Em 2004, saltou para 13,4 milhões. Em 2005, para 14,8 até beirar os 16 milhões no ano passado.

Mãos à obra - Os juízes da primeira instância paulista produziram um número maior de sentenças quando se faz as comparações.

O número de processos distribuídos na primeira instância, em 2006, registrou queda em relação ao ano anterior. A diferença, a menos, foi de mais de 239.347 feitos.

Em números absolutos, foram ajuizados na primeira instância 5.872.872 processos em 2005. No ano passado, esse número caiu para 5.633.525. As sentenças proferidas, no entanto, tomaram um rumo inverso. Saltaram de 3.119.855, em 2005, para 3.360.037, em 2006.

As áreas cíveis (pública e privada) e a de execuções fiscais somadas respondem por 3,7 milhões desses novos feitos. A criminal recebeu 610 mil e a da infância e juventude, 215 mil.

Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais tiveram, juntos, quase 1 milhão de ações distribuídas. Nos Juizados Especiais Cíveis foram firmados cerca de 135 mil acordos.

Segunda instância-  Na segunda instância, como era de se esperar, o quadro reflete o andar de baixo. O número de recursos em andamento no maior tribunal do país ultrapassa a casa dos 600 mil. A cada dia, perto de 1,8 mil processos batem à porta do TJ paulista, numa média de 40 mil por mês.

É como se cada um dos 357 desembargadores, além dos 600 mil feitos em andamento, a cada dia, recebesse em seu gabinete mais cinco processos para apreciar. O que ao final do mês daria um pouco mais de uma centena de casos.

No ano passado, de acordo com dados da Corregedoria-Geral da Justiça, foram 447 mil recursos. A distribuição atingiu a marca de 438.596 e um total de 593.703 votos proferidos. O número de decisões foi de 443 mil.

A demanda pelo TJ-SP para a solução de conflitos, no ano passado, foi inferior a de 2005, quando esse número bateu o recorde de 739.574. Nos anos anteriores, esse total oscilava na faixa de 160 mil. A exceção foi 2004, quando uma greve fez baixar a entrada de autos para 90 mil recursos.

No ano passado, os recursos que entraram no tribunal tiveram o seguinte destino: 198 mil foram para a Seção de Direito Privado, 91 mil para a de Direito Público, 142 mil para a de Direito Criminal e 14.347 ao Órgão e Câmara Especiais.

Só em dezembro, o TJ paulista recebeu 34.426 recursos, 16.038 da Seção de Direito Privado, 7.758 da Seção de Direito Público, 9.679 da Seção Criminal e 951 do Órgão e da Câmara Especiais. Foram julgados 32.726 recursos.

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2007
Fonte www.conjur.com.br

 


   
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Dinheiro de volta em caso de desistência, consórcio tem de devolver valor pago

Fonte: www.conjur.com

Consumidor que desiste de consórcio tem direito de receber o valor já investido no contrato. O entendimento é do juiz Hector Valaverde Santana, do 3º Juizado Cível de Brasília. O juiz acolheu o pedido de um consumidor que aderiu a um consórcio administrado pela Bancorbrás, para determinar que a empresa lhe restitua o valor das mensalidades pagas.
De acordo com o processo, o cliente aderiu a um grupo de consórcio da empresa e Depois de pagar algumas parcelas, desistiu do contrato. Solicitou, então, a devolução das parcelas pagas, mas não foi atendido. A Bancorbrás argumentou que o autor deveria aguardar o prazo previsto para o término do grupo, para receber a quantia.
O juiz considerou que a posição do banco contrariou o Código de Defesa do Consumidor. Ele esclareceu que se trata, no caso, de um contrato de adesão, regulado pelo Código de Defesa do Consumidor, de acordo com o artigo 54. Conforme a regra, “contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo”.
“A exigência excessiva de que o consumidor desistente aguarde o fim de um grupo estabelece obrigação que coloca, arbitrariamente, a parte mais fraca em desvantagem exagerada, sendo, portanto, abusiva, segundo o entendimento das regras protetivas do consumidor”, disse o juiz.


Processo 2006.01.1.082523-8 - Circunscrição:1 – BRASILIA - Processo: 006.01.1.082523-8 –  Vara: 1403 - TERCEIRO JUIZADO ESPECIAL CIVEL
Fonte www.conjur.com.br

 

   
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Família de vítima da cratera recebe indenização do Metrô

Fonte: www.conjur.com

O primeiro acordo entre uma família vítima do desmoronamento nas obras da linha 4 do Metrô e a seguradora Unibanco AIG foi concluído na tarde do dia 24 de janeiro, em audiência na Secretaria de Justiça, no centro de São Paulo. A indenização deve ser paga nos próximos dias para a família da advogada Valéria Alves Marmit, de 37 anos.
Segundo informações da reportagem da Rádio Eldorado AM, a Defensoria Pública, a seguradora e os familiares da vítima não autorizaram a divulgação do valor negociado. A indenização foi baseada a partir de três pontos: danos morais, lucros cessantes ( danos materiais), baseados na salário que a advogada Valéria recebia e na expectativa de vida dela, e a pensão mensal vitalícia para os três filhos dela.
O secretário estadual da Justiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey, disse que não sabe quando ocorrerão novas reuniões para acordo.


Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2007, 17,18 hs
Fonte www.conjur.com.br

   
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